Um destino desafiante

Viajar para Marrocos outra vez é como se, de repente, tivesse transposto a porta dos meus sonhos antigos! E será que as crianças ainda vão dizer: “Madame un dirham!?”
Se nunca foi a Marrocos e ninguém lhe contou episódios ou peripécias vividas nessas terras, terá dificuldade em saber como atuar perante os marroquinos. É um povo sui generis na sua forma de ser e de estar! Rapidamente se acercam de nós querendo servir de guias ou levar-nos a esta ou àquela banca ou loja no intuito de ganhar dinheiro. É necessário estarmos alertas para tal facto. Há que ser hábil e assertivo! Se pretender os préstimos deles não aceite o primeiro valor pedido por eles, regateie e ofereça tipo um terço do inicial! Os marroquinos não são perigosos, são apenas insistentes! É a forma que a maioria tem de ganhar a vida. Há que ser mais expedito que eles e ou dispensar os seus préstimos “caros” ou negociar no ato e pagar só no fim.
Excetuando isso Marrocos é um destino interessante e diferente com muito para oferecer. Desde mesquitas, a medinas/souks, a riads, a kasbahs, a palmeirais, a gargantas de rios, às montanhas, ao oceano e ao deserto, tudo isto pode encontrar num destino tão perto de nós.
Embarque nesse desafio exótico e conservará para todo o sempre momentos inesquecíveis!

Marrocos é um país multifacetado. Situado no Norte da África por um lado tem traços africanos (faz fronteira com a Argélia a leste, a sul e sudeste com a Mauritânia) bem como influências das culturas berbere, árabe e europeia e por outro lado o seu clima e variedade topográfica.
Marrocos é um país montanhoso (Cadeia do Rife, do Médio Atlas, Alto Atlas e Anti Atlas) mas também com grandes extensões de deserto bem como um longo litoral (Oceano Atlântico e Mar Mediterrâneo). Tem um clima mediterrânico. As alturas ideais para fazer uma viagem a Marrocos é a primavera ou outono.
Rabat é a sua capital, destacando-se cidades como Casablanca (a maior do país), Tânger, Fez e Marraquexe.
A sua religião predominante é o Islão e as suas línguas oficiais são o árabe e tamazight. Atualmente o Inglês está a ganhar alguma expressão, sendo o Francês uma língua falada e compreendida por grande parte da população.
1.ROTEIRO DE 7 DIAS
2. MOEDA
1. ROTEIRO DE 7 DIAS
| 1º DIA | Tarde – Casablanca |
| 2º DIA | Casablanca e Marraquexe |
| 3º DIA | Marraquexe e Ouarzazate |
| 4º DIA | Ouarzazate + Skoura + Boulmane + Gargantas do Dadès +Tinehir |
| 5º DIA | Gargantas do Rio Todra + Merzouga + Ida ao Deserto (Erg Chebbi) |
| 6º DIA | Rissani+ Palmeiral +Erfoud+ Gargantas do Ziz + Ifrane + Fez |
| 7º DIA | Fez |
| 8º DIA | Manhã – Fez |
1º DIA – TARDE – CASABLANCA
Com um voo de menos de 2 horas, chega a um destino completamente ímpar – Casablanca. Levantámos o carro no aeroporto bem como dinheiro marroquino (dirhams). Aí começa logo uma aventura daquelas, pois eles são completamente loucos a conduzir mas é impressionante como eles se orientam no meio do caos da sua condução pois não observámos um único acidente!
Feitos cerca de 35 km, do aeroporto até à cidade de Casablanca, ao Boulevard de la Corniche onde se situava o hotel, fizemos check in no Hotel Azur e ainda tivemos tempo de fazer a marginal Corniche D’Ain Diab, que é muito interessante e ter um primeiro contacto com um dos ícones de Casblanca – a Mesquita de Hassan II.

Jantámos num dos muitos restaurantes existentes ao longo da marginal.
2º DIA – MANHÃ – CASABLANCA; TARDE – MARRAQUEXE
Casablanca é uma metrópole desconcertante onde tradição e modernidade coexistem. Uma cidade com edifícios Art Decò


e arranha-céus que contrastam com as pequenas lojas da medina, com suas ruas estreitas e sinuosas e com uma mesquita célebre pelo seu grande minarete, que se situa na Corniche d’ Ain Diab – uma avenida costeira repleta de restaurantes, hotéis, piscinas, nightclubs e um instituto de talassoterapia.
De manhã dirigimo-nos de carro para a Praça das Nações Unidas – o coração da cidade nova – (tendo no trajeto visto o Mercado Central), onde estacionámos o carro. Aí pudemos, desde logo, apreciar alguns edifícios com formas geométricas. Não muito longe dali pudemos começar a contactar mais de perto com locais mais exóticos para qualquer viajante europeu.
Começámos a vislumbrar a Torre do Relógio perto da qual se iniciava a Medina Antiga com uma porta característica da entrada destes espaços. Antes de nos embrenharmos nesse espaço com características muito peculiares, demos uma volta pela Avenidas das Forças Armadas Reais, Moahamed V e Houphouet- Boicny.


Mas… ansiávamos por começar a contactar com algo muito típico em Marrocos: a antiga Medina – sendo que a de Casablanca não é grande e então é fácil orientarmo-nos sem qualquer tipo de ajuda. Tal qual como outra qualquer encontra-se dividida por zonas: das especiarias, de peças em barro, de candeeiros, de roupa…..e para além disso há as célebres mesquitas. É um local a não perder em qualquer cidade marroquina pois é único: uma variedade de produtos e um colorido que não se encontra facilmente em muitos locais do mundo.


Mas este era apenas o primeiro grande momento do dia. Fomo-nos deslocando no sentido do Oceano, observando um pouco das rotinas dos marroquinos ao longo das ruas e vislumbrando bem ao longe a torre da Mesquita Hassan II.

Passámos pelo célebre Rick’s Café mas apenas fotografámos pois estava fechado.

O Rick’s Café , restaurante piano-bar, aberto ao público em 2004 foi concebido para recrear o bar, tornado famoso pelos atores Humphrey Bogart e Ingrid Bergman no clássico filme Casablanca (de 1942). Situa-se numa antiga mansão e apresenta detalhes arquitetónicos e decorativos que lembram o filme. Há um piano dos anos 30 e é recorrente as pessoas solicitarem a interpretação de: As Time Goes By.
À medida que nos íamos aproximando da Mesquita Hassan II íamos sentindo um pulsar cada vez mais acelerado pois sabendo que é das mesquitas mais deslumbrantes do mundo inteiro e podermos também nós fazer parte de quem a comenta, é magnifico! Começa logo pela escolha da sua localização: à beira do Oceano Atlântico – que lhe atribui, por si só, uma beleza estonteante.


É difícil precisar quantos cliques realizámos: primeiro ao conjunto e depois aos diversos pormenores fabulosos, sendo de realçar: o minarete pela sua altura e pela riqueza de decoração,



as fontes com um trabalhado minucioso de azulejos e de arcos e colunas em mármore e as portas duplas em forma de arcos pontiagudos emoldurados por colunas sendo muitas delas revestidas de bronze, entre outros.



Após isso queríamos muito regalar os nossos olhos no interior. Ficámos a saber que só o poderíamos visitar da parte da tarde pois estava a decorrer um momento de oração. Como ainda nesse dia fazia parte do plano irmos para Marraquexe,

apanhámos um táxi e fomos almoçar ao Restaurante Les Fleurs – na Avenida das Forças Armadas Reais. O interior era de um requinte deslumbrante. Já conhecendo as iguarias marroquinas, não nos desiludimos.
Tínhamos combinado de antemão com o taxista levar-nos de volta à zona da mesquita sem antes, no entanto, nos ter proposto a visita a uma farmácia de especiarias onde acabámos por comprar óleo de Argão e bottox. Este é o espírito de um marroquino – negócio – dar a conhecer o que há de típico e se possível levar o viajante a comprar. De seguida deixou-nos na zona da Mesquita. Fomos adquirir os bilhetes (bilhetes – 120 Dh por px) para podermos finalmente gozar momentos únicos.
A Mesquita Hassan II, inaugurada em 1993, é um must. Com capacidade para acolher 25.000 pessoas é um dos maiores edifícios religiosos no mundo inteiro. Ela ocupa 9 hectares sendo que dois terços estão sobre o mar. O seu minarete representando o “farol “ do Islão com 200 metros de altura possui dois feixes de LASER na direção de Meca.

O equilíbrio imponente do exterior como que preparava o viajante para um interior inigualável (sem sapatos). Qualquer pessoa por mais alta que seja sente-se diminuta num local tão grandioso.



Com estuque esculpido, tetos de cedro, pavimento e colunas trabalhados em mármore, granito, ónix e travertino, bem como paredes e/ou colunas enriquecidas com mosaicos cerâmicos típicos de Marrocos (zellij), faz deste local algo inigualável.
Depois de termos apreciado os 2 pisos da mesquita estava na hora de rumarmos a outras paragens. Após visita à Mesquita o taxista levou-nos até ao parque de estacionamento (18 Dh) – Praça das Nações Unidas (táxi – 45 € )
Tínhamos um percurso de cerca de 235 km pela frente para atingirmos Marraquexe, onde chegámos ao fim do dia com esta paisagem a receber – nos!

Tendo ficado a pernoitar no Hotel Wazo – um espaço muito interessante em estilo moderno, a 6 ou 7 km do centro da cidade – ainda fomos de carro para o centro e estacionámos o carro num parque perto da mesquita para darmos uma volta pela emblemática e mais visitada cidade de Marrocos – Marraquexe.
Ainda pudemos observar, e cansar os nossos dedos para mais tarde recordarmos, as proximidades da Mesquita e Torre Cotovia

que são o símbolo da cidade antiga. De seguida dirigimo-nos para a Praça Jemaa el Fna que durante séculos foi o principal centro e símbolo da cidade. É o primeiro local procurado por qualquer visitante pois essa praça representa uma amostra do Marrocos tradicional e assim sendo foi considerado Património Mundial pela UNESCO. Ali vive-se um atmosfera mágica, frenética e contagiante desenvolvida pela mistura de gente, de sons, cores e cheiros. Tudo ali acontece! Se quiser pode fazer uma refeição numa das muitas bancas que tem ao dispor um pouco de tudo ou ainda comprar qualquer tipo de artigo, pois ali encontra tudo o que possa imaginar!
Depois de termos contactado com todas aquelas sensações e de ter feito parte da praça apetecia-nos instalar num local com características marroquinas. Tínhamos pesquisado e pareceu-nos que o

Restaurante Chez Brahim (próximo da Praça) preenchia os requisitos. Para além do espaço interior ser descontraído e ao mesmo tempo requintado, tinha também música ao vivo e a comida era boa e estava muito bem confecionada.
Comemos briwattes (tipo chamuças) e brochettes.
3º DIA – MARRAQUEXE e OUARZAZATE
Ora aí vamos nós repetir os mesmos locais: Mesquita e Torre da Cotovia


(com muita pena nossa não pudemos visitar os interiores pois estavam fechadas ao público) e a Praça Jemaa el Fna. A atmosfera da Praça estava diferente da noite anterior pois tudo parecia ainda um pouco adormecido mas que ia desabrochando e ganhando vida aos poucos. Para além disso queríamos conhecer outros pontos de interesse da cidade.
Deambulávamos nós pelas imediações da medina, tirando fotos, criando esta ou aquela perspetiva, quando aparece um “pseudo-guia” a perguntar se precisávamos de ajuda. Teremos dito que queríamos começar por ver a porta, considerada, a mais bonita – Bab Agnaou.
Ele foi connosco, tendo-nos mostrado um cartão enquanto guia credenciado. Imediatamente a seguir dispensámos os seus préstimos que nos custaram algum tempo de ajuste de contas! Explorámos a medina,





sendo nossa intenção visitar a Medersa Ben Youssef (velha escola islâmica), mas estava fechada para restauração bem como a Fonte Chrob ou Chouf que também estava a ser restaurada. Como tal não as vimos. Passámos também por algumas ruelas do Bairro Judeu ou Mellah.
Fomos ao longo das muralhas, do lado exterior e aí estavam algumas portas à espera dos nossos olhares! Entre elas realçam-se as Bab Agnaou (Gnaoua) e Bab Ksiba.


Continuando a caminhar mais um pouco, entrámos através de uma outra porta e fomos dar às imediações do Palácio Real que só é possível observar do exterior.
A seguir penetrámos outra vez no interior da medina e acabámos por aí almoçar no Terrasse Lala Moulati – donde tínhamos panorâmicas para vários sítios da medina. Após esse momento descontraído tínhamos que nos fazer à estrada pois esperavam-nos cerca de 200 km (4 horas) até Ouarzazate. Fomos passando tanto por zonas áridas como por vales fertéis e aldeias em tons de vermelho ou cinza amontoadas no sopé das encostas. Fizemos algumas paragens num caminho ziguezagueante, coincidindo uma delas com Tizi-n-Tichka que ficava a 2260 metros de altitude, a qual é a passagem de estrada mais alta de Marrocos.


A cerca de 30 km antes de Ouarzazate (seta discreta à esquerda – para seguir a estrada que conduz ao kabah) fica o Kasbah Ait Benhaddou. Este kasbah é um dos mais famosos de Marrocos. Foi muitas vezes utilizado em grandes produções de cinema. Com muita pena, mas por falta de tempo não o conseguimos visitar.
Chegámos a Ouarzazate ao fim do dia para ficarmos instalados no Hotel Ibis Ouarzazate – um kasbah com espaços muito interessantes e com uma vista para a cidade, toda ela nos mesmos tons!


Jantámos no restaurante do hotel – o acesso à zona de refeições era requintadíssimo com características marroquinas – 3 arcos servindo um de entrada com 2 potes a abrilhantá-la.
Foi uma experiência fabulosa pelo facto de termos pernoitado e jantado num lugar tipicamente marroquino.
4º DIA – OUARZAZATE + SKOURA + BOULMALNE + GARGANTAS DO DADÈS +TINEHIR
Outro dia começava! Depois da experiência da noite anterior, queríamos perceber melhor os vários locais dentro de um verdadeiro kasbah. Para tal saímos do hotel de carro com a intenção de visitar o Kasbah Taourirt, ainda em Ouarzazate. À entrada do kasbah adquirimos os bilhetes (20 Dh por px) e aí íamos nós contactar com mais um local típico de Marrocos.



O Kasbah Taourirt, construído no séc. XVIII e renovado no séc. XIX, situa-se entre os mais bem conservados. É empolgante visitar locais como este pois à medida que vamos percorrendo as várias divisões vamos imaginando como se vivia ali, pois agora funciona apenas como atração turística. Possui uma loja, que mais parece uma galeria mas de “obras” francamente marroquinas pelo colorido e tema das telas. A pessoa sente-se tentada a comprar e comprar.


Do outro lado da estrada fica o Museu do Cinema o qual não visitámos por falta de tempo, pois tínhamos projetado visitar ainda alguns locais. Quando saímos de Ouarzazate apanhámos a estrada N10 (Ouarzazate – Er- Rachidia). Ao longo desse trajeto parámos aqui e acolá pois a paisagem era cativante e descontraída: via-se aqui e acolá kasbahs e zonas de palmeiras e era impossível sermos indiferentes a tal. Quando fomos surpreendidos por um kasbah mesmo à beira da estrada (a poucos quilómetros de Skoura), sentimo-nos tentados a parar (já tínhamos feito cerca de 50 km – 1 hora). O Kasbah Ben Moro



foi só o início de mais uma aventura. Assim que estacionamos seja onde for alguém há-de aparecer mesmo no meio do nada. Assim foi.
Não ficámos a saber se o marroquino que surgiu era apenas dono da loja junto desse kasbah ou se faria parte do staff. Certo é que logo nos abordou perguntando se queríamos comprar algo e/ou se necessitávamos de um guia para visitar o imponente Kasbah Amridil que nós sinceramente ainda não nos tínhamos apercebido. Olhámos uns para os outros e pensámos “lá se vão uns dirhams“. Acabámos por ajustar o valor e levámo-lo connosco no carro. A seguir ao Kasbah Ben Moro virámos à esquerda e seguimos a indicação de Jardins de Skoura. Percorremos, se calhar, cerca de um quilómetro, através de um pequeno trilho de terra batida que conduzia à entrada do kasbah.

Ficámos desde logo maravilhados com a localização do Kasbah Amridil:

situa-se no meio de um palmeiral nas proximidades do ribeiro Amridil, no oásis de Skoura. (que ocupa 25 km², repletos de um denso palmeiral – cerca de 138 000 palmeiras, ao longo desse ribeiro, um afluente do rio Dadès). O oásis é famoso pelos seus diversos kasbahs estando neste momento alguns deles a funcionar como alojamento. Numa próxima vez queremos experimentar pernoitar neste palmeiral pois deve ser fabuloso sentirmo-nos num local tão bucólico assim!
Depois de termos gozado a localização e os arredores,

verificámos que se tratava de um magnífico e extenso edifício de adobe, relativamente bem preservado. Apesar de termos acabado de visitar o outro em Ouarzazate, não nos arrependemos pois quase que se pode afirmar que estávamos perante duas realidades diferentes: uma “casa” na cidade e outra no “campo”. Este último tem uma construção e acabamentos mais modestos mas mostrou-nos mais de perto o uso que se fazia de um lugar destes. Conseguimos perceber, pela descrição do guia e pelo que observámos, o dia-a-dia dos habitantes dali.
Após a visita ao Kasbah Amridil e porque os estômagos ansiavam por iguarias marroquinas e tendo sabido que o Kasbah Ben Moro servia refeições, acabámos por decidir “fazer o sacrifício” de continuar a usufruir de espaços únicos nas nossas vidas. Fizemos a refeição no terraço que tinha como paisagem o palmeiral de Skoura. Foram momentos divinais e de descontração que não se conseguem descrever. Só vividos.


Bom e apesar de não apetecer arredar pé, confiámos que o resto do dia iria ser também interessante. De seguida dirigimo-nos para Boumalne (cerca de 80km – 1h20m).

Chegámos ao ponto mais alto da terreola para daí avistarmos um casario que se desenvolvia ao longo do vale do rio Dadès. Esta localidade serve de ponto de partida para quem quer explorar as Gargantas do Dadès e do Todra. Nesse dia fizemos então parte do trajeto para alcançar as Gargantas do Dadès. (próxima vez – partir à mesma de Boumalne para as Gorges pela R704 – 29km – 42 min – depois de Tamellalt ir até Timzzillite – vista panorâmica c/ muitas curvas – alguns hotéis nessa estrada – kasbahs e riads).


É extasiante a paisagem que nos foi dado observar – o rio ao longo do qual se desenvolvia um vale fértil, cenário este completado com montanhas. Já não tivemos tempo para avançar mais pois tínhamos pela frente ainda cerca de uma hora de viagem para chegarmos a Tinehir (ou Tinghir). Programámos pernoitar aí porque Tinghir situa-se no centro do oásis do vale do rio Todra, perto das suas famosas gargantas (16km).
O Hotel – Kasbah Lamrani superou as espetativas. Um kasbah com um requinte e decoração indescritíveis!



O jantar foi servido à beira da piscina. (jantar+ dormida+ peq. almoço 840 Dh + 210 Dh – vinho e água – 2 px). Pena não termos mais tempo para usufruir destas maravilhas!
5º DIA – GARGANTAS DO RIO TODRA + MERZOUGA + IDA AO DESERTO (Erg Chebbi)
De manhã é que se começa o dia! Tinha lido algures que Tinehir era o local certo para comprar algo em prata! Saímos do hotel com um guia, algo combinado na receção do hotel na noite anterior, para nos deslocarmos então a uma loja, que depois verificámos que vendia de tudo um pouco. O marroquino que me atendeu disse-me que eu era mais berbere que uma berbere pois já tendo aprendido um pouco com eles, ia até ao último valor possível. Lá trouxe uns brincos em prata. Até hoje não sei se valem o que dei por eles, mas sempre que os uso, recordo aqueles momentos, portanto valeu por isso!
O que tínhamos pela frente prometia! Após 16 km estávamos nas Gargantas do rio Todra –





“um desfiladeiro muito profundo e estreito, ladeado de escarpas muito íngremes que chegam a ter 200 metros de altura nos últimos 40 km do percurso através das montanhas (…) Os últimos 600 metros constituem o trecho mais espetacular. Aí, o desfiladeiro fica ainda mais estreito, não ultrapassando os 10 m de largura em alguns lugares, e é ladeado por paredes praticamente verticais de rocha macia que atingem os 160 m de altura.” https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Todgha
O rio Todra nasce nas montanhas do Alto Atlas estendendo-se desde as gargantas por cerca de 50 km, formando um dos oásis mais pitorescos e coloridos de Marrocos.
Outrora era difícil alcançar as Gargantas mas já alguns anos a esta parte foi construída uma estrada de betão que serve também algumas aldeias. O desfiladeiro é usado pelos amantes de escaladas (apesar de não ser tarefa fácil vêem-se aqui e acolá grupos a praticar essa modalidade) e caminhadas. É mais um local imperdível!
Depois de mais um momento em que as máquinas fotográficas já pediam descanso, tínhamos ainda cerca de 200 km pela frente para chegar a Merzouga à beira do deserto (2h 45m – N12/R702). O trajeto que fomos fazendo era um pouco desértico, com lugarejos à beira da estrada com casas muito pobres, marroquinos sentados de uma forma descontraída a ver quem passava. Mas tudo aí havia – desde cabeleireiros a oficina de arranjo de carros…..Antes de Erfoud (ou Arfoud), mais ou menos a meio do trajeto, vimos informação de um restaurante e como coincidiu com a hora de almoço, aproveitámos e fizemos uma paragem por aquelas bandas. É impressionante encontrar um lugar destes no meio do nada. Há que saber tirar partido de uma estrada que é utilizada por quem por ali se desloca para chegar ao deserto.



Eis-nos perto de Erfoud, (ou Arfoud) sendo conhecida pelos seus fósseis (havendo a possibilidade de visitar uma exploração de mármore e observar o esculpir da pedra de forma a realçar os fósseis a 3 dimensões) que podem ser comprados em espaços como estes à beira da estrada.


Não tínhamos tempo para explorar pois ainda nos faltava cumprir cerca de 50 km pela R702 para atingir Merzouga. Antes disso passámos por zonas indescritíveis – um palmeiral a perder de vista – Tafilalt e um outro local que teria merecido mais a nossa atenção – Rissani.


Mesmo assim, fomos parando aqui e acolá para gozar a tranquilidade da paisagem e dos seus “habitantes” – camelos. É contagiante a paz de espírito que eles nos transmitem.


À medida que nos íamos aproximando do ponto mais setentrional da nossa viagem, mais exótico e extasiante, o carro reclamava dizendo que foi feito para andar, não para este pára arranca! Lá lhe pedimos as nossas sinceras desculpas e explicámos-lhe que não era todos os dias que os comuns dos mortais tinha este tipo de paisagem perante si: o deserto. Não há palavras para explicar tamanha sensação!



A partir do momento em que começámos a vislumbrar Merzouga bem ao longe parecíamos miúdos a quem prometeram algo e que estão ansiosos por recebê-lo: era o mesmo que se passava connosco! Estávamos prestes a atingir esse momento tão esperado: um pequeno oásis no sopé das dunas e a ida ao deserto.



Conseguimos chegar ao Hotel Kasbah Mohayut por volta das 5 da tarde. No ato do check in manifestámos vontade de fazer um passeio de camelo pelo deserto, tendo ficado combinado partir por volta das 18 horas para ver o pôr do sol nas dunas. Assim sendo ainda foi possível gozar aquele espaço com tranquilidade durante uma hora. Aquando do planeamento de uma viagem a pessoa vai criando espetativas relativamente aos locais que se propõe conhecer e vai ficando empolgada e pensa: será que vai ser de acordo com o planeado? Superou completamente e nada como viver os momentos ao vivo e a cores! O hotel é logo um local que nos deixa sem palavras!





Todos os seus espaços são fenomenais, mas o mais divinal é o terraço! Chegados aí já quase nos sentimos em pleno deserto e vemos desde logo os nossos “adorados camelos”.



Se calhar é difícil conseguirmos transmitir tudo o que sentimos, mas não hesitem em um dia passar por este tipo de experiência! Acreditem, momentos destes fazem de nós pessoas ainda mais felizes.
Bom… mas o dia ainda não chegou ao fim! Eis-nos preparados para mais uma aventura: trepar para cima de um camelo e ir ver o pôr do sol no deserto!

Há pessoas que dizem que os camelos cheiram mal e têm carraças e que é difícil sustentarmo-nos lá em cima. Pois não é essa a experiência que tenho para vos contar! Comecei por cumprimentar com festas ternurentas o camelo com que iria estar 2 horas da minha vida!
Se nós nos conseguirmos descontrair no ato de ascendermos e nos conseguirmos equilibrar lá no alto, é meio caminho andado para apreciarmos tal viagem única nas nossas vidas! Parece que estamos a observar o mundo de um plano superior mas em movimento.





Adorei esses momentos! O nosso guia ia à frente a agarrar a rédea do camelo, só para o ajudar a conduzir no trilho.
Eu e ele falámos o tempo inteiro. Foi muito interessante – era uma pessoa extremamente culta, bem disposta e afável.
As dunas de Erg Chebbi, que se erguem do deserto pedregoso e arenoso, e se estendem num raio de 30 km e atingem cerca de 250 metros de altura, são verdadeiramente deslumbrantes. Nós apreciámo-las antes e ao pôr do sol.



A meia luz confere à areia uma gama ainda mais fascinante de cores! Ainda bem que agora não necessitamos de recorrer a películas, senão a reportagem ficaria caríssima pois é incalculável o número de fotos que se tiram. Ao longo do trajeto pelo deserto íamos encontrando outros grupos que estavam a experienciar o mesmo que nós. A chegada ao ponto mais alto passa por vários momentos diferentes mas fascinantes: a descida do camelo, o contacto dos nossos pés com a areia (é diferente de qualquer praia que se possa imaginar), o momento de observar o pôr do sol num local único. Lá de cima tem-se uma perspetiva abrangente das dunas e de Merzouga bem ao longe.
É uma sensação difícil de transpor para o papel. O regresso, apesar do sol já se ter posto, representou à mesma momentos que ficam nas nossas memórias.
Há também a possibilidade de ficar instalados numa tenda em pleno deserto para poder ver o nascer do sol (é claro que não se consegue ter o mesmo conforto de um hotel – são experiências diferentes).
Mas a noite ainda tinha mais para nos oferecer: um jantar descontraído no pátio encantador do hotel.


(dormida, jantar, peq. almoço + camelos (2px)= 1300 Dh )
6º DIA – RISSANI + PALMEIRAL+ERFOUD+ RISSANI + GARGANGAS DO ZIZ + IFRANE + FEZ
(Viagem para Fez – 466km – 7h – R 702; N13; N8; A2) Que pena! Estava na hora de deixar estas paragens recatadas, magníficas e únicas! Estávamos a quase 500 km do local onde iríamos ficar a dormir: Fez.
O dia prometia pois tínhamo-nos proposto ficar com ideia de alguns locais que nos tinham despertado interesse no guia, quando planificámos a viagem. (Apesar dos quilómetros a fazer não foi uma viagem cansativa!)
Aquando da nossa descida para Merzouga tivemos pena de não conseguir visitar Rissani: pois bem, aí estávamos nós a contactar com mais um local de expressão marroquina – fomos recebidos por um portão de entrada imponente bem como uma mesquita, entre outras coisas.


Prosseguimos viagem tendo tido como paisagem ao longo de uns quantos quilómetros um palmeiral que nos transmitia um bem estar e tranquilidade indescritíveis.

Estando a fazer de novo a estrada R 702, acabámos por passar outra vez por Erfoud (ou Arfoud). Entrámos na cidade para ficar com uma ideia e porque precisávamos de abastecer. Considerámos que era um local incaracterístico, funcionando apenas como um centro administrativo e de comércio e local de passagem.
Prosseguimos viagem fazendo algumas paragens pois a paisagem era surpreendente: desde montanha, rio, kasbaks e palmeiras e as Gargantas do Ziz – tudo nos foi dado observar!
Durante algum tempo fomos acompanhando o rio Ziz e as suas gargantas e num lugarejo perto daí (depois de termos passado pelo Túnel do Legionário) – Hamat Moulay Alk Sharif parámos, demos uma volta por aí e almoçámos numa esplanada perto de uma mesquita. Foi interessante observar os rituais necessários antes da entrada nesse local de oração.


Após esse momentos de observação e de abstração, havia que prosseguir caminho tendo passado por Azrou, (situa-se num cruzamento de rotas que ligam uma série de cidades – Meknès e Erfoud e Fez e Marraquexe) uma zona de floresta de cedros.
Ifrane seria a última paragem antes de Fez. É uma cidade pequena e com características europeias sendo conhecida como a Suíça de Marrocos.


É famosa pela sua universidade e serve de ponto de partida de vários tours. Pensando no número de quilómetros já feitos, daqui a Fez, seria um pulinho – 65km , uma hora e pouco.
Pusemos o Waze a trabalhar para nós e ele lá nos encaminhou para as proximidades do Hotel – Riad Al Makan. Mas isto não era tudo! Necessitávamos estacionar e descobrir a entrada do hotel. Lá tivemos a preciosa “ajuda” de uns “amigos” a troco de uns dirhams.
Indicaram-nos onde podíamos estacionar e levaram-nos até à porta do hotel. Eis que por detrás de uma porta discreta somos confrontados com algo nunca visto: Um pátio interior a partir do qual se adivinham os vários espaços.




Isto foge a qualquer espaço hoteleiro europeu, por muito magnífico que seja!
Tendo chegado ao fim do dia a Fez, jantámos no hotel e demos uma volta nas imediações para começarmos a ficar com alguma ideia da cidade. Ao longo do trajeto conversámos com um casal novo que passeava um bebé, que quase pareciam europeus, e que nos aconselharam a não andar a pé à noite, pois podia tornar-se perigoso. No nosso passeio ainda avistámos Bab Boujeloud.


Este portão monumental é a entrada principal do centro histórico (El- Bali). Construído em 1913 em estilo mourisco consiste em 3 arcos simétricos em forma de ferradura, decorados com padrões geométricos, motivos florais e azulejos vidrados de várias cores com predomínio do azul.
7º DIA – FEZ
Fez é a mais antiga das cidades imperiais marroquinas. É a personificação da história do país, sendo a sua capital espiritual e religiosa. Foi considerada Património Mundial pela UNESCO. Considerada como a terceira maior cidade de Marrocos, consiste em três partes: El-Bali – o centro histórico; El-Jedid – a cidade imperial dos Merinídios ou cidade nova e os bairros modernos.
Esperava-nos um dia sui generis nas nossas vidas, mas não nos arrependemos de termos escolhido conhecer a labiríntica medina de Fez, acompanhados pelo guia Mustafa. (dia inteiro – 400 Dh+100Dh pela amabilidade). Aconselhou que começássemos o nosso dia por ver Fez de um plano alto. Para tal dirigimo-nos para lá de carro, seguindo as instruções dele, que foi connosco. De lá têm-se panorâmicas fabulosas sobre a cidade e entende-se o quão compacta é!


De seguida, de carro descemos para atingir a zona do Palácio Real, que fica situado na zona El Jedid ou cidade nova. O guia ter-nos-á explicado que o Palácio Real tem 7 portas representando estas os 7 dias da semana.

É impressionante observar o contraste incrível entre o Palácio de um lado da rua, de uma sumptuosidade absoluta, e do outro lado o Bairro Judeu com ruas estreitas com um casario velho, paupérrimo. Marrocos é isto mesmo!
E a seguir fomos de carro até uma das entradas da medina para irmos ao souk de objetos de cerâmica tendo visitado uma fábrica de cerâmica.



Vimos os artífices a fazer todo o tipo de artigos – desde tajines (panela em cerâmica com tampa cónica) , a tampos de mesa, a pratos… Muito interessante!



Ainda de carro dirigimo-nos para o souk dos curtidores: É algo ímpar! Começa por se situar perto de um curso de água (porque é necessária no processo de curtir das peles) e não muito perto de bairros residenciais por causa do odor que as peles libertam.





Eles trabalham essencialmente as peles de ovelha, de cabra, de vaca e de camelo. Há todo um processo: desde a retirada de pêlos e carne (às peles), à imersão em cubas enormes numa solução da casca de romã ou mimosa para as transformar em couro, à secagem e enxaguagem para estarem prontas para serem tingidas e a seguir preparadas para serem trabalhadas nas mais diferentes utilizações.


O guia ter-nos-á dito que marcas consagradas internacionalmente compram as peles aos marroquinos para com elas confecionar malas, casacos….
A pé embrenhámo-nos então noutras zonas da medina: é labiríntica possuindo 9800 ruelas, mas foi espetacular. Sentimo-nos num El Corte Inglês marroquino com uma oferta a todos os níveis. Circulámos pelas mais diversas áreas: legumes, peixe, carne, especiarias, artigos mais desusados, roupas…. Visitámos também uma fábrica de tapeçarias que de alguma maneira nos faz lembrar Arraiolos, tendo no entanto os tapetes outro tipo de design e sendo confecionados de uma forma diferente.


Fomos também a uma fábrica de tecelagem a funcionar em pleno – muito interessante! – ficámos a saber que usam catos para deles extraírem seda vegetal (que existem em abundância em terras marroquinas – plantas que crescem sozinhas em regiões áridas, sem precisar de muita irrigação) sendo utilizada para fazer lenços, écharpes …



Visitámos a medersa Attarine (cuja construção remonta ao séc. XIV – escola islâmica), a qual é considerada uma das maravilhas da arquitetura marroquina.



Não muito longe fica a mais antiga e mais ilustre mesquita do mundo islâmico do oeste- a mesquita Karaouiyine – (remonta ao ano de 859 da nossa era). Foi a primeira universidade fundada em Marrocos. Como não está aberta ao público e porque íamos com o guia lá conseguimos tirar algumas fotos. O pátio está pavimentado com 50.000 azulejos. De acordo com o que nos foi dado observar, conseguimos constatar que se trata, de facto, de um espaço muito interessante.



Como já tínhamos”trabalhado ” muito e o guia também, no meio daquele labirinto lá estava algo escondido dos olhares de cada um – o Restaurante Nejjarine – um local típico – um riad – não há palavras para descrever locais como este!




Depois do almoço ainda tínhamos pela frente muitas ruelas interessantíssimas: perto da “Zaouia”de Moulay Idriss que é considerado o centro dos souks há a “Kissaria” (sedas,brocados,“kaftans”- túnicas e joalharia)



E aí íamos nós para mais um bairro (latão e cobre) com todas as características já referidas anteriormente. Aí o guia levou-nos à zona da fonte e mesquita Nejjarine.



Dirigimo-nos depois para o exterior onde se situa a Praça el-Nejjarine, que é um antigo local de oficinas de latão e cobre. Fez é, ainda hoje, o mais importante centro desse tipo de produção.



Ainda na mesma zona fomos apreciar o pátio da Fondouk el-Nejjarine que é um dos edifícios mais célebres de Fez com uma elegante fonte. (fondouk – edifício de planta quadrangular ou retangular com um pátio central a céu aberto designados para acomodar mercadores e os seus servos, animais e mercadorias).


Ao fim da tarde fomos de carro com o guia aos Túmulos Merinídios e Fortaleza Borj Nord que se situam na colina da zona norte da medina. As paredes que se avistam imediatamente abaixo da colina são a parte mais antiga das defesas da medina.




Estava a ser um dia fabuloso e diferente nas nossas vidas e mal sabíamos nós o que nos esperava ainda! Tínhamos pesquisado restaurantes tipicamente marroquinos e tendo descoberto um mesmo na rua do hotel, optámos por fazer a refeição ali. Mais uma porta discreta com acesso a um local paradisíaco – o restaurante Palais Laraichi – um riad a não perder.






8º DIA – MANHÃ – FEZ
Com alguma pena, lá fizemos o último check out da nossa viagem por terras exóticas, mas ainda nos restavam algumas horas para gozar mais um pouco da cidade de Fez. Hoje, já sozinhos, e com um dia mais promissor a nível do tempo, queríamos rever o Palácio Real e as imediações. O complexo do Palácio Real ( Dar el-Makhzen) situa-se no no centro da zona El- Jedid (Fez nova) Está rodeado por muralhas e cobre uma área de 80 hectares e era a principal residência do sultão. Hoje em dia parte do Palácio ainda é utilizado pelo rei de Marrocos quando ele se desloca a Fez. A entrada principal é monumental. As portas de bronze primorosamente trabalhadas estão equipadas de aldravas de bronze finas.



Do Palácio sai uma avenida larga e comprida.

Ao atravessar a rua deixamos a zona imperial para encontrar o Bairro Judeu o qual se desenvolve em ruas estreitas e pobres. É de realçar a Sinagoga Danan que remonta ao séc. XVII.



E pronto! Restava dirigirmo-nos para o aeroporto de Fez que ficava a cerca de 12 km (18 minutos) para dizermos adeus a terras marroquinas!
2. MOEDA
O Dirham ou dinheiro marroquino é a moeda oficial de Marrocos. No mercado, estão disponíveis notas de: 200 DH, 100 DH, 50 DH e 20 DH. As moedas em uso são as de: 10 DH, 5 DH, 1 DH, e 0,50 DH.
| 1 Dirham | 0,25 Euro |
| 10 Dirhams | 2,5 Euros |
| 100 Dirhams | 25 Euros |
Não será certamente a última vez por paragens tão exóticas!







