
O “alfabeto russo” (ou cirílico) é utilizado em vários outros países para além da Rússia, como a Bulgária, a Sérvia e muitos estados da Ásia cujas línguas oficiais não são o russo. A língua e o alfabeto são coisas diferentes; por exemplo, a Turquia (que tem o seu idioma próprio desde há milénios) começou por usar a escrita árabe na Idade Média e mudou para o alfabeto latino no início do séc. XX, e alguns países das balcãs estão a preferir usar também o alfabeto latino, em detrimento do cirílico.
Foi criado no séc. IX por dois monges croatas (Cirilo e Metódio que, mais tarde foram canonizados), com o intuito de evangelizar a Rússia (Igreja Ortodoxa). Traduziram a Bíblia do latim para a língua russa usando este alfabeto criado por eles.
No séc. XVIII, Pedro o Grande da Rússia foi responsável por uma modernização do alfabeto cirílico, com eliminação de alguns símbolos e alteração de outros, aproximando-o do alfabeto romano (é por isso que 12 das letras do cirílico são idênticas às deste alfabeto).

É constituído por 31 letras (10 vogais mais uma semi-vogal e 20 consoantes) e 2 símbolos (um de acentuação e outro de atenuação da consoante anterior).
12 das letras são idênticas às do nosso alfabeto (alfabeto romano), seis delas com o mesmo significado e outras seis com significados diferentes.







O tradutor da Google permite escrever em cirílico, através de um teclado virtual (que surge quando selecionamos a língua russa como primeira opção), dando-nos a conhecer não só o significado das palavras como a sua fonética.













Este artigo foi uma preciosidade desenvolvida pelo meu marido ao qual estou muito grata!
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