


“Ermitage” é um local recatado onde uma pessoa solitária (eremita) vive com intuitos contemplativos ou religiosos.
Atualmente caiu no esquecimento o significado da palavra francesa ermitage que quer dizer “morada do anacoreta”, “local de solidão” e hoje em dia este grande museu em nada se parece com um tranquilo recanto do Palácio Imperial.


Ermitage, um dos maiores museus de arte do mundo, é um complexo de edifícios situado entre o Rio Neva e a Praça do Palácio.



É constituído por cinco espaços distintos: o Palácio de Inverno, o Pequeno Ermitage, o Antigo (Grande) Ermitage, o Teatro Ermitage e o Novo Ermitage.
As obras de arte ocupam mais de uma centena de salas do Palácio de Inverno e restantes dependências. A visita guiada contempla essencialmente a entrada pela Escadaria Principal, parte das Salas do Trono e Salões com obras de vários países do mundo, tendo os nossos olhos que dedicar tempo à magnificência dos espaços e às obras de arte. (Se quiséssemos dedicar um minuto que fosse a cada quadro seriam necessários 12 anos para tal!)


















O Palácio de Inverno, um dos maiores palácios do mundo, tem mais de 1000 divisões com uma área de cerca de 46.000 metros quadrados. Foi construído entre 1754 e 1762 por Bartolomeo Francesco Rastrelli para a Imperatriz Elizabeth.
Em 1764 iniciou-se a formação da Galeria de Arte do Ermitage, com a chegada ao novo Palácio de Inverno de uma coleção de 225 quadros adquiridos em Berlim por ordem de Catarina II. Dois anos mais tarde a galeria contava já com 2080 quadros. Nos anos seguintes foram adquiridas várias coleções de arte que foram enriquecendo progressivamente o museu.
Apesar da sua decoração Barroca o imenso edifício de 3 andares, em forma de retângulo em torno de um pátio interno, foi projetado de forma clara e racional, antecipando as melhores conquistas do classicismo na disposição do espaço. Os quatros blocos de canto possuem elementos importantes como: a Escadaria Principal,



as Salas do Trono,



a Igreja e o Teatro do Palácio.
O Pequeno Ermitage ou Museu Imperial, mandado construir por Nicholas I, compreende 2 Pavilhões que são ligados por galerias e por um jardim suspenso. Já na década de 1770, Catarina II tinha instalado aí a sua primeira coleção de pinturas.
O Antigo (Grande) Ermitage, edifício adjacente ao Pavilhão Hermitage, foi construído entre 1771 e 1782, com a finalidade de albergar as coleções e livros de Catarina II. Em meados do séc. XIX os interiores das salas principais com vista para o rio Neva foram redecoradas.
O Teatro Ermitage, de 1786, criado para Catarina II por Giacomo Quarenghi, tem um auditório em forma de anfiteatro ricamente decorado num estilo romano com uso abundante de escultura e relevos.
O Novo Ermitage: em 1838, durante uma visita à Alemanha, o Czar Nicholas I ficou maravilhado com a pinacoteca de Munique, e à imagem disso quis construir um museu semelhante em São Petersburgo. O edifício, da autoria de Leo von Klenze, foi implantado a sul do Antigo Hermitage e abriu em 1852.
É um local que, tal como o Museu do Louvre, podemos sempre voltar pela dimensão e riqueza do que têm para oferecer!
















