


A Croácia, país europeu, limitado pela Eslovénia, Hungria, Sérvia, Montenegro e Bósnia- Herzegovina, apresenta uma forma peculiar semelhante a uma ferradura.

É um país fascinante apresentando uma grande diversidade étnica, histórica e arquitetónica e uma topografia variada – grande parte é montanhosa com picos até 2000 metros de altitude, geralmente cobertos por florestas e prados, a vasta planície estende-se entre os rios Drava, Sava e Danúbio e a costa com quase 600 quilómetros de comprimento é bastante recortada e orlada por (mais de 1000) ilhas encantadoras. As principais cidades são Zagreb, Split, Rijeka, Osijek, Dubrovnik e Karlovac.
Zagreb, é a capital e maior cidade da Croácia e situa-se na zona noroeste do país, com características da arquitetura austro-húngara dos sécs. XVIII e XIX. Sendo uma cidade da Europa Central ela constitui um ponto de encontro entre a Europa Ocidental e a Europa Oriental. Zagreb representa o coração da vida política, económica e cultural do país.
A cidade está dividida em duas zonas: a antiga cidade – Gornji Grad ou Cidade Alta



a qual inclui os distritos de Gradec e Kaptol e a parte moderna – Donji Grad ou Cidade Baixa, na planície, que se desenvolveu depois de 1830.



A Cidade Alta e a Cidade Baixa encontram-se na grande Praça, dedicada ao governador croata, Jelačić (Trg bana Jelačića), em redor da qual há muitos cafés e esplanadas.
Não conseguimos dedicar muito tempo a Zagreb, pois utilizámo-la como início do nosso plano de viagem à Croácia, mas ficámos com uma ideia razoável da cidade.
Quando fizemos esta viagem ainda não havia voos diretos para Zagreb. Voámos para Veneza, mas como já conhecíamos, aí levantámos o carro alugado e dirigimo-nos para Ljubljana, uma vez que ficava em caminho para Zagreb. Demos por ali uma volta. Valeu a pena a passagem. Chegámos a Zagreb já de noite e ficámos alojados no Hotel Jagerhorn (com uma localização fabulosa pois encontra-se muito próximo dos pontos turísticos da cidade), tendo ainda dado para fazer uma volta pelo coração da cidade após o jantar.
No dia seguinte dedicámos algumas horas a Zagreb. É uma cidade simpática e fácil para conhecer a pé. Começámos a nossa visita nos locais que já tínhamos contactado na noite anterior: a Praça Jelačić (Trg bana Jelačića)



e o largo da Catedral de Santo Estêvão (que fica perto), que se podem considerar o coração da cidade, pertencentes ao distrito de Kaptol, num plano inferior ao distrito de Gradec que fica numa colina mais acima.





A Catedral de Santo Estêvão com as suas torres neogóticas é o monumento mais famoso da cidade. A primeira data associada à catedral remonta ao séc. XI, tendo sido destruída no séc. XIII. A nova fachada neogótica data de 1880, reconstruída após o terramoto e é flanqueada por 2 pináculos gémeos. Ela apresenta uma porta grande ornamentada com decorações esculpidas, uma rosácea e 3 janelas altas, sendo o conjunto coroado por um tímpano. O interior tem 3 naves e uma abside poligonal. Junto à Catedral encontra-se o Palácio do Arcebispo.
No distrito de Kaptol encontramos ainda a Igreja de Santa Maria na Praça Dolac e o famoso mercado colorido com bancas de fruta e legumes.




A Igreja de Santa Maria remonta ao séc. XIV, tendo sido reorganizada em 1740 com a reconstrução de vários altares barrocos. A atual aparência data da reconstrução que se seguiu ao terramoto de 1880. O grande e pitoresco mercado de Dolac que se realizou pela primeira vez em 1930, tem lugar em redor da igreja.
Não muito longe daí encontra-se também a Igreja de São Francisco. Ela data do séc. XVI tendo sido reconstruída depois do terramoto, no estilo neogótico.

A Cidade Baixa ou parte mais moderna (que se desenvolveu após 1830) corresponde à área comercial e cultural da cidade. Tem várias zonas verdes que, no seu conjunto, desenham uma ferradura, assim como o Teatro Nacional da Croácia e alguns museus. Tem uma boa oferta de lojas, tanto em centros comerciais como lojas de rua, e alguns edifícios modernistas (como o Hotel Dubrovnik). Na zona central e mais próximo da Praça Jelačić, encontra-se a Praça Preradovičev que deve o seu nome ao poeta representado na estátua, havendo também a Catedral Ortodoxa de Zagreb, em estilo bizantino.








Passeando tranquilamente pelas ruas da baixa de Zagreb, demos de caras com a estátua de Nicola Tesla, (croata que depois foi para a América e teve um papel importante nas áreas da engenharia mecânica e eléctrica, tendo sido, entre muitas outras coisas, o criador da corrente alterna) num ato de reflexão.
A Cidade Alta (com o distrito de Gradec num plano mais elevado), alcançada através do funicular, (na rua Tomićeva)


ou a pé a partir da praça Ban Jelačić, oferece vistas interessantes para o resto da cidade. Optámos por fazer a subida de funicular e a descida a pé.


Aí se situam os principais centros de poder religioso, político e administrativo. Calcorreando as suas aconchegantes vielas medievais encontramos igrejas interessantes bem como o Parlamento (construído em 1908 em estilo neoclássico) e o Portão de Pedra, entre outros edifícios.


O Portão de Pedra representa o único que resta dos 5 iniciais das antigas muralhas da parte da Cidade Alta. Em 1731 um incêndio destruiu todas as casas próximas do portão mas o Quadro de Maria com o Menino escapou ileso. Construiu-se uma Capela em redor do quadro a qual se encontra protegida por uma grade de ferro forjado.
As igrejas sendo todas diferentes, todas elas são interessantes.
A igreja de São Marcos é a que mais prende, à primeira vista o nosso olhar, pelas telhas coloridas no telhado. Foi mencionada pela primeira vez em 1256, tendo sofrido várias alterações ao longo dos séculos. Tudo o que resta da construção inicial é uma janela e a entrada gótica. A porta tem 15 nichos, os quais representam Jesus, Maria, São Marcos e os 12 apóstolos. O atual aspeto remonta a 1882, quando foram acrescentadas as telhas envernizadas coloridas no telhado. Elas representam vários brasões, sendo de realçar os de armas da Croácia e de Zagreb.



A Igreja de Santa Catarina construída no local de uma antiga igreja dominicana é considerado o edifício barroco mais fascinante da cidade. A fachada branca tem 1 entrada e 4 nichos com estátuas e 6 pilastras proeminentes. Por cima fica um nicho com uma estátua de Maria.
A Igreja de São Cirilo e São Metódio edificada por cristãos ortodoxos na primeira metade do séc. XIX (por volta de 1830) em estilo neoclássico, foi reconstruída após o terramoto de 1880 em estilo bizantino.





Nas proximidades fica a rua pedestre Tkalčićeva, repleta de cafés.


Celebrar a Páscoa com uma iniciativa que enriquece a cidade, é algo digno!
Aqui vão mais uns ovinhos!



Obrigada pela partilha.
Com estas imagens e informação, com saudades de viajar
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