Trogir, Split e Brač – 3 jóias da Dalmácia

Dalmácia é a região mais visitada da Croácia, pois oferece desde um litoral rochoso, a praias de areia fina, a ilhas desertas e a esplêndidas cidades à beira do Adriático.

Depois de termos visitado Zagreb ( a capital), Pula e Opatija (na região da Ístria), Rijeka e o Parque Plitvice (na região de Kvarner), começámos a caminhar para sul e o primeiro local que fazia parte do nosso plano era Trogir.

TROGIR

Situada numa pequena ilha do mar Adriático, junto à costa, Trogir tem uma localização fabulosa que lhe confere uma beleza muito peculiar e que por isso atrai imensos turistas.

Em 1997 foi declarada Património Mundial da UNESCO. A maior parte do centro histórico situa-se numa ilha e encontra-se rodeada por uma muralha com 2 portões. Uma ponte une a ilha ao continente, e a outra, à ilha de Čiovo. A cidade abriga um dos maiores estaleiros de construção naval da Croácia.

A Catedral de São Lourenço, de estilo gótico com elementos renascentistas, é considerada uma das mais belas da Dalmácia.

É relaxing contactar com locais assim. Sentimo-nos parar no tempo, do qual não nos apetece sair. Gostámos tanto de Trogir que visitámo-la na descida (para atingir Dubrovnik) e depois na subida.

SPLIT

Split situa-se numa península do Mar Adriático sendo a maior e a mais importante cidade da Dalmácia (no sul da Croácia), tendo-se expandido grandemente após a II Guerra Mundial. Apesar de constituir um importante centro comercial (estaleiros, fábricas) e de transporte (há carreiras de ferries que partem de Split para várias ilhas, possuindo também um aeroporto internacional), a cidade é mais conhecida pelas ruínas do Palácio de Diocleciano (construído em 295-305 dC) tendo celebrado em 1995, o 1.700º aniversário do início da construção do palácio romano. O palácio, um dos maiores e mais bem preservados a leste do mundo romano, foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1979, juntamente com as residências reais históricas, fortificações e igrejas da cidade.

O Palácio de Diocleciano, na sua forma original, era como um campo militar romano: tinha 215 metros de comprimento, 189 metros de largura e estava cercado por muralhas muito espessas, às vezes com 28 metros de altura. A fortaleza de 4 lados era reforçada com torres no lado norte, leste e oeste. Há um portão em cada lado.

A área dentro das paredes do palácio tem sido continuamente habitada desde a sua construção. Contém edifícios com características dos períodos medieval, renascentista e barroco, bem como belos exemplos da arquitetura romana e ainda hoje o centro da antiga cidade continua encantador, tendo crescido dentro e em redor do vasto Palácio.

O Palácio tem quatro entradas: o Portão de Ouro, que era o mais impressionante dos portões, com torres e decorações sobre os arcos semicirculares e nas bases das estátuas. No séc. XI o corredor entre o palácio e o portão foi fechado e transformado na Igreja de São Martinho.

O Portão de Prata (perto do qual há um mercado de frutos, legumes da estação, queijos caseiros, presuntos e ervas secas) ou portão oriental, era uma cópia mais simples do Portão de Ouro. Em frente ao portão fica o Oratório de Santa Catarina, construído na Idade Média. Foi reconstruído no séc. XVII e tornou-se a Igreja de São Domingos.

O Portão de Bronze, de frente para ao mar e para o porto, apesar de ser um portão simples, conduz à fachada mais rica do palácio.

O Portão de Ferro, no lado oposto ao Portão de Prata e ao pé da Praça do Povo, é o mais bem preservado, possui a Igreja de Nª Senhora do Campanário.

Dentro do Palácio Diocleciano há vários espaços dignos de nota: o Museu de Split, que funciona no Palácio Papalič, em estilo gótico, é um dos mais interessantes edifícios do séc. XV-XVI; o Peristilo – pátio interior, ponto de encontro popular entre os turistas/viajantes;

o Batistério de São João – (Templo de Júpiter) pequeno e bonito edifício do séc. VI que no início da Idade Média foi transformado no Batistério; a Catedral de São Dómnio – originalmente o mausoléu de Diocleciano – foi consagrada no séc. VII numa igreja cristã, à qual foi acrescentado um campanário românico e um coro (no interior). A porta da entrada tem painéis de madeira de 1214, com cenas do Evangelho em molduras florais. A catedral construída num traçado octogonal, tem uma dupla sequência de colunas coríntias, a maior parte originais romanos. A construção da torre sineira começou em meados do séc. XIII tendo sido concluída 300 anos mais tarde. Foi completamente restaurada entre 1890 e 1906, apresentando 60 metros de altura e

os Templos de Vénus e Cibele – circulares no exterior com um traçado hexagonal no interior com um corredor com colunas em redor do exterior.

Para além do Palácio Diocleciano, Split tem mais para oferecer do ponto de vista histórico e artístico. Refiram-se: a Praça Braće Radića, praça medieval na esquina sudoeste do Palácio Diocleciano, que conta com a Torre Marina (no lado sul)

em forma octogonal, única prova do imponente castelo construído pelos Venezianos na segunda metade do séc. XV. No centro da Praça há também um grande monumento a Marko Marulić (escritor e humanista fundador da literatura na língua croata);

no lado norte, o Palácio Milesi em estilo barroco datando do séc. XVII e a Igreja e Mosteiro de São Francisco;

a Praça do Povo com o Palácio Cambi e a Câmara Municipal.

Ao visitar Split sentimo-nos a recuar no tempo pois conseguimos ver vestígios arquitetônicos de todos os períodos da época romana em diante. É uma cidade sui generis até pela sua localização à beira de água.

ILHA DE BRAČ

A ilha pode ser alcançada de avião (o aeroporto de Brač é o maior aeroporto de todas as ilhas ao redor de Split) durante os meses de verão ou de ferry, partindo de Split ou Makarska.

Fizemos o trajeto para a ilha de barco (ferry) numa viagem de poucos minutos, durante o qual os nossos olhares se prendem entre Split e Brač. Dedique pelo menos uma manhã ou uma tarde para explorar a ilha. Se tiver alugado carro, como nós, é só decidir como organizar a volta.

Brač  é uma ilha que fica no Mar Adriático em frente à cidade de Split. Possui cerca de 396 quilómetros quadrados (aproximadamente 40 quilómetros de comprimento por 15 de largura máxima), sendo a terceira maior do mar Adriático e a maior da região da Dalmácia.

A cidade principal, Supetar, recebe ferries de Split com regularidade e é também conhecida pelas boas praias. A Marina Vlaska é uma delícia, tanto de longe como de perto. Dedicámos algum tempo à cidade de Supetar tendo visitado a Igreja de São Pedro. É um local descontraído.

Depois queríamos muito fazer um percurso pela ilha para contactar com os locais mais emblemáticos. Eram eles: a montanha Vidova Gora, a cidade de Bol, o Cabo Dourado (ou Zlatni Rat), e as paisagens deslumbrantes oferecidas de diversos pontos da ilha.

A montanha Vidova Gora ou Monte de São Vito, deve o seu nome a uma pequena igreja em honra a este santo, construída no séc. XIII ou XIV, da qual só restam ruínas. Vidova Gora constitui o pico mais alto da ilha, com seus 778 metros de altura, tornando Brač a mais alta de todas as ilhas do Adriático. Vidova Gora está situada acima da cidade portuária de Bol, permitindo vistas deslumbrantes para esta cidade, para o Cabo Dourado e para o mar, assim como para outras ilhas da Dalmácia (Hvar, Korčula, Vis, Biševo e Jabuka) e para Split.

Bol situa-se no sul da ilha, 2 quilómetros a oeste da famosa língua de areia, a qual é conhecida pela sua praia mais popular – Zlatni Rat (Cabo Dourado). A cidade em si é um destino turístico popular, conhecido pelos seus bares e restaurantes à beira do porto e pelas condições de windsurf.

O Cabo Dourado, preservado na categoria de paisagem protegida desde 1965, representa mais de 12 hectares, com 400 metros de comprimento e é feito de seixos que as torrentes trouxeram de Vidova Gora e que o mar cobriu de areia fina. Tem a forma de uma língua bem projetada no mar. A forma da ponta muda constantemente de forma e direção, dependendo das correntes marítimas. Nalguns casos, a ponta muda completamente para um lado e junta-se à costa, resultando na formação de um pequeno lago no meio. Os veraneantes deliciam-se nas águas da praia Zlatni Rat.

Devido à sua originalidade e beleza Zlatni Rat é dos mais famosos símbolos do turismo croata! Tem sido regularmente listada como uma das melhores praias da Europa.

Após este passeio maravilhoso pela Ilha de Brač regressámos a Split de ferry e fomos jantar à pitoresca cidade de Trogir.

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