Helsínquia – uma capital para descobrir!

1. INFORMAÇÕES ÚTEIS
Moeda
Língua
Transporte
1. como chegar à cidade
2. como se deslocar na cidade
Refeições
2. ROTEIRO
Helsínquia – 2 DIAS

Helsínquia, a capital da Finlândia, localiza-se no sul do país, numa península no Golfo da Finlândia, contando também com várias ilhas: Seurasaari, Lauttasaari, Korkeasaari — onde se localiza o maior jardim zoológico da Finlândia — e a ilha fortaleza de Suomenlinna.

Nos sécs. IX e X, os territórios que correspondem à atual Finlândia eram pouco povoados e não tinham organização estatal tendo sido disputados entre os Vikings (a oeste) e os povos eslavos (a leste). O domínio sueco (Vikings) sobre a Finlândia prevaleceu desde o meados do século XII até 1809 contribuindo para o desenvolvimento económico e cultural da região.

Helsínquia foi fundada em 1550 pelo rei Gustavo I da Suécia e foram construídas várias fortificações militares, nomeadamente a fortaleza de Suomenlinna.  Após a Guerra da Finlândia (1808-1809), entre a Suécia e o Império Russo, a Finlândia tornou-se um Grão Ducado autónomo, ligado à Rússia por união pessoal ao Czar. Após a Revolução Russa de 1917 a deposição do Czar quebrou esta ligação, pelo que a Finlândia declarou a sua independência que foi reconhecida por Lenine.

Seguiu-se um período de Guerra Civil (janeiro a maio de 1918) entre as forças social democratas apoiadas pela recém formada URSS e as forças do senado conservador apoiadas militarmente pelo império alemão e pela Suécia. Os conservadores saíram vitoriosos tendo a Finlândia passado do controlo russo para o império alemão. Após a derrota da Alemanha na 1ª Guerra Mundial a Finlândia surgiu como uma república independente – República da Finlândia – em 1919.

Apesar do ataque da URSS em 1939 (Guerra de Inverno) e do desaire da 2ª Guerra Mundial, o país tem conseguido um desenvolvimento económico e cultural progressivo sendo atualmente um dos países com melhor nível de vida.

Helsínquia é uma cidade moderna, que tem muito para oferecer a qualquer estilo de viajante: a presença da água, muito verde, muita cultura (importantes museus), muita música, edifícios Arte Nova, belos edifícios antigos, catedrais ortodoxas, importantes museus, uma fortaleza do século XVIII e arquitetura contemporânea (utilizando madeira ou rocha natural). Foi considerada a Capital Mundial do Design em 2012. Um legado mágico que está ao alcance de todos!

1. INFORMAÇÕES ÚTEIS

Moeda

A Finlândia entrou para a União Europeia em janeiro de 1995. A partir de janeiro de 1999, adotou o EURO (€) como sua moeda oficial. O nível económico do país, comparativamente a Portugal, é francamente mais alto.

Língua

A Finlândia tem 2 línguas oficiais: o finlandês e o sueco. Em geral os finlandeses falam bem inglês.

Transporte

1. Como chegar ao centro de Helsínquia:

de táxi: a maneira mais prática, confortável e rápida para alcançar o centro da cidade. São cerca de 50€ e um percurso de mais ou menos 20 minutos. (Reservámos transporte numa empresa que faz a ligação entre o aeroporto e os hotéis, mas concluímos que teria sido mais fácil apanhar um táxi no aeroporto).

de autocarro:  autocarro 615 e o Finnair City Bus  – entre o aeroporto e a Estação Central de comboios de Helsínquia; autocarro 617  até Hakaniemi – Market Square (não passa na estação central de comboios) de 2ª a 6ª feira).  A viagem demora em média uns 40 a 50 minutos (+/_ 6.00€). Pode adquirir o bilhete: numa máquina automática HSL (Helsinki Region Transport) no aeroporto (na zona de recolha de bagagens, nas escadas para a estação de comboios e nas próprias paragens) ou diretamente ao condutor (viagens entre as 02h e as 04h30 – linhas : 615, 415N e 562N)

de comboio: A viagem de comboio ( até à meia-noite /1h da manhã) do aeroporto ao centro da cidade (Estação Ferroviária Central de Helsínquia) demora cerca de 30 minutos ( €5,50 ).

P.S. Se quiser use a App –  HSL Mobiililippu, transporte público da cidade de Helsínquia e terá acesso a tudo o que necessite, inclusivamente, compra de bilhetes.

2. Como se deslocar na cidade:

Helsínquia é uma cidade relativamente compacta sendo que se consegue explorar quase tudo a pé ou para rentabilizar o mais simples é combinar a utilização do elétrico com percursos curtos a pé. Helsínquia tem um dos melhores sistemas de transportes públicos da Europa. Adquirindo um bilhete pode-se usufruir de todos os transportes disponíveis como o elétrico (tram), autocarros, metro e o ferry para a Suomenlinna.

Os bilhetes poderão ser adquiridos: nas máquinas automáticas da HSL (Helsinki Region Transport), diretamente ao condutor ( são um pouco mais caros) ou através da App.

Refeições

O preço de uma refeição oscila entre os 20 e 30€. As bebidas alcoólicas são absurdamente caras pois a taxa sobre o álcool é muito alta. Se quiser incluir bebida na refeição e tolerar/gostar de cerveja sem álcool, consegue um preço bem mais razoável (cerca de metade do preço da cerveja normal). Um copo de vinho custa habitualmente entre 8 e 15€.

2. ROTEIRO

1º DIA – TARDE

Voámos (de Estocolmo) para Helsínquia – aeroporto Internacional de Helsínquia-Vantaa – localizado a cerca de 19 quilómetros ao norte da área do centro de Helsínquia. Tínhamos reservado transfer numa empresa que faz a ligação entre o aeroporto e os hotéis e nos deixou no hotel Scandic Grand Marina – com uma localização duplamente espetacular  – localizado em frente ao mar de Katajanokka,

a 2 minutos a pé da famosa Praça do Mercado e a 10 minutos da Praça do Senado.

Feito o check-in, queríamos muito começar a recordar Helsínquia, tendo decidido a priori provar as iguarias ao nosso dispor no famoso Mercado

local com várias bancas onde pode adquirir os mais variados produtos ou ainda regalar-se com comida tradicional finlandesa. Nada como passar pelas várias bancas e decidir o que apetece ingerir. É logo uma forma de começar a contactar com a realidade finlandesa: descontração e boa disposição. Fazer uma refeição agradável ao ar livre, num dos muitos espaços para o efeito.

A Praça do Mercado (Kauppatori) é uma praça localizada no centro de Helsínquia, no extremo leste de Esplanadi e na fronteira com o Mar Báltico ao sul e Katajanokka a leste. Ela é famosa essencialmente pelo Mercado de souvenirs e de comida finlandesa, sendo que o Palácio Presidencial, a Câmara Municipal de Helsínquia, a Embaixada da Suécia e o prédio da Sede da Stora Enso estão todos localizados nas proximidades da Praça do Mercado.

Da Praça do Mercado há carreiras de barco (empresa HSL) o ano inteiro para a ilha fortaleza Suomenlinna. No verão existem também empresas privadas que oferecem cruzeiros, tanto para Suomenlinna como para outras ilhas próximas e para a aldeia pitoresca de Porvoo.

Estando o estômago regalado, estava na hora de começar “a trabalhar”. Perto dali foi-nos dado contemplar a estátua de um nu feminino – Havis Amanda – esculpida por Ville Vallgren (francês – corrente Art Noveau ) em 1906 e erigida no local atual desde 1908, inserida no centro de uma grande fonte,

tendo como painel de fundo a Praça do Mercado e o Porto Sul. Depois demos um giro pelo Parque Esplanadi, o qual é um dos sítios mais procurados na cidade pelos finlandeses para momentos de descontração. No verão ele torna-se palco de vários eventos de música e cultura.

Após gozar um pouco aquele local e com muito para cumprir, demos corda aos sapatos, tendo voltado um pouco atrás e virado à esquerda para a Rua Unioninkatu para assim chegarmos à Praça do Senado.

Ela é o ícone de Helsínquia, sendo o local mais visitado por qualquer turista/visitante. Não é de admirar pois esta ampla praça encontra-se rodeada de vários edifícios imponentes, sendo de realçar o edifício central da Universidade de Helsínquia, o Palácio do Conselho de Estado e a imponente Catedral de Helsínquia (zona norte da Praça) – um edifício branco de cúpulas verdes, num plano alto, dando-lhe um destaque ainda mais relevante.

Catedral de Helsínquia  é uma catedral evangélica luterana. Antes de ter sido construída, existia no mesmo local uma igreja mais pequena do início do séc. XVIII. “Foi originalmente construída como tributo ao czar Nicolau I da Rússia, tendo sido conhecida como igreja de São Nicolau até à independência da Finlândia, em 1917. A catedral (…) ostenta uma cúpula  verde e alta, rodeada por quatro cúpulas mais pequenas. Foi construída entre 1830 e 1852, em estilo neoclássico, tendo sido concebida por Carl Ludvig Engel como o ponto mais elevado da Praça Senaatintori, onde se encontra rodeada por outros edifícios do mesmo autor.(…) Numa segunda fase, foram acrescentadas quatro cúpulas mais pequenas, que estabelecem um claro vínculo arquitetónico com a Catedral de Santo Isaac  em São Petersburgo, na Rússia. Foram também erigidas duas torres sineiras e incorporadas estátuas de 5 dos Doze Apóstolos , nos vértices exteriores.https://pt.wikipedia.org/wiki/Helsínquia

Atualmente, a catedral constitui uma das atrações turísticas (mais de 350.000 pessoas) mais visitadas em Helsínquia. Foi restaurada nos anos 80 e 90 do séc. XX.

Apesar de já termos visitado a cidade, esta Praça parece que tem um íman da qual não se consegue sair. Há sempre mais uma foto para tirar! O facto da Catedral se encontrar num plano alto faz-nos sentir diminutos e parece que a forma de competir com ela é fotografando-a criando mais esta ou aquela perspetiva. Bom, mas ainda tínhamos que tirar partido do resto do dia!

Depois percorremos a Rua Alexanterinkatu, uma das principais ruas comerciais, e aí demos uma olhada na Stockmann ( o El corte Inglês dos países nórdicos), bem como em lojas das mais conhecidas marcas internacionais e uma das lojas da distinta marca finlandesa, Marimekko, que é conhecida pelos tecidos estampados, coloridos e simples, bem como pelas roupas e acessórios. (adquiri uma mochila em ganga azul escura por um preço simpático). No cruzamento da Rua Aleksanterinkatu com a Avenida Mannerheimintie (a principal de Helsínquia) situa-se a Praça dos Três Ferreiros,

precisamente com a Estátua de Três Ferreiros nus martelando uma bigorna, a qual foi inaugurada em 1932.

De seguida dirigimo-nos para Praça Mannerheim e seguimos mais alguns metros pela Rua Simonkatu e eis-nos chegados à Praça Narinkka e ficámos espantados com algo novo para nós: a Capela do Silêncio ( Kampin Kappeli).

É francamente única no mundo! Projetada pelos arquitetos Kimmo Lintula, Niko Sirola e Mikko Summanen e inserida no programa associado à Capital Mundial do Design, foi distinguida com o prémio Internacional de Arquitetura em 2010, dois anos antes da sua conclusão (2012). É um exemplo impressionante da arquitetura contemporânea criada com madeira finlandesa. A Capela tem 11.5 metros de altura e foi feita com 3 tipos diferentes de madeira sendo as paredes externas de abeto.

O aspeto exterior da capela deve-se a uma estrutura de madeira única feita de elementos laminados sendo os componentes do revestimento pranchas de madeira feitas por medida, revestidas com um tipo especial de cera. As suas paredes interiores são feitas de tábuas grossas de amieiro, uma árvore típica da região e a porta interna da capela, de madeira de freixo. A luz natural entra pelo teto, e se necessário é reforçada através de iluminação especial. O teto da capela contém gesso cartonado o qual tem efeito insonorizante.

O interior é algo simples, minimalista, confortável e silencioso.

A Capela do Silêncio foi concebida com o intuito de ser um local de relax e tranquilidade a quem procura fugir da agitação da cidade, (independentemente da religião que professe) representando um verdadeiro contraste face ao que a rodeia: lojas e escritórios de vidro (bairro de Kamppi), numa das áreas mais movimentadas da cidade. É impressionante o que aquele espaço consegue, na realidade, transmitir: conforto, tranquilidade e bem estar, parecendo que o mundo à nossa volta parou e silenciou!

Perto dali e porque o dia declinava aproveitámos para rever a Estação Ferroviária Central de Helsínquia,

em estilo Art Nouveau, considerada uma das mais belas do mundo e ao lado na Praça Rautatientori, o Teatro Nacional (fundado em 1872 e conhecido como Teatro Finlandês que a partir de 1902 passou a ser designado como Teatro Nacional) num estilo arquitetónico nórdico (romântico nacional), muitas vezes considerado uma forma de Art Nouveau

e em frente o palacete Ateneum, de estilo neoclássico que funciona como Museu de Arte Antiga, inaugurado no séc. XIX.

Dirigimo-nos para a Avenida Mannerheimintie (avenida central de Helsínquia) ao longo da qual se encontram edifícios como o Museu Nacional,

(que traça a história finlandesa desde a Idade da Pedra), o imponente prédio do Parlamento

e o Museu de Arte Contemporânea Kiasma. Devido ao adiantado da hora, retrocedemos e começámos a caminhar no sentido do porto sul desfrutando da tranquilidade que se vivia por ali e lembrámo-nos de ir jantar ao célebre Hard Rock Café na Aleksanterinkatu. 

Regressámos a pé para o hotel (1,5 km).

2º DIA

Prontos para iniciar mais uma jornada pela cidade de Helsínquia: começámos pela Catedral de Uspenski, uma vez que ficava relativamente perto do nosso hotel. A Catedral de Uspenski (o seu nome deriva da palavra eslava da Igreja Velha uspenie, dedicada à Dormição da Mãe de Deus) de tijolos vermelhos e cúpulas verdes, situada numa colina na península de Katajanokka com vista para a cidade, não muito longe do Porto Sul, na rua Kanavakatu.

A catedral, principal igreja ortodoxa da Finlândia, foi construída entre 1862-1868 tendo sido utilizados ​​na sua construção cerca de 700.000 tijolos (provenientes da Fortaleza Bomarsund que havia sido demolida na Guerra da Crimeia). Como o imperador russo Alexandre II, era o soberano do Grão-Ducado da Finlândia durante a construção da catedral, há uma placa em sua homenagem na parte detrás da mesma.

Após termos visitado a Catedral de Uspenski seguimos para o Parque Sibelius. Apanhámos um elétrico até às proximidades do parque mas, mesmo assim, ainda tivemos que caminhar cerca de 1 quilómetro para o atingir. Mas não perca – pelo parque e pelas imediações.

No Parque Sibelius encontra-se um monumento grandioso (desde 1967) nas duas aceções da palavra- fabuloso e de 8.5 metros de altura – que se assemelha aos tubos de um orgão (600 tubos de aço) bem como um busto de grandes dimensões dedicados ao grande compositor finlandês Jean Sibellius.

Este local, apesar de não se encontrar no centro da cidade, é visitado pela maioria dos viajantes por ser algo impressionante, sendo quase como ir a a Copenhaga e não ver a famosa sereia!

Depois demos uma volta por ali até às águas do mar Báltico e como adoramos locais descontraídos e tranquilos, dirigimo-nos para o Café Regatta à beira da água.

De regresso ao centro de Helsínquia, passámos pela  Igreja da Rocha (Temppeliaukio Kirkko), que é um templo luterano e é considerada uma das atrações arquitetónicas mais populares da cidade por ser algo diferente e original – uma das únicas igrejas subterrâneas do mundo. Fica situada no distrito de Etu-Töölö, na rua Lutherinkatu , no final da Fredrikinkatu.

Esta obra arquitetónica moderna, idealizada pelos irmãos Timo e Tuomo Suomalainen e por eles levada a cabo (pois venceram o concurso de design lançado em 1960 para decidir a quem caberia a construção da nova igreja). A construção teve início em 1968, tendo sido concluída e inaugurada em 1969.

Situada num bairro residencial, a maior parte da igreja é subterrânea, tendo sido construída inteiramente a partir de uma grande rocha de granito, que se encontrava no local, cujo interior foi extraído para dar forma às paredes, estando por detrás do projeto de design: preservar ao máximo a natureza aberta e rochosa do espaço sem interferir muito ao seu redor.

De acordo com isso, os arquitetos construíram o interior da igreja de forma circular, usando rochas naturais nas paredes sempre que possível. Esse espaço foi revestido por uma cúpula enorme de cobre (praticamente a única parte da estrutura visível do exterior) suportada pelas pedras, com 180 janelas para permitir ao máximo a entrada de luz natural. Num plano superior há uma varanda acobreada, que permite observar a igreja de cima para baixo.

O  interior da igreja é circular conferindo-lhe as suas paredes de pedra uma excelente acústica. Dispõe de um orgão. Tudo isto faz dela um ótimo local para concertos de música clássica.

Apesar da entrada ser paga (3€), vale a pena a experiência para poder apreciar a originalidade do local podendo observar tudo o que lhe aprouver: a iluminação natural, um teto algo original, as paredes de pedra tosca, a perspetiva obtida através da varanda e ainda a audição fabulosa de algo (pois quase de certeza alguém estará a tocar orgão!).

Também tínhamos no nosso plano ir à zona de Kallio para explorar a zona porque tínhamos encontrado referência a um bairro com edifícios Arte Nova e uma grande igreja no mesmo estilo. Fomos de elétrico até lá (cerca de 20 minutos).

A Igreja Kallio é uma igreja luterana (no distrito de KallioItäinen Papinkatu) construída em estilo Romântico Nacional com influências Art Nouveau, utilizando materiais tradicionais finlandeses e cores inspiradas na natureza (as paredes são de tijolos vermelhos revestidas com granito finlandês) e nos motivos decorativos da Finlândia.

Foi concluída em 1912. A sua excelente acústica torna-a um local eleito para concertos, especialmente para música de órgão. É a única igreja na Finlândia a ter um órgão barroco e um órgão francês do período romântico.

A igreja tem 65 metros de altura sendo que a sua cruz está 94 metros acima do nível do mar. Na torre há 7 sinos de bronze feitos na Alemanha. Fica numa colina e dela emergem 3 ruas bem compridas: a Kopernikuksenkatu, Siltasaarenkatu e Unioninkatu.

Depois de termos apreciado o exterior e interior da igreja naquele ponto alto, restava-nos começar a descer. Passámos numa zona com edifícios Arte Nova

e depois começámos a avistar uma zona com água, barcos e casario. A cidade de Helsínquia é fabulosa pela quase constante presença de água.

Fomo-nos dirigindo a pé no sentido do Porto Sul, perto do qual se situava o nosso hotel e gozando a paisagem tendo surgido nos nossos olhares as cúpulas, primeiro da Catedral de Helsínquia e depois da Catedral de Uspenski (igreja ortodoxa russa) .

Gozámos os últimos raios de sol num restaurante com esplanada,

virado para o Porto Sul e para uma zona de piscinas, de onde se via a Roda Gigante e donde tínhamos perspetivas interessantes para algumas partes da cidade.

3º DIA – MANHÃ

A decisão estava tomada: rever a Fortaleza de Suomenlinna (originalmente designada Sveaborg ou Viapori vindo a ser denominada Suomenlinna desde 1918) a qual se encontra localizada na ilha com o mesmo nome.

A fortificação construída no séc. XVIII pelos suecos para defender a Finlândia, especialmente contra os russos foi considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. A forma de chegar à ilha é de ferry que se apanha na zona da Praça do Mercado.

O trajeto dura apenas 10 minutos mas de uma riqueza impressionante: uns ferries a chegar ao porto (vindos de Tallinn e/ou Estocolmo), a cidade vista da água, as ilhas que se avistam …. . É indescritível! Só por isso vale a pena o trajeto!

A ilha é, hoje em dia, muito apreciada pelos viajantes / turistas / veraneantes que tiram partido da beleza e tranquilidade desse local. Se for só para percorrer a ilha e apreciar os vários locais (a fortaleza, a igreja, o museu, a visita ao submarino), necessita de 2 a 3 horas. Também se podem fazer piqueniques, passeios ou ir à praia.

Como tínhamos ainda mais planos para o dia, à hora de almoço rumámos a Helsínquia, tendo almoçado outra vez no Mercado por ser um local agradável e com iguarias típicas.

P.S: Se tiver tempo não perca uma ida a um local de sauna, pois é típica da Finlândia bem como a visita a algum museu: o Museu Nacional (Kansallismuseo), o Museu de Arte Contemporânea (Kiasma), o Museu de Arte Clássica (Ateneum) e o Museu de História Natural, entre outros.

E aí íamos nós em busca de mais maravilhas finlandesas!

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