Casablanca, conhecida essencialmente pelo Rick’s Café, que foi concebido para recrear o bar tornado famoso pelos atores Humphrey Bogart e Ingrid Bergman no clássico filme Casablanca (de 1942) e pela colossal Mesquita Hassan II, é muito mais do que isso.
Casablanca é, tão somente, a maior cidade de Marrocos, na costa atlântica do país, e uma das maiores do Norte de África. Pela sua localização possui o maior porto tornando-a, assim, a capital comercial e financeira de Marrocos.
Casablanca é uma metrópole desconcertante onde tradição e modernidade coexistem. Uma cidade com edifícios Art Decò


e arranha-céus que contrastam com as pequenas lojas da medina, com suas ruas estreitas e sinuosas e com uma mesquita célebre pelo seu grande minarete, que se situa na Corniche d’ Ain Diab – uma avenida costeira repleta de restaurantes, hotéis, piscinas, nightclubs e um instituto de talassoterapia.
ROTEIRO – 1 DIA
1º DIA – TARDE
Com um voo de menos de 2 horas, chega a um destino completamente ímpar –Casablanca. Levantámos o carro no aeroporto bem como dinheiro marroquino (dirhams). Aí começa logo uma aventura daquelas, pois eles são completamente loucos a conduzir mas é impressionante como eles se orientam no meio do caos da sua condução pois não observámos um único acidente! Feitos cerca de 35 km, do aeroporto até à cidade de Casablanca, ao Boulevard de la Corniche onde se situava o hotel, fizemos check in no Hotel Azur e ainda tivemos tempo de fazer a marginal Corniche D’Ain Diab, que é muito interessante e ter um primeiro contacto com um dos ícones de Casablanca – a Mesquita de Hassan II. Jantámos num dos muitos restaurantes da marginal.

2º DIA – MANHÃ
De manhã dirigimo-nos de carro para a Praça das Nações Unidas – o coração da cidade nova – (tendo no trajeto visto o Mercado Central), onde estacionámos o carro. Aí pudemos, desde logo, apreciar alguns edifícios com formas geométricas. Não muito longe dali pudemos começar a contactar mais de perto com locais mais exóticos para qualquer viajante europeu.


Começámos a vislumbrar a Torre do Relógio perto da qual se iniciava a Medina Antiga com uma porta característica da entrada destes espaços. Antes de nos embrenharmos nesse espaço com características muito peculiares, demos uma volta pela Avenidas das Forças Armadas Reais, Mohamed V e Houphouet- Boicny.


Mas… ansiávamos por começar a contactar com algo muito típico em Marrocos: a antiga Medina – sendo que a de Casablanca não é grande e então é fácil orientarmo-nos sem qualquer tipo de ajuda. Tal qual como outra qualquer, encontra-se dividida por zonas: das especiarias, de peças em barro, de candeeiros, de roupa…..e para além disso há as célebres mesquitas. É um local a não perder em qualquer cidade marroquina pois é único: uma variedade de produtos e um colorido que não se encontra facilmente em muitos locais do mundo.





Mas este era apenas o primeiro grande momento do dia. Fomo-nos deslocando no sentido do Oceano, observando um pouco das rotinas dos marroquinos ao longo das ruas e vislumbrando bem ao longe a torre da Mesquita Hassan II.


Passámos pelo célebre Rick’s Café mas apenas fotografámos a fachada pois estava fechado.
O Rick’s Café, restaurante piano-bar, aberto ao público em 2004 foi concebido para recrear o bar, tornado famoso pelos atores Humphrey Bogart e Ingrid Bergman no clássico filme Casablanca (de 1942). Situa-se numa antiga mansão e apresenta detalhes arquitetónicos e decorativos que lembram o filme. Há um piano dos anos 30 e é recorrente as pessoas solicitarem a interpretação de: As Time Goes By.
À medida que nos íamos aproximando da Mesquita Hassan II íamos sentindo um pulsar cada vez mais acelerado pois é das mesquitas mais deslumbrantes do mundo inteiro (que pode ser visitada) e podermos também nós fazer parte de quem a comenta, é magnifico! Começa logo pela escolha da sua localização: à beira do Oceano Atlântico – que lhe atribui, por si só, uma beleza estonteante.



É difícil precisar quantos cliques realizámos: primeiro ao conjunto e depois aos diversos pormenores fabulosos, sendo de realçar: o minarete pela sua altura e pela riqueza de decoração,



as fontes com um trabalhado minucioso de azulejos e de arcos e colunas em mármore e as portas duplas em forma de arcos pontiagudos emoldurados por colunas sendo muitas delas revestidas de bronze, entre outros.








Após isso queríamos muito regalar os nossos olhos no interior. Ficámos a saber que só o poderíamos visitar da parte da tarde pois estava a decorrer um momento de oração. Como ainda nesse dia fazia parte do plano irmos para Marraquexe,



apanhámos um táxi e fomos almoçar ao Restaurante Les Fleurs – na Avenida das Forças Armadas Reais. O interior era de um requinte deslumbrante. Já conhecendo as iguarias marroquinas, não nos desiludimos.
Tínhamos combinado de antemão com o taxista levar-nos de volta à zona da mesquita sem antes, no entanto, nos ter proposto a visita a uma farmácia de especiarias onde acabámos por comprar óleo de Argão e bottox. Este é o espírito de um marroquino – negócio – dar a conhecer o que há de típico e se possível levar o viajante a comprar. De seguida deixou-nos na zona da Mesquita. Fomos adquirir os bilhetes (bilhetes – 120 Dh por px) para podermos finalmente gozar momentos únicos.
A Mesquita Hassan II, inaugurada em 1993, é um must. Com capacidade para acolher 25.000 pessoas, é um dos maiores edifícios religiosos no mundo inteiro. Ela ocupa 9 hectares sendo que dois terços estão sobre o mar. O seu minarete representando o “farol “ do Islão com 200 metros de altura possui dois feixes de LASER na direção de Meca.


O equilíbrio imponente do exterior como que preparava o viajante para um interior inigualável (sem sapatos). Qualquer pessoa por mais alta que seja sente-se diminuta num local tão grandioso.


Com estuque esculpido, tetos de cedro, pavimento e colunas trabalhados em mármore, granito, ónix e travertino, bem como paredes e/ou colunas enriquecidas com mosaicos cerâmicos típicos de Marrocos (zellij), faz deste local algo inigualável.





Depois de termos apreciado os 2 pisos da mesquita estava na hora de rumarmos a outras paragens. Após visita à Mesquita o taxista levou-nos até ao parque de estacionamento (18 Dh) – Praça das Nações Unidas (táxi – 45 € )
Tínhamos um percurso de cerca de 235 km pela frente para atingirmos Marraquexe.