Marraquexe – a mais visitada

Marraquexe é a quarta maior cidade do país, situando-se no oeste de Marrocos. Muitas são as designações atribuídas a Marraquexe, como a “cidade vermelha”, a “pérola do sul” ou a “porta do sul”, sendo também considerada a capital do grande sul e uma das cidades imperiais de Marrocos (ao lado de Fez, Meknes e Rabat). É a cidade marroquina que atrai mais turistas. Isso deve-se à presença de luxuriantes palmeirais, à medina (cidade murada medieval1120) com as suas ruas labirínticas repletas de souks (mercados) que vendem todo o tipo de artigos dando um colorido interessante ao espaço, às várias portas de arquitetura mourisca, à mesquita Cotovia (do séc. XII) – símbolo da cidade, com seu minarete visível a milhas de distância e à famosa Praça Jamaa el-Fna, tendo sido considerada Património Mundial pela UNESCO.

A zona é habitada desde o Neolítico, quando agricultores berberes ali viviam, tendo sido apenas fundada enquanto cidade em 1062 pelo povo almorávida do Saara. A Marraquexe contemporânea deve a sua influência a vários povos sendo de realçar os almorávidas, especialmente na época do emir (chefe de estado ou governante) almorávida Ali Ibne Iúçufe (em francês Ben Youssef) durante a qual a cidade foi expandida, tendo sido construídas algumas madraças (escolas islâmicas/muçulmanas), e mesquitas que apresentavam influências da arquitetura  muçulmana e os saadianos ou saaditas, (séc. XVI) que a embelezaram com sumptuosos palácios e restauraram muitos monumentos em ruínas. No séc. XX Marraquexe sofreu influências do domínio do protetorado francês abraçando a era moderna com a criação do bairro Gueliz. Marraquexe é o reflexo de tudo isso refletindo-se nas construções ilustres que perduram até hoje.

Chegados aos arredores de Marraquexe ao pôr do sol, fomos recebidos por um palmeiral fenomenal.

Pernoitámos no Hotel  Wazo –  um espaço muito interessante em estilo moderno, a 6 ou 7 km do centro da cidade. Ainda fomos de carro para o centro e estacionámo-lo num parque perto da mesquita para darmos uma volta pela emblemática e mais visitada cidade de Marrocos.

Ainda pudemos observar, e cansar os nossos dedos para mais tarde recordarmos, as proximidades da Mesquita e Torre Cotovia

que são o símbolo da cidade antiga. De seguida dirigimo-nos para a Praça Jamaa el Fna que durante séculos foi o principal centro e símbolo da cidade.  É o primeiro local procurado por qualquer visitante pois essa praça representa uma amostra do Marrocos tradicional e assim sendo foi considerada Património Mundial pela UNESCO. Ali vive-se um atmosfera mágica, frenética e contagiante,  desenvolvida pela mistura de gente, de sons, cores e cheiros. Tudo ali acontece! Se quiser pode fazer uma refeição numa das muitas bancas que tem ao dispor um pouco de tudo ou ainda comprar qualquer tipo de artigo, pois ali encontra tudo o que possa imaginar!

Depois de termos contactado com todas aquelas sensações e de ter feito parte da praça apetecia-nos instalar num local com características marroquinas. Tínhamos pesquisado e pareceu-nos que o Restaurante Chez Brahim (próximo da Praça) preenchia os requisitos. Para além do espaço interior ser descontraído e ao mesmo tempo requintado, tinha também música ao vivo e a comida era boa e estava muito bem confecionada. Comemos briwattes (tipo chamuças) e brochettes.

Após o jantar ainda gozámos aquela zona até chegarmos ao estacionamento.

No dia a seguir aí começámos nós a repetir os mesmos locais Mesquita e Torre da Cotovia

(com muita pena nossa não pudemos visitar os interiores  pois estavam  fechados ao público) e a Praça Jamaa el Fna.  A atmosfera da Praça estava diferente da noite anterior pois tudo parecia ainda um pouco adormecido mas que ia desabrochando e ganhando vida aos poucos. Para além disso queríamos conhecer outros pontos de interesse da cidade.

Deambulávamos nós pelas imediações da medina, tirando fotos, criando esta ou aquela perspetiva, quando aparece um “pseudo-guia” a perguntar se precisávamos de ajuda. Teremos dito que queríamos começar por ver a porta, considerada, a mais bonita – Bab Agnaou.

Ele foi connosco, tendo-nos mostrado um cartão enquanto guia credenciado. Imediatamente a seguir dispensámos os seus préstimos que nos custaram algum tempo de ajuste de contas! Explorámos a medina,

sendo nossa intenção visitar a Medersa ou Madraça Ben Youssef  (velha escola islâmica) que deve o seu nome ao emir almorávida (séc. XII) com esse nome, mas estava fechada para restauração bem como a Fonte Chrob ou Chouf que também estava a ser restaurada, como tal não a vimos. Passámos também por algumas ruelas do Bairro Judeu ou Mellah.

Fomos ao longo das muralhas avermelhadas, que remontam ao séc. XII (obra também do emir Ben Youssef ), do lado exterior e aí estavam algumas portas à espera dos nossos olhares! Entre elas realçam-se as  Bab Agnaou (Gnaoua) e  Bab Ksiba.

Continuando a caminhar mais um pouco entrámos através de uma outra porta e fomos dar às imediações do Palácio Real que só é possível observar do exterior.

A seguir penetrámos outra vez no interior da medina e acabámos por aí almoçar no Terrasse Lala Moulati – donde tínhamos panorâmicas para vários sítios da medina.

E com muita pena nossa estava na hora de continuar a nossa experiência por terras marroquinas e rumar para Ouarzazate.

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