
Abril 2019
A Geórgia é um país que se situa na Europa Oriental tendo como fronteiras: a Rússia a norte e a leste, a Turquia e a Arménia a sul, o Azerbaijão a leste e a sul e a oeste o mar Negro.
O terreno tem três partes distintas: a norte e a sul é montanhoso, incluindo, a norte, a vertente sul do Grande Cáucaso, e a sul parte do Pequeno Cáucaso e os primeiros contrafortes das montanhas da Arménia e da Anatólia; ao centro estende-se um amplo vale que toma o cariz de planície costeira junto ao litoral do mar Negro.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_da_Ge%C3%B3rgia_(pa%C3%ADs)
As suas principais cidades são: Tbilisi, Kutaisi e Batumi. Tbilisi (atenção: vão, tal como nós, vê-la escrita de diversas maneiras, sendo que ainda hoje não há certeza qual a mais correta) é a maior cidade do país, sendo também a capital. (antigamente mais conhecida como Tíflis (em russo).
Tbilisi é uma cidade de contrastes: por um lado tem a Ponte da Paz – ponte pedonal com uma estrutura de vidro, um Palácio Presidencial e um Salão de Espetáculos em estilo moderno e por outro uma imensidão de igrejas medievais – desde igrejas ortodoxas, a mesquitas e sinagogas, que refletem os vários povos que por ali passaram. É impressionante como o novo e o antigo se misturam de uma forma invulgar. O Palácio, o Salão de Espetáculos bem como a Ponte da Paz têm sido, no entanto, contestados mas eles traduzem inovação e um toque arquitetónico atual. Conferem uma graça peculiar à cidade.


A cidade é atravessada pelo Rio (Kura ou) Mtlwari o qual enriquece a paisagem da cidade. Há várias pontes a ligarem as duas margens.
Locais que merecem a visita:
- a Fortaleza Narikala e a Estátua de Kartlis Deda (no cimo da colina);
- igrejas – Basílica Anchiskhati, Catedral de Sameba, Kashveti e a de Sioni entre outras;
- a zona antiga – principais ruas: Kote Abkhazi ; Sioni, Erekle II e Shavteli;
- a Ponte da Paz;
- o Parque Rike;
- Salão de Espetáculos (um edifício em estilo moderno);
- a Avenida Rustaveli (nome de um poeta georgiano) – principal artéria da cidade
- ROTEIRO DE 6 DIAS
- INFORMAÇÕES
- CURIOSIDADES
- ROTEIRO DE 6 DIAS
| 1º DIA tarde | TBILISI – Zona antiga- Ponte da Paz – Parque Rike- Fortaleza e Estátua |
| 2º DIA | TBILISI – Catedral Sameba- Parque Rike – passeio de barco – Termas- Mesquitas e Sinagoga |
| 3º DIA | MEMORIAL DA HISTÓRIA DA GEÓRGIA- MTSKSHETA – ANANURI |
| 4º DIA | GORI – UPLISTIKHE – KUTAISI |
| 5º DIA | KUTAISI – Catedral de Bagrati – MOSTEIRO de GELATI – BATUMI |
| 6º DIA | BATUMI – viagem até Tbilisi – TBILISI |
| 7º DIA manhã | TBILISI |
1º DIA – TARDE – TBILISI – Zona antiga- Ponte da Paz – Parque Rike- Fortaleza e Estátua
Chegados de Istambul (onde estivemos 3 dias) a meio da tarde e tendo pedido antecipadamente ao hotel um táxi, aí começámos logo a contactar com os arrabaldes de Tbilisi.
O taxista era simpático e fazia um esforço para se expressar em Inglês (línguas mais faladas – georgiano e russo) de forma a proporcionar um trajeto afável e dar algumas dicas.
A princípio ficámos chocados com o que nos era dado observar: os edifícios – uns eram velhos, outros inacabados, outros meio destruídos…, a estrada esburacada aqui e acolá! Uma realidade completamente diferente do nosso país! Mas não se assustem! Insistam pois não se vão arrepender como poderão constatar!
O hotel Tbilisi View Hotel – ficava situado numa zona alta da cidade e da varanda do nosso quarto podíamos desde logo adivinhar o que de seguida iríamos conhecer.
Mais uma vez, tínhamos construído um plano da viagem e sentíamos uma ânsia incrível de ver/conhecer os locais que já tínhamos pesquisado e passar assim do virtual ao real.
Ora bem aí começámos nós a descer por entre ruas e ruelas para assim conseguirmos atingir as partes interessantes da cidade. (A cidade tem metro. Dependendo do local onde ficar hospedado assim chegará ao centro histórico a pé, de metro ou de uber ou táxi (baratíssimos!)).
Chegados à Avenida Rustaveli, principal artéria da cidade, estávamos no início do nosso percurso. Passámos pelo Teatro de Ópera e Ballet, pelo Museu de Arte, Escola Pública e Parlamento entre outros e no fim encontra-se a Praça da Liberdade com a Estátua de S. Jorge.


Encaminhámo-nos para a principal artéria da zona antiga (paralela ao rio) – Kote Abkhazi – que constítuia a zona comercial da Old Town nos tempos medievais. Aí encontram-se uma série de prédios típicos com varandas de madeira decoradas, alguns bem preservados outros nem por isso, o que é uma pena.

Nessa zona veja também uma das muitas igrejas medievais de Tbilisi – a Catedral de Sioni. Apesar da sua construção remontar aos sécs VI e VII o que observamos agora é essencialmente do séc. XIII.
Não muito longe terá também a rua Shavteli, a qual merece a sua visita pela Basílica Anchiskhati (a mais antiga igreja sobrevivente), a Torre de Relógio e o edifício do Teatro das Marionetas.
Atingida a marginal com o rio Mtlwari a acompanhá-la, os nossos olhos são confrontados com algo único: uma ponte pedonal – Ponte da Paz – com uma estrutura ondulada em vidro


e do outro lado do rio um impressionante edifício que se destaca não em altura mas pela peculiaridade da sua forma e estilo vanguardista – a Sala de Espétaculos de Tbilisi. No cimo há um outro que prende também a nossa atenção – o Palácio Presidencial, também em estilo moderno.

Atravessámos a Ponte da Paz. No Parque Rike para além da Sala de Espetáculos havia também o acesso ao teleférico para nos levar ao cimo da colina.


À medida que íamos subindo os nossos olhos regalavam-se a contemplar tanto o que ficava para trás como o que iria fazer parte dos nossos próximos momentos: a Fortaleza de Narikala e a Estátua de Kartlis Deda (uma figura de mulher Georgiana – o símbolo da cidade – a qual numa mão tem uma taça de vinho representando hospitalidade e na outra, na via das dúvidas, uma espada! )




e uma panorâmica da cidade vista de cima. É interessante ir a este local ao fim do dia pois conseguimos apreciar a paisagem ainda de dia e com o pôr do sol algumas partes da cidade começam a ficar iluminadas, o que lhe atribui uma beleza diferente!
Avizinhava-se a noite e com isso a necessidade de jantar. Fomos de uber (barato) até ao restaurante que fica muito perto do acesso ao funicular (parque Mtatsminda). Tínhamos uma vista fabulosa para a cidade que já gozava da tranquilidade da noite. (Antes da nossa viagem tivemos curiosidade em saber o que se comia na Geórgia e então fomos a um restaurante georgiano em Lisboa). Era magnífico agora podermos provar tais iguarias no país delas! Foi duplamente fabuloso – pela paisagem e pela comida. Descemos depois no funicular para alcançar a cidade.
2º DIA – TBILISI (Catedral Sameba- Parque Rike – passeio de barco – Termas- Mesquitas e Sinagoga)
Começámos o nosso dia pelo rent-a-car para levantar o carro pois apesar de o dia ser passado em Tbilisi teríamos que andar um bom bocado a pé, parte dele a descer e a subir para chegarmos ao primeiro ponto de interesse – a Catedral de Sameba conhecida como Catedral da Santíssima Trindade que é a principal catedral e o maior símbolo da Igreja Ortodoxa Georgiana após a queda da União Soviética.




Foi inaugurada em 2004. Ela reflete uma série de estilos da arquitetura religiosa da Geórgia.
Após isso passámos perto do Palácio Presidencial e deixámos o carro nas suas proximidades.
Foi interessante apreciar a cidade, vista da outra margem do rio. Passámos por edifícios típicos com características interessantes – pátios cobertos, escadas espirais laterais, varandas em madeira trabalhada.
Pena que alguns necessitem ser reconstruídos. Chegados ao Parque Rike demos uma volta por ali e pensámos que seria interessante fazer um passeio de barco ao longo do rio Kura (Mtlwari). A guia que nos acompanhou ao longo da viagem expressava-se bem em Inglês. Era professora de russo.
Ela fez questão de dizer que o país estava a tentar recuperar de muitos anos atribulados. Foi explicando um pouco da história da Geórgia, reconhecendo que o país teria que evoluir a vários níveis.
Foi uma experiência divinal observar a cidade de baixo para cima


e como já tínhamos uma noção da maior parte dos monumentos, identificávamo-los de imediato e dávamos azo a mais fotos!
Digno de nota foi observar a Igreja Metekhi, que fica num plano elevado bem como a estátua equestre do rei Vakhtang Gorgasali


e do outro a Fortaleza Narikali e a Estátua no topo do monte Mtatsminda.
Quando terminámos o passeio passámos pela Ponte da Paz da qual se tem vistas deslumbrantes para a cidade antiga!
Depois percorremos a rua ao longo do rio, a qual apresenta algumas fachadas típicas com as suas varandas trabalhadas de uma riqueza absoluta,

até chegarmos à zona das Termas. A pessoa sente-se perdida pois não sabe para onde olhar! A zona dos banhos é uma coisa única, a paisagem sobranceira com a Fortaleza Narikala, a Estátua, os teleféricos que subiam e desciam – é difícil descrever tanta emoção!
Fomos almoçar no Tiflis Palace, que é em simultâneo hotel e restaurante, com traços modernistas mas também com traços típicos da arquitetura da cidade.

O restaurante desenvolvia-se na parte mais alta do edifício, ocupando todo o piso – envidraçado e ainda uma zona de esplanada, onde ficámos.
Daí podíamos contemplar grande parte da cidade tendo uma perspetiva de um ângulo superior – para as Termas, mesquita, Ponte da Paz,




Igreja de Metekhi com uma Estátua Equestre, Fortaleza Narika (vista de baixo para cima) entre fachadas típicas ! É simplesmente deslumbrante!
Depois do almoço demos então especial atenção à zona das Termas (Abanotubani). De cima pudemos observar várias cúpulas de tijolo da zona dos banhos de enxofre, algo único e diferente. Junto às Termas há a presença da influência islâmica no templo contíguo, a mesquita de Jumah,


uma das muitas mesquitas da cidade bem como uma série de casas típicas. Daí víamos a Catedral de Sameba do outro lado do rio, a brilhar em todo o seu esplendor.

Fomos andando por ali tendo passado na zona Meidan na qual havia alguns restaurantes e cafés e também mais uma mesquita e sinagoga. Chegados à Avenida Rustaveli, dedicámos-lhe mais alguma atenção e depois metemos por uma ruela onde jantámos num dos restaurantes da zona.
3º DIA – MEMORIAL DA HISTÓRIA DA GEÓRGIA- MTSKSHETA – ANANURI
Bom … estava na hora de abandonarmos Tbilisi e irmos para outras paragens. A primeira foi no Memorial da História da Geórgia – dedicado à comemoração do terceiro milénio do Estado Georgiano e do segundo milénio do início da difusão do Cristianismo. Apesar de estar a chover um pouco e também algum frio, isso não invalidou a nossa visita a tal imponente monumento!


Prosseguimos viagem (cerca de 20km – 30min) até Mtsksheta sendo uma das mais antigas cidades do país. Depois disso dirigimo-nos para um monte acima de Mtsksheta para visitar o Mosteiro Jvari

(este mosteiro ortodoxo é um dos mais antigos da Geórgia, tendo sobrevivido a todas as épocas até hoje) e apreciar a paisagem desse local alto – indescritível de tão maravilhosa que é! Os Georgianos sempre tiveram um talento desmesurado para escolher ótimas localizações para os seus locais sagrados: o rio Mtlwari a formar uma espécie de triângulo e a banhar as margens bem como a cidade do lado direito!

É de tal forma um local de contemplação que tivemos dificuldade em prosseguir viagem!

A seguir o nosso plano indicava Ananuri. Demorámos cerca de uma hora, mas mais uma vez valeu a pena!
De facto a Geórgia é um país adorável e lamentamos não ter tempo para visitar tudo o que ela tem para oferecer! Desde paisagens naturais, mais planas ou mais montanhosas, a igrejas medievais, a mosteiros únicos no mundo (repletos de frescos) ou escavações, tudo pode encontrar neste país!
Ora bem …. em Ananuri tem um trio: mosteiro, rio e montanha. Não há adjetivos para qualificar tal beleza outra vez!

Tínhamos, contudo, que prosseguir viagem até ao local onde iríamos pernoitar – Gori.
Gori é uma pequena cidade a 50 km a Este de Tbilisi e conhecida essencialmente por ser a cidade onde nasceu Estaline. Existe um Museu sobre ele na cidade com uma estátua sua no jardim em frente. No centro da cidade há também o Forte de Gori que serviu a vários povos invasores.


Demos ainda uma volta de reconhecimento pela cidade.
4º DIA – GORI – UPLISTIKHE – KUTAISI
Antes de sairmos de Gori fomos visitar o Museu sobre Estaline.


No exterior pode-se visitar a carruagem de comboio que ele usava para viajar.
A 10 km da cidade, fica Uplistsikhe – antiga cidade de grutas – que chegou a albergar cerca de 20 000 pessoas. É algo singelo no mundo! Vale a pena a visita não só pelas grutas, pela igreja mas também porque oferece uma visão de 360º sobre a região.



Requer pelo menos uma hora ou duas pois estende-se por uma área razoável. Mais um local exótico e imperdível!

(Junto da entrada onde se compram os bilhetes de acesso, há uma zona de apoio – desde casas de banho a restaurante. Nós acabámos por almoçar lá e deliciámo-nos nesse tempo a observar Uplistsikhe – de baixo para cima)
Ainda nos faltava percorrer cerca de 160km (3 horas) para chegarmos a Kutaisi.
Kutaisi é a terceira maior cidade do país sendo banhada pelo Rio Rioni. Ainda conseguimos dar uma volta pelo centro antes do jantar. Passámos pela Bely Bridge, que ficava mesmo perto do nosso hotel – Hotel Traveler – localização simpática – em frente ao rio e dirigimo-nos para a principal praça David Agmashenebeli a qual tem no centro a fonte Colchis. É muito interessante e já com iluminação, ainda a tornou mais rica.


Jantámos num dos muitos restaurantes que havia por ali.
5º DIA – KUTAISI (Catedral de Bagrati )- MOSTEIRO de GELATI – BATUMI
Nessa cidade faltava ainda ver (mais uma igreja!) a Catedral de Bagrati que está localizada num local privilegiado – no cimo de uma colina com vista para o rio e para a cidade. Ou seja, nunca nos arrependemos de ir a locais como este!


Hoje ainda teríamos muito para percorrer, mas era sempre com entusiasmo e prontidão para desvendarmos mais um local – o Mosteiro de Gelati. Situa-se numa encosta arborizada a 8 km de Kutaisi. Foi o maior e mais magnífico mosteiro que visitámos. Aí observámos os mais ricos e coloridos frescos ao longo dos vários espaços do mosteiro.







Cumprido mais um momento na nossa viagem, ainda tínhamos muitos desafios pela frente, nesse dia!
Pedimos ao nosso amigo Waze que nos “conduzisse” até Batumi! Pois … não soubemos bem se por erro nosso ou do GPS, fomos parar a uma estrada ”terciária” onde os transeuntes eram porcos, patos, vacas…. De certeza que foi mais interessante, visto agora, o nosso trajeto ter acontecido por aquelas bandas tão típicas e georgianas!
Com tudo isto, sendo nossa primeira intenção ir já almoçar a Batumi, fomos passando por diversos lugarejos e quando o nosso estômago se expressou mais alto, fizemos-lhe a vontade! Ele foi esperto na escolha do local! Almoçámos num restaurante indescritível que mais parecia uma mansão ou um palácio mas onde ninguém falava Inglês, só Georgiano ou Russo. Podíamos ter utilizado o telemóvel para ele nos ajudar a fazer o pedido do que queríamos comer, mas o meu marido há cerca de 4 anos iniciou-se no estudo da língua russa (algum tempo antes de termos ido à Rússia) e então lá usou os seus conhecimentos. Eu sentia-me uma estranha pois não se consegue perceber uma palavra que seja. Um momento que ficou gravado na minha memória!
De seguida fizemo-nos à estrada, de novo, igual aos demais anteriores quilómetros. Já relativamente perto apareceu uma plaquinha a dizer Batumi. Será que a partir daí seria mais fácil? Já chegava de nos sentirmos quase numa quinta entre animais e com uma estrada a condizer! Quando menos esperávamos sentimo-nos quase numa autoestrada e começávamos a vislumbrar Batumi e o Mar Negro. Mas chegámos a pensar que estávamos enganados e que tínhamos entrado noutro país, pois apesar de “termos estudo a lição” ia para além do que esperávamos encontrar! As primeiras imagens da cidade são de facto contrastantes com tudo o que já tínhamos visto na Geórgia! Mas ainda bem que há diferenças!



Batumi é logo diferente pela sua localização – à beira do Mar Negro – sendo assim um destino de eleição para férias de praia. Ela conserva, no entanto, uma grande riqueza histórica sendo hoje em dia uma cidade moderna, onde o antigo é preservado e o novo tende a ser de um estilo moderno arrebatador sendo de realçar algumas unidades hoteleiras.
Estacionámos o carro perto da marginal para começarmos a usufruir deste local. Nota-se que é uma cidade que recebe muitos turistas e veraneantes pois ao longo da marginal oferece a possibilidade de várias atividades. Nesse percurso há a Torre do Alfabeto com 145 metros de altura,

em ferro num estilo moderno e minimalista, mesmo em frente à praia.
Existe também uma estrutura metálica de 7 metros de altura,

estilo moderno também, de uma mulher e de um homem, conhecida como Ali & Nino, em honra de um romance.
Como fomos em abril a praia estava tranquila.
De volta ao carro dirigimo-nos para a cidade com o intuito de fazer check in no Hotel Old Town, o qual se situava num local central e que permitia a nossa deslocação a pé para visitar os locais de maior interesse. (O pequeno almoço é servido no roof o qual tem vistas interessantes para a cidade).
Começámos a gozar aquele local diferente e descontraído. Deambulámos por entre zonas mais modernas e mais antigas, havendo, no entanto, uma harmonia e charme nos dois estilos, sendo de realçar um relógio Astronómico que fica num edifício encantador na Praça Europa.





6º DIA – BATUMI – viagem até Tbilisi – TBILISI
Demos ainda mais um giro por Batumi, mas tínhamos uma longa viagem pela frente: de Batumi a Tbilisi seriam cerca de 370 Km e a previsão era de 5h 30 min.
Após momentos únicos (os georgianos são loucos a conduzir e nós é que fomos multados!) e um almoço num restaurante fabuloso (à beira da estrada – que fazia parte de um complexo – alojamento e espaço de restauração)


lá conseguimos chegar de novo à capital – Tbilisi. Desta vez ficámos alojados numa das zonas novas da cidade, no Hotel Ameri Plaza Tbilisi.
Ainda nos restou algum tempo para irmos gozar os últimos raios de sol na velha Tbilisi. Iniciámos o nosso passeio a pé ao longo das muralhas da cidade, tendo os nossos olhos observado mais uma vez edifícios típicos com o especial encanto das primeiras luzes acesas.


Depois virámos para a rua Shavteli onde se encontrava a Torre do Relógio, ao pé da qual se disputava a vez de tirar fotografias de tão famosa que é, o edifício do Teatro das Marionetas e a Basílica Anchiskhati.


Jantámos por ali no restaurante – Kafe Leila – muito interessante pelo espaço e pelas iguarias.
7º DIA – MANHÃ – TBILISI
Hora de check out mas ainda com algum tempo para gozar mais um pouco Tbilisi.
Recomeçámos a nossa volta na rua Shavteli para observar os mesmos locais mas à luz do dia. A seguir passámos pela ponte Baratashvili para daí podermos gozar a cidade vista sob uma perspectiva ligeiramente diferente pois daí podíamos ver praticamente todos os locais de interesse da cidade.

Depois caminhámos ao longo do rio do lado da Cidade Velha para cumprir o último momento em Tbilisi: a Catedral de Sioni e a zona circundante. Somos transportados para uns séculos atrás!


Mas rapidamente tivemos de aterrar no presente e dizer adeus a dias bem passados e vividos em terras caucasianas interessantes!
A Geórgia ainda é um destino barato! Não hesite! Não se vai arrepender!
2. INFORMAÇÕES
POPULAÇÃO
A população é formada por uma maioria de georgianos e minorias de russos e armênios essencialmente.
MOEDA
A moeda na Geórgia é o Lari (100 LARI = 26.00€) valor calculado em outubro de 2020
LÍNGUA
A língua oficial é o georgiano, sendo o russo também uma língua franca. Poucas pessoas falam inglês.
INTERNET
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3. CURIOSIDADES
IGUARIAS GEORGIANAS
A cozinha da Geórgia é uma das mais originais uma vez que cruza as influências do Oriente e Ocidente, Norte e Sul, sendo no entanto um pouco salgada.
Há essencialmente duas iguarias que não podem perder: o khachapuri e o khinkali.
O khachapuri é um pão achatado que pode ser em forma de pizza ou de barco com um buraco no centro onde se barra manteiga, queijo e no final se acrescenta um ovo estrelado.
O khinkali é um dumpling com recheio de carne e ervas, ou ainda com queijo, batata ou cogumelos com a forma de um embrulho fechado só no topo.


TBILISI
A palavra tbilisi significa quente em georgiano – é uma referência às fontes sulfúricas na mais antiga zona da cidade – Abanotubani – onde ainda hoje existem uma série de termas que se reconhecem facilmente pelas cúpulas provenientes do chão.
😘
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O mundo é fascinante! Agora tem de se viver de momentos passados!
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