Geórgia- a sua capital Tbilisi



A Geórgia é um país que se situa na Europa Oriental tendo como fronteiras: a Rússia a norte e a leste, a Turquia e a Arménia a sul, o Azerbaijão a leste e a sul e a oeste o mar Negro.

O terreno tem três partes distintas: a norte e a sul é montanhoso, incluindo, a norte, a vertente sul do Grande Cáucaso, e a sul parte do Pequeno Cáucaso e os primeiros contrafortes das montanhas da Arménia e da Anatólia; ao centro estende-se um amplo vale que toma o cariz de planície costeira junto ao litoral do mar Negro.https://pt.wikipedia.org/wiki/Geografia_da_Ge%C3%B3rgia_(pa%C3%ADs)

Tbilisi é a maior cidade do país, sendo também a capital. (atenção: vão, tal como nós, vê-la escrita de diversas maneiras, sendo que ainda hoje não há certeza qual a mais correta – antigamente mais conhecida como Tíflis (em russo)).

Tbilisi é uma cidade de contrastes: por um lado tem a Ponte da Paz – ponte pedonal  com uma estrutura  de vidro, um Palácio Presidencial e um Salão de Espetáculos em estilo moderno e por outro uma imensidão de igrejas medievais – desde igrejas ortodoxas, a mesquitas e sinagogas, que refletem os vários povos que por ali passaram. É impressionante como o novo e o antigo se misturam de uma forma invulgar. O Palácio, o Salão de Espetáculos bem como a Ponte da Paz têm sido, no entanto, contestados mas eles traduzem inovação e um toque arquitetónico atual. Conferem uma graça peculiar à cidade.

PONTE DA PAZ SALÃO DE ESPETÁCULOS

A cidade é atravessada pelo Rio (Kura ou) Mtlwari o qual enriquece a paisagem da cidade. Há várias pontes a ligarem as duas margens.

1.LOCAIS DE INTERESSE
2.ROTEIRO DE 3 DIAS
3. INFORMAÇÕES
4.CURIOSIDADES

1- LOCAIS QUE MERECEM A VISITA

  •  a Forte Narikala e a Estátua de Kartlis Deda (no cimo da colina);
  • as Termas;
  •  igrejasBasílica Anchiskhati, Catedral de Sameba, Kashveti e a de Sioni entre outras;
  • a zona antiga principais ruas: Kote Abkhazi ; Sioni, Erekle II e Shavteli;
  •  a Ponte da Paz;
  • o Parque Rike;
  • Salão de Espetáculos (um edifício em estilo moderno);
  • a Avenida Rustaveli  (nome de um poeta georgiano) – principal artéria da cidade

2. ROTEIRO – 3 DIAS

1º DIA – tarde Zona antiga; Ponte da Paz; Parque Rike; Fortaleza e Estátua
2º DIA Catedral Sameba; Parque Rike; passeio de barco
Termas, Mesquitas e Sinagoga
3º DIA – fim de tarde(viagem de Batumi até Tbilisi) – Muralhas; Rua Shavteli – Torre do Relógio, Teatro das Marionetas e a Basílica Anchiskhati
4º DIA – manhãRua Shavteli ; Ponte Baratashvili e Catedral de Sioni
1º DIA – TARDE  – TBILISI – Zona antiga- Ponte da Paz – Parque Rike- Fortaleza e Estátua

Chegados de Istambul (onde estivemos 3 dias) a meio da tarde e tendo pedido antecipadamente ao hotel um táxi, aí começámos logo a contactar com os arrabaldes de Tbilisi.

O taxista era simpático e fazia um esforço para se expressar em Inglês (línguas mais faladas – georgiano e russo) de forma a proporcionar um trajeto afável e dar algumas dicas.

A princípio ficámos chocados com o que nos era dado observar: os edifícios – uns eram velhos, outros inacabados, outros meio destruídos…, a estrada esburacada aqui e acolá! Uma realidade completamente diferente do nosso país! Mas não se assustem! Insistam pois não se vão arrepender, como poderão constatar!

O hotel Tbilisi View Hotel – ficava situado numa zona alta da cidade e da varanda do nosso quarto podíamos desde logo adivinhar o que de seguida iríamos conhecer.

Mais uma vez, tínhamos construído um plano da viagem e sentíamos uma ânsia incrível de ver/conhecer os locais que já tínhamos pesquisado e passar assim do virtual ao real.

Ora bem aí começámos nós a descer por entre ruas e ruelas para assim conseguirmos atingir as partes interessantes da cidade. (A cidade tem metro. Dependendo do local onde ficar hospedado assim chegará ao centro histórico a pé, de metro ou de uber ou táxi (baratíssimos!)).

Chegados à Avenida Rustaveli, principal artéria da cidade, estávamos no início do nosso percurso. Passámos pelo Teatro de Ópera e Ballet, pelo Museu de Arte, Escola Pública e  Parlamento entre outros e no fim encontra-se a Praça da Liberdade  com a  Estátua de S. Jorge.

 Encaminhámo-nos para a principal artéria da zona antiga (paralela ao rio) – Kote Abkhazi – que constituía a zona comercial da Old Town nos tempos medievais. Aí encontram-se uma série de prédios típicos com varandas de madeira decoradas, alguns bem preservados  outros nem por isso, o que é uma pena.



Nessa zona veja também uma das muitas igrejas medievais de Tbilisi – a Catedral de Sioni. Apesar da sua construção remontar aos sécs VI e VII, o que observamos agora é essencialmente do séc. XIII.

Não muito longe terá também a rua Shavteli, a qual merece a sua visita pela Basílica Anchiskhati (a mais antiga igreja sobrevivente), a Torre de Relógio e o edifício do Teatro das Marionetas.

Atingida a marginal com o rio Mtlwari a acompanhá-la, os nossos olhos são confrontados com algo único: uma ponte pedonal – Ponte da Paz – com uma estrutura ondulada em vidro

PEACE BRIDGE
PEACE BRIDGE

e do outro lado do rio um impressionante edifício que se destaca não em altura mas pela peculiaridade da sua forma e estilo vanguardista – a Sala de Espétaculos de Tbilisi. No cimo há um outro que prende também a nossa atenção – o Palácio Presidencial, também em estilo moderno.

SALÃO DE ESPETÁCULOS E PALÁCIO PRESIDENCIAL

Atravessámos a Ponte da Paz. No Parque Rike para além da Sala de Espetáculos havia também o acesso ao teleférico para nos levar ao cimo da colina.

À medida que íamos subindo os nossos olhos regalavam-se a contemplar tanto o que ficava para trás como o que iria fazer parte dos nossos próximos momentos: a Fortaleza de Narikala e a Estátua de Kartlis Deda (uma figura de mulher Georgiana  o símbolo da cidade – a qual numa mão tem uma taça de vinho representando hospitalidade e na outra, na via das dúvidas, uma espada! )

FORTALEZA NARIKALA (no cimo) E CASARIO TÍPICO

e uma panorâmica da cidade vista de cima. É interessante ir a este local ao fim do dia pois conseguimos apreciar a paisagem ainda de dia e com o pôr do sol algumas partes da cidade começam a ficar iluminadas, o que lhe atribui uma beleza diferente!

Avizinhava-se a noite e com isso a necessidade de jantar. Fomos de uber (barato) até ao restaurante que fica muito perto do acesso ao funicular (parque Mtatsminda). Tínhamos uma vista fabulosa para a cidade que já gozava da tranquilidade da noite. (Antes da nossa viagem tivemos curiosidade em saber o que se comia na Geórgia e então fomos a um restaurante georgiano em Lisboa). Era magnífico agora podermos provar tais iguarias no país delas! Foi duplamente fabuloso – pela paisagem e pela comida. Descemos depois no funicular para alcançar a cidade.

2º DIA – Catedral Sameba- Parque Rike – passeio de barco – Termas – Mesquitas e Sinagoga

Começámos o nosso dia pelo rent-a-car para levantar o carro pois apesar de o dia ser passado em Tbilisi teríamos que andar um bom bocado a pé, parte dele a descer e  a subir para chegarmos ao primeiro ponto de interesse  – a  Catedral de Sameba conhecida como  Catedral da Santíssima Trindade que é a principal catedral e o maior símbolo da Igreja Ortodoxa Georgiana após a queda da União Soviética.



Foi inaugurada em 2004.  Ela reflete uma série de estilos da arquitetura religiosa da Geórgia.

Após isso passámos perto do Palácio Presidencial e deixámos o carro nas suas proximidades.

Foi interessante apreciar a cidade, vista da outra margem do rio. Passámos por edifícios típicos com características interessantes – pátios cobertos, escadas espirais laterais,  varandas em madeira trabalhada. Pena que alguns necessitem ser reconstruídos.

Chegados ao Parque Rike demos uma volta por ali e pensámos que seria interessante fazer um passeio de barco ao longo do rio Kura (Mtlwari). A guia que nos acompanhou ao longo da viagem expressava-se bem em Inglês. Era professora de russo.

Ela fez questão de dizer que o país estava a tentar recuperar de muitos anos atribulados. Foi explicando um pouco da história da Geórgia, reconhecendo que o país teria que evoluir a vários níveis.

Foi uma experiência divinal observar a cidade de baixo para cima

e como já tínhamos uma noção da maior parte dos monumentos, identificávamo-los de imediato e dávamos azo a mais fotos!

Digno de nota foi observar a Igreja Metekhi, que fica num plano elevado bem como a estátua equestre do rei Vakhtang Gorgasali

e do outro a Fortaleza Narikala e a Estátua no topo do  monte Mtatsminda.

Quando terminámos o passeio passámos pela Ponte da Paz da qual se tem vistas deslumbrantes para a cidade antiga!

Depois percorremos a rua ao longo do rio, a qual apresenta algumas fachadas típicas com as suas varandas trabalhadas de uma riqueza absoluta,

até chegarmos à zona das Termas. A pessoa sente-se perdida pois não sabe para onde olhar! A zona dos banhos é uma coisa única, a paisagem sobranceira com a Fortaleza Narikala, a Estátua, os teleféricos que subiam e desciam – é difícil descrever tanta emoção!

Fomos almoçar no Tiflis Palace, que é em simultâneo hotel e restaurante, com traços modernistas mas também com traços típicos da arquitetura da cidade.

O restaurante desenvolvia-se na parte mais alta do edifício, ocupando todo o piso –  envidraçado e ainda uma zona de esplanada, onde ficámos. Daí podíamos contemplar grande parte da cidade tendo uma perspetiva de um ângulo superior – para as Termas, mesquita, Ponte da Paz,



Igreja de Metekhi com uma Estátua Equestre, Fortaleza Narika (vista de baixo para cima) entre fachadas típicas !  É simplesmente deslumbrante!

Depois do almoço demos então especial atenção à zona das Termas (Abanotubani). De cima pudemos observar várias cúpulas de tijolo da zona dos banhos de enxofre, algo único e diferente. Junto às Termas há a presença da influência islâmica no templo contíguo, a mesquita de Jumah,

TERMAS e MESQUITA DE JUMAH

uma das muitas mesquitas da cidade bem como uma série de casas típicas. Daí víamos a Catedral de Sameba do outro lado do rio, a brilhar em todo o seu esplendor.



Fomos andando por ali tendo passado na zona Meidan na qual havia alguns restaurantes e cafés e também mais uma mesquita e sinagoga. Chegados à Avenida Rustaveli, dedicámos-lhe mais alguma atenção e depois metemos por uma ruela onde jantámos num dos restaurantes da zona.

(No dia seguinte, fazia parte do nosso plano continuar a conhecer outros pontos da Geórgia, chegando inclusivamente a Batumi, já no Mar Negro), mas ainda iríamos voltar, à sua capital Tbilisi, outra vez!)

3º DIA – FIM DE TARDE – Muralhas; Rua Shavteli – Torre do Relógio, Teatro das Marionetas e a Basílica Anchiskhati

Nessa manhã ainda demos mais um giro por Batumi, mas tínhamos uma longa viagem pela frente: de Batumi a Tbilisi seriam cerca de 370 Km e  a previsão era de 5h 30 min.

Após momentos únicos (os georgianos são loucos a conduzir e nós é que fomos multados!) e um almoço num restaurante fabuloso (à beira da estrada – que fazia parte de um complexo – alojamento e espaço de restauração) lá conseguimos chegar de novo à capital – Tbilisi. Desta vez ficámos alojados numa das zonas novas da cidade, no Hotel Ameri Plaza Tbilisi.

Ainda nos restou algum tempo para irmos gozar os últimos raios de sol na velha Tbilisi. Iniciámos o nosso passeio a pé ao longo das muralhas da cidade, tendo os nossos olhos observado mais uma vez edifícios típicos com o especial encanto das primeiras luzes acesas.

Depois virámos para a rua Shavteli onde se encontrava a Torre do Relógio, ao pé da qual se  disputava a vez de tirar fotografias de tão famosa que é, o edifício do Teatro das Marionetas e a Basílica Anchiskhati. 

Jantámos por ali no restauranteKafe Leila – muito interessante pelo espaço e pelas iguarias. 

4º DIA – MANHÃ Rua Shavteli ; Ponte Baratashvili e Catedral de Sioni

Hora de check out mas ainda com algum tempo para gozar mais um pouco Tbilisi. 

Recomeçámos a nossa volta na rua Shavteli para observar os mesmos locais mas à luz do dia. A seguir passámos pela ponte Baratashvili para daí podermos gozar a cidade, vista sob uma perspetiva ligeiramente diferente pois daí podíamos ver praticamente todos os locais de interesse da cidade.

Depois caminhámos ao longo do rio do lado da Cidade Velha para cumprir o último momento em Tbilisi: a Catedral de Sioni e a zona circundante. Somos transportados para uns séculos atrás!

Mas rapidamente tivemos de aterrar no presente e dizer adeus a dias bem passados e vividos em terras caucasianas interessantes!

3. INFORMAÇÕES

 POPULAÇÃO

A população é formada por uma maioria de georgianos e minorias de russos e arménios essencialmente.

MOEDA

A moeda na Geórgia é o Lari (100 LARI = 28€)  valor calculado em outubro de 2021

LÍNGUA

A língua oficial é o georgiano, sendo o russo também uma língua franca. Poucas pessoas falam inglês.

INTERNET

Se necessitar de estar sempre online, compre um Cartão SIM de dados no aeroporto. Por menos de 10 Euros pode-se comprar um cartão com 3GB de dados. Se apenas necessitar o uso básico, todos os hotéis e restaurantes têm wifi.

4. CURIOSIDADES

IGUARIAS  GEORGIANAS

A cozinha da Geórgia é uma das mais originais, uma vez que cruza as influências  do Oriente e Ocidente, Norte e Sul, sendo no entanto um pouco salgada.

Há essencialmente duas iguarias que não podem perder: o khachapuri  e o khinkali.

O khachapuri é um pão achatado que pode ser em forma de pizza ou de barco com um buraco no centro onde se barra manteiga, queijo e no final se acrescenta um ovo estrelado.

khinkali é um dumpling com recheio de carne e ervas, ou ainda com queijo, batata ou cogumelos com a forma de um embrulho fechado só no topo.

TBILISI

A palavra tbilisi significa quente em georgiano – é uma referência às fontes sulfúricas  na  mais antiga zona da cidade – Abanotubani – onde ainda hoje existem uma série de termas que se reconhecem facilmente pelas cúpulas provenientes do chão.

A Geórgia ainda é um destino barato! Não hesite! Não se vai arrepender!

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