Necessárias 6 a 7 horas incluindo almoço – com guia local


São Tomé é uma ilha muito diversificada a nível paisagístico tendo ao dispor roteiros, que combinam o ambiente natural com atividades agrícolas – exploração de cacau e de café – e permitem a quem tenha tempo e esteja em boa forma física, o usufruto de momentos diferentes e únicos nas nossas vidas.





A Rota da Água ou Trilho Caminho das Águas


e a Rota do Cacau Biológico conjugam realidades diferentes mas dignas de uma aventura, estando a fazer a zona oeste da ilha (Neves, Ponta Figo …)


Se quiser fazer estas rotas deve-se fazer acompanhar de um guia local certificado.
Nós falámos com um rececionista do alojamento Mucumbli (local maravilhoso onde pernoitámos) manifestando desejo de fazer um percurso que nos possibilitasse um pouco o contacto com a natureza e ficar a conhecer também um pouco acerca do mundo do cacau. De imediato o rececionista chamou um colega que era guia. Ele explicou-nos que poderíamos fazer a Rota da Água e depois a Rota do Cacau Biológico, se quiséssemos e tivéssemos tempo, associando também o almoço na Roça Monte Forte, seguido de visita e explicação acerca do cacau. Assim foi!
Deu-nos algumas dicas úteis: levar água, roupa prática e confortável, parka, ténis para a caminhada, chinelos / ou ténis para circular nos túneis.
ROTA DA ÁGUA


Na manhã seguinte começámos a aventura por volta das 8h e 30 minutos. O guia foi connosco no nosso jipe. Passámos na Roça Ponta Figo, tendo depois feito um trajeto numa estrada irregular e não esfaltada em sentido ascendente. Aí libertámo-nos do jipe e começámos desde logo a contactar com imensos cacaueiros, com ribeiras, cascatas e uma quantidade de arbustos, árvores infindáveis com nomes desconhecidos e o alegre chilrear de aves nativas entre elas o obô que segundo reza a história quando ele canta insistentemente, é sinal de chuva! É algo que nos enche, desde logo, a alma e “esvazia os rolos de fotografia”!




Mas isto era só o início de um dia diferente e picado nas nossas vidas!
Na totalidade teremos feito cerca de 10 quilómetros – entre subidas, descidas, pontes pedonais a uma altura considerável,



túneis, no meio de uma natureza para a qual não há palavras !
Já alguma vez passou em túneis pedestres escavados na montanha (que remontam à era colonial), com água pelo joelho, sendo alguns metros um pouco escorregadios? Então aí vamos nós! Estando em boa forma física e com um bom guia tudo se ultrapassa! E como podem ver estamos vivos para contar a história!


O trilho desenvolvia-se, assim, parte dele no Parque Natural Obô, ao longo de belas paisagens, passando por uma série de túneis, alguns lar de centenas de morcegos.



No fim de um dos túneis surgiu uma cascata que estava como que escondida num penhasco formando um anfiteatro natural: era a fabulosa Cascata Angolar ou dos Angolares.



Não há palavras para descrever tais momentos! O resto do trajeto continuou a desenvolver-se ao longo de paisagens luxuriantes até à central hidroelétrica.





Por aí começámos a descer em direção ao jipe mas estes momentos tinham sido apenas um pouco de um dia maravilhoso e diferente!
ROTA DO CACAU BIOLÓGICO
Ao longo da Rota iríamos “saborear” a história da Cultura do cacau e a arquitetura colonial que ainda persiste, de alguma maneira, na região.



Começámos, então, a Rota do Cacau Biológico tendo passado pela Roça Ponta Figo (onde, segundo o guia, vive uma comunidade de cabo verdianos que terão vindo para a ilha nos anos 30) para nos encaminharmos para a Roça Generosa (do séc. XVIII), onde fizemos uma paragem para contactar de perto com o ambiente descontraído que por ali se vivia – crianças a brincar, adultos a conversar, cabras – umas a saltitar outras a descansar. É algo que nos escapa !






Após isso fizemos mais um pequeno percurso de jipe, para chegar à Roça Monte Forte. Aí almoçámos no restaurante da Roça do qual se tinha uma vista fabulosa para uma paisagem verdejante diversificada e para o mar que completava o cenário.


Em seguida o guia foi connosco mostrar-nos a sede da Cooperativa CECAB, produtores de cacau orgânico. Aí vimos as plantações de cacau, tendo-nos o guia explicado os vários momentos de processamento do cacau, desde a secagem ao armazém onde se encontravam uma imensidão de sacos para exportação.








O guia era um rapaz muito simpático, disponível e conhecedor tendo-nos levado aos sítios de interesse e feito explicações ao longo do trajeto, enriquecendo a nossa cultura relativa à fauna, flora e plantação de cacau na ilha de São Tomé.
É uma experiência imperdível nas nossas vidas!
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