

SE PUDER DEDIQUE 4 a 5 DIAS ( incluindo 1 para a ilha do Corvo)
A Ilha das Flores é o extremo mais ocidental da Europa. Em conjunto com a Ilha do Corvo formam o Grupo Ocidental do Arquipélago dos Açores. Tem uma superfície de 141,4 km² (com quase 17 km de comprimento e um pouco mais de 12 km de largura).

Não sendo uma ilha muito grande tem, no entanto, muito para oferecer: o famoso Ilhéu de Monchique – o ponto mais ocidental da Europa, magníficas lagoas, cascatas, rocha com colunas de basalto, fajãs, um périplo de miradouros com vistas fabulosas, vista para a pequenina Ilha do Corvo, planícies repletas de vacas e as estradas que em si mesmas representam uma beleza constante pela abundância de flores, essencialmente hortênsias e rocas de velha e pela sua agradável fragrância.
É por muitos considerada a mais bonita ilha açoriana, mas é difícil fazer-se tal afirmação pois cada Ilha possui os seus próprios encantos. Nada como dar-lhes a oportunidade de as conhecer todas e depois tecer comentários. Os Açorianos costumam afirmar que é necessário uma vida inteira para conhecer os Açores, e que mesmo assim pode não chegar!
A – COMO CHEGAR
DE AVIÃO
É a forma mais habitual de alcançar a ilha das Flores. As companhias aéreas SATA Air Açores (efetua voos diários), Azores Airlines ou a TAP operam para as ilhas açorianas. Oriente a pesquisa de acordo com as melhores ofertas.
DE BARCO
A transportadora marítima regional Atlanticoline oferece serviços de ferry para passageiros e veículos entre as nove ilhas dos Açores. Em https://www.directferries.pt/, pode pesquisar e encontrar horários Atlanticoline, tarifas e reservar bilhetes de ferries Atlanticoline.
B – COMO SE DESDLOCAR
DE CARRO
Há várias empresas de aluguer de automóveis, no entanto como a ilha não é muito grande, a oferta das viaturas é limitada. É conveniente alugar com alguma antecedência (3, 4 meses) para garantir a reserva.
DE AUTOCARRO
Há serviços regulares de autocarro que asseguram a ligação entre os vários locais da ilha durante a semana.
DE TÁXI
Se preferir pode optar por conhecer a ilha de táxi, tendo a vantagem de o taxista ser um “guia” e levá-lo/a aos pontos de interesse. Pode ser a alternativa no caso de não conseguir alugar carro.
C – O QUE VISITAR/FAZER
LAGOAS

| 7 BELAS LAGOAS | os nomes relacionam-se com as suas características paisagísticas – Funda, Rasa, Lomba, Seca, Branca, Comprida e Negra. A Negra tem 100 metros de profundidade, sendo a mais funda dos Açores. |
| Lagoa Comprida e Lagoa Negra | lado a lado – são as mais acessíveis e as mais exuberantes Início do Trilho PR3FLO (das Lagoas ao Poço do Bacalhau) |
| Lagoa Seca e Branca | caldeira vulcânica – um pouco mais profundas. |
| Lagoa Funda e Lagoa Rasa + Lagoa da Lomba | ver como está o tempo pois podem ficar cobertas de nevoeiro. Combinar com a ida à Lagoa da Lomba porque a estrada que as liga é magnífica. |
FAJÃ LOPO VAZ

Esta fajã localiza-se, grosso modo, entre Lajes das Flores e Lajedo. Há quem afirme que terá sido muito provavelmente o primeiro local habitado na ilha das Flores e assim se designa em honra de 1 dos seus primeiros povoadores. Na zona de merendas Lopo Vaz tem início o trilho com o mesmo nome.
MORRO DOS FRADES
É uma formação rochosa fazendo lembrar as silhuetas de um frade e de uma freira (sobre a Fajã de Lopo Vaz).
MORRO ALTO
É o ponto mais elevado da ilha – 914 metros. Devido à sua altura proporciona vistas deslumbrantes sobre a ilha, bem como sobre as lagoas, cascatas e vales verdejantes. Remotamente avista-se : Ponta Delgada, Fajã Grande e Fajãzinha.
ROCHA DOS BORDÕES

Conjunto de grandes colunas verticais de basalto derivadas da solidificação da lava. (entre Mosteiro e Lajedo). Visível da estrada.
| se fizer a estrada ER1-2 entre Santa Cruz das Flores e Lajedo ou vice-versa, verá a Rocha dos Bordões. Há inclusivamente o miradouro Rocha dos Bordões com parque de estacionamento ao dispor. (entre as localidades de Mosteiro e Lajedo) |
| se descer em direção à localidade Mosteiro (não sendo necessário entrar nela) obterá uma vista de baixo para cima da Rocha dos Bordões. Se fizer a subida e se for em frente durante algum tempo, vai-se aproximando dela, conseguindo outras perspetivas interessantes. |
ILHÉU DE MONCHIQUE
Situado entre a Ponta de Albarnaz e a Ponta da Fajã é o ponto mais ocidental da Europa, sendo também aqui que termina o território Europeu.
CASCATAS

| na Ribeira Grande | Cascata da Ribeira Grande – despenha-se numa extensão de 300 metros (vê-se da estrada). |
| na localidade da Fajã Grande IMPERDÍVEL | Poço do Bacalhau – cascata com 90 metros, forma 1 piscina natural de água doce. Faça o trajeto até à piscina. Caminho fácil e acessível. |
| entre a Fajã e Fajãzinha IMPERDÍVEL | Poço da Ribeira do Ferreiro –um ex- líbris da ilha das Flores. possui 20 cascatas – para se ter 1 visão ampla e monumental dessas cascatas descer até perto do Poço da Ribeira do Ferreiro (também conhecido como Poço da Alagoinha ou Lagoa das Patas). Tem que se percorrer um trilho pedestre a subir com piso irregular de cerca de 700 m (15 a 20 minutos) para atingir o Poço. Levar calçado adequado. Dedique pelo menos 1 h. |
LOCALIDADES

| Santa Cruz das Flores (capital) | Fábrica da Baleia do Boleirão, Museu de Santa Cruz, piscinas naturais, Igreja de Nª Sra da Conceição, caminhar um pouco pela povoação. |
| Ponta Delgada | Fajã com agricultura e com vista para a ilha do Corvo. |
| Lajes das Flores | Igreja de Nª Sra do Rosário, porto e farol. |
| Lajedo | pequena aldeia – interessante vista de cima Parque Arqueológico Subaquático do Slavonia (os destroços localizam-se em águas pouco profundas junto à costa do Lajedo, no sudoeste da ilha das Flores). |
| Fazenda de Sta Cruz | das povoações mais pequenas da ilha das Flores. A sua igreja – (Nª Sra de Lurdes) é provavelmente a mais bonita da ilha. |
| Aldeia da Cuada | Abandonada nos anos 60 quando os seus habitantes emigraram para a América, a Aldeia da Cuada foi recuperada mantendo a traça rural das casas de pedra funcionando como Turismo de Aldeia. Enquanto tal, tem uma série de casas que funcionam como alojamento e um restaurante. É um local que pode ser apenas visitado ou também servir os propósitos anteriores. É um local idílico onde nos sentimos em plena natureza pelos cheiros, sons, tranquilidade… |
MIRADOUROS

MIRADOURO DO PORTAL
Todos os miradouros da ilha das Flores têm vistas arrebatadoras. Vale a pena parar em todos eles ao longo da ilha (se tiver tempo, senão escolha os considerados imperdíveis) para apreciar e registar a paisagem. Todos têm parques de estacionamento.
| Miradouro Craveiro Lopes IMPERDÍVEL | excelente vista sobre a Fajãzinha, Aldeia da Cuada e Fajã Grande e Cascata da Ribeira Grande. |
| Miradouro do Portal IMPERDÍVEL | entre a Fajãzinha e Lajedo um dos mais interessantes – com vista fabulosa para a Fajãzinha e uma parte da Fajã Grande. |
| Miradouro Raúl Brandão IMPERDÍVEL | de onde se observa a Fajã Grande e a Ponta da Fajã mais ao fundo. |
| Miradouro Rocha dos Bordões IMPERDÍVEL | miradouro que permite ter uma boa visibilidade para a Rocha dos Bordões e também uma vista soberba sobre o mar e a encosta. |
| Miradouro do Lajedo | panorâmica interessante sobre a encosta no sudoeste da ilha das Flores, com vista sobre a freguesia do Lajedo. Este miradouro oferece vistas privilegiadas sobre Lajedo, tendo o oceano como pano de fundo. |
| Miradouro do Monte das Cruzes IMPERDÍVEL | miradouro excelente sobre o casario de Santa Cruz das Flores, paisagem verdejante e azul do mar. Com bom tempo vê-se a ilha do Corvo. |
| Miradouro Fajã dos Cedros | vista para a Fajã e para Santa Cruz das Flores mais ao longe. |
Miradouro da Fajã do Conde | miradouro com vista sobre a Fajã do Conde e lá ao fundo Santa Cruz das Flores. |
| Miradouro dos Cãimbros | vista para falésias e para a ilha do Corvo. Junto à costa existe uma grande variedade de ilhéus escarpados, com a habitual mancha azul-turquesa em seu redor. |
Miradouro do Ilhéu Furado | belo miradouro da costa nordeste da Iha das Flores com vistas fabulosas sobre o ilhéu Furado, outros ilhéus, e magníficas falésias. |
| Miradouro da Caveira | bonito miradouro sem ser a “pique” com uma bela vista para o mar. Ao longe avista-se Santa Cruz das Flores. |
| Miradouro de Ponta Delgada IMPERDÍVEL | vista para a localidade de Ponta Delgada e ao fundo, se o tempo o permitir, a pequenina Ilha do Corvo. |
PASSEIO DE BARCO
Quem tiver tempo pode também gozar a ilha sob outra perspetiva: do mar para terra. Deve-se reservar com antecedência para de acordo com o tempo atmosférico ter margem de escolha.
| EMPRESAS Elisiário Serpa – 964220645; 917918964 e 911006343 Hotel Ocidental – 292590100 e 918390189 |
| trajeto e tour para a ilha do Corvo (o mais usual) |
| em redor da ilha (ver o ilhéu mais a ocidente da Europa) |
| Ilhéu dos Enxaréus |
TRILHOS
Quem tiver tempo e se sentir em boa condição física, pode também fazer um trilho ou mais, pois a ilha tem uns quantos ao dispor. É uma experiência digna pois sentimo-nos ainda mais no seio da natureza com paisagens impressionantes.
D – ONDE PERNOITAR
Hotel Inatel – Santa Cruz das Flores
Aldeia da Cuada – Fajã Grande – alojamento de turismo rural com restaurante – várias casinhas em pedra num ambiente tranquilo e idílico.
Villas do Mar -Fajã Grande – apartamentos fabulosos – com vista mar.
É claro que há muito mais onde pernoitar! As nossas experiências pautam-se pela Aldeia da Cuada e Villas do Mar. O Hotel Inatel também está bem cotado mas já não tinha vagas. Os 3 alojamentos referidos tendo todos características diferentes, são opções a ter em conta.
E – ONDE FAZER UMA REFEIÇÃO
| Barraca Q’abana | Fajã Grande tel: 969 317 901 | serve peq. almoço, almoço e jantar |
| Papadiamandis | Fajã Grande tel: 917947118 | Horário – fecha às 2ª f – todos das 12h – 24h |
| Pôr do Sol | Fajãzinha – tel:292552075 (c/ esplanada e c/ vista interessante) | Horário – encerra às 2ªs – de 3ª a 6ª – 12h -14h; 19h – 21h; domingo – 12h – 14h |
| Restaurante Aldeia da Cuada | Restaurante Bar tel:292552127 | Horário – todos os dias – das 7.30 – 22h |
| O Moreão R. Dr. Armas da Silveira nº 21- Sta Cruz das Flores | tel:292542133 | encerra domingos; de 2ª a sábado – 11.30- 16h ; 19h – 00h |
| Casa do Rei R. Peixoto Pimentel Lajes das Flores | tel:292593262 | de 2ª a domingo – 18h –21h |
| Restaurante “O Meireles” Ponta Delgada | tel: 292 592 692 | todos os dias – 9h – 00h |
Barraca Q’ Abana – espaço com vista mar – tanto no interior quanto no exterior- utilizámos para os nossos pequenos-almoços (pois os apartamentos Villa Mar não tinham pequeno-almoço incluído).
Fizemos refeições em todos os outros restaurantes, tendo tido ótimas experiências em todos eles.
F – A NOSSA EXPERIÊNCIA
Em 2008 descobrimos que tínhamos um destino paradisíaco, a cerca de 2 horas de distância, à nossa espera – o Arquipélago dos Açores com nove ilhas maravilhosas. Desde aí, praticamente todos os anos nos temos deliciado com tais paragens, sendo que já as conhecemos todas, tendo, entretanto, repetido algumas.
Este ano (em agosto/setembro de 2022) decidimos rever as ilhas das Flores, do Corvo e de São Miguel. Mais uma vez adorámos a experiência!
Uma curta estadia no Faial
Tendo o voo para as Flores, feito escala de algumas horas na ilha do Faial, desde logo programámos ir de táxi para a cidade da Horta, dar por lá um giro e ir almoçar à praia do Almoxarife. Combinámos logo com o taxista o local onde ele nos iria buscar.
Começámos por rever a fabulosa Marina, da cidade da Horta, tendo como paisagem de fundo a célebre montanha do Pico.

Tínhamos sabido que havia uma exposição intitulada Mitos da Atlântida de José Serra (nosso amigo) no Museu da Horta – Casa Manuel de Arriaga. É claro que não podíamos perder momentos desses.


De seguida lá fomos para a praia do Almoxarife, considerada por muitos como a melhor praia da Ilha do Faial, (a 5 km da cidade da Horta), onde iríamos gozar um pouco da marginal ao longo da praia com uma vista deslumbrante para a ilha do Pico logo ao fundo e com rochedos negros de origem vulcânica.


Vivia-se uma atmosfera idílica e tranquila: pessoas que gozavam o extenso areal negro ou se deliciavam naquelas águas com uma temperatura agradável e outras que usufruíam do mesmo que nós e ainda “gente esvoaçante”. Depois desses momentos fabulosos almoçámos no restaurante Praya continuando a gozar a paisagem já descrita, com a certeza porém de a seguir voltar ao aeroporto para fazermos o voo que nos transportaria para a ilha das Flores. Assim aconteceu! As viagens aéreas entre ilhas são logo algo que nos enche a alma pelas perpetivas que se conseguem ter de um plano superior.
Eis-nos chegados à primeira ilha que nos tínhamos proposto rever: a ilha das Flores!
ILHA DAS FLORES
ESTRADAS
A ilha tem 2 estradas principais: uma estrada que a circunda e uma outra que a cruza e depois outras secundárias ou de terra batida (mas todas elas de fácil circulação).
AÍ VAMOS NÓS!
1º DIA – Tarde
| LAGOAS NEGRA E COMPRIDA |
| CASCATA DA RIBEIRA GRANDE |
| MIRADOURO CRAVEIRO LOPES |
| MIRADOURO DO PORTAL |
| MIRADOURO RAUL BRANDÃO |
Tendo aterrado por volta das 16 horas (em Santa Cruz das Flores) ainda queríamos tirar partido disso. Como tal decidimos fazer o trajeto que cruza a ilha, entre Santa Cruz e Fajã Grande (onde iríamos pernoitar- nas Villas do Mar) pela Estrada ER2, tendo feito alguns desvios para começar desde logo a gozar locais com uma paisagem luxuriante.
O primeiro deles foi junto das Lagoa Negra e Comprida: o silêncio, a tranquilidade e a natureza deslumbrante eram contagiantes.




Depois retomámos a estrada principal e um pouco mais à frente começámos a vislumbrar a Cascata da Ribeira Grande cuja água brotava de uma altura bem considerável. É soberba, grandiosa e espetacular podendo ser vista da estrada ou dos Miradouros Craveiro Lopes ou do Portal. Depois parámos no Miradouro Craveiro Lopes o qual tem uma excelente vista sobre a Fajãzinha, Aldeia da Cuada, Fajã Grande bem como para a Cascata da Ribeira Grande.


Continuámos na estrada principal, tendo feito um ligeiro desvio para o Miradouro do Portal do qual se conseguem as melhores vistas sobre a Fajãzinha tendo também uma vista inacreditável sobre a Aldeia da Cuada, a Fajã Grande e a Ponta da Fajã, bem como sobre as encostas e as inúmeras cascatas.


Retomámos a estrada principal tendo também parado no Miradouro Raul Brandão do qual se tinha uma vista privilegiada sobre a Fajã Grande e Ponta da Fajã. E já chegava de miradouros!


Dirigimo-nos para a Aldeia da Cuada (funcionava como receção) para obter as chaves do nosso apartamento – Villas do Mar na Fajã Grande e de seguida fomos começar a gozar o espaço e a paisagem divinal que se avistava: mar!
Depois de nos libertarmos das malas queríamos gozar o fim de tarde na Fajã Grande.


Reservámos mesa no restaurante Papadiamandis que ficava perto da zona balnear (piscinas naturais). Fomos caminhando ao longo da marginal acompanhados de formações vulcânicas indescritíveis e do Atlântico.
2º DIA
| POÇO DA RIBEIRA DO FERREIRO |
| ALDEIA DA CUADA |
| MIRADOURO DO PORTAL |
| ROCHA DOS BORDÕES |
| MIRADOURO DA ROCHA DOS BORDÕES |
| MIRADOURO DO LAJEDO |
| MIRADOURO DAS LAGOAS FUNDA E RASA |
| LAGOA DA LOMBA |
Começámos este dia como os demais que se seguiriam! “Obrigámo-nos” a tomar o pequeno-almoço no espaço Barraca Q’Abana, com esplanada virada para o Atlântico. Era logo difícil abandonar tal local! Mas tínhamos “um dia de trabalho” pela frente!
Saímos da Fajã Grande em direção à Fajazinha (3 km – 5 min.) com o intuito de ir ver um dos ex-líbris da ilha das Flores: o Poço da Ribeira do Ferreiro.
Deixa-se o carro no parque de estacionamento próximo da ponte sobre a Ribeira do Ferreiro. Depois atravessa-se a estrada e começa-se o trilho (cerca de 700 m- entre 15 a 20 min), ao longo do qual nos vamos deliciando com uma flora bem diversificada realçada de um colorido fenomenal e ao som de água, que nos conduzirá a algo único e maravilhoso.



A sensação de caminhar no seio da natureza é única, de tal forma que quando chegamos ao Poço da Ribeira do Ferreiro até nos esquecemos de alguns momentos que requeriam atenção redobrada pelo piso pedregoso e a subir. A recompensa final é gratificante. Depois é começar a gozar o som da queda de água das imensas cascatas, as quais formam um ribeiro, e a paisagem divinal em redor.




De seguida fomos dar uma volta pela Aldeia da Cuada e demos connosco a pensar como se teria, de facto, vivido ali, em décadas idas, no meio da natureza, do silêncio e da tranquilidade.




Andando pela aldeia avista-se a Fajãzinha e o mar. Para continuarmos a usufruir dessa paisagem programámos almoçar no restaurante Aldeia da Cuada.
A seguir ao almoço queríamos continuar a usufruir da ilha.
Quando chegámos à estrada principal virámos à direita no sentido da Fajãzinha, tendo parado outra vez no Miradouro do Portal pois a luminosidade era diferente da do dia anterior e queríamos gozar e fotografar uma vez mais a paisagem que dali se avistava.
Após isso desviámos para Mosteiro, não tendo entrado na localidade, pois a intenção era observar a Rocha dos Bordões de baixo para cima e ver a sua magnitude.


Esse percurso obriga a umas quantas paragens. Observa-se Mosteiro à nossa direita bem como o mar lá em baixo. Se nos focarmos no plano superior temos como pano de fundo a Rocha dos Bordões no seu esplendor. Fazendo a estrada que sobe, é obrigatório fazer umas quantas paragens pela paisagem espetacular – o verde da vegetação, os tons rosados das hortênsias, os amarelados das rocas de velha e uma imensidão de vacas, de tons diversos, a pastar tranquilamente criam um cenário idílico.


À medida que nos íamos, aproximando mais e mais, obtinham-se planos diferentes da formação basáltica merecedores de uns quantos cliques!

Mais havia para realizar ainda hoje! Fizemos a estrada em direção a Lajedo tendo parado no Miradouro da Rocha dos Bordões bem como no Miradouro do Lajedo.

Queríamos passar também pelo Miradouro das Lagoas Funda e Rasa e

chegar à Lagoa da Lomba (estrada ER1-2 e Estrada da Pedrinha).


Daí regressámos à Fajã Grande para nos banharmos nas piscinas naturais e depois jantar num dos restaurantes favoritos: Papadiamandis.
3º DIA
| POÇO DO BACALHAU |
| PONTA DA FAJÃ |
| FAJÃZINHA |
| TRILHO DA FAJÃ DE LOPO VAZ (ida e volta – 3.4 km total – 2 h) |
| LAJES DAS FLORES |
| MIRADOURO DA CAVEIRA |
| MIRADOURO DA FAJÃ DO CONDE |
Estando na Fajã Grande começámos a nossa manhã por caminhar cerca de 800 metros até ao Poço do Bacalhau e gozar a tranquilidade do local (quem quiser pode banhar-se na piscina de água doce formada pela cascata).



De seguida continuámos o trajeto até à Ponta da Fajã, apreciando ao longo do mesmo o cair da água de algumas cascatas, vacas e cabras a pastarem, bem como o casario, a Igreja de Nªa Sra do Carmo e o verdejante de arbustos e árvores.


A nossa intenção era fazer a partir daí parte do trilho que nos permitiria ver o Ilhéu de Monchique mais de perto. Tivemos que abortar pois a chuva e o vento insistiam tornando quase impossível caminhar e conseguir apreciar o que nos rodeava.
Saímos em direção à Fajãzinha. Demos uma volta por lá tendo visitado a Fábrica de Queijos e aproveitado para adquirir alguns e almoçar no restaurante Pôr do Sol. Para queimar algumas calorias e não só, tínhamo-nos proposto ir fazer o Trilho da Fajã de Lopo Vaz. Da Fajãzinha ao Parque de Merendas da Fajã de Lopo Vaz distavam 12 quilómetros, cerca de 20 minutos. Fizemos o trajeto até Lajedo (estrada ER1 -2) tendo-nos deliciado com a mesma paisagem que já tínhamos gozado no dia anterior (Rocha dos Bordões, estrada repleta de hortênsias e rocas de velha, as amigas vacas a pastar…, o mar à direita, rochedos…) e um pouco mais adiante derivámos para a Fajã de Lopo Vaz. Na zona do Parque das Merendas libertámo-nos do carro e iniciámos o trilho. Dedique-lhe umas 2 horas.
É um trilho essencialmente descendente com alguns troços planos. O trajeto ao longo dele é deslumbrante – em pleno seio da natureza com a presença do mar à esquerda e aves com o seu doce chilrear sendo que à medida que íamos descendo começava-se a adivinhar a fajã lá bem em baixo.




A nossa intenção era chegar ao nível da fajã mas considerámos que se estávamos a descer, e nem assim era muito fácil, o sentido inverso seria a subir, o que representaria um esforço bem maior. Estando nestes pensamentos encontrámos um casal francês que nos terá dito que o ponto onde nós estávamos era o que tinha a vista mais magnífica. Isso também ponderou na nossa decisão! Contudo não nos arrependemos do percurso que levámos a cabo. Bom e agora era toca a arranjar forças para efetuar a subida!
Após termos alcançado o local onde tínhamos deixado o carro prosseguimos em direção a Lajes das Flores (cerca de 8 km, 11 min.). Localidade pequena, pacífica e agradável. Entrámos na igreja de Nª Senhora do Rosário onde pudemos observar umas portas com vitrais retiradas do navio Slavonia (da geração do Titanic) que tinha encalhado naquela zona em 1909. Caminhámos até à zona do Farol, tendo visto o porto daí (o qual sofreu estragos com uma tempestade).


Apesar de já termos pensado jantar perto de Lajes das Flores como ainda tínhamos algum tempo decidimos fazer um pouco da estrada ER1-2 (no sentido de Santa Cruz das Flores) até ao Miradouro da Caveira .

Aí verificámos que ainda tínhamos tempo para chegar um pouco mais adiante e gozar ainda a paisagem oferecida pelo Miradouro da Fajã do Conde.


Após esses momentos queríamos acabar o dia em grande. Fizemos a estrada no sentido de Lajes das Flores e fomos jantar no restaurante Casa do Rei. Adorámos o espaço e as iguarias.
Depois era “ala moço que se faz tarde” como se costuma dizer: toca a regressar à Fajã Grande para irmos descansar.
4º DIA
| LAGOA SECA E LAGOA BRANCA |
| MORRO ALTO |
| FAROL DE ALBARNAZ |
| PONTA DELGADA |
| MIRADOURO DE PONTA DELGADA |
| MIRADOURO DO ILHÉU FURADO |
| MIRADOURO DA FAJÃ DOS CEDROS |
| MIRADOURO DOS CÃIMBROS |
| FAZENDA DE SANTA CRUZ |
| MIRADOURO DO MONTE DAS CRUZES |
| SANTA CRUZ DAS FLORES |
Hoje o dia começava com o ponto mais elevado da ilha: o Morro Alto (estávamos a cerca de 12 km) tendo feito, no entanto, uma paragem para contemplar e registar mais umas lagoas: a Lagoa Seca e um pouco mais acima a Lagoa Branca. Do cimo do Morro tínhamos uma paisagem abrangente.



Depois de termos gozado alguns momentos ali, tínhamo-nos proposto fazer um percurso numa estrada de terra batida (mas de fácil circulação) até ao farol de Albarnaz. Do Morro Alto lá são cerca de 16 km que se fazem em 30 minutos (através das estradas do Morro Alto, do Caminho das Lombas e da Estrada do Farol), obrigando o trajeto a algumas paragens para nos deliciarmos com a paisagem, nela incluindo o mar, o Farol de Albarnaz e a Ilha do Corvo.





Estacionámos o carro e fizemos uma pequena caminhada, tendo passado ao pé do farol, para vermos mais de perto o Ilhéu Maria Vaz e ouvir a água azul a bater nos rochedos negros. São momentos de um relax impressionante mas os nossos estômagos queriam continuar a experimentar iguarias açorianas.
Dirigimo-nos para Ponta Delgada (4 km) e fomos almoçar no restaurante O Meireles. Após o almoço demos um giro pela localidade e começámos a fazer o trajeto em direção a Santa Cruz das Flores, repleto de momentos e paragens interessantes: um mundo de miradouros esperavam por nós!
O primeiro deles foi o Miradouro de Ponta Delgada donde se avistava a localidade com o mesmo nome, o mar e a ilha do Corvo.

Prosseguimos até mais um: o Miradouro do Ilhéu Furado com vistas fabulosas sobre o rochedo ilhéu Furado, outros ilhéus e falésias ( no trajeto de barco entre a ilha do Corvo e a ilha das Flores passa-se por aqui!).


Na zona de estacionamento existe indicação de um trilho que supostamente nos levaria ao nível do mar e poder-se-ia ver o ilhéu Furado mais de perto mas abortámos pois as indicações escasseavam e o trajeto não era fácil. Indo no sentido de Santa Cruz das Flores ainda tínhamos mais momentos de contemplação: o Miradouro da Fajã dos Cedros com uma vista fantástica para a Fajã e para Santa Cruz das Flores.

No nosso trajeto ainda faltava mais um momento de observação da natureza: o Miradouro dos Cãimbros.

De seguida queríamos ir visitar a Igreja de Nª Sra de Lurdes, em Fazenda da Cruz, considerada a mais bonita da ilha das Flores. Com muita pena nossa só vimos o seu exterior pois por motivos alheios, estava fechada, mas mesmo assim valeu a pena.


Dirigimo-nos para Santa Cruz das Flores, tendo aparecido ainda mais um miradouro na nossa tarde: o Miradouro do Monte das Cruzes. Daí avistava-se a ilha do Corvo e tínhamos uma visão completa de Santa Cruz, incluindo isso o aeroporto também.
Em Santa Cruz ainda demos um passeio perto do porto e das piscinas naturais donde se conseguia ver a ilha do Corvo. Para terminar o dia em beleza fomos jantar ao restaurante O Moreão.
5º DIA MANHÃ
Era hora de fazer check-out mas ainda tínhamos um pouco da manhã para ver algo mais em Santa Cruz das Flores antes de dizermos adeus a esta ilha maravilhosa. Como saímos cedo apanhámos “rush hour” típica das ilhas açorianas

mas mesmo assim conseguimos visitar o Museu das Flores e a Igreja de Nª Sra da Conceição.




Mais uma missão cumprida! A ilha das Flores estava revista e mais uma vez a trouxemos no nosso coração!