São Tomé – Ilhéu das Rolas

Dedique pelo menos uma manhã ou uma tarde

O famoso e emblemático Ilhéu das Rolas situa-se no sul de São Tomé e é cruzado pela linha do Equador.

Situa-se a 15 minutos de barco partindo de Porto Alegre ou Praia do Inhame (na extremidade sul da ilha de São Tomé).

Tendo apenas 3 km2 de área é, no entanto, um pedaço de terra muito verde com um cenário completamente paradisíaco.

Conta apenas com a pequena aldeia piscatória de São Francisco Xavier na qual habitam 160 pessoas. A população vive da pesca, da criação de animais e (um pouco) do turismo. Existe uma escola de 1º Ciclo. Quando as crianças terminam essa fase vão de barco até Porto Alegre (todos os dias) para prosseguir mais alguns estudos.

Há também o “Jardim” de Cultura Botânica que vale, de todo, a pena ser visitado pois apresenta um conjunto de plantas nativas de São Tomé que são utilizadas com os mais variados fins pela população local, incluindo fins medicinais e domésticos. (6€ por px)

O Marco que assinala a linha do Equador, representando por si mesmo o ex-líbris do ilhéu e estando localizado num plano alto oferece uma paisagem deslumbrante. Podemos imaginar o mundo dividido ao meio e pisar simultaneamente o hemisfério norte e o hemisfério sul no planisfério de mosaicos, tendo o marco no centro.

As praias Bateria e Café, de areia branca, águas cristalinas e temperatura amena vêm completar o cenário oferecendo momentos ricos, descontraídos e panorâmicas fabulosas.

VISITA AO ILHÉU

Programe a ida ao Ilhéu das Rolas no alojamento com antecedência.
A viagem é feita em pequenas lanchas com motor fora de bordo mediante a quantia de 8€, ida e volta.

A aventura começa com a nossa entrada na lancha quando o marinheiro nos diz “leve, leve”, significando isso suba com cuidado e equilibre-se!

É uma viagem pacífica e muito interessante (15 a 20 minutos) que nos transporta para algo peculiar e mítico: o Marco do Equador!

À nossa chegada somos recebidos por um guia que nos irá levar a visitar os pontos de interesse do Ilhéu, começando por nos levar desde logo a uma lojinha onde há peças de artesanato típicas, tecidos, ímans…

Depois de uma pequena explicação sobre o dia-a-dia das poucas pessoas que habitam o Ilhéu começamos a fazer uma caminhada ascendente, encontrando crianças e adultos que recolhem cocos de uma forma completamente descontraída.

O trajeto faz-se no seio de uma natureza selvagem.

À medida que nos aproximamos mais e mais de um local que se calhar todos teríamos curiosidade de conhecer e pisar, sentimo-nos bafejados pela sorte: eis-nos chegados ao Marco do Equador!

É uma sensação indescritível poder “decidir” se queremos pisar o hemisfério norte ou o hemisfério sul: nada melhor que pôr um pé em cada um deles, não sem antes nos deliciarmos com o planisfério de mosaicos e termos perceção do mundo inteiro!

Depois de termos gozado momentos que ficarão nas nossas memórias, a seguir dedicámos a nossa atenção para a paisagem cativante que se alcançava dali! São locais dos quais não apetece arredar pé!

Mas estando no Ilhéu das Rolas muito mais chamava por nós! Na descida o nosso guia perguntou-nos se queríamos visitar o “Jardim” de Cultura Botânica. É algo imperdível pois contactamos com os frutos, plantas medicinais e costumes da ilha de São Tomé, tudo isto explicado ao pormenor.

Soubemos que parte da verba feita nas visitas ao Jardim revertem para a deslocação das crianças até Porto Alegre para darem continuidade aos estudos (para além da quantia da entrada contribuímos com mais algum dinheiro no sentido de ajudar as crianças do Ilhéu).

A manhã prosseguia com mais momentos encantadores: a ida à praia Café.

Temos dificuldade em saber para onde dirigir a nossa atenção pois a praia com o seu areal branco, as suas águas cristalinas, o verde das palmeiras e de outras árvores constituem um cenário idílico.

É claro que não podíamos perder banharmo-nos naquelas águas apetecíveis e termos uma perspetiva daí para terra! O nosso guia agraciou-nos com água de coco para tornar estes momentos ainda mais característicos destas paragens.

Queríamos muito perpetuar a nossa estadia no Ilhéu das Rolas

mas tínhamos sido antecipadamente convidados para o almoço no restaurante do Hotel Praia Inhame.

É bastante habitual, no entanto, quando se vai visitar o Ilhéu, fazer o almoço lá. Conhecemos pessoas que conseguiram e gostaram da experiência! (quando se chega lá de manhã é uma das perguntas que fazem – quanto tempo se tem para dedicar ao Ilhéu e se estamos interessados em fazer 1 refeição. Outrora o Hotel Pestana funcionava também lá, havendo previsão de voltar a reabrir em breve. Quem tiver tempo e quiser passar pela experiência de pernoitar no Ilhéu, é questão de verificar se o hotel já está operacional).

Como se costuma dizer” o que é bom passa depressa”. Foi o que sentimos em relação àquele local único no mundo, ao qual ninguém consegue ficar indiferente! Não hesite!

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