1º DIA NO NORTE DA ISLÂNDIA – (6º DIA DE VIAGEM)
(2 DORMIDAS EM HÚSAVIK – Kaldbaks Kot Cottages)
SE PUDER DEDIQUE 2 A 3 DIAS
DIAMOND CIRCLE (CERCA DE 250 KM)
O Diamond Circle (Círculo de Diamante) é uma rota turística em torno de Húsavík e do Lago Mývatn tendo 5 principais pontos de interesse: Húsavík, Cascata Dettifoss, Lago Mývatn (não fomos ao Mývatn Nature Baths por estar de chuva), Cascata Goðafoss e Desfiladeiro Ásbyrgi (ao qual não fomos por falta de tempo).
O mapa abaixo ajuda a entender o percurso que fizemos pelo Diamond Circle bem como por outros locais – Krafla Lava Fields, Viti, Hverfjall e Dimmuborgir – nos arredores – dignos de nota.

Ponto de Partida e de Chegada – Húsavik
| A | Húsavik |
| B | Dettifoss |
| C | Krafla Lava Fields |
| D | Viti |
| E | Hverfjall |
| F | Dimmuborgir |
| G | Godafoss |
| H | Húsavik |
Devido à inexistência de quaisquer espaços de restauração ou de venda de alimentos nos primeiros locais é conveniente levar mantimentos. Comprámos num dos supermercados em Húsavik. (O 1º local onde se conseguiria fazer uma refeição seria em Dimmuborgir).
Tendo pernoitado em Húsavik começámos por fazer a estrada 85 e depois a 864. Volvidos cerca de 90 km realizados em 1h 20 minutos alcançámos a Cascata Dettifoss. Após estacionar o carro queríamos muito começar a contactar com algo que se de acordo com as pesquisas feitas correspondesse à realidade, era mais um local fenomenal. Não nos enganámos!
B – DETTIFOSS – dedique entre 1 a 2 horas


Dettifoss é uma cascata situada no nordeste da ilha sendo uma das maiores quedas de água da Europa, com um caudal entre os 200 e os 500 m3 (dependendo da estação do ano e do degelo) tendo 100 metros de largura com uma queda de água vertical que chega a atingir os 48 metros e que corre durante quilómetros.


Há vários pontos de onde se pode admirar esta maravilha. Pode-se ir deliciando, fazendo o trilho ao longo de uma paisagem lunar, desde o parque de estacionamento até mais perto dela onde há também uma ótima plataforma. Tudo é impressionante: a sua dimensão, o som da queda de água, o spray gerado pelo volume da água … . É mais um local imperdível donde é difícil arredar pé, mas …


Se tiver tempo há mais 2 cascatas nas imediações pois o rio Jökulsá á Fjöllum que alimenta a Cascata Dettifoss deu também origem às Cascatas Selfoss e Hafragilsfoss. Estando na Dettifoss tem indicações acerca delas. A beleza e grandiosidade da Dettifoss ofusca a das outras pequenas jóias.
… tínhamos que fazer, de Dettifoss a Krafla Lava Fields, 70 km (cerca de 1h e 10 min) pelas estradas 864 e 1.
| Krafla Lava Fields, Viti ; Hverfjall, Dimmuborgir e Lago Myvatn |
| são pontos relativamente perto uns dos outros. |
C – KRAFLA LAVA FIELDS – dedique (pelo menos) 2 horas
Eis-nos chegados a um mundo de campos cobertos de magma, potes de lama borbulhantes. Sentimo-nos perante uma paisagem lunar deserta que se estende ao longo de muitos quilómetros.


Para explorar essa zona tem 2 parques de estacionamento: o de Leirhnjúkur (tem um placard com algumas informações) e outro (depois de passar pela estação geotérmica) perto da cratera Viti.


Estacionando no primeiro faça uma caminhada de cerca de meia hora até atingir o campo de lava de Leirhnjúkur e 2 caldeiras com lama borbulhantes e fumarolas (uma maior e uma mais pequena). Inverta o sentido e regresse ao carro (ou se tiver tempo e coragem continue o trajeto através dos campos de lava). (Esse momento representou para nós o reconfortar os estômagos com algumas iguarias). Após isso retomámos a estrada principal e virámos à esquerda para ir à Cratera Viti.
Krafla é uma zona com uma montanha de 818 m de altura, com um grande sistema vulcânico no norte da Islândia, que devido a uma série de erupções criou campos de lava que se estendem ao longo de muitos quilómetros, apresentando uma paisagem lunar desértica. Agora o nome é usado para definir toda a área incluindo a estação geotérmica.
D – VITI – 1/2 hora
Na zona da estação geotérmica continue em frente e passado pouco tempo encontrará um estacionamento à direita e verá logo o Lago da Cratera Viti com os seus tons azulados.


Se tiver tempo pode caminhar em redor da cratera. (nós não fomos por 2 motivos: chuva e falta de tempo).
Viti, cratera criada em 1724 no início dos incêndios destrutivos de Myvatn, na área de fissura de Krafla, com 300 metros de diâmetro, é digna de ser observada pelos tons azulados da sua água contrastando com as paredes de cor ocre.
Partindo de Viti em direção a Hverfjall estávamos a 20 km, 25 min.
E – HVERFJALL
Aí há um parque de estacionamento. Depois é só começar a subir até ao topo do cone do vulcão ou ainda em redor da sua cratera circular. (Quando lá chegámos o tempo não ajudou: chuva acompanhada de vento forte. Abortámos, com muita pena nossa!) Supostamente teríamos conseguido alcançar o cimo em 20 minutos. Pena pois de acordo com pesquisa feita seria mais um local com uma paisagem única.
Hverfjall (ou Hverfell) é um cone de vulcão, (a leste do lago vulcânico Mývatn, na parte sul das fissuras de Krafla) cuja cratera escura e redonda e quase simétrica (de explosão vulcânica) tem aproximadamente 1 km de diâmetro e cerca de 400 metros de profundidade.
Era toca a andar! Dimmuborgir distava apenas 4 km (8 minutos).
F – DIMMUBORGIR – Dedique 1 a 2 horas

O Parque Natural de Dimmuborgir tem parque de estacionamento, WC (200 ISK), restaurante e bar com esplanada. (Estando por ali acabámos por comer uma sobremesa e beber um café). É um local encantador com infinitas maneiras diferentes de ser explorado. Com muita pena, por falta de tempo e por estar a chover, só o observámos da zona mais alta (perto dos espaços de apoio).
Dimmuborgir (significa Castelos Escuros em Islandês) é, assim, um gigantesco campo de lava irregular, com cerca de 2 km de raio, rodeado por paisagens geotérmicas fumegantes. Repleto de formações lávicas simulando pilares e esculturas bem como cavernas de lava deixa qualquer um surpreendido e sem palavras.

LAGO MYVATN – dedique 1 a 2 horas (Mývatn Nature Baths)
O lago Myvatn é algo que nos acompanhou ao longo de alguns trajetos na área, obrigando a vários cliques pois oferece perspetivas interessantes.
O Lago Myvatn é, tão somente, um lago vulcânico, um dos maiores da Islândia, representando isso 37 km². No lado leste encontram-se os Mývatn Nature Baths, famoso spa geotérmico pela água azul brilhante e pelos benefícios para a saúde. (Tentámos ir 2 vezes mas como estava de chuva e o spa é ao ar livre, desistimos da ideia, mas pesarosos por não poder gozar momentos descontraídos).
G – GODAFOSS – dedique-lhe 2 horas

| A Cascata Godafoss pode ser facilmente alcançada a partir de: |
| Akureyri pela estrada 1 ou Ring Road, representando isso 34 km (30 minutos) |
| Húsavik pelas estradas 85, 845 e pela 1 – 47 km (35 minutos) |



No nosso caso como partimos de Dimmuborgir estávamos a 50 km, cerca de 42 minutos, pela estrada 848 e Þjóðvegur. Eis-nos chegados a mais um local para o qual não há palavras que descrevam a sensação de poder gozar a cascata e toda a sua envolvência.
A Cascata Godafoss é, de facto, algo imperdível e entende-se que seja um dos pontos mais visitados no norte da Islândia!


A Cascata Godafoss ou Cascata dos Deuses é uma queda de água espetacular de doze metros de altura e trinta de largura, cujas águas do rio Skjálfandafljót, provenientes do glaciar Vatnajökull, caem desconcertadamente numa magnífica paisagem vulcânica. É considerada por muitos uma das cascatas mais bonitas da Islândia.
Fomo-nos deliciando a ouvir o som da água a cair, enquanto a íamos gozando ao longo do seu percurso. Vale a pena fazer uma caminhada nas suas imediações e na ponte alcançar a outra margem para ter outras perspetivas.
H – HÚSAVIK
Mas … o dia já ia longo e ainda tínhamos cerca de 50 km (pelas estradas 1 e 845), que representariam 40 minutos para alcançar Húsavik onde iríamos ainda gozar mais um pouco aquele local maravilhoso, jantar e pernoitar.
Assim foi! De acordo com pesquisas feitas considerámos que o restaurante Salka preenchia os requisitos: num local aprazível – em frente ao porto com a montanha com alguma neve do outro lado, pelas iguarias e pelo preço razoável!
Ora aí estava o fim de mais um dia maravilhoso, com um sol que insistia em não se pôr, obrigando a mais uns quantos cliques e estávamos de regresso à nossa casinha, designada como “tiny house cuddled into nature” que para fazer jus ao seu título tinha de facto, uma localização fabulosa – à beira da água com montanha coberta de neve do lado oposto à margem.
