São Tomé – Zona Oeste

Se puder dedique pelo menos 2 a 3 dias

Após um bons momentos na Lagoa Azul porque não reconfortar o estômago em Neves?

Neves –   considerada a cidade industrial do Arquipélago onde está instalada a ENCO (empresa nacional de combustíveis e óleo) e a fábrica de cerveja Rosema. É também a maior aldeia piscatória da ilha na zona norte. Imperdível – Restaurante Santola 
(santolas e cerveja Rosema)

Roça Ponta Figo
(ir com guia)
Início da Rota da Água e do Cacau Biológico
Roça Monte Forte
(ir com guia)
visita aos armazéns de cacau e explicação acerca dos vários momentos de processamento do cacau, desde a secagem ao armazém onde a imensidão de sacos é colocada para exportação.
Rota da Água e Rota do Cacau Biológico
ver mais em:
https://viagensdalita.com/2022/12/22/sao-tome-rota-da-agua-e-do-cacau-biologico/
(da Roça Ponta Figo até à Roça Monte Forte, passando por uma série de túneis e pela Cascata Angolar ou dos Angolares)
se se sentir em boa forma física é uma experiência enriquecedora
6 h a 7 horas – almoço na Roça Monte Forte
tem que se ir com guia
Roça Diogo Vaz
(marcar antecipadamente)
plantação de cacau orgânico e chocolate
(da capital  à Roça – 38.5 km – 1h 05 min)
Monteforte
Padrão dos Descobrimentos
(marco do descobrimento do arquipélago  – Ana Ambó
marca o local onde os navegadores portugueses João de Santarém, Pêro Escobar e João de Paiva desembarcaram pela 1ª vez em 1470 em São Tomé.
(da capital – 35,8km – 1h)
Pico de São Tomé
2024 metros de altura
se tiver 2 dias, para dispensar e se sentir em boa forma física, um para a subida com dormida no cimo e outro para a descida
tem que se ir com guia
Túnel – entre a Roça Diogo Vaz e Santa Catarina nesse trajeto ninguém consegue ficar indiferente ao túnel e suas imediações. O Túnel de Santa Catarina é um local onde todos os que por ali passam tiram a foto de praxe.
Estrada em direção a Santa Catarina
considerada uma das estradas mais bonitas do mundo. Se é ou não, fica a dúvida! Mas garantidamente é de uma beleza indescritível!
Santa Catarina

aldeia piscatória situada quase no final do troço transitável
(na zona oeste da ilha)

APESAR DE ESPECIFICAR TODOS OS PONTOS DE INTERESSE DESTA ZONA NÂO CONSEGUIMOS CUMPRI-LOS TODOS!

Esta zona bem como qualquer outra da ilha são imperdíveis, sendo que esta tem um troço de estrada, em direção a Santa Catarina, considerado, por muitos, como um dos mais bonitos do mundo.

Não sendo possível dar a volta completa à ilha por estrada pois não existe via transitável entre Santa Catarina (términus da estrada na zona oeste) e Porto Alegre (no sul) este trajeto é de ida e volta mas enquanto vai e vem muito tem para explorar!

AÍ VAMOS NÓS!

1º DIA

(Depois de termos visitado a Roça Agostinho Neto e termos passado na famosa Lagoa Azul, sem tempo para lá mergulhar, dirigimo-nos para Neves para cumprir a reserva do almoço )

Esta zona da ilha agraciou-nos desde logo em Neves com o restaurante Santola, que fazendo jus ao seu título, serve santola apanhada diariamente nas águas nas imediações! É algo imperdível mas não se assuste com a entrada do restaurante pois a santola e a cerveja Rosema (fabricada em São Tomé, em Neves) compensam!

Após esses momentos de experiência gastronómica – santola – completamente diferente da que se come em Portugal, maior mas espetacular também, estávamos empolgados em ir conhecer uma das estradas mais bonitas do mundo bem como o famoso Túnel de Santa Catarina e a aldeia com o mesmo nome.

(Mas antes disso fomos fazer check-in no alojamento Mucumbli, tendo-nos desde logo apercebido que era um local onde se respirava tranquilidade e com uma localização fantástica – vista que oscilava entre o verde da imensidão de árvores e arbustos e o azul do mar)

Todo o troço feito até ao Túnel apresentava uma paisagem divinal e relaxing tendo como panorama o mar, alguns rochedos e cascalho bem como pescadores em pequenos barcos a pescar tranquilamente, sendo que à medida que os quilómetros para atingirmos o túnel iam diminuindo, a paisagem ainda se tornava mais deslumbrante: estrada, com um piso irregular, mas bordada de verde – representando isso desde vários tipos de árvores ou arbustos, a bananeiras e coqueiros, (uns maiores, outros mais pequenos mas enriquecidos pelo seu famoso fruto – o côco) que de quando em vez permitiam ver o mar, cujo tom oscilava, pela presença de mais ou menos nuvens, bem como o sol que se preparava para se pôr!

Quando ao longe se começou a vislumbrar o Túnel, ouvimos também um som compatível com água – era uma cascata para enriquecer ainda mais o cenário bem como crianças com roupas bem coloridas a vender cocos que eles se limitam a apanhar quando eles caem! É toca a estacionar e dar continuidade à reportagem fotográfica, nela tendo sempre que incluir as crianças que se abeiram de nós para também elas figurarem nas nossas recordações.

Depois de momentos memoráveis queríamos prosseguir para além túnel. A paisagem continuava a ser deslumbrante mas mais colorida – pelas vestes das crianças vindas da escola que caminhavam ao longo da berma da estrada.

Ao longo da estrada que nos conduzia a Santa Catarina, tendo o mar sempre à nossa direita e alguns coqueiros, passámos por mais 2 cascatas e um riacho, perto do qual havia crianças a brincar, cabras e porcos a cirandar por ali, cuja água corria para o mar. São cenários indescritíveis e que nos enchem a alma!

Quando começámos a vislumbrar o casario – casas rústicas de madeira (pena o seu estado de conservação) de Santa Catarina, foi-nos dado observar pessoas, que estavam no seu ritmo leve- leve, sentadas ao longo da estrada, crianças a brincar e saltitar no rio e mulheres a lavar roupa, e porcos e cabras a correr atrás uns dos outros! Era um cenário digno de um filme!

Gostávamos de ter avançado um pouco mais, até ao fim da estrada (um pouco a sul de Santa Catarina), mas sentimo-nos divididos pois o sol estava a declinar e ainda queríamos fazer a estrada em sentido contrário (tendo o mar do lado esquerdo), gozar o fim de tarde já no alojamento e ver o pôr do sol da varanda da nossa fantástica casinha de madeira! Escusado será dizer que o jantar foi fenomenal! No restaurante do alojamento, espaço virado para o mar e com iguarias divinais!

2º DIA

Ora bem… no dia anterior tínhamos abordado o rececionista do alojamento Mucumbli expressando a nossa vontade e disposição para fazer a Rota da Água e do Cacau Biológico. Foi-nos dito que poderíamos fazer acompanhados por um guia. Assim foi!

De manhã, entre as 8 e as 9 horas, iniciámos o trajeto de jipe com o guia, tendo passado pela Roça Ponta Figo (relativamente perto de Mucumbli) e feito um pouco de uma estrada irregular e não asfaltada em sentido ascendente. Estacionámos por aí para começar então a Rota da Água e do Cacau Biológico, o que representaria um contacto pleno com a natureza  – cacaueiros, ribeiras, cascatas (entre ouras coisas),

pois o trilho desenvolvia-se, parte dele no Parque Natural Obô, passando também por uma série de túneis (rota da água),

terminando na Roça Monte Forte onde almoçámos (no restaurante da roça – com iguarias muito interessantes e uma vista fabulosa) e visitámos as instalações do Cacau tendo adquirido algum conhecimento acerca do mundo do cacau.

Não há palavras nem fotografias que consigam descrever as sensações sentidas ao longo desse dia!

Mas o dia não ficava por aqui! Durante o almoço falámos com o guia sobre o Padrão dos Descobrimentos ( pela descrição da localização teremos percebido que a estrada que nós tínhamos feito no dia anterior para alcançar o Túnel e Santa Catarina, fazendo um ligeiro desvio conseguiríamos lá chegar, mas em São Tomé não há informação na maioria das estradas) tendo-se mostrado disponível para passarmos por lá antes de irmos para o alojamento. É claro que vale pela importância histórica, fazendo-nos recuar 6 séculos e meio!

A seguir queríamos muito (já na zona do alojamento) descer até ao mar e gozar aquelas águas azuis com uma temperatura aprazível e ver o pôr do sol.

O nosso tempo nesta zona da ilha estava a chegar ao fim! Tínhamos pensado pelo menos visitar também a Roça Diogo Vaz mas com muita pena já não conseguimos, sendo que o Pico de São Tomé não tínhamos, sequer, incluído no nosso plano, uma vez que, só para isso, seriam necessários 2 dias!

O nosso plano da viagem dizia-nos que era dia de fazer uns quantos quilómetros, sendo os últimos picados, devido ao estado da estrada e com chuva – passagem pela capital, almoço na Roça de São João Angolares e seguir para o sul onde iríamos pernoitar – Praia Inhame.

Bom … como já se percebeu haverão cenas dos próximos capítulos!

Venha daí connosco!

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