


Bilbau, capital da Biscaia, (província de Espanha no norte da comunidade autónoma do País Basco) cidade portuária industrial, é também considerada a verdadeira capital do País Basco por ser a mais populosa e a mais emblemática.
Apesar de ter muito para oferecer a qualquer viajante que descubra Bilbau, o Guggenheim é o seu símbolo de excelência tendo superado as espetativas tanto a nível artístico como cultural e contribuído para a revitalização urbana, social e económica da cidade desde a sua inauguração no final do século XX (1997).
A criação do Museu Guggenheim Bilbau deveu-se à colaboração excepcional entre as administrações bascas e a Fundação Solomon R. Guggenheim.
“Em 1991, o governo basco propôs à Fundação Solomon R. Guggenheim que financiasse um museu Guggenheim a ser construído na zona portuária degradada de Bilbao, que na época constituía-se como a principal fonte de renda da cidade. O museu passou a fazer parte de um plano de desenvolvimento maior, cujo objetivo era renovar e modernizar a cidade industrial. Quase imediatamente após sua abertura em 1997, o Guggenheim de Bilbao tornou-se uma atração turística popular, atraindo visitantes de todo o mundo.” https://www.archdaily.com.br/br/786175/classicos-da-arquitetura-museu-guggenheim-de-bilbao-gehry-partners
O Museu Guggenheim de Bilbau faz parte dos cinco museus pertencentes à Fundação Solomon R. Guggenheim no mundo.
A SUA LOCALIZAÇÃO
Situado num terreno alongado numa curva do Rio Nervión, 15 metros abaixo do nível da cidade, na extremidade norte do centro da cidade, com uma estrada e ferrovia a sul bem como uma praça pública e a Ponte de la Salve (uma das principais entradas na cidade) a leste e ainda um passeio fluvial, o edifício do Museu salta, desde logo, aos olhos de cada um, sendo hoje-em-dia um dos locais mais visitados em Espanha.
COMO LÁ CHEGAR (estando na cidade)
Há diversas formas de alcançar o Museu Guggenheim, sendo todas elas mais interessantes se se decidir por lá chegar a pé pois vai utilizando o percurso para ir gozando a cidade de Bilbau.
| 1ª – a partir da Ponte del Ayuntamiento: a que fizemos e que consideramos a mais espetacular | atravessar a Ponte del Ayuntamiento (Câmara) em direção à Câmara e ir ao longo dessa margem do rio até atingir a Ponte Zubizuri. Passar nessa ponte para a outra margem e observar o contraste entre as 2 margens: edifícios estilo clássico de um lado e do outro modernistas. Daí começa-se a vislumbrar o Guggenheim ( e também o monumento em homenagem ao político Ramón Rubial e a Puerta de los Honorables) a sua famosa Aranha bem como uma escultura composta por esferas prateadas. Optando por esta hipótese, quando terminar a visita ao museu faça a volta atravessando a Ponte La Salve para ver o Guggenheim sob outra perspetiva (superior) bem como as suas imediações e no fim da ponte apanhe o elevador |
| 2ª – fazer o trajeto acima mencionado e chegar até à Ponte La Salve (se quiser ver logo o museu de um plano superior e atingir a entrada principal) | atravessar a Ponte del Ayuntamiento (Câmara) em direção à Câmara e ir ao longo dessa margem do rio até atingir a Ponte Salve – ponte rodoviária e pedonal (650 metros – 8 minutos – depois da Ponte Zubizuri), ir de elevador até ao cimo da ponte, ir ao longo da mesma e atingirá a entrada do Museu com o famoso Puppy |
| 3ª – dar continuidade ao trajeto ao longo do rio até chegar à Ponte Pedro Arrupe ( ponte a seguir à Ponte de La Salve) | passar na ponte pedonal Pedro Arrupe ( proximidades da faculdade Deusto, podendo tirar partido e conhecer essa zona) e estará a 400 metros – 6 minutos do Museu |
| 4ª – Praça Moyua | ir a pé (explorando a cidade) ou de metro até à Praça Moyua e a partir daí está a 600 metros – 9 minutos do museu |
| 5ª – ou ainda… | utilizando um meio de transporte |
O EDIFÍCIO EM SI – EXTERIOR
Considera-se que o Museu Guggenheim se insere numa arquitetura desconstrutiva, contemporânea e expressionista.
O edifício do Museu, construído em 1997, com 24.000 m2, projetado pelo arquiteto canadiano Frank Gehry, hoje o ícone mais reconhecido da cidade de Bilbau, é uma grande escultura de titânio (33.000 chapas), pedra calcária e vidro com formas curvilíneas (projetadas para captar a luz e reagir ao sol e ao tempo) e retorcidas, o que o torna, desde logo, uma obra de arte!

… sendo que a obra de arte ainda tem mais pormenores: as esculturas nas suas proximidades: o famoso “Puppy” – um enorme cão esculpido em flores , na zona da entrada principal, a escultura de uma aranha com nove metros de altura, na zona virada para o rio e a escultura composta por esferas prateadas.
As superfícies de titânio curvadas em vários pontos, lembrando escamas de peixe, mostram a influência das formas orgânicas (escamas e penas de animais) presentes em muitos trabalhos do arquiteto Gehry, pretendendo, isso, conferir dinamismo e movimento.
Apesar da forma metálica exterior do edifício parecer uma flor observada do topo,


o mesmo, se observado do rio, assume a forma de um barco, evocando o passado industrial portuário da cidade.

O SEU INTERIOR
O interior do museu organiza-se em torno de um átrio central, com 50 metros de altura, coroado por uma grande clarabóia suspensa, em forma de flor metálica, rodeado por 20 galerias, umas com formas regulares e outras com configurações surpreendentes, dispostas em três níveis e ligadas por passarelas curvilíneas.





ESCULTURAS EM REDOR DO GUGGENHEIM
O edifício do museu Guggenheim, já sendo por si mesmo uma obra de arte alberga em seu redor esculturas que ainda enriquecem mais as suas imediações.
PUPPY DE JEFF KOONS


Quando se atinge a entrada do Museu Guggenheim, somos confrontados com a a escultura mais famosa de Bilbau. Estamo- nos a referir ao famoso cachorro Puppy – um West Highland Terrier com 12 metros de altura (que tinha sido apenas instalado para uma exposição temporária), da autoria de Jeff Koons, adornado com flores que mudam a cada estação. Não há visitante algum que não tire uma foto com o Puppy!
“MAMAN” DE LOUISE BOURGEOIS



A enorme aranha Maman de Louise Bourgeois é outra das grandes esculturas de Bilbau. Esta icónica aranha de 9 metros de altura está localizada junto à Ria de Bilbau, na zona da fachada posterior do Museu Guggenheim. A aranha gigante é feita de bronze.
A GRANDE ÁRVORE E O OLHO DE KAPOOR


No meio do lago, na parte de trás do Museu Guggenheim, junto à ria encontra-se a escultura de Anish Kapoor: A Grande Árvore e o Olho. Esta criação de Kapoor é composta por mais de 70 esferas de aço inoxidável em que cada uma reflete a esfera ao lado, bem como todo o ambiente e o museu, criando, assim, um efeito interessantíssimo.
TULIPAS DE JEFF KOONS


A obra Tulipas, uma escultura composta por um bouquet de 7 tulipas em aço de cores vivas, que mede cerca de 5 metros, da autoria de Jeff Koons, oscila entre estar exposta num dos salões interiores do museu ou no terraço do Museu (desde 2007).
BUREN ARCOS VERMELHOS



Assim é conhecida em honra do artista francês Daniel Buren que levou a cargo a escultura Arcos Vermelhos. Isto refere-se a alguns arcos vermelhos que foram acoplados à Ponte La Salve (localizada nas proximidades do Museu Guggenheim), aquando da celebração do décimo aniversário do Museu Guggenheim em 2007 conferindo-lhe uma dualidade: ponte e escultura num elemento só, tendo-se tornado outro dos ícones da cidade de Bilbau.
ESTÁTUA DE RAMÓN RUBIAL


Esta estátua de bronze, do escultor Casto Solano, remonta a 2001 e foi feita em homenagem ao político socialista Ramón Rubial. Representa uma figura realista de corpo inteiro avançando com as mãos nos bolsos em direção à Puerta de los Honorables – um grande bloco prismático de ferro que, desenhando um grande orifício interior, amplia a perspetiva do político. Situa-se relativamente perto do Museu Guggenheim (Avenida Abandoibarra, Campa de los Ingleses).
FONTE DE FOGO DE KLEIN E ESCULTURA DE NEVOEIRO – “esculturas momentâneas”
A Escultura (instalada numa piscina no exterior do Guggenheim do lado da ria) Fonte de Fogo (uma das mais incríveis de Bilbau) de Yves Klein (de 1997) representa uma fileira de cinco fontes de fogo, cujas chamas alinhadas são refletidas na superfície calma da água.
A Escultura de Nevoeiro, obra da artista japonesa Fujiko Nakaya, conhecida essencialmente pelas suas esculturas de neblina, é a primeira artista a trabalhar com névoa como meio escultórico.
Ela refere que “o nevoeiro faz coisas ficarem invisíveis, e torna coisas invisíveis, visíveis” revelando e ocultando, assim, os traços do ambiente. Essa “escultura” funciona entre as 10h e as 20h, durante um período de oito minutos.
GUGGENHEIM E AS SUAS OBRAS DE ARTE



| Entrada – 13€ (preço em dezembro de 2022) É aconselhável marcar com antecedência. |
| guggenheim-bilbao.eushttps://www.guggenheim-bilbao.eus › horarios-e-tarifa |
O Museu Guggenheim visa despertar nas pessoas uma dupla cultura: o saber apreciar uma obra arquitetónica e contribuir para a educação das mesmas na arte: há uma conjugação das linhas arquitetónicas – do exterior e do interior com as obras de arte expostas. Após vinte anos e cinco anos, o Museu consegue continuar a desafiar as ligações entre arte e arquitetura.
O programa artístico do Museu ao incluir tanto apresentações da Coleção Permanente como exposições temporárias de grande qualidade, visa proporcionar ao visitante uma perspetiva ampla e dinâmica sobre a arte do nosso tempo tendo-se isso refletido ainda mais em 2022 quando o Museu Guggenheim celebrou o seu 25º Aniversário.
Todos os espaços são dignos de uma visita. Com mais de uma centena de exposições,











havendo algumas que mudam frequentemente, o museu alberga também exposições temáticas. A única exposição permanente (desde 2005), do americano Richard Serra intitulada “The Matter of Time” que ocupa uma dimensão de 130 metros de comprimento, pauta-se por uma série de esculturas em aço com corredores de diferentes proporções (largos, estreitos, alongados, comprimidos, altos, baixos) e sempre imprevistos.




O artista concebeu propositadamente as peças para levar o espectador a mover-se nelas e no espaço que as cerca. É algo único.
A riqueza da arte exposta e a singularidade e versatilidade dos espaços torna o Museu Guggenheim uma experiência museológica única e imperdível em Bilbau.
Inédito! Fabuloso! Magnânimo!
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