








| 1. UM POUCO DA SUA HISTÓRIA |
| 2. LOCAIS |
| 3. VISITA À ILHA Quando Como |
| 4. RECOMENDAÇÕES Vestuário Cuidados a Ter |
| 5. REFEIÇÕES E ALOJAMENTO Restauração Pernoitar |
| 6. ATIVIDADES |
| 7. A NOSSA EXPERIÊNCIA |
1. UM POUCO DA SUA HISTÓRIA

A Berlenga (Grande), como na realidade deveria ser designada, é, habitualmente, referida como as Berlengas. Ela representa, na realidade, a maior ilha do arquipélago das Berlengas. Fica situada no oceano Atlântico, ao largo do cabo Carvoeiro, aproximadamente a 10 km de Peniche.
O arquipélago das Berlengas é composto pelas ilhas principais de Berlenga Grande, Estela e Farilhões, outras mais pequenas, vários ilhéus e alguns rochedos. Contudo a única habitada é a da Berlenga (Grande). Tem 4 Km de perímetro (rodeada de ilhéus e recifes).
A ocupação humana da ilha Berlenga remonta à Antiguidade tendo sido visitada por navegadores romanos, vikings, mouros e corsários franceses e ingleses ao longo dos séculos.
A ilha da Berlenga, classificada como Reserva Natural das Berlengas, é uma área protegida havendo uma grande preocupação em relação à preservação dos seus ecossistemas. É muito rica a nível da fauna e flora, tendo sido considerada Reserva Mundial da Biosfera da Unesco desde 2011. Há algumas espécies de aves marinhas que nidificam na ilha constituindo também um ponto de passagem para algumas espécies migradoras bem como um rico património marinho.
2. LOCAIS
Aí foram fundados: o Mosteiro da Misericórdia (início do séc. XVI) do qual restam apenas alguns muros e pedras soltas, o Forte de São João Batista (meados do séc. XVII) – local importante na defesa do litoral de Peniche, (tendo sido inativado em meados do séc. XIX) funcionando atualmente enquanto alojamento,

coincidindo com a construção do Farol Duque de Bragança (1841) com 29 metros de altura, cuja luz é visível até cerca de 50 km de distância (utiliza a energia acumulada durante o dia através de painéis solares),

a Praia do Carreiro do Mosteiro (junto ao ancoradouro da Berlenga), com cerca de 40 metros de areal, 1 restaurante – Mesa da Ilha,


1 mini-mercado, espaço do parque de campismo, no cimo da praia (inativado, com espetativas de vir a funcionar dentro de algum tempo) e o Bairro dos Pescadores (único aglomerado populacional da ilha) situado na parte superior do porto (onde existia outrora o Mosteiro da Misericórdia)


e casas de banho públicas.
3. VISITA À ILHA
QUANDO
Poderá conhecer a ilha entre os meses de abril e outubro, se o clima, assim, o permitir.
COMO
Quando decidimos visitar a ilha Berlenga fizemos pesquisa online, com alguns dias de antecedência, tendo-nos surgido desde logo a empresa feeling BERLENGA


(havendo, no entanto, outros operadores marítimo- turísticos). No site, desde logo, nos apercebemos de que para poder adquirir os bilhetes para visita à ilha, era obrigatório:
1º – o registo e pagamento de uma taxa turística (de valor simbólico – pagámos por 2 px – 4.50€ – junho de 2023) por parte de cada cliente, na plataforma BERLENGASPASS, a partir do link: https://berlengaspass.icnf.pt/ (que está no próprio site da empresa) pois de acordo com a Portaria n.º19/2022, defende que por motivos ecológicos, o acesso à Ilha da Berlenga está limitado quanto ao número de visitantes. Logo que tenha a confirmação do pagamento (no próprio dia) referente ao pedido pode:
2º – adquirir a viagem de barco, podendo escolher o dia, a hora e o pacote que agradar mais. – https://www.feelingberlenga.pt/
4. RECOMENDAÇÕES
Levar água e um snack!
(precavendo a situação do restaurante ou do mini-mercado poderem estar fechados)
VESTUÁRIO
Levar roupa prática e calçado confortável
VERÃO
Levar fato de banho, toalha de praia, protetor e chapéu (se quiser passar alguns momentos na praia)
OUTONO
Levar parka e eventualmente chapéu de chuva
CUIDADOS A TER
Como cabe a cada um de nós preservar a ilha da Berlenga, tenha em atenção:
| Circular apenas nos trilhos; |
| Respeitar a sinalização; |
| Manter o espaço limpo; |
| Levar todo o lixo consigo; |
| Respeitar os animais: não lhes tocar, nem alimentar; |
| Não apanhar plantas. |
5. REFEIÇÕES E ALOJAMENTO
Convém reservar antecipadamente para ter a garantia de poder fazer uma refeição ou pernoitar na ilha!


RESTAURAÇÃO
Se quiser passar pela experiência de fazer uma refeição na ilha Berlenga tem o restaurante Mesa da Ilha (que veio substituir o antigo Mar e Sol*), no topo do porto onde pode degustar algumas iguarias e desfrutar de uma paisagem magnífica.
(*Com origem numa família de pescadores que há três gerações vive na ilha da Berlenga, a nossa equipa é constituída pela família e profissionais de restauração e em 2019 iniciámos um projeto tendo adquirido a concessão do antigo restaurante ‘Mar e Sol’ e atribuímos-lhe o nome de ‘Mesa da Ilha’. O projeto – Mesa da Ilha e Berlenga Bed & Breakfast (contacto – 969 395 763 ) – inclui, ainda, um Alojamento Local onde pode pernoitar na ilha da Berlenga).
Tem também o micro-mercado Castelinho onde poderá comprar alguns alimentos e bebidas ou fazer uma refeição ligeira.
PERNOITAR
Na encosta Oeste da ilha, pode-se contemplar o pôr do Sol mais ocidental de Portugal Continental!
BerlengaBed&Breakfast – 5 quartos c/ casa de banho privativa, terraço com magnífica paisagem para o oceano e formações geológicas.
Hotel Forte São João Batista – preço por noite – entre os 30 e 40 € – tem um restaurante/bar.
6. ATIVIDADES
Para além do passeio a pé e de lancha (incluídos no nosso pacote), pode-se fazer também canoagem, mergulho e snorkeling, observação de aves e cetáceos, saltos para a água ou gozar simplesmente a Praia do Carreiro do Mosteiro.
7. A NOSSA EXPERIÊNCIA
Na noite anterior à visita à ilha Berlenga pernoitámos no Hotel Star Inn em Peniche, espaço espetacular com uma localização extraordinária, a poucos metros da praia.
Como já mencionámos acima, fizemos a viagem entre Peniche e a Berlenga através da empresa feeling BERLENGA. Escolhemos o Advanced Pack, o qual incluía: Ida e Volta à Berlenga, um passeio a pé guiado e visita de lancha às grutas.
No dia anterior fomos informados telefonicamente:
| – do estado do tempo (iria estar um pouco de vento, subsequentemente alguma ondulação, pelo que não pudemos fazer a travessia numa lancha rápida, conforme tínhamos programado) |
| – do tipo de embarcação – Catamaran (com capacidade para 175 passageiros) |
| – do tempo de antecedência ( cerca de 15 minutos antes da partida) |
| – do local de embarque ( Feeling Berlenga Largo da Ribeira Marina de Peniche ) ao pé da Fortaleza |
| – do local de estacionamento do carro (no porto de Peniche em frente ao embarque) e respetivo pagamento |
AÍ VAMOS NÓS!
Tendo cumprido todos os passos acima mencionados, era hora de aventura para chegar a “terras berlengenses”!
O Catamaran navegava com pessoas de muitas nacionalidades, umas com espírito de aventura, outras um pouco receosas pela ondulação provocada por algum vento que subsequentemente desencadeava agitação marítima.


Ultrapassados esses 30 minutos de viagem íamos gozar um lugarejo de sonho. Os passageiros com tour programado, foram divididos em 2 grupos, tendo cada um deles partido, acompanhados por um guia.
Deixando o barco e começando a subir uns degraus e ainda antes de iniciarmos o passeio, deliciámo-nos desde logo a criar perspetivas e começar a gastar o “rolo”. As vistas para a zona do porto, enriquecido com alguns barcos, rochedos e a praia, eram de cortar a respiração!
Ora aí íamos nós iniciar o passeio pedestre, seguido de uma percurso de lancha e aprender algo sobre um local único em Portugal.
O guia desde logo referiu que o pequeno e único aglomerado que se encontrava no cimo do porto era o Bairro dos Pescadores, cuja construção remonta a 1941, no mesmo sítio onde outrora tinha existido um mosteiro (Mosteiro da Misericórdia). A partir daí subimos mais um pouco, tendo feito uma paragem ao nível da Praia do Carreiro do Mosteiro e do espaço do Parque de Campismo. Daí tinha-se uma panorâmica fabulosa para o Bairro dos Pescadores, para o Porto e para a Praia.



Prosseguimos a subida até às proximidades do Farol do Duque de Bragança, a zona mais alta da ilha. Nessa paragem o guia informou-nos que durante alguns meses a ilha era somente habitada pelos faroleiros, por alguns pescadores e um cão (o único animal de estimação na ilha).


Aí começámos uma descida de 300 degraus, com paisagens maravilhosas, que nos conduziu ao Forte de S. João Baptista, construído no topo de um ilhéu, estando ligado à ilha por uma ponte de pedra.




Tivemos alguns minutos para regalar a vista e depois iniciámos a visita às grutas numa lancha. É algo imperdível estando na Berlenga pois o percurso é fabuloso. Faz-se passagem e paragem nalgumas grutas




com rochas de várias tonalidades, oscilando os tons da água entre o azulado e esverdeado. Passa-se ao largo da Fortaleza


e da Ponte de Pedra, oferecendo-nos perspetivas diferentes e divinais havendo também pessoas a andar de caiaque.


Tudo isto enriquece a paisagem de um colorido indescritível! Mas ainda falta referir algo que não podia deixar de ser mencionado: um rochedo com formato de elefante!


E pronto! Depois destes momentos riquíssimos, estava na hora da lancha nos conduzir ao porto onde ainda tínhamos cerca de meia hora para gozar aquela ilha de sonho!
A nossa viagem começou por volta das 10 h e terminou cerca das 14 h e 15 minutos!
Gostámos da experiência vivida com a empresa FeelingBERLENGA! Foram muito profissionais e prestáveis!
Embarque nesta aventura e não se arrependerá!
Muito bom artigo. Obrigado, Lídia.
Bjsd
Jorge Moreira
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Olá!
Obrigada. Algo tão perto de nós e por vezes vamos conhecer outras maravilhas mas muito temos que ” caminhar” para lá chegar! Gostava de ir lá outra vez e passar pela experiência de pernoitar naquele local paradisíaco!
Bjinhos.
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