Jambiani – uma das pérolas de Zanzibar

Zanzibar é o nome atribuído ao arquipélago de Zanzibar, formado por 3 ilhas principais – * Unguja (em swahili) ou Zanzibar, Pemba e Mafia e outras ilhas mais pequenas, situado no Oceano Índico e separado da Tanzânia continental pelo Canal de Zanzibar.

* “O nome desta ilha é um bom exemplo da “arabização” da costa da África oriental: o seu nome em kiSwahili é Unguja, mas os árabes chamavam-lhe “Zanj-Bar”, que significa “costa dos Zanj” ou negros. Como este era um porto muito procurado, o lugar passou a ser conhecido na região por este nome arabizado, que mantém até hoje.https://pt.wikipedia.org/wiki/Zanzibar

A ilha de Zanzibar é a que possui a indústria do turismo mais desenvolvida, representando isso uma parte substancial da sua economia. A agricultura (incluindo a produção de especiarias) e a pesca são outras atividades relevantes. Ao longo da costa leste, a maioria das aldeias também depende do cultivo de algas marinhas, com muitas “fazendas” espalhadas pelo litoral (empregando cerca de 15.000 habitantes, principalmente mulheres).

Jambiani, apesar de ser conhecida como uma das praias da ilha de Zanzibar, localizada no sudeste da ilha (de Zanzibar) entre Paje e Makunduchi, é também o nome usado para denominar um conjunto de pequenas aldeias próximas umas das outras, que se estendem ao longo de alguns quilómetros (quase 7).

Jambiani bem como toda aquela costa tem praias paradisíacas bem como ótimos resorts, hotéis, outro tipo de alojamento e restaurantes. Pena que para atingir a orla marítima – o paraíso – tenhamos que fazer alguns quilómetros em estradas de terra batida, areia e por vezes esburacadas com um casario muito pouco cuidado.

É necessário entender a expressão (da língua swahili) polepole que significa sem stress, sem pressas, que certamente representa o modus vivendi do povo africano para mais facilmente compreender aquela forma de ser e de estar mas de qualquer forma este cenário que acabei de descrever é pouco agradável para qualquer Europeu!

Jambiani (a 60km de Stone Town) é uma bonita e sossegada (escapando à massificação de turistas) praia com uma extensa faixa de areal fino e branco e mar azul esverdeado sendo as suas águas (do Oceano Índico) límpidas e quentes. Fomos em fevereiro, numa época de marés vivas querendo isso dizer que as preia-marés se caracterizavam por ser de grande altura e as baixa-marés muito baixas.

Assim sendo, a amplitude mínima das marés (que corresponde à menor elevação das águas) por um lado torna impossível tomar banho nalgumas horas, por outro permite caminhar ao longo da praia e observar as plantações de algas que ficam descobertas na baixa-mar e ver as mulheres a colhê-las, ver crianças a brincar, com sorte ver ouriços-do-mar, estrelas ou ainda caranguejos ou ainda percorrer uma distância considerável em direção ao Oceano.

É recomendável o uso de calçado de borracha para evitar magoar os pés bem como protetor solar.

A NOSSA EXPERIÊNCIA

COMO CHEGAR A ZANZIBAR

Tendo começado por fazer alguns dias de safari na Tanzânia continental (nos Parques Ngorongoro e Serengeti), a forma mais fácil de alcançar a ilha de Zanzibar, é de avião, partindo de Arusha até Stone Town (voo de cerca de 1 hora).

Também existem voos diretos para Zanzibar – Stone Town, de várias cidades europeias, incluindo Lisboa.

Chegados a Stone Town fomos de autocarro (pois estávamos incluídos num grupo, tendo como guia ARTUR CABRAL*) durante cerca de 1 hora (60 km) até ao alojamento na praia de Jambiani.

* Photographer, Tour Leader e World Traveler. Podem segui-lo e contactá-lo através das redes sociais – Facebook ou Instagram – facebook.com/ARTURCABRALPHOTO ou http://www.arturcabral.com-

JAMBIANI

A nossa estadia de 3 dias em Jambiani, representou a 2ª parte da nossa viagem. Ficámos alojados na Casa del Mar ou Casa Beach Hotel. É um local aprazível com uma localização fabulosa – em frente ao mar (vista incrível) com acesso à praia, com uma piscina bela, grande e limpa, tendo a água uma temperatura agradável, permitindo refrescar da água quente da praia (quem gostar ou preferir piscina pode facilmente passar um dia inteiro ali e fazer as refeições mesmo à beira da piscina).

Jambiani é um local ótimo para descansar e gozar as águas azuis e tranquilas do Índico, após alguns dias interessantes mas um pouco picados na Tanzânia continental pois “correr” atrás dos bichinhos não foi tarefa fácil, mas se puder não perca tal experiência.

Foram três dias de pouca atividade mas muito ricos pelo convívio entre amigos.

Na 1ª noite fomos jantar ao espaço Bamboo Hotel para o grupo poder estar todo junto, pois um casal amigo não tinha conseguido pernoitar na Casa del Mar. O Bamboo Hotel é também um local espetacular, virado também para o Oceano Índico, onde nos deliciámos com as iguarias servidas num ambiente descontraído.

Nos dias seguintes (à exceção de um deles – ida a Upendo Beach) nas horas de baixa-mar aproveitávamos para caminhar ao longo do areal ou ir na direção do oceano. Nessa caminhada deliciávamo-nos a observar e fotografar: os vários barcos de pesca tradicionais atracados, os locais de cultura de algas, as mulheres a trabalhar nas respetivas plantações, crianças a brincar, pessoas a praticar kitesurf ou ainda a fazer passeios de barco.

Quando a preia-mar se fazia anunciar (com uma força desmesurada nos muretes dos hotéis localizados ao longo do areal), era toca a desafiar as ondas, nadar e desfrutar de momentos únicos naquelas águas transparentes e quentes, utilizando depois a água da piscina para refrescarmos um pouco.

A referir que as refeições foram também momentos divinais, tendo sempre como paisagem o mar! Oscilaram entre o nosso alojamento – Casa del Mar, uma nas proximidades da Casa del Mar no sentido sul – Peter Pan Beach, o Bamboo Hotel,

e Boho Social Zanzibar na manhã dedicada a Upendo Beach, localizado a alguns quilómetros a norte da praia de Jambiani,

tendo ido também à famosa ilha em frente, The Rock (à qual se tem acesso a pé com a maré baixa ou de barco com preia-mar).

Posto tudo isto, esgotámos os 3 dias num ápice, permanecendo, no entanto, todos os momentos na nossa mente! Se necessita “carregar baterias” e aprecia águas quentes, é um local a experimentar!

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