

se puder dedique 1 dia a dia e meio
A natureza ao longo da estrada de Transfăgărășan é tão linda sendo de tirar o fôlego e algo imperdível numa roadtrip pela Roménia. É a segunda maior estrada pavimentada no país após a Transalpina.

A estrada de Transfăgărășan ou DN7C é uma estrada de montanha que atravessa o sul da cordilheira dos Cárpatos. Estende-se por 90 km entre os picos mais altos do sul das montanhas dos Cárpatos, ligando as regiões históricas da Transilvânia e da Valáquia. A estrada é considerada uma das rotas de condução mais sinuosas mas também mais espetaculares do mundo, com suas curvas íngremes e vistas deslumbrantes das montanhas e vales circundantes. É também famosa pela presença de ursos selvagens.
A estrada de Transfăgărășan ou DN7C tem início cerca de 40 km a leste de Sibiu, próximo de Cartisoara, e desce para sul até Curtea de Arges.
Se o seu ponto de partida fôr Sibiu fará 48 km na A1/E81 (45 min) e a cerca de 4 km de Cartisoara tem início a famosa estrada de montanha DN7C. Após ter percorrido cerca de 30 km alcança o Lago Balea, que é um lago glaciar cercado por montanhas. É o ponto mais alto da estrada Transfăgărășan a 2034 metros acima do nível do mar.
| TRAJETO com início em Sibiu até Bucareste Sibiu – Cartisoara – Lago Bâlea (77 km – 1h 30 min) Lago Bâlea – Lago e Barragem Vidraru – Curtea de Arges – *Poenari – Bucareste (300 km – 4 h) |
| TRAJETO com início em Bucareste até ao Lago Bâlea Bucareste – Lago Bâlea (300 km – 4h) Bucareste -* Poenari – Curtea de Arges – Lago e Barragem Vidraru e Lago Bâlea |
*Cidadela de Poenari – fortaleza do lendário príncipe Vlad, o Empalador (Drácula)
(está atualmente em reparação, não se podendo visitar o interior)
P:S. – Ter em atenção que a estrada Transfăgărășan encerra no outono/inverno sendo o acesso ao Lago Bâlea possível apenas pelo teleférico de Bâlea.
A NOSSA EXPERIÊNCIA


1º DIA – de Sibiu ao início do Lago Vidraru
Saímos de Sibiu pela manhã, sendo nossa intenção dedicar o dia à estrada de montanha, querendo começar pela Cascata Bâlea. Apesar de termos pedido ao Google Maps e Waze a Cascata Balea, acontece que estavam sempre a refazer o trajeto, mas sem sucesso.
Fomos circulando devagar e observando a paisagem e um pouco depois de Cârţişoara e tendo já feito 1 ou 2 paragens, apercebemo-nos então que de uma curva bastante acentuada saía uma ruela com algumas bancas. Decidimos entrar por aí de carro. Estacionámos e começámos a explorar a zona. Rapidamente percebemos que uma das casas correspondia à estação inferior do teleférico de Bâlea.


Vagueámos por ali tendo visto informações de trilhos que nos levariam à Cascata Bâlea (1/2 hora) e ao Lago Bâlea (2 – 2 1/2 h ou 4- 41/2 h). Após isso era toca a começar a caminhar. Ainda fizemos um pouco do trilho mas como era a subir e muito pedregoso, acabámos por desistir. Retomámos a estrada tendo continuado a subir a montanha, no sentido sul.


Fizemos nova tentativa para chegar à Cascata mas de acordo com as informações do Google Maps e Waze percebemos que não a conseguíamos alcançar de carro. Esquecemos esse pormenor e fomos parando aqui e acolá, gozando a beleza da sinuosa estrada de Transfăgărășan, a qual ia oferecendo paisagens de nos deixar de queixo caído, ao longo da subida.



Quando atingimos uma zona mais ou menos plana com parques de estacionamento de um e outro lado da estrada e cabanas, percebemos que estávamos perante algo que merecia a nossa atenção: era nem mais nem menos que o famoso Lago Bâlea.




Colocámos o carro num dos parques de estacionamento (pago) e dirigimo-nos para o lago, sem, no entanto, não poder esquecer que os nossos estômagos reclamavam. Íamos gozando aquela paisagem impressionante com a montanha e as cabanas refletidas na água, o que tornava o cenário ainda mais idílico e recordando as pesquisas feitas, verificámos que queríamos muito almoçar no restaurante Cabana Bâlea Lac, mesmo à beira do lago.

Antes de nos instalarmos nesse espaço, ainda aproveitámos para subir mais um pouco a pé, com o intuito de obter uma perspetiva superior da estrada Transfăgărășan e ir junto da Telecabina, pois a nossa intenção era fazer um trajeto de teleférico após o almoço. Seria uma descida de cerca de 800 metros. Verificámos que não estava em funcionamento devido a algumas reparações.
Dirigimo-nos então para o local onde iríamos reconfortar os estômagos e gozar o lago durante a refeição. Se quiséssemos, após o almoço, poderíamos ainda ter atingido mais uns quantos metros de altura, fazendo uma caminhada. Representaria um grande sacrifício pois era uma subida muito íngreme e com um piso bastante irregular e pedregoso!
Voltámos ao carro. Esperava-nos um túnel e apesar de a partir daquele ponto a estrada começar um percurso descendente, a paisagem era colossal também pois as curvas continuavam e haviam cascatas a abrilhantar ainda mais o trajeto! Fizemos também umas quantas paragens para apreciar aquelas maravilhas da natureza.
Após alguns quilómetros chegámos ao local tranquilo onde iríamos pernoitar – Hotel Piscul Negru, no meio do verde. No ato do check-in perguntámos ao rececionista o que havia por perto. Mencionou uma Cascata (Capra), o lago e barragem Vidraru e também a hipótese de ao longo dessa estrada podermos ver ursos. Como ainda era cedo aí íamos nós nessa aventura. E não é que vimos uma família de ursos?! Não há palavras para descrever momentos como esses! É claro que os captámos para todo o sempre fotografando-os e filmando-os. Continuámos a deliciar-nos tendo como paisagem: o verde, a água do lago Vidraru e por vezes casario na outra margem do lago refletido nas suas águas e um pôr do sol a abrilhantar ainda mais o cenário. São momentos que enchem a alma. Como se percebeu o dia estava a declinar e era hora de regressar ao alojamento onde iríamos jantar e pernoitar.


2º DIA – Da montanha até Curtea de Arges (e trajeto até Tulcea)
Seria o dia mais picado da nossa viagem (mais de 600km)!
No dia seguinte iríamos repetir parte do trajeto até ao lago Vidraru pela estrada DN7C, dando continuidade até à Barragem, fazendo aí uma paragem para registar alguns momentos.


Sabendo, no entanto, que nos esperavam cerca de 2 horas e meia (83 km) até atingirmos Curtea de Arges com o intuito de visitar o Mosteiro, e que muitos mais quilómetros esperavam por nós, era toca a acelerar o “passo”!
Valeu a paragem em Curtea de Arges pois o complexo de Igreja e Mosteiro são de uma beleza e riqueza estonteantes!





Como prosseguimos viagem no sentido de Bucareste, tendo passado perto de Pitesti, fazendo sempre a mesma estrada, concluímos com sucesso uma das estradas mais panorâmicas e sinuosas do mundo – a famosa estrada de Transfăgărășan ou DN7C !
Recomendamos vivamente a experiência!