Hungria – Budapeste

A Hungria é um país localizado no leste do continente europeu, fazendo fronteira com os seguintes países: Eslováquia (a norte), Ucrânia (a nordeste), Roménia (a leste e sudeste), Sérvia (ao sul), Croácia (a sudoeste) e Eslovénia e Áustria (a oeste).

A sua capital Budapeste, possui uma história rica que remonta a séculos, tendo sido habitada desde os tempos pré-históricos. É atravessada por um dos rios mais importantes da Europa, o Danúbio (que percorre cerca de 420 km em território húngaro), contribuindo para que esta seja uma cidade fenomenal.

A capital húngara está, assim, dividida em duas partes pelo rio Danúbio: Buda a oeste, com as suas colinas panorâmicas, vários banhos termais (dos quais se destacam as termas Gellért), o majestoso Castelo de Buda/Palácio Real e muito mais;

Peste a leste, mais movimentada, sendo de referir o seu famoso Parlamento, a Basílica de Santo Estevão, a Avenida Andrássy, a Praça dos Heróis, as famosas Termas Széchenyi e uma imensidão de edifícios de vários estilos arquitetónicos, entre outros pontos de interesse.

A cidade foi oficialmente fundada em 1873, quando as cidades de Buda, Óbuda (cidade histórica da Hungria) e Peste foram unidas para formar a cidade moderna. Budapeste é rica em cultura, história e gastronomia e com uma atmosfera única e encantadora contribuindo o rio Danúbio grandemente para esse efeito.

A – GENERALIDADES
Fuso Horário
Moeda
Língua
B – INFORMAÇÕES ÚTEIS
Quando Ir
Como alcançar Budapeste
De carro, de comboio
De avião
Como ir do Aeroporto
Como se deslocar na cidade
C – O QUE VISITAR/FAZER
Quantos dias
Locais de Interesse:
do lado de Buda (Cidade Alta)
Bairro do Castelo
A Cidade Velha
A Colina Gellért e Tabán
O Norte do Castelo
do lado de Peste (Cidade Plana)
Parlamento e Arredores
O Centro de Peste
Arredores de Városliget
Ilha Margarida
Pontes sobre o Danúbio
D – RESTAURAÇÃO
E – A NOSSA EXPERIÊNCIA

A – GENERALIDADES

FUSO HORÁRIO

1 hora mais tarde que em Portugal (GMT+1)

MOEDA

Forint – HUF
conversão – 1€ = cerca de 380 HUF ( janeiro de 2024)
1 EUR = 380,58 Forint HUF – 18 de jan. 2024
1,00 Forint húngaro =0,0026 Euro
https://www.xe.com/pt/currencyconverter/

Logo que chegar ao aeroporto levante Forints numa máquina ATM para ter moeda local para pequenos pagamentos. Sempre que usar cartão de crédito pagará taxas, a menos que possua o cartão Revolut.

LÍNGUA

A língua oficial é o húngaro, sendo difícil de compreender, escrever e pronunciar. No entanto, como a Hungria é um país muito visitado, o povo húngaro fala e entende geralmente o Inglês.

B – INFORMAÇÕES ÚTEIS

QUANDO IR

Se quiser evitar o calor e o frio, a melhor altura para visitar Budapeste são os períodos de transição entre o verão e o inverno. Nós fomos no final de outubro e o clima estava semelhante ao de Portugal: um pouco mais frio e chuvoso mas com temperaturas razoáveis.

COMO ALCANÇAR BUDAPESTE

É possível chegar de avião, comboio ou carro dependendo do seu ponto de partida.

Se a ideia for explorar apenas Budapeste, o meio aéreo é o mais rápido e direto.

DE AVIÃO

Várias são as companhias aéreas que operam para Budapeste: Wizz Air, Lufthansa, KLM entre outras.

A Wizz Air (low cost húngara) tem voos diretos (mas não diariamente) Lisboa – Budapeste com a duração de cerca de 4h.

A Lufthansa, a KLM e outras demais têm voos com 1 escala representando isso 6 a 7 horas de viagem e preços um pouco mais altos.

COMO IR DO AEROPORTO

O aeroporto internacional de Budapeste – Aeroporto Ferenc Liszt (BUD) fica a cerca de 25 km do centro da cidade, significando isso 30 a 40 minutos (de transfer ou táxi). Há várias opções para chegar ao centro da cidade:

Autocarro
Comboio (direto ou c/ 1 transferência)
Transfer – MiniBUD (airport shuttle services)1 px – 3080 HUF cerca de 12,50€
Táxi 60.000 HUF = 40€
A nossa experiência pautou-se por transfer para a cidade e táxi para o aeroporto
COMO SE DESLOCAR NA CIDADE

Os transportes públicos funcionam muito bem e com regularidade. Tem ao dispor: o metro, o autocarro, o elétrico e ainda o barco. Há a possibilidade de adquirir um passe para 1 ou para vários dias. Pode consultar a App BudapestGO ou dirigir-se a uma estação.

Pode-se também adquirir um bilhete de um, dois ou 3 dias City Sightseeing Budapest Hop On – Hop Off o qual dá direito a circular de autocarro das 9 às 18h e ainda de barco (percurso de 1 hora).

C – O QUE VISITAR/ FAZER

Deve-se fazer sempre um estudo prévio e considerar quais os pontos de interesse que se gostaria de conhecer e os locais a visitar.

QUANTO DIAS

2 a 3 dias apenas os principais pontos de interesse, incluindo um cruzeiro de 1h no rio Danúbio
4 a 5 diasprincipais pontos de interesse da cidade incluindo a Ilha Margarida e entradas nalguns museus e termas

PONTOS DE INTERESSE

A cidade de Budapeste está dividida em duas partes pelo rio Danúbio: BUDA e PESTE

Principais locais de interesse do lado de BUDA – Cidade Alta:

(BAIRRO DO) CASTELO (Budai Vár)
antiga fortaleza que abriga o Palácio Real
oferece vistas deslumbrantes da cidade
o acesso pode ser feito de funicular, a pé por uma escadaria ou de autocarro
– Palácio Real:
a versão atual do Palácio é uma reconstrução do séc. XIX
– Portão Ornamental
– Estátua do Príncipe de Sabóia
Galeria Nacional Húngara:
inaugurada em 1957 aloja uma coleção completa da arte húngara desde a Época Medieval até ao séc. XX
Fonte Mátyás:
situada no pátio noroeste do Palácio Real, cuja estátua é dedicada ao grande rei renascentista Matyás
– Portão do Leão:

deve o seu nome aos 4 leões que estão de sentinela
– Biblioteca

Labirinto do Castelo de Buda (Budavári Labirintus):
sistema de cavernas subterrâneas que possui uma rica história.
CIDADE VELHA
Igreja Mátyás :
igreja histórica com uma arquitetura impressionante (neogótica), localizada perto do Bastião dos Pescadores.
Estátua de Santo Estevão
Bastião dos Pescadores (Halászbástya):
estrutura neogótica com torres brancas (que procuram simular as tendas das 7 tribos que fundaram a cidade) e varandas que oferecem 1 das melhores vistas panorâmicas sobre Peste e o Danúbio.
Praça da Santíssima Trindade
Buda Tower:
torre remanescente da Igreja de Stª Madalena

COLINA GELLÉRT E TABÁN
Colina Gellért (Gellért-hegy):
colina com o Monumento da Libertação com vistas incríveis para a cidade
– Monumento Gellért e Colunata semi-circular:
sobranceiro à Ponte Isabel pode ser praticamente visto de qualquer ponto da cidade; a iluminação à noite ainda o realça mais!
Cidadela de Budapeste (Citadella):
fortaleza na Colina Gellért que também oferece vistas panorâmicas espetaculares
Termas Gellért (Gellért Fürdő):
complexo termal e de banhos estilo art nouveau com uma decoração magnífica
– Igreja da Gruta:
na vertente sul da colina Gellért, próximo do Hotel Gellért e das Termas

O NORTE DO CASTELO (zona de Buda junto ao Danúbio)
Igreja Calvinista de Budapeste (Nagytemplom):
uma das maiores igrejas reformadas da cidade, com uma arquitetura impressionante e um telhado coberto com telhas coloridas
– Igreja de Stª Ana:
tem um interior surpreendente com características dos finais do Período Barroco
– Igreja de Sta Isabel:
púlpito barroco
– Marginal do Danúbio
:
interessante fazer uma caminhada ao longo da marginal no sentido da Ilha Margarida, com o Parlamento em destaque do lado de Peste e a Ponte Margarida



Principais locais de interesse do lado de PESTE – Cidade Plana:

PARLAMENTO E ARREDORES
– Parlamento – (estação de metro Kossuth tér)
– Memorial dos Sapatos

Estátua do Poeta Attila József
Memorial a Imre Nagy
– Praça da Liberdade

Palácio Gresham
Praça Roosevelt
– Basílica de Sto Estevão – (estação de metro Deák Ferenc tér)

O CENTRO DE PESTE
Ópera (estação de metro com o mesmo nome)

Bairro Judeu
Grande Sinagoga
Memorial do Holocausto

Palácio Nova Iorque (café e restaurante) – (estação de metro Blaha Lujza tér)

Arredores da Váci Utca (rua Váci) – (estação de metro Ferenciek tere)
Váci Utca – rua comercial
Praça Vörösmarty
Palácios Klotild
Igreja Paroquial da Baixa da Cidade
Mercado Central
Estátua da Princesinha

ARREDORES DE VÁROSLIGET – (estação de metro Hósók tere)
Avenida/ Rua Andrássy
– Praça dos Heróis
– Museu de Belas Artes
– Palácio da Arte

Parque Városliget
– Termas Széchenyi

– Castelo Vajdahunyad

Estátua do Desconhecido
– Museu Etnográfico
ILHA MARGARIDA
– Monumento do Centenário
(junto à Ponte Margarida)
erigido em 1973 para comemorar o centenário da unificação de Buda, Óbuda e Peste
– zona de lazer e de desporto
PONTES SOBRE O DANÚBIO
Existem 8 pontes principais que ligam as margens de Buda e Peste
As mais notáveis são:
 . Ponte das Correntes (Szécjenyi Lánchid)
 . Ponte da Liberdade (Szabadság Híd)
 . Ponte Margarida (Margit Híd)
  – de norte para sul
Ponte Margarida – (amarela) é uma ponte de três vias ligando Buda e Peste através do Danúbio e ligando a Ilha Margarida às margens. É a segunda mais antiga de Budapeste (1876). Tem um comprimento total de 608 m.
Ponte das Correntes (estátuas de leões)- construída em 1839-49; tem 380 m de comprimento e é suportada por 2 torres.
Ponte Isabel – (branca) construída entre 1897 e 1903 (na altura era a ponte suspensa + comprida do mundo). Destruída em 1945, foi reconstruída na sua forma atual.
 Ponte da Liberdade – (verde) foi construída entre 1894-9 . A sua traça original foi mantida aquando da sua reconstrução depois da 2ª Guerra Mundial. O cimo da ponte está decorado com os turul (lendários pássaros húngaros ) e escudos reais .                                    
Ponte Petöfide 1937, é a segunda ponte pública mais meridional de Budapeste.
Ponte Lágymányosi ou Rákóczi é a ponte mais moderna e mais a sul de Budapeste. A construção da ponte em viga de aço foi iniciada em 1992 e inaugurada em 1995.

D- RESTAURAÇÃO

Apesar de termos feito pesquisa antes da viagem relativamente a locais onde regalar os estômagos, considerámos que seria mais fácil pautarmo-nos pelos restaurantes que se encontravam perto deste ou daquele ponto de interesse, na hora das refeições. Gostámos sempre dos espaços e das iguarias.

.Nonloso Bistro
.Hung(a)ry Magyar
.Parasztkonyha
perto da Basílica
Europa Caffee – Kavezorua comercial – Vaci Utca 45
Pick Bistro & Deliperto do Parlamento
Fóórségperto do Palácio Real (Bairro do Castelo)
Vigadó Bistroperto do Hotel Intercontinental (virado para o rio Danúbio)

A gastronomia húngara é conhecida pela sua riqueza de sabores e influências diversas, fazendo a carne, a paprika e a cebola parte da maioria dos pratos. Aí se enumeram os pratos com maior relevância:

Goulash – considerado o principal prato do país. Consiste num ensopado feito de carne cozida com pimentão, tomates, cenoura, batata, temperos e muita paprika, que lhe confere uma cor forte e bonita. Pode ser servido num pequeno tacho, num prato de sopa ou ainda dentro de um pão.

Chicken Paprikash é um prato húngaro clássico que consiste em frango cozido num molho rico e cremoso de leite e paprika. É servido tradicionalmente com nokedli (massa similar a gnocchi).

Lecsó ragu ou ensopado húngaro de vegetais grossos que tradicionalmente contém pimentão amarelo, tomate, cebola, sal e paprika doce moída e/ou picante como receita base.

Lángosparece uma pizza com um tamanho mais pequeno. É uma espécie de pão frito ou assado tendo muitas opções de cobertura (alho, queijo e/ou creme azedo …)  É uma opção popular de rua.

E – A NOSSA EXPERIÊNCIA

– fim de outubro de 2023 –

DIA DEDICADO À CHEGADA A BUDAPESTE

Considerando que devido a condições atmosféricas adversas o voo da KLM Lisboa- Amsterdão atrasou não tendo permitido fazer a ligação esperada (Amsterdão – Budapeste) no timing previsto inicialmente, chegámos ao hotel por volta da meia-noite, não tendo havido quaisquer hipóteses de contactar minimamente com a cidade. (No ato da reserva do hotel o Booking apresentava a hipótese de se ir de táxi por 27€. Acabámos por aderir. Como o voo atrasou tivemos que cancelar a reserva). Quando chegámos ao aeroporto adquirimos o bilhete no balcão da empresa MiniBUD (12,5€/pessoa). Foi uma boa experiência. Ficámos alojados no Hotel Regnum Residence (do lado de Buda) a cerca de 6 minutos do metro ou do elétrico.

1º DIA

Após o pequeno almoço no hotel estávamos prontos para começar a desbravar a cidade de Budapeste.

DIA DEDICADO ESSENCIALMENTE A PESTE

Como a previsão era de alguma chuva, acabámos por comprar um bilhete (de 1 dia) de Hop on Hop Off (na receção do hotel) que dava direito a autocarro e barco entre as 9 e as 18 horas. Foi muito interessante pois ficámos, desde logo, com uma boa noção da cidade.

Saímos nalguns locais, tendo sido o primeiro deles a Basílica de Santo Estevão, que é um edifício majestoso e que se impõe do lado de Peste. O seu interior é deslumbrante também.

(No ato da visita à Basílica apercebemo-nos de que nessa noite iria haver 1 concerto de orgão de tubos. Ficámos desde logo entusiasmados com a ideia. Depois de no interior termos contemplado o orgão começámos desde logo a imaginar o som proveniente de tal maravilha. É claro que não conseguimos resistir à tentação e adquirimos bilhetes para o concerto).

Depois de nos termos deliciado nas ruas em redor da basílica, retomámos o Hop on Hop Off tendo avistado por alguns momentos o lado de Buda, passado por alguns locais interessantes, entre eles a famosa Ponte das Correntes, a Grande Sinagoga e a Ópera.

O autocarro fez depois uma paragem de 15 minutos na Praça dos Heróis. Apesar de alguma (muita!) chuva demos um giro para registar o local.

De seguida e porque tínhamos ficado empolgados com a oferta de restaurantes em redor da Basílica, fomos de metro e saímos nas suas proximidades, em Bajcsy-Zsilinsky út. O nosso primeiro contacto com a cozinha húngara foi no restaurante Nonloso Bistro. Gostámos da experiência – pelo espaço e iguarias. Ficaram-nos na memória a sopa goulash e a cerveja húngara Dreher.

Após o almoço dirigimo-nos a pé para a marginal do Danúbio, gozando uma imensidão de edifícios lindíssimos, sendo alguns do estilo secessão, para desfrutarmos de um passeio de barco ao longo do rio Danúbio (incluído no bilhete Hop on Hop Off). Foi uma viagem de encher a alma! Tínhamos dificuldade em saber para onde dirigir os nossos olhares e cliques para o lado de Buda

ou de Peste!

Como tínhamos feito pesquisa dos locais de interesse de um e do outro lado da cidade, à medida que o barco se deslocava íamos reconhecendo e claro, captando essas maravilhas todas que surgiam perante nós!

Tendo a viagem de barco terminado por volta das 17h ainda podíamos usar o autocarro durante mais algum tempo. Assim fizemos.

Não tendo ainda feito o percurso do lado de Buda, entrámos no ponto 13 (perto da Ponte Isabel) e foi interessante pois atravessámos a Ponte da Liberdade no fim da qual tínhamos o Hotel Gellért e olhando para cima pudemos observar a colina Gellért com o seu famoso Monumento da Libertação, ver mais de perto o Palácio Real, os pináculos da Igreja Mátyás, a Igreja Luterana, a Igreja de Sta Ana, o complexo da Igreja Sta Isabel, a marginal do lado de Buda bem como a outra margem do Danúbio com destaque para o Parlamento, para a Basílica de Sto Estevão e uma imensidão de edifícios já iluminados. “Tarefa concluída”!

Tendo descido perto do Parlamento aproveitámos esse facto para consumirmos mais umas quantas películas pois é um edifício viciante a qualquer hora.

Como tínhamos o compromisso do concerto de orgão na Basílica de Sto Estevão, pelas 19.30, passámos pela Praça da Liberdade, tendo ficado deslumbrados com os edifícios em seu redor. Ainda conseguimos gozar a iluminação dos edifícios e da Basílica antes de algo que ficará para sempre nas nossas memórias: os sons maravilhosos dos instrumentos e da voz de uma soprano!

De seguida fomos experimentar um outro restaurante (nas imediações)- Hung(a)ry, -mais uma experiência fabulosa.

2º DIA

MANHÃ E TARDE (até às 16h):
BUDA – Palácio Real; Igreja de Mátyás
RESTO DA TARDE:
PESTE – Cruzeiro; Centro – Praça Vörösmarty e Vaci Utca

Como ainda íamos estar mais 3 dias em Budapeste e a cidade tinha muitos pontos de interesse, não ficando todos reunidos numa área pequena, decidimos comprar um bilhete/passe para esses dias.

Estávamos empolgados pois hoje iríamos explorar a “Cidade Alta”, ou seja Buda. Fomos de transporte até à Praça Adam Clark (Clark Ádám tér) – ao pé do Túnel e da Ponte das Correntes – e aí começámos a nossa reportagem fotográfica. Ficámos indecisos: ir de funicular até à zona do Castelo/Palácio Real ou ir pelas escadas (do lado esquerdo do funicular). Optámos por ir fazendo a escadaria, e não nos arrependemos pois assim parávamos onde nos apetecia e íamos captando perspetivas diferentes ao longo da subida.

Apesar de já termos contemplado o Palácio Real várias vezes, agora íamos apreciá-lo de perto bem como a zona circundante. Tudo era de uma imponência absoluta.

Deambulámos por ali apreciando não só o que estava perto de nós como também a maravilhosa Cidade Plana – Peste ou ainda…

a Colina Géllert.

Um dos edifícios que fazia parte do complexo do Castelo/Palácio Real era a Galeria Nacional Húngara. Propusemo-nos visitá-la pela coleção de pinturas que oferecia. Após termos gozado momentos de cultura e arte, muito mais tínhamos para descobrir: a Fonte Mátyás,

o Portão do Leão, a Biblioteca … Almoçámos no restaurante Fóórteg, perto da fonte Mátyás, num edifício lindíssimo e com iguarias saborosas.

Fomos até à zona da Igreja de Mátyás e do Bastião dos Pescadores tendo registado o momento, mas o tempo urgia pois tínhamos o compromisso do cruzeiro no rio Danúbio pelas 17.30 e ainda estávamos a algum tempo de alcançarmos o local de partida, do lado de Peste perto da Ponte Isabel.

Apanhámos o autocarro 16 (na praça perto da igreja Mátyás) até à Praça Adam Clark (imediatamente depois do túnel) e como a Ponte das Correntes ficava no nosso encalce, fizemo-la a pé.

É uma experiência que vale a pena, pela ponte em si e pela envolvência. Depois fomos caminhando ao longo da margem do Danúbio (para o lado direito), já do lado de Peste até alcançar o cais donde saía o cruzeiro. Apesar de já termos passado por essa experiência no dia anterior como era mais tarde, a luminosidade era outra, dando ainda mais realce aos edifícios. Foi uma experiência divinal outra vez!

Terminámos o passeio de cruzeiro pelas 18h e 30 minutos e ainda queríamos tirar partido do resto do dia. Fomos ao longo da marginal (tendo a Ponte Isabel ficado nas nossas costas) até ao nível de (da Praça Vigadò) Vigadò tér e depois dirigimo-nos para a (Praça Vörösmarty) Vörösmarty tér. Ao longo da caminhada fomos apreciando uma imensidão de edifícios dignos de nota. A Deák Ferenc Utca e a Váci Utca, são um autêntico “centro comercial ao ar livre” apresentando uma coleção incalculável de lojas com todo o tipo de ofertas, muitas delas de marcas internacionais e outras de artigos típicos.

Acabámos por jantar naquela zona, na esplanada do Europa Caffee – Kavezo.

3º DIA

MANHÃ:
ARREDORES DE VÁROSLIGET – Museu de Belas Artes, Castelo Vajdahunyad, Termas Széchenyi
TARDE:
PESTE – Bairro Judeu, Mercado, Igreja da Baixa Cidade, Vigadò tér, marginal do Danúbio
BUDA– Termas Gellért, Igreja da Gruta + Ponte da Liberdade (liga as 2 margens)

Bom … com um passe ativo aí íamos nós! Fomos de metro até à estação Hósók tere (Praça dos Heróis), uma vez que a decisão do primeiro momento recaía na visita ao Museu de Belas Artes (à nossa esquerda ao chegar à Praça dos Heróis) pois para além de outras ofertas tinha uma exposição temporária do célebre pintor Rénoir.

Foi enriquecedor na medida em que tinha informação sobre a sua vida, do mundo da altura e uma coleção riquíssima de quadros seus. Valeu a pena.

A seguir queríamos desfrutar de momentos descontraídos ao ar livre. Estando pertíssimo de Városliget ou Parque da Cidade foi só atravessar a ponte (ao pé do Museu e da Praça dos Heróis) e começar a gozar a tranquilidade do local. Começámos pelo maravilhoso Castelo Vajdahunyad que contém vários estilos arquitetónicos. Passámos pela famosa Estátua do Desconhecido

e fomos andando ao longo do parque no sentido das famosas termas de Széchenyi. Apesar de não termos passado pela experiência dos banhos, demos um giro por ali tendo apreciado as suas imediações e o edifício, tanto o exterior quanto o interior. É de uma beleza impressionante.

Depois desses momentos e como tínhamos pensado explorar mais um pouco de Budapeste, dirigimo-nos para a zona da Basílica de Santo Estevão pois possui uma oferta muito rica e variada a nível de restauração e seria um bom ponto de partida para conhecermos outros pontos de interesse. Repetimos a experiência gastronómica no restaurante Nonloso Bistro, desta vez na esplanada pois o tempo estava agradável e provámos uma sobremesa de origem austríaca (Kaiserschmarrn: deliciosos pedaços de “panquecas” caramelizados).

A seguir ao almoço queríamos ir para o Bairro Judeu. Antes de alcançar esse local passámos pela Madách Imre Square onde se situa a famosa estátua da Princesa Sissi. Poucos metros adiante tínhamos perante os nossos olhares o lindo edifício da Sinagoga. Passámos também ao pé do Monumento ao Holocausto e penetrámos em ruas e ruelas do Bairro Judeu.

Fomos andando e quando chegámos à Károly krt (nas proximidades do Danubius Hotel Astoria) apanhámos um autocarro que nos conduziu ao lado de Buda para apreciarmos o Hotel Gellért (o seu exterior, pois como está em restauração não foi possível visitar) a uma hora diferente, bem como as suas Termas. As zonas de acesso aos vários espaços dos banhos era visitável, apresentando um estilo arquitetónico em art noveau com o teto em vidro, com vitrais coloridos deixando passar a luz. Mesmo que não vá a Banhos não perca a hipótese de entrar para apreciar o teto e toda a sua envolvência.

Como muito perto dali fica a Igreja da Gruta ainda demos uma olhada, mas estávamos empolgados em fazer a Ponte da Liberdade a pé, a fim de podermos observar Buda e Peste de outra perspetiva e ao fim do dia com algumas luzes já acesas e a fazer realçar ainda mais a beleza da cidade. Adorámos a experiência.

Já do lado de Peste vimos e tirámos apenas fotografias (porque era domingo e estava fechado) ao lindo edifício do Mercado Central, em estilo neogótico com as suas entradas ornamentadas e telhados coloridos, e como nas imediações era a Igreja Paroquial da Baixa Cidade, o edifício mais antigo de Peste (início do séc. XI), apreciámos o seu exterior e interior.

Após isso fomos caminhando ao longo da marginal do Danúbio e apreciando a paisagem e monumentos, passámos pela Vigadò tér, sendo nossa intenção encontrar a célebre Estátua da Princesinha (fica nessa zona, à beira do rio).

Apanhámos o elétrico 2que acompanha o Danúbio e é considerada uma das carreiras de elétrico mais interessantes da Europae descemos em frente do Parlamento, tendo descido alguns degraus onde observámos a estátua do poeta Attila Józef.

Estava na hora onde decidir jantar. Fomos ao restaurante Parasztkonyha na Oktober ut., perto da praça Hild (Tér) (não muito longe da zona da Basílica de Santo Estevão). Tinha uma decoração lindíssima e comida tradicional muito bem confecionada.

4º DIA

DIA DEDICADO A BUDA E A PESTE
MANHÃ:
BUDA – CIDADE VELHA – Igreja Mátyás, Bastião dos Pescadores e Buda Tower
RESTO DA MANHÃ E TARDE:
PESTE – Mercado Central, Arredores do Parlamento, Praça dos Heróis, Museu Etnográfico, New York Café, Vörösmarty tér e marginal do Danúbio

Como a zona de Buda tem muito para oferecer e não tínhamos conseguido ver todos os pontos de interesse que queríamos, decidimos dedicar mais algum tempo à Cidade Velha. Fomos até à Praça Adam Clark e depois apanhámos o autocarro 16 que nos conduzia até à Praça da Igreja Mátyás e Bastião.

Pode escolher: se quiser observar o Bastião de baixo para cima e depois subir alguns degraus, fique na paragem antes de chegar ao topo ou então saia na Praça junto da igreja. Nós optámos pela 2ª hipótese. Revimos a magnitude da Igreja Mátyás incluindo a sua torre que parece tocar o céu

e depois, com menos gente do que da outra vez, virámos a nossa atenção para o Bastião dos Pescadores. É algo imponente de qualquer ângulo, permitindo uma vista fabulosa para o lado de Peste, com a sua majestosa marginal sendo de realçar o edifício do Parlamento, a Basílica de Stº Estevão bem como uma imensidão de edifícios interessantíssimos. Descemos alguns degraus para podermos observar o Bastião e as suas torres de um ângulo inferior! Este é um bonito local de eleição para sessões fotográficas. É difícil tomarmos a decisão de sair de locais como este!

Mas ainda queríamos deambular por ali e ver pelo menos a Buda Tower ou seja o que resta da antiga Igreja de Santa Madalena.

Depois disso fizemos a rua que nos conduziu de novo à Praça da Igreja Mátyás para apanhar o autocarro 16 para a Praça Adam Clark. Nesse ponto apanhámos o elétrico tendo passado perto do Hotel Gellért, com o intuito de passar para o lado de Peste (pela Ponte da Liberdade), tendo saído logo a seguir para visitar o Mercado Central. O edifício é muito interessante tendo uma oferta muito rica.

Após isso dirigimo-nos para as proximidades da Ponte da Liberdade para apanhar o elétrico 2 e descemos em frente ao Parlamento. Fomos até à marginal para contemplar o Memorial dos Sapatos.

A seguir caminhámos pela zona do Parlamento e almoçámos num restaurante em frente ao mesmo – Pick Bistro & Deli. Ainda queríamos explorar mais um pouco dessa zona. Fomos no sentido da ponte Margarida para ver o monumento Ponte de Imre Nagy.

Depois disso invertemos o sentido tendo passado ao pé de uma praça pequena – Kossuth Lajos Tér (ao pé do Parlamento) e dirigimo-nos para a Praça da Liberdade, a qual tem para oferecer uma série de edifícios interessantes, estátuas e o Monumento dos libertadores russos.

Depois seguimos para a Belgrád Rakpart, à beira do Danúbio e lá nos deliciámos mais uma vez com a Estátua da Princesinha, com a intenção de apanhar o elétrico.

Fomos observando os locais ao longo do trajeto e saímos na Praça dos Heróis para a apreciar, desta vez sem chuva! É uma praça imponente, com uma dimensão fora do comum e com uma localização esplêndida!

Estando de frente para ela temos do lado direito o Palácio da Arte e à esquerda o Museu de Belas Artes. Atravessando a Praça, encontramos o Parque da Cidade e o Castelo Vajdahunyad. Nas imediações, fica também o Museu Etnográfico e o seu magnífico “telhado” convertido em jardim cuja forma lembra um enorme skatepark.

Tínhamos vontade de espreitar o famoso New York Café, beber algo e apreciar a beleza do seu interior. Fomos até lá de metro e saímos em Blaha Lujza tér.

Deparámo-nos com uma fila “considerável” nunca imaginando que seria necessário ter feito reserva. Desistimos (não antes de tirar umas quantas fotos). Optámos por voltar à Vörösmarty tér e satisfazer a curiosidade de observar a cidade de um ponto alto, o Sky Bar St. Andrea, perto do Hard Rock Café, e tomar uma bebida.

Após esses momentos de descontração fomos caminhando até atingirmos a marginal e acabámos por jantar no restaurante Vigadó Bistro, perto do Hotel Continental, virado para o rio Danúbio.

5º DIA – MANHÃ

MANHÃ – BUDA: NORTE DO CASTELO E ILHA MARGARIDA

Bom … dia de check-out mas ainda com algumas horas para poder continuar a desfrutar e conhecer mais um pouco da maravilhosa cidade de Budapeste. Hoje iríamos “confessar-nos” dos pecados cometidos fazendo o périplo das igrejas da zona Norte do Castelo, sendo Fó Utca a principal artéria desta área da cidade. Não muito longe do nosso hotel ficava a Igreja dos Capuchinhos. Demos uma olhada e prosseguimos até alcançar as Igreja de Santa Isabel

e Santa Ana,

já perto do rio Danúbio, (no sentido da Ponte das Correntes). Andando mais um pouco começámos a ver a Igreja Calvinista, da qual se destaca desde logo o seu maravilhoso telhado coberto com telhas coloridas que lhe conferem uma beleza peculiar.

Estava chegado o momento de inverter o trajeto e começar a caminhar ao longo da marginal no sentido da Ilha Margarida, e ir desfrutando, mais uma vez, do lado de Peste – o Parlamento e outros edifícios, afirmando-se a Ponte Margarida cada vez mais próxima de nós.

Como ainda tínhamos algum tempo disponível decidimos caminhar ao longo da Ponte, aproveitando para observar mais de perto a Ilha Margarida.

Como no final havia um acesso pedonal e rodoviário que nos conduzia à ilha, aí íamos nós. Desde logo começámos a ver o Monumento do Centenário tendo nas suas proximidades uma fonte cujos repuxos dançantes chamavam a atenção de qualquer um!

Apesar da Ilha Margarida ter mais pontos para oferecer as nossas horas em Budapeste estavam em contagem decrescente! Utilizando a aplicação Bolt, chamámos um táxi que nos conduziu até ao restaurante que nós já tínhamos escolhido – Mandragóra (nas proximidades do nosso hotel). Adorámos a experiência pois tinha uma oferta variada e moderna de pratos tradicionais da cozinha  húngara.

Esgotados os últimos momentos, era ir buscar as malas ao hotel e apanhar um táxi que nos levasse até ao aeroporto, com a certeza porém de querer voltar outra vez àquela maravilhosa cidade!

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