se puder dedique 2 ou 3 dias








Quioto, localizada no centro-sul do país, foi durante mais de um milénio (de 794 a 1868) a capital da Corte Imperial do Japão, referida, ainda por vezes, como capital de mil anos. Após essa época foi substituída por Tóquio.
Apesar da cidade de Quioto ter sofrido guerras, incêndios e terramotos ao longo dos séculos, foi poupada da maior parte da destruição da Segunda Guerra Mundial, tendo sido também removida da lista de alvos da bomba atómica por intervenção pessoal do advogado, diplomata e político norte-americano Henry Lewis Stimson (Secretário de Guerra), uma vez que tinha tido contacto com Quioto na sua lua de mel e em visitas diplomáticas, considerou que deveria salvar aquele centro cultural.
Quando nos referimos a Quioto surgem desde logo 2 palavras: (as famosas) Gueixas e os tão afamados Kimonos! Isso quer dizer que não pode perder o bairro Gion (onde certamente poderá ver uma gueixa ou outra!) e uma rua repleta de lojas (local com a melhor oferta de kimonos) nos arredores do magnífico templo Kiyomizu-dera.
Quioto é uma das cidades mais bem preservadas do Japão contando com mais de 2 000 lugares religiosos, entre templos Budistas e santuários Xintoístas, sendo de referir o de Kiyomizu-dera e o de Kinkaku-ji entre outros, bem como palácios, jardins e arquitetura bem conservada.
| 1. | COMO CHEGAR A QUIOTO |
| 2. | COMO SE DESLOCAR NA CIDADE |
| 3. | ALOJAMENTO |
| 4. | LOCAIS DE INTERESSE |
| 5. | INFORMAÇÕES ÚTEIS |
| 6. | A NOSSA EXPERIÊNCIA |
1. COMO CHEGAR A QUIOTO
O aeroporto mais próximo de Quioto é o de Osaka* – Kaisai International Airport (a cerca de 50 km do centro da cidade). Situa-se a cerca de 100 km de Quioto e opera diversos voos internacionais diariamente. (Também pode alcançar Quioto aterrando em Tóquio mas aí estará a cerca de 600 km).
*Osaka é uma das principais portas de entrada no Japão e algumas empresas de turismo iniciam a visita ao país por esta cidade. (É a porta de entrada para a área de Kansai no Japão – inclui as cidades de Kobe, Osaka e Quioto).
Para alcançar Quioto a partir do aeroporto há várias opções: táxi, transporte partilhado, autocarro ou comboio. As 2 melhores opções com preços mais razoáveis são: autocarro (cerca 20€ -1h e meia) ou comboio (75 min – se tiver o JR Pass melhor será!).
Se pretender comprar o JR Pass consulte estes links para obter mais informações:
| P.S. – O JR Pass deve ser adquirido antes da viagem! Os links abaixo são bastante explícitos! https://www.japan-rail-pass.com/pt https://www.jrpass.com/buy-the-japan-rail-pass-online Usando o Japan Rail Pass, que pode trocar na bilheteira JR (horário de funcionamento 5h30 – 23h00), a maneira mais fácil e barata de chegar a Quioto é apanhar o comboio JR Airport Express Haruka. Parte de 2 em 2 horas (Chegará à Estação de Quioto em 75 minutos) Há outro comboio, chamado JR Rapid Train, que também vai para Quioto, mas demora um pouco mais (95 minutos). Existem duas outras maneiras de chegar a Quioto: de comboio com linhas privadas (Nankai e Kintetsu), ou de miniautocarro com o serviço shuttle van (passível o uso do JR Pass) |
OU AINDA…
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2. COMO SE DESLOCAR NA CIDADE
A partir da estação principal de Quioto, poderá chegar facilmente a todas as zonas da cidade, graças às linhas de metro locais, à rede de autocarros e às linhas ferroviárias JR.
| CARTÃO IC ( Suica, PASMO e ICOCA): como funciona o IC Card no Japão: em vez de comprar ingressos individuais para cada viagem, considere adquirir um cartão IC podem-se obter em qualquer estação e podem ser recarregados e usados em quase todos os comboios e autocarros em Quioto, economizando o seu tempo Para adquirir a versão padrão de Suica (por ex.) paga ¥1000, ¥2000, ¥3000, ¥4000, ¥5000 ou ¥10000 sendo que desse valor, ¥500 são referentes ao depósito (retornável) do cartão e o restante é convertido em saldo para uso. |
| Passe de METRO E AUTOCARRO de Quioto: se planeia usar o metro e autocarro extensivamente nesta viagem, considere comprar um passe de 1 dia para Quioto. Custa 1100 ienes e oferece viagens ilimitadas em todas as linhas |
| Descubra a linha JR Sagano: sua porta de entrada para as principais atrações de Quioto (Linha Sagano, a partir da Estação de Quioto até Saga-Arashiyama, é a melhor forma de aproveitar o seu Japan Rail Pass enquanto estiver em Quioto) A Linha JR Sagano é uma ferrovia popular para turistas que visitam Quioto, pois liga a Estação de Quioto a paragens importantes como Nijo, Uzumasa e Saga-Arashiyama. Correndo das plataformas 31 a 33 na estação de Quioto, é a melhor maneira de usar o seu Japan Rail Pass enquanto explora os principais pontos turísticos (Fushimi Inari Shrine, Kiyomizu-dera e Kinkaku-ji…) de Quioto. Como os comboios partem com frequência, pode-se embarcar e desembarcar facilmente para visitar atrações icónicas ao longo da rota. |
3. ALOJAMENTO
A zona da Estação de Quioto, é um bom local para pernoitar: tem muitos hotéis localizados nas proximidades (Kyoto Tower Hotel, Hotel Rihga Royal entre outros…) e aí pode-se chegar/partir facilmente de metro, comboio ou autocarro.
Para gozar verdadeiramente uma das tradições do Japão, considere ficar num ryokan (nós passámos por essa experiência perto de Hiroshima e adorámos!). Algumas das principais opções com excelente acesso incluem:
| www.ryokankyoraku.jp/en.index.html – perto da estação de Quioto |
| www.granviakyoto.com – dentro da estação |
| e www.aranvert.co.jp/en/ – perto da estação de metro Gojo |
A estação de Quioto é o centro de todos os transportes em Quioto, sendo também um importante bairro comercial onde há restaurantes para todos os gostos e bolsos.
4. LOCAIS DE INTERESSE (a não perder)
Quioto é uma cidade grande e de contrastes: impera o passado e o modernismo. Assim sendo devem-se selecionar os locais que despertam mais interesse ou considerados imperdíveis, de acordo com os gostos de cada um e com o tempo disponível.
É preciso ter em atenção que mesmo selecionando uns quantos pontos a visitar como não se encontram próximos uns dos outros, para rentabilizar o tempo, implica um estudo prévio para tentar fazer um esquema e definir o melhor circuito (por exemplo: explorar a cidade por regiões e dessa maneira conhecer as atrações de uma mesma área no mesmo dia) e começar o dia cedo pois as atrações fecham por volta das 17h.
Os principais pontos de interesse de Quioto são os seus templos e santuários, sendo imperdíveis os templos de: Kinkaku-ji e Kiyomizu-dera e o santuário Fushimi Inari-Taisha. Deixe-se, também, perder nas ruas do bairro Gion e ao cair da noite entre nalguns espaços comerciais para contactar com um mundo diferente do europeu, passeie pela zona da Torre e da Estação de Comboios (também espaço comercial com oferta de restauração e alojamento).
| *Santuário Fushimi-Inari-Taisha (cerca de 6 km – 10 min. de Quioto) dedique pelo menos 2 horas (prepare-se para enfrentar multidões, mas é algo imperdível!) construído em homenagem a Inari, o deus do arroz no ano de 794 é composto por 5 magníficos templos (no sopé da montanha Inari) e um corredor com várias centenas de torii** alaranjados – os Senbon Torii – com inscrições com os nomes dos doadores de cada um deles marcam as trilhas florestais até ao topo da montanha como as raposas são conhecidas como mensageiras do Deus Inari, há várias estátuas delas ao longo do santuário: algumas carregam na boca uma chave, que representa a chave do celeiro de arroz. *Santuário – nome atribuído aos monumentos da religião xintoísta **Torii – nome dado ao portão tradicional japonês, ligado à tradição xintoísta, que indica a entrada ou proximidade de um santuário COMO CHEGAR AO SANTUÁRIO: formas de alcançar Fushimi Inari Taisha (a partir da estação de Quioto): de comboio (melhor) ou de táxi (mais rápido) https://www.rome2rio.com/pt/s/Ky%C5%8Dto-Esta%C3%A7%C3%A3o/Fushimi-Inari-taisha saindo da estação central de Quioto, deve apanhar um dos comboios da JR Nara Line – que saem a cada 15 minutos – e sair na Inari Station (a passagem custa 140 ienes/pessoa ou se tiver o Japan Rail Pass não paga nada a mais pelo trajeto) fique atento ao tipo de comboio, pois somente o Local Train pára em Inari. Saindo da estação de Inari, após 2 minutos de caminhada, chega-se ao santuário |
| *Templo Kiyomizu-dera (oficialmente Otowa-san Kiyomizu-dera) dedique pelo menos 2 horas (prepare-se para enfrentar multidões!) (Kiyomizu significa água límpida, ou água pura) é talvez o mais famoso dos templos budistas de Quioto faz parte dos Monumentos Históricos da Antiga Quioto e é também Património Mundial da UNESCO templo de madeira suportado por pilares na encosta da montanha Otowa com uma impressionante varanda sobre o vale apoiada por colunas de madeira de 13 metros de altura, não tendo sido usado um único prego em toda a estrutura a vista de Quioto que se pode apreciar da plataforma é deslumbrante sob o salão principal está a cascata de Otowa, onde 3 canais de água caem num lago: acredita-se que a água tenha propriedades terapêuticas e que bebendo-a a pessoa tenha saúde, longevidade e sucesso nos estudos O “complexo” do templo inclui ainda outras atrações, como o Santuário Jishu-jinja (dedicado a Ookuninushi: um deus do amor e “bons pares”) que possui um par de pedras colocadas a 6 metros de distância uma da outra, onde os visitantes podem tentar andar entre elas com os olhos fechados: diz a lenda que quem tiver sucesso em alcançar a outra pedra, encontra o amor da sua vida, ou o amor verdadeiro A rua (ascendente) que conduz ao templo está repleta de muitas pequenas lojas com uma oferta muito rica (local com os kimonos mais interessantes de toda a viagem) ACESSO: autocarro número 100 ou 206 da Estação de Quioto (15 min, ¥230): descer na paragem de autocarro Gojo-zaka ou Kiyomizu-michi e uma subida de 10 minutos a pé até ao templo OU comboio: linha ferroviária de Keihan descer na estação Kiyomizu-Gojo o Templo Kiyomizu-dera fica a cerca de 20 minutos a pé Horário: aberto diariamente das 6h00 às 18h00 Entrada: ¥300 *Templo – designação atribuída aos monumentos da religião budista |
| Castelo de Nijo–jo e seus Jardins dedique cerca de 1 hora a hora e meia É um dos castelos mais conhecidos do Japão, devido à sua importância histórica Inscrito no Património Mundial da UNESCO Originalmente construído em 1603 como residência oficial do primeiro *Xogum ou Shogun Tokugawa, Leyasu (família que comandou o Japão por mais de 260 anos – de 1603 a 1867) o Castelo de Nijo é o exemplo de força e poder (foi também utilizado como palácio imperial) o castelo chama, desde logo, a atenção pela arquitetura e pelo portão de entrada: elaborado e rico em detalhes, com motivos coloridos realçando o dourado o castelo ocupa um enorme espaço na área central da cidade: é constituído por dois anéis concêntricos de fortificações, o Palácio Ninomaru, as ruínas do Palácio Honmaru, vários edifícios de apoio, cercado por jardins paisagísticos e por árvores como as cerejeiras e ameixeiras japonesas. Cobre uma área total de 275 mil metros quadrados ( oito mil metros quadrados de construções) característica invulgar do Palácio Ninomaru: “chão de rouxinol”, assim chamado porque as madeiras do chão que correm ao longo da lateral do edifício “rangem” quando se pisam: pensado para denunciar a entrada de algum intruso Ao sair pelos jardins, procure a carpa koi no lago central. *Xogum ou Shogun (comandante do exército” em português), foi um título militar, usado no período do Japão feudal, concedido diretamente pelo Imperador ao general que comandava o exército. Até 1192, este título possuía nomeação temporária. Depois do século XII, o termo utilizou-se para designar o líder dos samurais. ACESSO: Tozai Subway (metro) – Estação Nijojo-mae – fica muito perto da entrada do castelo OU JR Sagano (comboio)– Estação JR Nijo: trajeto curto até ao Castel |
| Templo Kinkaku-ji – conhecido como Pavilhão Dourado oficialmente designado templo Rokuon-ji mas mais conhecido como Kinkaku-ji localizado no norte de Quioto, é um templo Zen cujos dois andares superiores estão completamente cobertos de folhas de ouro cintilantes e no telhado do pavilhão está uma fenghuang dourada (pássaro chinês mitológico) O templo está situado num magnífico jardim de passeio japonês e num lago chamado Kyōko-chi (Mirror Pond) tranquilo, que reflete o dourado do pavilhão Originalmente construído no século XIV como uma vila de aposentadoria para um shogun, Kinkaku-ji tornou-se um ícone de Quioto estando incluído nos “Monumentos Históricos da Antiga Quioto” e sendo também Património Mundial da UNESCO desde 1994 (devido à sua arquitetura espetacular que harmoniza de forma única a cultura e o design usados por nobres, samurais e budistas). A sua beleza deslumbrante faz dele um dos locais mais visitados do Japão ACESSO: linha do metro Karasuma até à estação de Kitaoji (15 min,¥250) e apanhar táxi (10 min, cerca de ¥900) ou autocarros: 101, 102, 204 ou 205 – 10 min, ¥230, de lá para Kinkakuji. |
| Templo Ryoan-ji Ryōan-ji é um dos templos zen mais conhecidos e famosos (localizado no noroeste) de Quioto pelo seu sui generis jardim de pedras É uma espécie de jardim seco, com areia e uma coleção de pedras criando uma simples mas profunda paisagem que incentiva a meditação e contemplação: quinze pedras e areia branca para expressar o mundo zen As origens e o criador do jardim de pedras são um mistério (crê-se que tenha sido criado por volta de 1500 por um monge zen altamente respeitado), mas o templo em si foi construído, originalmente, como uma casa de campo do lorde da aristocrática família Tokudaji. As quinze pedras do jardim, de diversos tamanhos, estão dispostas de tal forma que há sempre uma pedra ou outra que não se consegue ver, não importando de que ângulo a pessoa as observa. Há uma referência ao conceito asiático de que quinze é o número da perfeição. Como ninguém é perfeito, então não somos capazes de ver todas as pedras devido à nossa perspetiva limitada. Uma teoria é que ele expressa ilhotas num oceano, ou montanhas num mar de nuvens. Outros acreditam que ele representa uma tigresa e seus filhotes atravessando um rio. Como um quebra-cabeça intuitivo Zen, cabe à própria interpretação e imaginação do espectador. Pela sua arquitetura e jardins tradicionais, o Templo Ryoanji é um Património Mundial da UNESCO, tornando-o um local imperdível para qualquer visitante em Quioto Não perder também: – a bacia de pedra no lado norte – um passeio pelos jardins do templo |
| Bairro Gion dedique 1 a 2 horas (de preferência ao fim do dia) Gion é provavelmente o distrito mais famoso de Quioto pois era conhecido como o bairro de entretenimento da cidade, principalmente de artistas sofisticadas – gueixas* – (ou mais apropriadamente geiko) que encantaram os clientes durante séculos. O distrito histórico das gueixas oferece templos (por ex: Templo Rinkacho) e santuários (por ex: Tatsumi Daimyojin ou Tatsumi-jinja) bem como as tradicionais casas de madeira (ou “machiya”) que enfileiram as ruas empedradas conferindo à zona uma atmosfera típica. Agora funcionam como restaurantes, que servem culinária tradicional de Quioto, mas sofisticados e caros, casas de chá (ochaya) bonitas e discretas e casas de gueixas. Ao fim do dia e à noite, o local tem uma atmosfera diferente e é sempre animada, marcada pelas ruas com luminárias vermelhas japonesas. Se tiver tempo caminhe sem pressa entre as ruelas do bairro e goze o ambiente: as ruas Hanami-koji e Shirakawa Minami-dori são as principais do bairro Gion Passeando pelo local não perca, assim, a Ponte Shijo sobre o rio Kamogawa, a rua Shijo-Dori, as ruas Kiyamachi, Motoyoshicho, Minami-Dori, Shirakawa Minami-dori, Gionmachi Minamigawa e Hanami – koji porque são os locais mais animados Shirakawa Minami-dori – oferece belas paisagens pelo casario e pela vegetação rica em salgueiros e flores de cerejeira (no início da primavera) Shirakawa Minami-dori, Hanami-koji e Gionmachi Minamigawa (uma rua lateral que vai dar à Hanami-koji) são os locais mais propícios à presença de gueixas Para admirá-las, poderá assistir ao incrível espetáculo Miyako Odori, (que acontece apenas no mês de abril), ir ao Gion Kagai Art Museum ou ainda no Gion Corner (local onde poderá também ver gueixas) *GUEIXAS – são mulheres que desde muito jovens estudam dança, música e artes; a sua atividade consiste em oferecer entretenimento. A profissão é muito antiga e nada tem a ver com prostituição, como muitas pessoas pensam. MAIKOS – aprendizes de gueixas ACESSO: Gion pode ser alcançada: a partir da Estação de Quioto de autocarro: número 100 ou 206 (20 min da Estação de Kyoto, ¥230). Desça na paragem de autocarros de Gion. OU de comboio: as estações de comboio mais próximas são a Estação Gion Shijo na Linha Keihan, e a Estação Kawaramachi na Linha Hankyu. |
| Torre de Quioto A torre de Quioto, cuja construção remonta a 1964, está localizada na região central da cidade, próximo da Estação de Quioto e oferece vistas panorâmicas da cidade pois tem 131 metros de altura Durante a noite, ela recebe uma iluminação especial, mudando várias vezes de cor destacando-se no céu da cidade |
| Estação de Quioto A Estação de Quioto é a estação central de comboios de Quioto, onde chegam os comboios JR ( transporte ferroviário do Japão fora de série) e onde se pode apanhar o metro; em frente à entrada principal da estação, fica também um terminal de autocarros que tem linhas para todos os recantos de Quioto. A estação de Quioto é um edifício moderno com um pé direito enorme com muita oferta: shopping, centro de informações aos turistas, (por ex: locais para fazer o câmbio de moeda), além de uma variedade incrível de restaurantes, bares e hotéis Se subir vários lances de escadas rolantes, a estação também oferece uma boa vista geral de Quioto. (uma viagem ao longo da Linha Sagano, a partir da Estação de Quioto até Saga-Arashiyama, é a melhor forma de aproveitar o Japan Rail Pass enquanto estiver em Quioto) |


5. INFORMAÇÕES UTÉIS
O Japão foge ao conceito das viagens pela Europa, de tal forma que se alguém quiser ir por si mesmo implica um estudo prévio, com bastante antecedência e mais apurado do que o habitual – tudo isto devido à grande dimensão das cidades, à sua complexa rede de transportes públicos e ao facto de a maioria dos japoneses não falar inglês. Ainda ponderámos a hipótese de irmos por nós mesmos mas desistimos da ideia pois, de acordo com as pesquisas feitas, os voos e o alojamento quase representavam o preço de um pacote de agência de viagens, sendo que aqui teríamos tudo incluído, nomeadamente as refeições, as deslocações, os tours com guia, as entradas nos museus e monumentos e a logística das bagagens*.
Perante todos estes fatores rendemo-nos à evidência e alinhámos numa viagem organizada.
*Por vezes as malas eram levadas por empresas para outros locais. Mesmo para quem viaja com mochila seria desagradável ter que carregar com ela o tempo todo ou então teria que tratar no/s alojamento/s o despachar da bagagem para outros locais a visitar.
Como devem calcular há vantagens e desvantagens em qualquer uma das opções: ir em viagem organizada ou por nós mesmos: se tivéssemos ido por conta própria teríamos necessitado de muito mais tempo (3 a 4 dias) para cada uma das grandes cidades que visitámos. Não nos arrependemos da opção que tomámos em virtude de termos conseguido visitar mais pontos turísticos e ter ficado alojados em hotéis de nível superior.
Como Quioto é uma cidade muito grande, a deslocação exigiria um estudo apurado bem como gerir o melhor possível os locais a visitar em cada dia, tendo, no entanto, a liberdade de prolongar a duração da visita em cada um dos locais.
6. A NOSSA EXPERIÊNCIA
| Osaka – Nara- Quioto – 77 km – 1h 30 min |
Partimos de Osaka bem cedo com destino a Quioto, com passagem por Nara para visitar alguns locais de interesse!
Ora bem… aí íamos nós inseridos num grupo com um guia.
1º DIA – MEIO DA TARDE
Assim sendo, antes de chegarmos a Quioto (vindos de Nara) visitámos, desde logo, o fabuloso Santuário Fushimi-Inari-Taisha. O autocarro deixou-nos a 2 ou 3 minutos do local em questão e também não tivemos que nos preocupar com a aquisição das entradas.
Esse Santuário é algo do outro mundo! Pena estar repleto de gente pois não há ninguém que vá ao Japão e perca a oportunidade de visitar tal relíquia! Há que tentar, dentro do possível, ignorar “as milhentas pessoas” e tirar partido de tal local! Deixe-se perder por lá e caminhe ao longo do corredor com várias centenas de torii** alaranjados – os Senbon Torii …. e se tiver tempo chegue ao cimo para obter perspetivas de um plano superior! Estivemos lá não chegou a 2 horas.







Depois dirigimo-nos para o autocarro para fazermos o trajeto até Quioto. Após o check-in como ainda tínhamos algum tempo livre até à hora de jantar, decidimos ir a um centro comercial nas imediações do hotel para contactarmos com uma realidade diferente da Europa. É indescritível a oferta incomensurável que tem: desde lojas de vestuário, calçado, salões de jogos, restauração…



Chegado o timing do jantar encaminhámo-nos para o hotel onde seria a refeição – buffet para depois irmos descansar.
2º DIA – MANHÃ
Na manhã seguinte por volta das 8 h e 30 minutos tínhamos o autocarro à nossa espera à porta do hotel para levar o grupo ao 1º local – Templo Kiyomizu-dera, onde chegámos por volta das 8 h e 55 minutos.
A rua (centro comercial!) que nos conduzia ao templo era um delírio absoluto pela oferta diversificada que apresentava!

Mas foi fechar os olhos e seguir em frente (pois foi-nos dito pela guia que depois da visita ao templo teríamos algum tempo disponível para fazer compras), fazendo uma ligeira subida e começar a apreciar algo do outro mundo!





Depois desses momentos era fazer uma escadaria que nos conduzia a um plano superior, onde nos esperava para além do principal templo, alguns santuários xintoístas entre eles o Santuário Jishu e uma paisagem deslumbrante para Quioto e arredores.








Deixámo-nos perder e deslumbrar por ali, indo no sentido da rua inicial. Aí foi difícil não nos deixarmos encantar, sobressaindo a nossa atenção para além de outros espaços, uma loja com uma variedade de kimonos lindíssimos. Saímos daqui por volta das 10 h e 30 minutos.



Mais uma voltinha mais uma viagem! Lá fomos de autocarro até ao Castelo Nijo (onde chegámos por volta das 11 h), que para nós seria mais um palácio ou algo do género, pois foge à traça do castelo tradicional.
O castelo Nijo chama, desde logo, a atenção pela sua arquitetura sendo o portão de entrada, apenas o início de algo muito interessante: elaborado e rico em detalhes, com motivos coloridos realçando o dourado, e a riqueza de detalhes da decoração dos quartos e dos salões do Palácio Ninomaru.


Tivemos que passar pelo ritual de tirar os sapatos (podendo ficar com meias) e depois observar, sem permissão de fotografar, os vários salões com pinturas diversas. Focámo-nos, no entanto, em algo sui generis – no “chão de rouxinol”, que rangia com a nossa deslocação, tendo sido concebido para detetar a entrada de algum intruso.
Após isso circulámos nos arredores do castelo, mais concretamente pelos seus maravilhosos jardins abrilhantados com palácios, tendo também o cenário sido completado por carpas (peixe muito comum no Japão) que se deliciavam nos lagos.





Por volta do meio-dia saímos dali para irmos almoçar pois ainda tínhamos muito para cumprir.
2º DIA – TARDE
Chegámos à zona do Templo do Pavilhão Dourado por volta das 14h. Por muito que se tenham visto fotografias ou vídeos sobre este local, ele suplanta tudo isso ao vivo e a cores!
O Templo é lindíssimo por si mesmo e está inscrito num cenário que realça ainda mais o seu esplendor: rodeado de água e jardins. O Templo não necessitava do seu reflexo espelhado na lagoa para evidenciar ainda mais a sua beleza. É indescritível.



Mas …mais momentos esperavam por nós! Desafio-vos a contar as pedras do jardim do Templo Ryoanji. Não é tarefa fácil! Mas antes de alcançarmos esse local fomos caminhando tranquilamente no seio de uma paisagem exuberante: vegetação diversificada, lagos com pedras e aves, oferecendo uma experiência serena.




E com tudo isto eis-nos chegados ao Templo Ryoan-ji. É um dos templos zen mais conhecidos de Quioto. Ele possui um jardim um tanto diferente: trata-se de uma espécie de jardim seco, com areia e uma coleção de pedras.


E agora está no momento de descobrir quantas pedras fazem parte do jardim! Não foi tarefa fácil! Tem que se olhar com atenção pois há algumas que não estão desde logo na mira dos nossos olhares e que nos obrigam a uma contemplação mais atenta, meditativa, demorada, persistente! É algo que foge, de todo, ao tradicional!




Depois destes momentos, mais esperavam por nós! Um regresso ao autocarro, por volta das 16.30, para continuarmos a desbravar mais um pouco da maravilhosa Quioto. Fomos para o famoso e típico bairro de Gueixas: Gion (onde chegámos por volta das 17h). É uma zona tranquila com ruas empedradas e com casas tradicionais de madeira (ou “machiya”) muito interessante.


Deixámo-nos perder entre ruas e ruelas tendo passado pelo Templo Rinkacho, pela Ponte Shijo sobre o rio Kamogawa e pelas ruas Kiyamachi, Motoyoshicho, Shirakawa Minami -dori (à beira de um canal)




Hanamikoji – a rua principal do bairro e Gionmachi Minamigawa (uma rua lateral que vai dar à principal). Foi nas 2 últimas mencionadas que nos deliciámos com a presença de algumas gueixas que circulavam muito discretamente mas mesmo assim não conseguiam passar despercebidas pois é uma presença que se impõe e que qualquer turista não quer perder!



Depois destes momentos passados num local único fomos de autocarro até ao local onde estávamos hospedados – Hotel Rihga Royal, localizado a cerca de 10 minutos a pé da Estação de Quioto. A partir daí caminhámos até à estação e ao longo do trajeto íamo-nos deliciando com a Torre de Quioto que ia mudando de cor com frequência.


Chegados à Praça da Estação ficámos estupefactos perante o edifício onde ela se desenvolvia: um edifício futurista grande que oferece muito mais do que um mero acesso a um meio de transporte. Se tiver tempo deixe-se perder um pouco por lá, mas não se perca verdadeiramente pois é uma das maiores estações do país.


Jantámos no Café Restaurant Le Temps no edifício da Estação tendo como painel de fundo a Torre de Quioto.


E estes seriam os últimos momentos na espetacular cidade de Quioto pois no dia seguinte pela manhã iríamos continuar a aventura em terras de samurais: passar pela experiência de andar no famoso comboio de alta velocidade até Hiroshima!
One thought on “Quioto – terra de Gueixas!”