

se puder dedique 1 dia
Sighişoara situa-se, a 300 km de Bucareste (a capital da Roménia), às margens do rio Târnava Mare, na região histórica da Transilvânia (no centro-oeste da Roménia), nas imediações das montanhas dos Cárpatos.
A cidade é um destino turístico popular, devido sobretudo ao seu bem preservado centro histórico medieval. É tida como uma mais belas e bem preservadas cidadelas medievais da Europa, sendo uma das poucas cidades fortificadas da Europa de Leste que ainda é habitada. É também conhecida como cidade natal de *Vlad, o Empalador (Vlad Drăculea), (o príncipe da Valáquia do século XV), que deu origem ao personagem literário do Conde Drácula criado pelo escritor irlandês Bram Stoker.
| *se quiser ver mais pormenores sobre o famoso Drácula, consulte o artigo: https://viagensdalita.com/2023/12/21/romenia-o-famoso-castelo-do-dracula/ |
“O centro histórico de Sighișoara é a parte antiga da cidade (…). Fundada no século XII por artesãos e comerciantes imigrantes alemães, conhecidos como saxões da Transilvânia, o centro histórico de Sighișoara foi incluído na lista do Património Mundial da UNESCO em 1999, por ser “um belo exemplo duma pequena cidade fortificada medieval que teve um importante papel estratégico e comercial nos limites da Europa Central durante vários séculos” https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_hist%C3%B3rico_de_Sighi%C8%99oara
O marco da cidade é a Torre do Relógio, uma torre de 64 metros de altura construída em 1556, que se situa na Cidadela – centro histórico.
PONTOS DE INTERESSE
A cidade é composta por duas partes principais: a medieval, construída no cimo duma colina conhecida como “Cidadela” – composta por becos, praças, igrejas e torres em pedra e a parte baixa e mais nova no vale do rio Târnava Mare.
| Cidadela (zona alta da cidade): conserva as características duma pequena cidade fortificada medieval Praça da Cidadela – (Piata Cetatii) – de planta quadrada praça principal de Sighisoara é um dos principais pontos de encontro foi outrora habitada pelas famílias nobres da cidade tendo sofrido muitas transformações ao longo do tempo Torres da Cidadela (de vigia) (todas com nomes de profissões: latoeiros, alfaiates, curtidores...) a Torre do Relógio ou dos Sapateiros (era um ponto-chave de defesa, a Norte) é a mais impressionante das 9 torres, à qual se pode subir para apreciar a cidadela de cima Stradela Cetatii rua que começa na Torre do Relógio no sentido descendente Casa Vlad Drakul (casa do Drácula) de cor ocre, perto da Torre do Relógio onde viveu Vlad II Dracul entre 1431 e 1435 e onde teria nascido o seu filho Vlad, o Empalador bem como muitas outras (164): Casa Veneziana ou Casa Verde Casa na Rocha Casa com Telhas Casa do Veado Casa da Associação das Guildas são consideradas monumentos históricos Câmara Escada dos Estudantes (Scara Scolarilor) as escadas cobertas que ligam a praça principal da cidadela com a Igreja e a Escola na colina Igreja da Colina localizada no topo da colina mais alta da cidade |
| zona baixa da cidade: Igreja Ortodoxa da Santíssima Trindade (à beira do rio) Strada Octavian Goga (um bom local para fazer 1 refeição) e arredores Caminhar nas ruas empedradas e admirar as casas coloridas provar langos (parece 1 pizza pequena – doce ou salgado) na cidadela ou na zona baixa da cidade (na Strada Octavian Goga) |
A NOSSA EXPERIÊNCIA
| Brasov – Fagaras – cerca de 70 km – 1h 10 min Fagaras – Sighisoara – cerca de 80 km – 1h 20 min |
TRAJETO
Sighisoara representaria, para nós, a segunda cidade do triângulo das cidades da Transilvânia (Brasov, Sighisoara e Sibiu) pois tínhamos feito check out em Brasov e iríamos prosseguir viagem, precisamente, no sentido de Sighosoara mas com paragem em Fagaras, pois de acordo com pesquisas feitas possuía uma fortaleza numa ilha. Não nos arrependemos do tempo que lhe dedicámos.


A estrada entre Fagaras e Sighisoara tinha muitas curvas e o piso era um pouco irregular, mas acabámos por concentrar a nossa atenção não só no trajeto mas também deliciarmo-nos com a presença de ovelhas, aqui e acolá, umas vezes acompanhadas, outras por elas mesmas, a pastar, a caminhar ou atravessar a estrada!
À medida que nos íamos aproximando do nosso destino começávamos a ficar empolgados com a ideia de irmos desbravar mais uma maravilha romena!
Tínhamos posto a localização de um restaurante em Sighisoara, no Google Maps, mas como o mesmo ficava na zona da Cidadela, foi-nos vedada a entrada, pois não era permitida a entrada de carros particulares.
CIDADELA
Acabámos por ir fazer um passeio num comboio turístico que depois do percurso nos deixou na zona alta da cidade – Cidadela.


Almoçámos na Piata Cetatii (Praça da Cidadela – principal de Sighisoara), perto da qual se desenvolviam os principais pontos de interesse, sendo de salientar a Torre do Relógio.





Após o repasto deixámo-nos “perder” e gozar as ruas coloridas e empedradas da cidadela, com igrejas, torres, edifícios interessantes, alguns deles a funcionar como lojas de souvenirs.
Era nossa intenção subir à Torre do Relógio, para obtermos vistas deslumbrantes para toda a cidade, mas como estava a ser restaurada, estava fechada ao público. Como a Cidadela se situava num plano alto, acabámos, mesmo assim, por conseguir perspetivas interessantíssimas para a cidade. Foi fabuloso.
Nas imediações havia a famosa Casa do Drácula



e a seguir um pequeno parque e o distinto edifício da Câmara, com a estátua de Vlad, o Empalador.


Dessa zona da Cidadela também se obtinham vistas incríveis para a zona mais baixa da cidade, destacando-se a Igreja Ortodoxa e o rio.


Mas muito mais havia para explorar! Uma das ruas empedradas que saíam da Piata Cetatii conduziam a algo imperdível e único: a Escada dos Estudantes (Scara Scolarilor) – era uma escadaria coberta, longa (176 degraus) e um pouco íngreme que conduzia à Igreja e à Escola da colina.


PARTE BAIXA E NOVA DA CIDADE
A seguir fomos fazer check-in na Casa Savri – edifício histórico do séc.XVI, que faz parte do Património da UNESCO, na zona baixa da cidade: muito bem conservado e com vista para a Cidadela.
Depois demos um giro por ali. Começámos pela beira do rio para contemplarmos a Igreja Ortodoxa bem como observarmos a Cidadela de um plano inferior.



Caminhámos (tendo a igreja nas nossas costas) também nas ruas empedradas e fomos admirando as suas casas coloridas.





A Strada Octavian Goga era um must: ornamentada com chapéus de sol coloridos, ainda lhe dava mais encanto. No fim dessa rua havia 1 pastelaria famosa- Huvela, com algo típico: langos: assemelha-se a uma pequena pizza e pode ser doce ou salgado. Entrámos e deliciámo-nos com um langos doce.




Depois deambulámos por ali, tendo ainda ido gozar a Cidadela mais um pouco já com uma iluminação de fim de dia. Gostámos da experiência.





Descemos pela empedrada Stradela Cetatii, gozando um fim de tarde tranquilo. Assim chegámos de novo à colorida Strada Octavian Goga para nos deliciarmos numa esplanada de um dos muitos restaurantes – Ferdinand.
E depois era toca a descansar para recuperar energias a fim de prosseguirmos viagem e conhecer mais maravilhas romenas!