





se puder dedique 3 dias
Tirana fica localizada no centro-oeste do país nas margens do rio Ishmi, a cerca de 33 km para leste da cidade portuária de Durrës. Localizada entre a montanha Dajti e o Mar Adriático, possui uma altitude média de 110 metros acima do nível do mar sendo o ponto mais alto de Tirana 1.828 m. Para além disso conta com a presença de 2 rios e de 4 lagos.
Tirana é a capital e maior cidade da República da Albânia tendo-se tornado capital do país em 1920. Foi fundada em 1614, por um paxá, apesar dessa região já ter sido habitada desde o neolítico. Em 1912, quando a Albânia se tornou um país independente, poucos anos depois Tirana tornou-se a capital.
O país sofreu muitos revezes, tendo sido os mais marcantes a dominação nazista e a ditadura de Hoxha durante mais de 4 décadas. Nos anos de 1990, vivendo uma crise terrível e revolta da população, a ditadura chegou ao fim. E em 1992 as eleições tiraram, pela primeira vez em 47 anos, o partido comunista do poder. Desde que se livrou do seu manto comunista no início da década de 1990, Tirana tornou-se uma cidade totalmente diferente.
| 1. COMO ALCANÇAR TIRANA |
| 2. LOCAIS A NAO PERDER EM TIRANA |
| 3. LOCAIS DE INTERESSE NOS ARREDORES |
| 4. A NOSSA EXPERIÊNCIA |
1. COMO ALCANÇAR TIRANA
O Aeroporto Internacional de Tirana Madre Teresa (ou Nënë Tereza em albanês) está localizado a 25 quilómetros a noroeste da cidade e recebe voos de vários locais da Europa bem como da América. (Na ida fizemos Lisboa-Viena e Viena-Tirana- (7.10-14.15) e no regresso Tirana-Frankfurt e Frankfurt-Lisboa – (14.10 – 20.00).
2. LOCAIS A NÃO PERDER EM TIRANA
| PRAÇA SKANDERBEG Praça principal de Tirana assim designada desde 1968 em homenagem ao herói nacional albanês Skanderbeg, Em redor da Praça Skanderbeg, encontram-se as principais atrações de Tirana: como o Museu Histórico Nacional, o Palácio da Cultura, a Mesquita Et’hem Bey, a Torre do Relógio, a Câmara e vários ministérios. MUSEU DE HISTÓRIA NACIONAL É um prédio branco enorme, com 27.000 metros quadrados, com um mosaico grande na fachada, representando os diferentes períodos da história da Albânia. Inaugurado em 28 de outubro de 1981, conta toda a história do país desde a antiguidade até o fim do período comunista (abrange desde os tempos pré-históricos até à ditadura comunista e às revoltas anticomunistas dos anos 90 do século XX), sendo o maior museu da Albânia PALÁCIO DA CULTURA abriga a Ópera e Biblioteca Nacional É um dos edifícios culturais mais importantes, construído durante a era comunista. MESQUITA ET’HEM BEY É uma das mesquitas mais antigas (não só na Albânia) início da construção em 1789 e términus em 1823 A construção foi iniciada em 1789 por Molla Bey e foi terminada em 1823 por seu filho Ethem Pasha (Haxhi Et’hem Bey) Fechada sob o regime comunista, a mesquita reabriu como local de culto em 1991 sendo possível visitar Os frescos no exterior e no interior do pórtico retratam árvores, cascatas e pontes, motivos raramente vistos na arte islâmica. TORRE DO RELÓGIO (Kulla e Sahatit) construída em 1822 por Haxhi Et’hem Bey, (um poeta de renome que também emprestou o seu talento artístico à vizinha Mesquita Et’hem Bey). É um “farol” da era otomana no centro da capital A torre, com 35 metros de altura, de pedra simples é encimada por relógios nos quatro lados e uma cúpula em forma de pirâmide. pode-se subir à torre: vistas panorâmicas deslumbrantes do vibrante centro da cidade A Mesquita e a Torre foram poupadas das demolições do governo comunista anti-religião por conta de sua importância artística e cultural. |


| MUSEU BUNK’ART 2: do Abrigo Nuclear ao Museu da Memória labirinto subterrâneo no coração da capital esconde um passado sombrio que esteve escondido dos olhos do público até à sua recente inauguração em 2016. localizado no quarteirão principal de edifícios ministeriais no centro da cidade, perto da Praça Skanderbeg horário de abril a setembro -todos os dias – 9:00-21:00 de outubro a março – de 4ª a domingo – 9:00-16:00 O Bunk’Art 2, com aproximadamente 1.000 m2 de tamanho (24 salas), é o segundo de dois bunkers nucleares em Tirana que recentemente se transformou num espaço artístico interativo: reconstrói a história do Ministério da Administração Interna albanês de 1912 a 1991 e revela os segredos de “ Sigurimi”, a polícia política que foi a dura arma de perseguição usada pelo regime de Enver Hoxha e histórias das vítimas do regime. O museu e espaço de arte Bunk’Art 2 reflete a iniciativa de Tirana de usar a cultura para celebrar o nascimento de uma nova era. |


| RUA MURAT TOPTANI: 1 das poucas ruas pedonais da capital Castelo de Tirana: ruína transformada em centro comercial |
| CATEDRAL ORTODOXA DO CRISTO RESSUSCITADO É considerada uma das maiores igrejas ortodoxas orientais nos Balcãs. A Igreja foi fechada em 1967 no regime de ateísmo de Estado de Enver Hoxha, tendo sido reconstruída e aberta recentemente |


| QUARTEIRÃO BLLOKU : antiga “villa” do ditador albanês bairro mais popular da cidade durante o regime de Hoxha, era uma área reservada à elite do Partido Comunista e fechada para a população em geral. É lá que se situa a antiga residência de Hoxha. Hoje o Blloku é o bairro da moda: restaurantes, bares, cafés e lojas chiques Pirâmide de Tirana Pirâmide Enver Hoxha, um dos principais marcos da capital, edifício de forma piramidal, tem 11.835 metros quadrados foi originalmente construída como um museu dedicado a Enver Hoxha, o primeiro chefe de estado comunista da Albânia. foi inaugurado em 14 de outubro de 1988; em 1991 converteu-se num centro de conferências e num lugar de celebrações; em 1999, durante a guerra do Kosovo, o museu foi usado como base pela NATO e por organizações humanitárias. |
3. LOCAIS DE INTERESSE NOS ARREDORES
| MUSEU BUNK ‘ART 1 localizado nos subúrbios de Tirana, na base do Monte Dajti abriu ao público em novembro de 2014 O maior bunker que alguma vez foi construído na Albânia: aproximadamente 2.680 m2, 106 salas e 5 pisos subterrâneos é dedicado à história do exército comunista albanês e à vida quotidiana dos albaneses durante o regime |


| MONTANHA DAJTI E TELEFÉRICO DAJTI ESPRES Dajti é uma montanha localizada no centro da Albânia, a leste da capital, atingindo o seu pico mais alto uma altura de 1.613 m. Teleférico Dajti Ekspres A viagem dura cerca de 15 minutos, tem 1 km de extensão, e chega a atingir 800 m de altura Se tiver medo de alturas ou não quiser andar de teleférico, pode alcançar o topo, de carro, levando a viagem uma hora ou um pouco mais. O topo da montanha Dajti designada como “Varanda de Tirana” oferece vistas sensacionais para a cidade e para o lago (há um complexo turístico com restaurantes e hotéis) |


| MONTANHA GAMTI E LAGO BOVILLA O Lago Bovilla, também conhecido como Reservatório de Bovilla, de 4,6 km quadrados, é uma jóia escondida na Albânia. fica localizado a apenas 15 km a nordeste de Tirana (fornece a maior parte da água potável para a capital) Vale a pena visitar o lago, fazer uma refeição no restaurante à beira do lago e subir à plataforma da montanha Gamti, donde a vista para o Lago Bovilla é deslumbrante. |

4. A NOSSA EXPERIÊNCIA
Tendo a nossa viagem começado em Tirana, tirámos logo partido disso para conhecer a capital da Albânia e os pontos de interesse não muito distantes, representando isso: a Montanha Dajti, o Bunk’ Art 1, a Montanha Gamti e o Lago Bovilla.
1º DIA
FIM DE TARDE – TIRANA (dormida em Tirana)
Apesar de o último voo (fizemos Lisboa -Viena- e Viena-Tirana – das 7.10 – às 14.15 locais) ter chegado à hora calculada, há sempre imprevistos que atrasam o começo da aventura! Desta vez a mala de porão “decidiu” ficar a “meio” do percurso. Isso atrasou logo o “início” dos trabalhos e ainda tínhamos também que adquirir um cartão de dados para o telemóvel. (P.S. mantenha o telemóvel em modo de voo até à colocação do novo cartão!)
Depois dirigimo-nos ao rent-a-car para depois começarmos então o trajeto para Tirana, (cerca de 30 minutos). Após check-in feito no Hilton Garden Inn Tirana, lá começámos a caminhar no sentido do centro da cidade, onde chegámos por volta das 18h, para principiar a desbravar o primeiro local albanês.
Caminhámos no sentido de alcançar a Praça Skanderbeg, principal praça, considerada o coração da cidade. Ao longo do percurso contactámos com lojas, que mais pareciam pequenos mercados de rua, que vendiam desde fruta, a legumes, a peixe….. bem como com uma igreja e uma mesquita e uma mistura de estilos arquitetónicos.


No final da Rruga E Kavajës ergeu-se perante os nossos olhares uma praça aberta e de um tamanho incomensurável: estávamos perante a famosa Praça Skanderbeg.
Começámos por focar a nossa atenção no inconfundível edifício do Museu da História Nacional pois é enorme destacando-se, desde logo, um grande mosaico na fachada, representando os diferentes períodos da história da Albânia.


Também na praça ficava o prédio do Palácio da Cultura, que abriga a Ópera e Biblioteca Nacional. Mais ou menos no centro estava uma fonte de água no chão, um tanque de guerra, a estátua de Skanderbeg, o herói nacional que conseguiu manter os turcos otomanos fora da Albânia durante 25 anos, no séc. XV, a Mesquita de Et’hem Bey e a Torre do Relógio.






Após esses momentos jantámos na Rruga E Kavajës, onde já tínhamos passado, uma vez que possuía uma vasta oferta de restaurantes. De regresso ao hotel fomos observando a imensidão de lojas com uma oferta de bastante tipos de artigos.
2º DIA
MANHÃ -BUNK’ART 1 E MONTANHA DAJTI – teleférico (Dajti Eskpres)
| DISTÂNCIAS Tirana – Bunk’Art 1 – 5 km – 10 min. Bunk’Art 1 – Dajti Eskpres – 5 km – 15 min Dajti Eskpres – Lago Bovilla – 21 km – 1h |
| trajeto de regresso Lago Bovilla – Tirana – 23km – 1h 10 min |
Após o pequeno-almoço saímos de Tirana em direção ao Museu Bunk ‘Art 1, o qual distava apenas cerca de 5 quilómetros, 10 minutos da capital. É algo único pois ele significa um dos milhares de bunkers da Albânia, levando-nos a aprender um pouco tempos difíceis vividos há apenas algumas décadas.






Não muito longe dali (5km – 15 min.) situava-se o teleférico Dajti Eskpres na Montanha Dajti, o qual oferecia ao longo do trajeto e na plataforma (no final da viagem de ida), vistas interessantes para a cidade de Tirana e arredores, sendo de referir a montanha e lago.




A manhã prosseguia com um trajeto de poucos quilómetros, 21, mas que representaram cerca de uma hora pois a estrada era picada: mau piso, muitas curvas, algumas zonas ascendentes, mas acompanhados de uma paisagem deslumbrante pois parte do trajeto foi feito ao longo de um desfiladeiro. Com tudo isto eis-nos chegados ao Lago Bovilla – um local a não perder.


ALMOÇO E TARDE – LAGO BOVILLA, MONTANHA GAMTI
Almoçámos no restaurante panorâmico Bovilla com uma vista incrível para o lago Bovilla e montanha Gamti. Pena a refeição não ter correspondido ao esperado! Foi a menos agradável e mais cara de toda a viagem pela Albânia.
Após o almoço decidimos fazer a escalada, trajeto pedregoso e bastante íngreme, (no fim do qual havia uma escadaria, de ferro transparente, considerável) para atingir a plataforma de observação da montanha Gamti. Valeu, de todo, a pena! De lá tem-se uma vista abrangente e lindíssima para o lago, para a montanha e ainda para um desfiladeiro. São momentos de cortar o fôlego e de quase esgotar as películas!





Depois deste momento duplamente alto, era toca a arranjar coragem de descer sem escorregar e cair. Com um pouco de cuidado tudo se faz! Assim foi!
Ora bem… agora tínhamos mais um desafio pela frente: fazer a mesma estrada de volta a Tirana.
FIM DE TARDE – TIRANA
Alcançado o local, estacionámos o carro no parque de estacionamento próximo da Praça Skanderbeg para explorarmos mais um pouco da cidade.
Voltámos a dar atenção à praça e aos edifícios em redor, sendo de realçar a Câmara e o Palácio da Cultura. Muito perto dali ficava o Museu Bunk’Art 2 bem como a Catedral Ortodoxa Ressureição de Cristo.
Fomos visitar o museu, uma instalação dentro de um bunker enorme construído durante a ditadura. Mesmo observando os factos foi difícil imaginar como esses tempos foram vividos!



Perto dali ficava a Catedral Ortodoxa, a qual merecia a nossa atenção.
Depois de alguns momentos dedicados ao seu exterior queríamos também contemplar o seu belo interior. Continuámos por diante (tendo ficado a Praça Skanderbeg nas nossas costas) pois tínhamos curiosidade em dar um giro pelo famoso bairro Blokku – atualmente o bairro da moda – com restaurantes, bares, cafés, bem como de todo o tipo de lojas (chiques). Acabámos por jantar nessa zona pois tinha uma rica oferta gastronómica.


No regresso ao local de estacionamento do carro (Praça Skanderbeg) ainda passámos na zona da Pirâmide de Tirana, no Sino da Paz, bem como na Rruga Murat Toptani – 1 das poucas ruas pedonais da capital. É uma zona animada – castelo de tirana – kalaja e justiniati – do qual só resta uma parede da era otomana – que agora alberga lojas tradicionais e modernas, restaurantes e bares: Uma ruína transformada num centro comercial.





Após momentos ricos e diversificados estava na hora de descansar pois estávamos bem no início das nossas aventuras em terras albanesas.
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