

dedique pelo menos 2 horas
A Mina de Sal de Turda é a formação subterrânea natural mais espetacular do mundo, sendo considerada também a terra mágica e bela nas profundezas da Transilvânia. É, assim, uma mina de sal subterrânea transformada num museu e espaço de lazer único, sendo uma atração turística bastante popular na Roménia.
ONDE SE SITUA A MINA DE SAL DE TURDA
A 35 km de Cluj-Napoca, fica uma das principais atrações turísticas romenas: a Mina de Sal de Turda (Salina Turda, em romeno), uma das mais antigas e únicas do mundo. (Horário – de 2ª a domingo – das 9 às 17h – última entrada -16h)
UM POUCO DA HISTÓRIA … das explorações de sal
O sal foi extraído em Turda, pela primeira vez, durante a antiguidade. Diz-se que as primeiras páginas da história da Mina de Sal de Turda foram escritas durante a ocupação romana (em 107 DC) da Dácia.
A exploração do sal na época romana é provável, mas não há evidências claras desta atividade. Considera-se que os primórdios da mineração de sal, se situam por volta dos séculos XI-XIII. A mina produziu continuamente sal de cozinha desde a Idade Média até ao início do século XX (1932). No seu início, a Mina de Sal Turda foi uma das minas de sal mais importantes da Transilvânia, tendo sido a principal fonte de abastecimento da região durante séculos.
A produção de sal da mina começou a declinar em 1840 e foi fechada em 1932. O local serviu de abrigo antiaéreo para a população da cidade durante a Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945) e foi, também, utilizada como armazém de queijos a partir de 1950.
Desde então, o objetivo da Mina de Sal tem sido proteger, cumprir o seu papel benéfico para a comunidade. Sempre foi uma parte importante da vida comunitária, proporcionando segurança e saúde.
Em 1992, a Mina de Sal Turda foi aberta ao público como centro de haloterapia e como atração turística, funcionando como tal até 2008, quando foi fechada para um longo processo de modernização, tornando-se um museu de mineração de sal e entrando no circuito turístico internacional quando foi reaberta em 2010.
Situada a cerca de 120 metros abaixo do solo, a Mina de Sal de Turda tem como principais destaques as duas minas: – Rudolf e Terezia – e a Sala de Apelação, onde fica a chamada Escadaria dos Ricos.



A Mina Rudolf (assim designada em homenagem ao Príncipe Rudolf da Áustria)
foi o último local onde o sal foi explorado em Turda. A cúpula da Mina Rudolf tem 42 metros de profundidade, 50 de largura e 80 de comprimento incluindo uma cortina de estalactites de sal formada, ao longo dos anos, no lado norte da cobertura, devido à lenta infiltração de água: uma verdadeira obra de arte.
Há uma varanda panorâmica para a zona mais profunda (mina Terezia).


A mina Terezia, abaixo da mina Rudolf, abriga uma cascata, depósitos de sal, um lago subterrâneo e estalactites. Depois que a base da mina foi inundada, formou-se um lago subterrâneo com uma “ilha de sal” no centro, a partir do sal residual armazenado (desde 1880), quando a mina foi encerrada.
As câmaras subterrâneas incrustadas de sal agora oferecem uma série de atividades únicas e divertidas para crianças e adultos: um anfiteatro multifuncional que acolhe todo o tipo de espetáculos, campos desportivos: bowling, minigolfe, bilhar e ténis de mesa, um parque infantil para as crianças, com escorregas e mini- tabelas de basquete, uma roda gigante* e um lago com barcos.



*A roda panorâmica, com 20 metros de altura, também é única, provavelmente a única roda panorâmica subterrânea do mundo.
A NOSSA EXPERIÊNCIA
Como tínhamos alguns compromissos durante o percurso, foi toca a levantar cedo e ir de armas e bagagens para desbravar mais um pouco da Roménia. Fizemos uma paragem curta em Targu Mures mas considerámos que não correspondeu às espetativas. Avançámos caminho para ainda tentarmos visitar as Minas de Sal de Turda antes do almoço. É um local único e imperdível. Dedicámos-lhe cerca de 2 horas.
O ideal é tentar adquirir os bilhetes com antecedência para garantir a entrada logo que chega ao local. Pedimos que nos fizessem a reserva na receção do alojamento onde tínhamos pernoitado na noite anterior! Deixámos a viatura num parque pago a alguns metros da entrada das Minas. Depois foi caminhar para ingressar em algo diferente e único nas nossas vidas.
Ora se é uma mina, é toca a descer para alcançarmos um cenário geográfico e mágico único: o mergulho profundo, num território com lendas fabulosas e ar puro.
Penetrámos, então, num mundo subterrâneo através de uma escadaria considerável que desde logo apresenta vestígios de sal, que desemboca num túnel com impressionantes formações de sal.



Depois é deixarmo-nos perder, não esquecendo de ir à varanda panorâmica e contemplar daí a ilha, sendo imperdível também a descida de elevador panorâmico (instalado em 2009), até à zona mais profunda da mina (Mina Terezia) e gozar a tranquilidade e magia que se vive por ali. Como o elevador é envidraçado, ao longo da descida vai proporcionando vista fabulosas.



Quem tiver tempo pode, aí, fazer um passeio de barco no lago subterrâneo, ou ainda deliciar-se nas várias máquinas de jogos.
Esta viagem vivida a uns quantos metros abaixo do solo, entre toneladas de sal, cria um ambiente que nos obriga a pensar na história e na ciência das explorações de sal bem como o que esta mina representou para muitas pessoas ao longo dos séculos!
Tentámos almoçar em Turda mas como havia obras era difícil entrar na localidade. Abortámos, tendo feito uma light meal perto do início da descida para as Gargantas de Turda (Cheile Turkii).


Fomos de carro até ao ponto onde se podia iniciar o trilho que nos levaria às Gargantas. Ainda caminhámos durante alguns minutos e vimos um pouco da sua magnitude, mas perguntámos a algumas pessoas que estavam a regressar quanto tempo necessitaríamos para as alcançar. Foi-nos dito: cerca de 1 hora para lá chegarmos.
Com muita pena tivemos que desistir pois ainda nos esperavam cerca de 200 quilómetros, que representariam 3 horas para Oradea, local onde iríamos pernoitar.
Mas como se costuma dizer: vale a pena se a alma não é pequena! Foram momentos divinais num mundo subterrâneo !