

A Albânia é um país diversificado a nível paisagístico encaixando-se o Parque Butrint bem como a Riviera Albanesa nesse cenário.
| 1. | PARQUE BUTRINT |
| 2. | A. RIVIERA ALBANESA B. ESTRADA SH8 e LLOGARA PASS VIEWPOINT |
| 3. | COMO CHEGAR AO PARQUE BUTRINT |
| 4. | A NOSSA EXPERIÊNCIA |
1. PARQUE BUTRINT (antiga cidade de Butrint)
dedique pelo menos 2 horas
O Parque Nacional de Butrint, situado a menos de 20 quilómetros a sul de Sarandë, no sul da Albânia, Património Mundial da UNESCO desde 1992, é indiscutivelmente o lar de um dos sítios arqueológicos mais importantes da Albânia – até mesmo dos Balcãs. O parque abrange quase 9.5 hectares de terreno montanhoso com lagos de água doce, pântanos, salinas, planícies abertas, canaviais e ilhas.
A combinação muito rara de arqueologia, de monumentos culturais e natureza no Mediterrâneo, faz de Butrint um lugar único.
A antiga cidade de Butrint também designada Buthrotos (o nome deriva do touro (gr. Buthrotos) que o príncipe troiano, Enea, sacrificou aqui, a caminho do Templo de Dodona para garantir uma passagem segura) encontra-se num ambiente de florestas, cursos de água e lagos de enorme importância ecológica.
O património arqueológico de Butrint contém diversos artefactos e estruturas, que datam desde a Idade do Ferro até à Idade Média. Vários edifícios sobreviveram, alguns bastante bem preservados, incluindo um anfiteatro romano, um antigo batistério, uma grande basílica, as muralhas da cidade e dois castelos separados.
Habitada desde os tempos pré-históricos, Butrint foi o local de uma colónia grega, uma cidade romana e um bispado. Após um período de prosperidade sob administração bizantina, uma breve ocupação pelos venezianos, a cidade foi abandonada no final da Idade Média (após a formação de pântanos na área). O atual sítio arqueológico é um repositório de ruínas representativas de cada período do desenvolvimento da cidade.
O monumento grego antigo mais interessante é o anfiteatro, que está entre os edifícios mais bem preservados da cidade. Ele está localizado logo abaixo da Acrópole e de frente para o Canal Vivari. O teatro foi construído no século III a.C., possivelmente nas paredes de um teatro menor e mais antigo. Durante o período romano, sofreu muitas reformas e ampliações.


A maior ruína da era paleocristã é o batistério, um antigo monumento romano adaptado às necessidades culturais do cristianismo. O seu piso possui uma bela decoração em mosaico.
A basílica paleocristã foi reconstruída no século IX e as ruínas estão suficientemente bem conservadas para permitir a análise da estrutura (três naves com transepto e abside exterior poligonal).


No início do século XIX, uma nova fortaleza foi acrescentada ao sistema defensivo de Butrint, na foz do Canal de Vivari. Foi construído por Ali Pasha, um governante otomano albanês que controlou Butrint e a área até ao seu abandono final. O castelo de Ali Pasha abriga o Museu de Buthrotus. O museu passou por diversas reconstruções e em 1988 assumiu uma forma mais completa, apresentando a história secular da antiga cidade: visa retratar o desenvolvimento da cidade em diferentes períodos de tempo desde a pré-história (Idade da Pedra) até ao seu declínio durante a Idade Média e mostrar aspetos da vida económica e social quotidiana como o artesanato, o comércio, as relações com a região e o Mediterrâneo, a arte, a religião, a educação, etc.;
2. A- RIVIERA ALBANESA
dependendo da época do ano, assim a decisão, do tempo a dedicar!
A Albânia apresentando 300 km de costa, banhada pelo mar Adriático e mar Jónico, acolhe a famosa Riviera Albanesa – uma linha costeira, ao longo do nordeste do Mar Jónico, no Mar Mediterrâneo, abrangendo os distritos de Sarandë e Vlorë, no sudoeste da Albânia.
A estrada da Riviera Albanesa tem cerca de 68 km oferecendo uma série de praias ao longo dela: de norte para sul: Vlorë, Dhërmi, Himari, Gjipe, Jalë, Aquarium Beach, Livadhi, Potami, Porto Palermo, Borsh, Buneci, Sarandë e Ksamil bem como as suas ilhas vizinhas, entre outras.


VIAGEM AO LONGO DA RIVIERA ALBANESA
A viagem pela famosa Rivera albanesa começa em Vlorë, o ponto de encontro entre os mares Adriático e Jónico, sendo uma das maiores cidades costeiras da Albânia. Algumas das melhores praias do sul, encontram-se em Vlorë ou mesmo ao largo da costa da cidade.
Para tomar um pouco de ar fresco da montanha, deixe Vlorë e siga e goze o intimidante Llogara Pass.
A seguir tem Dhërmi, considerada um destino turístico popular, especialmente devido às suas praias conhecidas e à agitada vida noturna. (Em 2018, Dhërmi foi considerado um centro importante na região da Riviera Albanesa pelo Ministério do Turismo e Meio Ambiente.) A praia tem 5 km de extensão.
Continue a caminhar no sentido do sul, gozando umas paisagens divinais e chegará a Himarë – uma zona com um grande potencial turístico, sendo as principais características do município: o seu passeio marítimo, as tabernas e o centro histórico tradicionalmente preservado, construído sobre uma colina: Kastro, situado dentro e em redor do antigo castelo e na região costeira de Spilea, que é o centro turístico e económico da região. Outras partes da cidade são Potami, Livadhi, Zhamari, Michaili e Stefaneli. Ao norte da cidade de Himarë ficam as aldeias de Vuno, Ilias, Dhërmi, com sua região costeira Jaliskari, e Palasë. Dhërmi contém vários resorts de praia recentemente construídos. Nas montanhas ficam Pilur e Kudhës, enquanto Qeparo fica ao sul da cidade de Himarë.
E agora já chegámos ao canto mais meridional da Albânia, onde se esconde entre as colinas e banhada pelas águas azuis do Mar Jónico, uma das mais belas cidades costeiras: estamos a falar de Sarandë – uma pérola da Riviera Albanesa – um dos mais importantes centros turísticos da Riviera Albanesa com praias maravilhosas e porto para os países mediterrânicos.
Viajando para sul a partir de Sarandë, ao longo de uma estrada panorâmica pelas costas rochosas e pântanos chegamos a Ksamil (quase na fronteira com a Grécia) – vila que oferece diversas praias (algumas em pequenas ilhas) com águas cristalinas, de cor azul turquesa, que constituem um cenário diferente.
A poucos quilómetros de distância fica (a antiga cidade de Butrint) – o Parque Natural de Butrint – um dos mais bem preservados dos Balcãs e um dos Patrimónios Mundiais da UNESCO.
2. B – ESTRADA SH8 e LLOGARA PASS VIEWPOINT
Uma das rotas mais conhecidas é a Estrada Nacional 8 (SH8) de Vlorë a Sarandë (no sudoeste da Albânia ao longo da Riviera Albanesa) a partir da cidade portuária de Vlorë até ao Llogara Pass*, fazendo parte do Parque Nacional de Llogara, e também ao longo das Montanhas Ceraunian. Nas imediações do Llogara Pass a vista torna-se ainda mais espetacular, sendo uma das rotas mais pitorescas da Península Balcânica.
*Llogara Pass é uma passagem de alta montanha dentro das montanhas Ceraunian ao longo da Riviera Albanesa. Ela liga o Vale Dukat no norte, com Himarë no sul. Orikum é a cidade mais próxima no lado norte da passagem e a vila de Dhërmi no sul.
3. COMO CHEGAR AO PARQUE BUTRINT
Situa-se a:
| cerca de 17 km – 30 minutos da cidade de Sarandë |
| 70 km – 1h 30 minutos de Gjirokastër |
| 4,4 km – 10 minutos de Ksamil |
| HORÁRIO das 9h às 19h |
4. A NOSSA EXPERIÊNCIA
Um local como Butrint tinha que fazer parte do nosso plano de viagem. Tínhamos pernoitado em Sarandë*, não só para contactar com uma pérola da famosa riviera albanesa mas também para servir de local de partida para conhecermos o parque de Butrint e a zona de Ksamil. (bem como o Blue Eye – por nós visitado no dia anterior).
ver mais pormenores em:https://viagensdalita.com/2024/05/16/albania-blue-eye/
*(Sarandë fica no final da Riviera Albanesa e está cercada por vários pontos de interesse significativos: Parque Nacional Butrint, a vila de Ksamil, a nascente de água Blue Eye e o Castelo Lekuresi).
FIM DE TARDE: SARANDË
Tendo chegado a Sarandë ao cair do dia, fomos, desde logo, brindados com uma linda baía já com alguma iluminação a qual ainda realçava mais a sua beleza. Ficámos hospedados no Demi Hotel com vista para esse local maravilhoso.


Fomos jantar ao restaurante Limani virado para a baía. Gostámos duplamente da experiência: pela localização – com uma vista deslumbrante e pelas maravilhosas iguarias.


NO DIA SEGUINTE: MANHÃ
| Trajeto 30 km – 50 minutos Sarandë – Parque Butrint (com paragem no Castelo de Lekuresi e Ksamil) |
CASTELO DE SARANDË; KSAMIL; PARQUE BUTRINT
Check-out feito e mais um dia esperava por nós! Estando em Sarandë era obrigatório fazer o trajeto até ao seu castelo, localizado na colina – Lekuresi, que se situava a cerca de 10 minutos, 3 km, (com parque de estacionamento perto do castelo) pois oferecia uma vista panorâmica e incrível sobre a cidade, a baía, o lago Butrint e o Mar Jónico com Corfu no horizonte, tornando este o ponto mais popular e icónico de Sarandë.




Depois deste momento alto iríamos fazer uma passagem rápida por Ksamil, local que no verão (fomos lá em março) deve preencher momentos descontraídos em águas agradáveis.

Mas… o propósito do trajeto era atingirmos o icónico Parque Butrint. Para além da sua maravilhosa localização oferece memórias de muitos séculos, sendo de realçar o anfiteatro romano, onde nos “perdemos” a contemplar algo com tantos séculos e tão bem preservado, o qual é difícil abandonar,


o antigo batistério, a grande basílica, cujas paredes da nave principal chegam quase ao nível do telhado, e as janelas também estão preservadas, permitindo ter uma boa perceção do monumento original,



as muralhas da cidade e os dois castelos, albergando um deles o Museu Buthrotus.




É um local do qual não apetece de todo sair, essencialmente se dedicar os últimos momentos a apreciar (na zona do castelo) o Lago Butrint e o Canal Vivari que liga o lago ao Mar Jónico, uma paisagem das mais intocadas e antigas de todo o Mediterrâneo.


PARTE DA TARDE:
TRAJETO AO LONGO DA RIVIERA ALBANESA
Tínhamo-nos, no entanto, proposto ir almoçar no restaurante Natyra (em Sarandë), que possuía um incrível terraço panorâmico. Após o repasto esperavam-nos cerca de 120 km, os quais representariam quase 3 horas. Teriam sido ainda mais fantásticos, se o tempo estivesse favorável, pois estávamos a fazer o trajeto ao longo da famosa Estrada SH8, com perspetivas, para uma costa imensa e montanha, de cortar a respiração.



A nossa intenção era, um pouco a norte de Dhërmi, fazer um ligeiro desvio para ir a um local panorâmico conhecido como Llogara Pass, para usufruir de uma vista panorâmica ainda mais deslumbrante: montanha e costa, mas como as condições climáticas (alguma chuva e pouca visibilidade) não estavam favoráveis e o dia estava a começar a declinar, abortámos a “missão”!
Prosseguimos, assim, viagem até ao local onde iríamos pernoitar: Vlöre. Como estava a chover, estávamos um pouco cansados e era hora de jantar, acabámos por fazer a refeição no restaurante do hotel tendo ainda gozado um pouco da marginal e baía dessa cidade costeira.
Eis-nos chegados ao fim de mais um dia fabuloso em paragens albanesas! Muito mais tínhamos ainda para desbravar!
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