Hiroshima e ilha de Miyajima

se puder dedique 1 a 2 dias

Hiroshima, moderna cidade, localizada na parte oeste da ilha de Honshu, é um local, infelizmente, lembrado por todos, pela ampla destruição sofrida por uma bomba atómica na Segunda Guerra Mundial. Hiroshima e o Parque da Paz são, assim, um testemunho angustiante dos horrores da guerra nuclear.

Perto da cidade de Hiroshima (a cerca de 1h) situa-se um dos pontos turísticos xintoístas mais distintos do Japão o portal /torii “flutuante”, porta de entrada do mar para o Santuário de Itsukushima, na Ilha Miyajima.

1. COMO ALCANÇAR HIROSHIMA
2. LOCAIS DE INTERESSE
3. COMO ALCANÇAR A ILHA DE MIYAJIMA
4. IMPERDÍVEL EM MIYAJIMA
5. A NOSSA EXPERIÊNCIA

1. COMO ALCANÇAR HIROSHIMA

Hiroshima é facilmente acessível através da linha férrea expressa JR Tokaido-Sanyo Shinkansen de Tóquio, Osaka, Nagoya, Quioto (e de Fukuoka no sentido oposto). Também é servida por voos domésticos e internacionais para o Aeroporto Internacional de Hiroshima, tendo várias maneiras de alcançar o centro da cidade: comboios locais, serviços rodoviários e ainda autocarro partilhado (menos de 1h).

Na região central de Hiroshima, também pode utilizar um autocarro turístico (que sai da própria estação de comboio) podendo utilizar o JR Pass (se tiver) para conhecer as principais atrações da cidade.

2. LOCAIS DE INTERESSE DE HIROSHIMA

Hiroshima, foi a primeira cidade atingida por uma bomba atómica (a 6 de agosto de 1945, por volta das 8h) tendo a bomba atingido a região central da cidade e representado um dos mais tristes acontecimentos da humanidade. (Até ao final do mesmo ano, quase metade de população de Hiroshima morreu por causa dos efeitos da bomba. Mesmo anos depois, muitas outras pessoas faleceram ou desenvolveram doenças provocadas pela radiação). 

Hiroshima representa e pretende mostrar ao mundo tudo aquilo que não deve acontecer nunca mais! O Parque Memorial da Paz é um local repleto de monumentos que obriga a refletir acerca do passado, preconizando um mundo mais digno para todos!

Parque Memorial da Paz
O Parque Memorial da Paz de Hiroshima, situado no centro da cidade,
existe em memória das vítimas do ataque nuclear de 6 de agosto de 1945 (lançado pelos Estados Unidos), abrigando as ruínas da Cúpula Genbaku, um dos poucos prédios que ficaram de pé perto do ponto da explosão.
É dedicado ao legado de Hiroshima como a primeira cidade do mundo a sofrer um ataque nuclear no final da Segunda Guerra Mundial,
e às memórias das vítimas diretas e indiretas da bomba (das quais pode ter havido até 140.000);
é visitado por mais de um milhão de pessoas todos os anos;
O Parque foi planeado e projetado por um arquiteto japonês situando-se onde já foi o bairro comercial e residencial mais movimentado do centro da cidade.
O parque foi construído num campo aberto criado pela explosão.

A Cerimónia Anual do Memorial da Paz de 6 de agosto, patrocinada pela cidade de Hiroshima, também é realizada no parque.
O objetivo do Parque Memorial da Paz não é apenas homenagear as vítimas do bombardeio, mas também perpetuar a memória dos horrores nucleares e defender a paz mundial.
Cúpula da Bomba Atómica
(o Memorial da Paz de Hiroshima, é também designado como Cúpula Genbaku ou Cúpula da Bomba Atómica pelos japoneses)
A Cúpula da Bomba Atómica são as ruínas do antigo Salão de Promoção Industrial da Câmara de Hiroshima.
É o edifício mais próximo do hipocentro da bomba nuclear que permaneceu pelo menos parcialmente de pé.
Foi deixado como estava, após o bombardeio, em memória das vítimas.

Muitos sobreviventes da bomba atómica e cidadãos de Hiroshima pressionaram para que a cúpula da bomba atómica fosse registada como Património Mundial, pois era “um símbolo de horror e de armas nucleares e do compromisso da humanidade pela paz”.
Foi adicionada à Lista do Património Mundial da UNESCO em 7 de dezembro de 1996.
Sino da Paz 
Foi criado como símbolo do movimento espiritual e cultural para atingir um mundo de coexistência pacífica, livre de armas nucleares e guerras.
Na superfície do sino, foi gravado em alto relevo um mapa do mundo sem fronteiras, simbolizando “Um Só Mundo.”
Memorial Mausoléu
Perto do centro do parque há um monumento de betão em forma de sela que cobre um mausoléu com os nomes de todas as pessoas mortas pela bomba.
O monumento está alinhado para enquadrar a Chama da Paz e a Cúpula da Bomba Atómica.
O Memorial foi um dos primeiros monumentos memoriais construídos em campo aberto – 6 de agosto de 1952.
O formato do arco representa um abrigo para as almas das vítimas.
Monumento da Paz às Crianças e Tiras de Cisnes de Papel
o Monumento da Paz foi pensado para lembrar Sadako Sasaki e os milhares de crianças vítimas do bombardeio atómico de Hiroshima.
a ligação entre as tiras de cisnes de papel e a paz remonta a uma jovem chamada Sadako Sasaki, que morreu de leucemia dez anos após o bombardeamento atómico.
Essas tiras de cisnes de papel vêm originalmente da antiga tradição japonesa de origami – papel dobrado em forma de cisne, mas hoje são conhecidas como um símbolo de paz.
Elas são formuladas como um desejo de paz em muitos países do mundo.
Chama da Paz
Escultura de 2 mãos segurando uma chama foi construída em 1964 em homenagem aos mortos pela bomba atómica lançada em 1945.
O pedestal foi projetado para sugerir duas mãos pressionadas juntas no pulso e dobradas para trás de modo a que as palmas apontassem para o céu.
Expressa condolências pelas vítimas incapazes de satisfazer a sua sede de água, bem como o desejo de abolição nuclear e de paz mundial duradoura.
A chama arde continuamente desde que foi acesa no 1º dia de agosto de 1964.
Ela simboliza a resolução anti – nuclear de queimar a chama “até ao dia em que todas essas armas tenham desaparecido da terra”.
 
Museu Memorial da Paz de Hiroshima
Museu Memorial da Paz de Hiroshima, fundado em agosto de 1955,  é um museu localizado no Parque Memorial da Paz de Hiroshima, no centro de Hiroshima, dedicado a documentar o bombardeio atómico de Hiroshima na Segunda Guerra Mundial.
O edifício tem vista para o Memorial Mausoléu, Chama da Paz e Cúpula Genbaku

O Museu Memorial da Paz de Hiroshima é o principal museu do parque dedicado a educar os visitantes sobre a bomba.
O Museu tem exposições e informações que cobrem a preparação para a guerra, o papel de Hiroshima na guerra até ao bombardeio e informações extensas sobre o bombardeio e seus efeitos, juntamente com recordações substanciais e fotos do bombardeio.

Há ainda o SHUKKEI- EN, jardim formal japonês, e o CASTELO DE HIROSHIMA, fortaleza circundada por um fosso e um parque. 

3. COMO ALCANÇAR A ILHA DE MIYAJIMA

(A Ilha de Miyajima está localizada a cerca de uma hora da Estação JR Hiroshima). Saindo da Estação Hiroshima em cerca de 30 minutos com a Linha Sanyo atinge a Estação Miyajimaguchi. Depois apanha-se um ferry no porto de Miyajimaguchi até à ilha (10/15 minutos, dependendo do tempo). (O porto em si fica a uma curta caminhada da Estação Miyajimaguchi) (pode utilizar o JR Pass tanto no comboio como no ferry).

4. DESTAQUES EM MIYAJIMA

A Ilha de Miyajima, localizada ao largo da costa de Hiroshima, no Mar Interior de Seto, é considerada um dos locais mais cénicos do Japão. O Santuário Itsukushima-jinja, bem como o seu Torii/portal flutuante foram considerados pela UNESCO, Património Mundial desde 1996, pois são algo fora do comum. A pequena Ilha de Miyajima tem apenas uma população de cerca de 2.000 pessoas, além de alguns cervos que por lá circulam livremente.

A ilha é, assim, um lugar mítico e muito turístico pois todos os viajantes querem passar pela experiência de observar o torii/portal gigante, que (dependendo do nível da maré) parece estar flutuando na água ou poder caminhar até ele na maré baixa e de contactar com um dos poucos santuários no Japão com construções de madeira feitas no mar, entre outros locais interessantes.

Portal/ Torii – localizado no mar
Santuário de Itsukushima
construído sobre a água
(do cais de Miyajimaguchi até ao santuário – 10 minutos a pé)
Dedicado aos deuses que protegem as pessoas de guerras e desastres marítimos,
acredita-se que o santuário tenha sido construído em 593 e reconstruído várias vezes devido à ocorrência de desastres naturais e transformado no edifício laqueado de vermelho vivo que se vê atualmente.
Pavilhão Senjokaku
um pagode com cinco andares
deixar-se perder em Omotesando – rua comercial interessante, com uma boa oferta de lojas, cafés, restaurantes…
há ainda:
o Templo Daisho-in
de madeira localizado no sopé do monte Misen.
o Teleférico de Miyajima 
para subir até ao observatório do monte Misen, para caminhar um pouco e apreciar as vistas
e o Parque Momijidani

5. A NOSSA EXPERIÊNCIA

Partimos de Quioto (tendo chegado à estação de Quioto de autocarro pois estávamos numa viagem organizada) para Hiroshima de comboio de alta velocidade, trajeto realizado em menos de 2 horas. Foi uma experiência interessantíssima pois passámos nós mesmos por momentos já descritos por outras pessoas. Depois tínhamos um autocarro à nossa espera para nos conduzir até ao local onde iríamos começar a explorar a cidade de Hiroshima.

OS NOSSOS MOMENTOS EM HIROSHIMA

Saímos do autocarro por volta das 10.30, no local, de memória a um momento muito triste – o Memorial da Paz de Hiroshima, do lançamento da bomba atómica em 1945, também designado Cúpula Genbaku ou ainda Cúpula da Bomba Atómica. Foi deixado como estava, após o bombardeio, em memória das vítimas.


Depois passámos na ponte sobre o rio e deixámo-nos perder na imensidão de monumentos em homenagem aos mortos e vítimas do bombardeio atómico de Hiroshima e um apelo à paz mundial! Tudo isto acontece ao longo do Parque Memorial da Paz de Hiroshima que foi projetado e planeado no local onde já foi o bairro comercial e residencial mais movimentado do centro da cidade.

Passámos pelo Sino da Paz, monumento que todos que por ali passam, fazem questão de o fazer tocar para relembrar a necessidade de um mundo de coexistência pacífica: livre de armas nucleares e guerras.

Perto localiza-se o Monumento da Paz às Crianças, pensado para lembrar Sadako Sasaki (criança que morreu de leucemia dez anos após o bombardeamento atómico) e aos milhares de crianças vítimas do bombardeio atómico de Hiroshima. As Tiras de Cisnes de Papel de cores garridas, hoje são conhecidas como um símbolo e desejo de paz em muitos países do mundo.

Perto do centro do parque há um monumento de betão em forma de arco Memorial Mausoléu – que representa um abrigo para as almas das vítimas, com os nomes de todas as pessoas mortas pela bomba.

Este monumento está alinhado para enquadrar a Chama da Paz e a Cúpula da Bomba Atómica.

A Chama da Paz é uma escultura de 2 mãos segurando uma chama, em homenagem aos mortos pela bomba atómica lançada em 1945, bem como o desejo de abolição nuclear e de paz mundial duradoura.

Olhando para além da Chama da Paz vê-se o Museu Memorial da Paz de Hiroshima principal museu dedicado a educar os visitantes sobre a bomba.

Após todos aqueles momentos que marcaram uma época sombria, estava na hora de virar a página, desejando que tudo isso nunca mais volte a acontecer em qualquer parte do mundo. Fomos almoçar no Miyajima Cafe, um local, maravilhoso, tipicamente japonês – no espaço e nas iguarias. Momentos altos do dia, embora mais esperassem por nós!

Prosseguimos de autocarro até ao local onde se apanhava o ferry para a ilha de Myiajima.

OS NOSSOS MOMENTOS EM MIYAJIMA

Efetivamente os nossos momentos de delírio começaram assim que entrámos no ferry! É um deslumbre absoluto todo o trajeto até alcançar a ilha. Quer foquemos os nossos olhares na direita, em frente ou na esquerda, a paisagem toda ela é linda, mas o famoso Torii, capta desde logo a nossa atenção, sendo alvo de inúmeros disparos e vídeos, percebendo-se facilmente porque é considerado um dos principais cartões-postais do Japão!

Chegados à ilha é toca a começar a gozar um local único, pacífico e com a presença de veados afáveis.

A ilha é pequena, mas é espetacular poder caminhar ao longo dela e apreciar a paisagem querendo, no entanto, ver muito o Pavilhão Senjokaku – pagode de 5 andares, o Santuário de Itsukushima e o seu famoso Torii.

O Santuário desenvolve-se ao longo de uns quantos metros. Havia gente a orar numa das salas.

A paisagem daí para o torii é linda!

É difícil afirmar o que será mais interessante: ver o torii flutuando na água e nela refletido ou conseguir chegar até ele, em ocasião de maré baixa, como nos aconteceu.

Caminhámos ao longo do areal, criando esta ou aquela perspetiva! É algo do outro mundo pois estando a esse nível temos uma paisagem de 360 graus, sendo difícil saber para onde dirigir o olhar! São momentos que irão perdurar nas nossas memórias para todo o sempre!

Foi árduo pensar que não podíamos dedicar muito mais tempo a esse local e ao resto da ilha.

Apesar de sabermos à partida que o tempo naquela ilha fenomenal estava a chegar ao fim, os momentos finais em Miyajima ficaram nas nossas memórias pois os veados fizeram questão de nos acompanhar durante algum tempo, tendo também passado por uma rua comercial vibrante (Omotesando) repleta de lojas, cafés e restaurantes.

Mas… mal sabíamos nós que iriam haver muitos mais pontos altos no resto do nosso dia!

Ficámos alojados num hotel duplamente maravilhoso: pela sua localização – em frente à Ilha Miyajima

e por representar uma estadia num autêntico ryokan: estilo verdadeiramente japonês – quarto com piso de tatame (o tatame tradicional é feito de palha de arroz prensada revestida com esteira de junco e faixa laterale futon (tipo de colchão usado na tradicional cama japonesa. Os futons são baixos, com cerca de 5 cm de altura, e têm no interior algodão, lã ou material sintético), uma mesa junto ao chão bem com 2 cadeiras, espaços de lazer – piscinas, um jantar sumptuoso com vários pratos, vestidos com kimono.

Tudo isto tornou a estadia numa experiência inesquecível e cultural.

Que dizer??? Não há palavras! Só apetece repetir, desde já, este tipo de experiências!

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