
Albânia, um país que esteve fechado para o mundo durante mais de 4 décadas, e ainda carente de algumas infra-estruturas, é, no entanto, um país com muito para oferecer a nível de beleza natural, pois tem desde regiões montanhosas, lagos, rios, desfiladeiros, uma extensão de costa de quase 300 km (banhada pelo mar Adriático e mar Jónico) e a famosa riviera albanesa (com cerca de 68 km) com as mais belas praias da Albânia. Tem um povo afável, uma boa hotelaria, uma ótima oferta gastronómica (deliciosa fusão de sabores mediterrânicos) e preços muito convidativos. O turismo na Albânia revela-se nos tempos que correm um elemento-chave para a atividade económica do país, estando em constante desenvolvimento.
A Albânia fica no sudeste da Europa, fazendo fronteira com Montenegro a noroeste, Kosovo a nordeste, Macedónia do Norte a leste e Grécia ao sul. O Mar Mediterrâneo com o Mar Adriático e o Mar Jónico (ensolaradas costas) compõem toda a fronteira oeste do país.
Além da capital Tirana, as cidades principais são: Durrës, Korçë, Elbasan, Shkodër, Gjirokastër, Vlorë e Kukës.

| A- INFORMAÇÕES ÚTEIS 1. Cartão de Dados 2. Fuso Horário 3. Moeda 4. Estradas e Condução 5. Como alcançar a Albânia |
| B – LOCAIS DE INTERESSE 1. Tirana 2. Subúrbios de Tirana: Bunk’Art 1 Montanha Dajti (teleférico) Montanha Gamti Lago Bovilla 3. Berat 4. Desfiladeiro de Osum 5. Gjirokastër 6. Blue Eye 7. Parque Nacional Butrint 8. Riviera Albanesa (um cheirinho) Vlorë, Dhërmi, Himari, Sarandë e Ksamil Estrada SH8 entre Sarandë e Vlorë 9. Durrës 10. Shkodër 11. Fierze 12. Krüje |
| C – A NOSSA EXPERIÊNCIA |
A – INFORMAÇÕES ÚTEIS
1. CARTÃO DE DADOS
Uma vez que a Albânia não pertence à UE, convém levar o telemóvel em modo de voo até adquirir o pacote que for conveniente pois as chamadas e mensagens são taxadas a um preço alto.
Para evitar tais situações e poder estar, desde logo, contactável e usar dados móveis (Google Maps, Waze…,) deve adquirir, então, no aeroporto um pacote de acordo com as necessidades: Há 2 empresas: a One e Vodafone. Nós adquirimos na Vodafone – há 2 pacotes: 1 de 40 GB – 23€ ou ainda de 100 GB – 29€.
2. FUSO HORÁRIO
| 1 hora mais tarde que em Portugal (GMT+1) |
3. MOEDA
| 1 Lek albanês equivale a 0,010 EUR (cotação a 28 de jan. 2025) |
| 1.000,00 Lek = 10 Euros |
4. ESTRADAS E CONDUÇÃO
Conduzir na Albânia não é nada fácil ! É uma aventura diária: desgastante e apaixonante ao mesmo tempo com paisagens montanhosas arrebatadoras e estradas costeiras de soberba beleza.
Devido à elevação geográfica variável, a Albânia apresenta inúmeras rotas panorâmicas ao longo da região montanhosa do norte do país tendo a maioria das estradas muitas curvas e contra-curvas, sendo também up and down, não estando, alguns troços em muito bom estado.
Outras vezes, noutros locais, a estrada normal termina e transforma-se num caminho de terra cheio de buracos e solavancos, sem haver qualquer informação acerca disso. Por exemplo, no sul da Albânia, no troço do Osum Canyon (perto da cidade de Çorovodë) para Permët, com intenção de ir pernoitar em Gjirokastër, tivemos que abortar passado meia dúzia de quilómetros e regressar de novo a Berat (donde tínhamos partido de manhã, não tendo sido nós os únicos!). Apesar das imensas pesquisas antes da viagem: vídeos de trajetos feitos, nessa zona, por outros viajantes, consulta no Google Maps há sempre peripécias que surgem. No Google Maps nem sempre ficava claro quais as estradas que não eram pavimentadas, havendo também determinados troços que não estavam mapeados.
Os troços mais bem desenvolvidos e conservados desenvolvem-se especialmente em redor de Tirana e mais ao sul, ao longo da Riviera Albanesa. Depois há também as estradas pavimentadas regulares, que se podem encontrar entre as cidades mais conhecidas.
Mas … que nada disto impeça a aventura neste maravilhoso país!
5. COMO ALCANÇAR A ALBÂNIA
O único aeroporto com voos regulares na Albânia é o Aeroporto Internacional de Tirana Madre Teresa (ou Nënë Tereza em albanês). Está localizado a 25 quilómetros a noroeste da cidade e recebe voos de vários locais da Europa bem como da América. (Na ida fizemos Lisboa-Viena e Viena-Tirana- (7.10-14.15) e no regresso Tirana-Frankfurt e Frankfurt-Lisboa – (14.10 – 20.00).
B – LOCAIS DE INTERESSE
1. TIRANA
| Praça Skanderbeg: Praça principal de Tirana Em redor da Praça Skanderbeg, encontram-se as principais atrações de Tirana: Museu da História Nacional da Albânia Palácio da Cultura: abriga a Ópera e Teatro Nacional Torre do Relógio Mesquita Et’hem Bey Estátua de Skanderbeg Câmara e vários ministérios Quarteirão BLLOKU Pirâmide de Tirana Catedral Ortodoxa Ressureição de Cristo Rua Morat Toptani: 1 das poucas ruas pedonais da capital Castelo de Tirana ruína transformada em centro comercial Perto da Praça (Skanderbeg): Bunk’Art 2 é o segundo de dois bunkers nucleares em Tirana O museu e espaço de arte Bunk’Art 2 reflete a iniciativa de Tirana de usar a cultura para celebrar o nascimento de uma nova era. |



2. SUBÚRBIOS DE TIRANA
| Bunk’Art 1 o BUNK’ART 1 fica nos arredores da cidade e foca-se essencialmente na história do exército e na vida quotidiana dos albaneses durante a ditadura é o maior bunker que alguma vez foi construído na Albânia: 300 m2, 106 salas e 5 pisos subterrâneos interessante, atmosférico e impressionante. Montanha Dajti (teleférico) Montanha Gamti Lago Bovilla |
ver mais pormenores em:https://viagensdalita.com/2024/09/12/albania-tirana-e-arredores-bunk-art-1-monte-dajti-monte-gamti-e-lago-bovilla/



3. BERAT
| Berat fica localizada no centro do país a cerca de 100 km a sul de Tirana (a capital da Albânia). Está cercada por montanhas e colinas e é atravessada pelo rio Osum que divide a cidade em 2: numa das margens fica o bairro Gorica e na outra o bairro Mangalem, com o Castelo no cimo. ver mais pormenores em:https://viagensdalita.com/2024/05/02/berat-um-tesouro-albanes/ |

4. DESFILADEIRO DE OSUM
| O desfiladeiro de Osum é o maior desfiladeiro fluvial no sul da Albânia, com mais de 20 quilómetros de comprimento e cerca de 70 a 80 metros de altura. Situa-se perto da cidade de Çorovode. ver mais pormenores em:https://viagensdalita.com/2024/04/11/osum-canyon-uma-maravilha-da-natureza/ |


5. GJIROKASTËR
| Gjirokastër é uma cidade situada no sul da Albânia, sendo referida como “cidade museu” ou ainda “Cidade de Pedra” A sua old town está inscrita no Património Histórico da Humanidade desde 2005, como um “raro exemplo de cidade otomana bem preservada”. Castelo Mesquita do Bazar Bazar Obelisco está localizado no pico mais alto da cidade de Gjirokastër oferece vistas deslumbrantes de toda a cidade e de todo o Vale do rio Drin Casa Skenduli Museu Etnográfico Túnel da Guerra Fria Ponte Ali Pasha a ponte fica a uma caminhada fácil de 30 minutos de Gjirokastër ver mais pormenores em:https://viagensdalita.com/2024/06/20/albania-gjirokaster-the-city-of-stone/ |


6. BLUE EYE
| dedique-lhe entre 1 a 2 horas O Blue Eye é um local de beleza natural no sul da Albânia, conhecido pelas suas águas azuis cristalinas e a sua semelhança com um olho gigante. ver mais pormenores em:https://viagensdalita.com/2024/05/16/albania-blue-eye/ |


7. PARQUE NACIONAL BUTRINT
| O Parque Nacional de Butrint, situado a menos de 20 quilómetros a sul de Sarandë, no sul da Albânia, Património Mundial da UNESCO desde 1992, é um dos sítios arqueológicos mais importantes da Albânia. Contém artefactos e estruturas, que datam desde a Idade do Ferro até à Idade Média. Vários edifícios sobreviveram, alguns bastante bem preservados, incluindo um anfiteatro romano, um antigo batistério, uma grande basílica, as muralhas da cidade e dois castelos separados. ver mais em: https://viagensdalita.com/2024/12/19/albania-parque-butrint-e-riviera-albanesa/ |

8. RIVIERA ALBANESA
| A Albânia apresentando 300 km de costa, banhada pelo mar Adriático e pelo mar Jónico, acolhe a famosa Riviera Albanesa – uma linha costeira, ao longo do nordeste do Mar Jónico, no Mar Mediterrâneo, abrangendo os distritos de Sarandë e Vlorë, no sudoeste da Albânia. A estrada da Riviera Albanesa tem cerca de 68 km oferecendo uma série de praias ao longo dela: de norte para sul: Vlorë, Dhërmi, Himari, Gjipe, Jalë, Aquarium Beach, Livadhi, Potami, Porto Palermo, Borsh, Buneci, Sarandë e Ksamil bem como as suas ilhas vizinhas, entre outras. ESTRADA SH8 e LLOGARA PASS VIEWPOINT Uma das rotas mais conhecidas é a Estrada Nacional 8 (SH8) de Vlorë a Sarandë (no sudoeste da Albânia ao longo da Riviera Albanesa) a partir da cidade portuária de Vlorë até ao Llogara Pass, fazendo parte do Parque Nacional de Llogara, e também ao longo das Montanhas Ceraunian. Em direção ao Llogara Pass a vista torna-se espetacular, sendo uma das rotas mais pitorescas da Península Balcânica. |


9. DURRËS
| cidade portuária no Adriático (apenas a 30 minutos de carro da capital Tirana) uma das maiores e mais antigas cidades (fundada em 627 a.C.) da Albânia é ao mesmo tempo uma cidade litoral descontraída (a Praia de Dürres tem pelo menos 10 quilómetros de extensão – a mais longa e populosa da Albânia) e um centro histórico, que abriga o maior anfiteatro da Península Balcânica. Anfiteatro – construído no início do século II (com capacidade anterior para 20.000 espectadores) Antigo Mercado Bizantino Torre Veneziana Byzantine Forum (Macellum) – localizado no centro de Durrës Castelo de Durrës – uma cidadela do século V abriga também o maior Museu Arqueológico do país, que mostra vestígios das culturas antigas que passaram pela Albânia, principalmente grega e romana |


10. SHKODËR
| Shkodër (também conhecida como Scodra ou Scutari), é a quinta cidade mais populosa da República da Albânia o lago Shkodër fica no oeste da cidade e forma a fronteira da Albânia e Montenegro sendo o maior da peninsula balcânica O Castelo Rozafa é o monumento mais importante de Shkodër – é cercado pela água de 3 rios: Drini, Buna e Kiri – Mesi Bridge – é a maior e a mais bem conservada ponte otomana da Albânia Cidade de Shkodër: Passeio pavimentado c/ paralelípipedos lindamente decorados Centro da cidade: 2 avenidas separadas c/ casas antigas de 1800 e casas novas Mesquitas: Xhamia e Madhe e Mesquita Xhamia e Parrucës Praça Sheshi Parruce Praça Sheshi Demokracia – Teatro Migjeni e Mesquita Xhamia e Madhe Rruga Kolë Idromeno, uma rua pedonal vibrante com restaurantes, cafés, lojas e o Museu Nacional de Fotografia Marubi. |


11. LAGO KOMAN/ KOMANI
| Localizado no norte da Albânia o lago Komani é considerado um dos lagos mais bonitos da Europa, sendo comparado aos fiordes noruegueses oferece vistas espetaculares do lago e das montanhas circundantes é alimentado pelo rio Drin é um local popular para passeios de barco e e outros passeios uma das maneiras mais populares de conhecer o Lago Komani é fazendo uma viagem de ferry que opera entre Komani e o Lago Fierza, entre maio e setembro O ingresso deve ser adquirido antecipadamente (online) para garantir o dia e a hora pretendidos. ferry – cerca de 3h – de Komani a Fierzë |

12. KRUJË
| CASTELO o castelo de Krujë simboliza a valentia do povo albanês construído no século V e VI o belo, imponente e bem preservado Castelo de Krujë, inclui o Museu Skanderbeg MUSEU NACIONAL horário – das 9h às 17h (fechado à 2ª) construído no início dos anos 80 O Museu Nacional dedicado ao herói Skanderbeg está instalado no Castelo de Krujë e mostra a história do herói lendário e o modo de vida tradicional da população da cidade ANTIGO BAZAR O famoso bazar da cidade serve de ponte entre o passado glorioso e o presente, oferecendo uma rica variedade de produtos tradicionais feitos por artesãos locais. ver mais pormenores em:https://viagensdalita.com/2024/08/01/albania-kruje-cidade-heroica/ |


C. A NOSSA EXPERIÊNCIA
Eis o nosso percurso realizado em 10 dias, tendo representado cerca de 1600 quilómetros, com início em Tirana e fim em Krujë.



9 DORMIDAS
| 1ª e 2ª – TIRANA – Hilton Garden Inn Tirana – A |
| 3ª e 4ª – BERAT – Hotel Rezidenca Desaret – B |
| 5ª – RIVIERA ALBANESA – SARANDË – Demi Hotel – C |
| 6ª – RIVIERA ALBANESA – VLORË – Yacht Hotel – D |
| 7ª – SHKODËR – Duomo Resort – E |
| 8ª – FIERZE (fim do trajeto do ferry) – Bujtina Adora – F |
| 9ª – KRUJË – Kruja Albergo Diffuso, Inside Kruja Castle – G |


1º DIA – FIM DE TARDE – TIRANA (dormida – Tirana)
Chegados a Tirana no início da tarde, foi levantar o carro (após resolvida a peripécia da mala de porão que não chegou), comprar 1 cartão de dados e irmos para a cidade com o intuito de fazer check-in no Hilton Garden Inn Tirana, e começar a desbravar o primeiro local albanês.
Começámos a caminhar no sentido do centro da cidade, tendo alcançado (por volta das 18h) a Praça Skanderbeg, principal praça da cidade. Ao longo do percurso contactámos com lojas, que mais pareciam pequenos mercados de rua, que vendiam desde fruta, a legumes, a peixe….. bem como com uma igreja e uma mesquita e uma mistura de estilos arquitetónicos.
No final da Rruga E Kavajës (uma das ruas através da qual se atinge a praça) ergueu-se perante os nossos olhares uma praça aberta e incomensurável: a famosa Praça Skanderbeg. Aí dedicámos a nossa atenção essencialmente aos edifícios do Museu da História Nacional da Albânia, à Ópera e Teatro Nacional, à Torre do Relógio, à Mesquita Ethem Bey e à estátua de Skanderbeg.


Após esses momentos jantámos na Rruga E Kavajës, onde já tínhamos passado, uma vez que possuía uma vasta oferta de restaurantes. De regresso ao hotel fomos observando a imensidão de lojas com uma oferta de bastante tipos de artigos.
2º DIA – (dormida – Tirana)
| DISTÂNCIAS Tirana – Bunk’Art 1 – 5 km – 10 min Bunk’Art 1 – Dajti Eskpres – 5 km – 15 min Dajti Eskpres – Lago Bovilla – 21 km – 1h trajeto de regresso Lago Bovilla – Tirana – 23 km – 1h 10 min |
MANHÃ – BUNK’ART 1 E MONTANHA DAJTI – teleférico (Dajti Eskpres)
Após o pequeno-almoço saímos de Tirana em direção ao Museu Bunk ‘Art 1, o qual distava apenas cerca de 5 quilómetros, 10 minutos da capital. É algo único pois ele significa um dos milhares de bunkers da Albânia, levando-nos a aprender um pouco sobre tempos difíceis vividos há apenas algumas décadas.


Não muito longe dali (5 km – 15 min) situava-se o teleférico Dajti Eskpres na Montanha Dajti, o qual oferecia ao longo do trajeto e na plataforma (no final da viagem de ida), vistas interessantes para a cidade de Tirana e arredores, sendo de referir a montanha e lago.


A manhã prosseguia com um trajeto de poucos quilómetros, 21, mas que representaram cerca de uma hora pois a estrada era picada: mau piso, muitas curvas, algumas zonas ascendentes, mas acompanhados de uma paisagem deslumbrante pois parte do trajeto foi feito ao longo de um desfiladeiro. Com tudo isto eis-nos chegados ao Lago Bovilla – um local a não perder.


ALMOÇO E TARDE – LAGO BOVILLA E MONTANHA GAMTI
Almoçámos no restaurante panorâmico Bovilla com uma vista incrível para o lago Bovilla e montanha Gamti. Pena a refeição não ter correspondido ao esperado! Foi a menos agradável e mais cara de toda a viagem pela Albânia.
Após o almoço decidimos fazer a escalada, trajeto pedregoso e bastante íngreme, (no fim do qual havia ema escadaria, de ferro transparente, considerável) para atingir a plataforma de observação da montanha Gamti. Valeu, de todo, a pena! De lá tem-se uma vista abrangente e lindíssima para o lago, para a montanha e ainda para um desfiladeiro. São momentos de cortar o fôlego e de quase esgotar as películas!
Depois deste momento duplamente alto, era toca a arranjar coragem de descer sem escorregar e cair. Com um pouco de cuidado tudo se faz! Assim foi!
Ora bem… agora tínhamos mais um desafio pela frente: fazer a mesma estrada de volta a Tirana. Alcançado o local, estacionámos o carro no parque de estacionamento próximo da Praça Skanderbeg para explorarmos mais um pouco da cidade.
Voltámos a dar atenção à Praça e aos edifícios em redor, sendo de realçar a Câmara e o Palácio da Cultura. Muito perto dali ficava o Museu Bunk’Art 2 bem como a Catedral Ortodoxa Ressureição de Cristo, aos quais dedicámos algum tempo.



Tínhamos também curiosidade em dar um giro pelo bairro Blokku. Acabámos por jantar nessa zona pois tem uma rica oferta gastronómica bem como de todo o tipo de lojas. No regresso ao local de estacionamento do carro ainda passámos na zona da Pirâmide de Tirana bem como na Rua Morat Toptani – 1 das poucas ruas pedonais da capital. É uma zona animada, com alguns espaços de restauração representando o Castelo de Tirana, atualmente um autêntico “centro comercial” (novo espaço público com lojas tradicionais e modernas, restaurantes, bares…).


3º DIA – (dormida – Berat)
| DISTÂNCIAS Tirana – Berat ( com passagem pelo lago Belsh) 101km – 2h 30m |
MANHÃ – TRAJETO, BELSH E BERAT: BAIRROS MANGALEM E GORICA
Saímos cedo em direção a Berat, tendo feito passagem e ligeira paragem em Belsh para gozar o vilarejo refletido nas águas do lago. Mas era tocar a girar dali para fora pois estávamos empolgados em atingir a Cidade das Mil Janelas, mais concretamente Berat. Chegámos por volta das 11h. Feito check-in, tínhamos o resto do dia para explorar este tesouro albanês!
Começámos por contactar com o centro medieval, tendo passado por 2 mesquitas e atingido o largo da Catedral Demétrio.
Aí dirigimo-nos no sentido do rio (para o lado direito) e caminhámos um pouco ao longo da famosa Bulevard Republika, no fim da qual atravessámos a ponte Ura e Varur – de ferro branca (para o lado do bairro Gorica) para nos deliciarmos com uma imensidão de casinhas (do lado do bairro Mangalem) e com o castelo lá bem no topo.
Caminhámos ao longo da margem do rio (do lado do bairro Gorica) e alcançámos a ponte Gorica. Nesse ponto observámos os 2 bairros (divididos pelo rio), a montanha, o rio e o castelo lá bem no alto. É um local a não perder pelas perspetivas maravilhosas obtidas.
Atravessámos a ponte a pé, tendo caminhado ao longo do rio (para a direita) para encontrarmos um espaço interessante para almoçarmos. Decidimo-nos pelo restaurante Friendly House. Um espaço interessantíssimo: ficámos na esplanada tendo como paisagem algum casario destacando-se lá ao longe o Hotel Colombo (na margem esquerda do rio), o rio, a montanha e o bairro Gorica.


TARDE: CASTELO e BAIRRO MANGALEM
Após o almoço queríamos continuar a desfrutar da pitoresca cidade de Berat, mais concretamente a zona do castelo. Decidimos ir de carro (2 minutos) para rentabilizarmos o tempo. Estacionámo-lo antes do pórtico de pedra (pois a partir daí o acesso é reservado a residentes).
Deambulámos por ali, tendo começado por visitar o Museu Onufri na Catedral de Assunção de Santa Maria.
É interessante deixarmo-nos perder nas ruelas calcetadas do castelo e ir descobrindo os vários locais, bem como contemplar a paisagem oferecida de um plano superior. Passámos pela Catedral de São Nicolau e bem perto estava a Igreja bizantina de Sta Maria Blaherna (em albanês: Kisha e Shën Mëri Vllahernës) na qual entrámos. Descendo depois um pouco estávamos perante a Estátua com a cabeça de Constantino, o Grande. Daí via-se uma zona amuralhada e para além dela vislumbrava-se parte do rio.
Fomos caminhando e apreciando o que surgia perante nós: a Igreja da Santíssima Trindade (em albanês Kisha Shën Triadha), as muralhas e o rio.
Vislumbrava-se a Mesquita Branca para um lado e para o outro as ruínas da Mesquita Vermelha, mais propriamente a sua torre. Dirigimo-nos para essa zona, tendo continuado a caminhar ao longo da muralha de pedra e descido depois uns degraus, começando a ver o ponto/ plataforma de observação (que não está sinalizada, mas que é imperdível). Aí é dar azo a disparos contínuos pois a paisagem é de cortar o fôlego completamente – o rio, a ponte e o bairro Gorica, a montanha, algum casario do lado do bairro Mangalem…
Invertemos o sentido e fomos gozando o fim de tarde, tendo passado por uma loja com uma oferta incomensurável de artigos típicos, passando isso por peças de barro/cerâmica trabalhadas, carpetes, tapetes…
Depois de termos explorado o Castelo dirigimo-nos de carro para o estacionamento ao pé do nosso hotel, tendo ido depois a pé para a zona antiga da cidade, onde jantámos. Quando terminámos a refeição demos um giro pela Bulevard Republika para a gozarmos a uma hora diferente. É uma rua vibrante repleta de bares e restaurantes.



(Berat é um bom porto de partida para explorar o desfiladeiro Osum, a cerca de 1h e meia de caminho com muitas curvas e alguns buracos na estrada, mas com uma paisagem deslumbrante. Algo impressionante, a não perder! )
4º DIA – (dormida – Berat)
| DISTÂNCIAS Berat- Osum – 54km – 1h 30 min Osum – Permet – algs kms sem efeito!!!! Osum – Berat – 54km – 1h 30 m |
MANHÃ – TRAJETO PARA DESFILADEIRO DE OSUM
Saímos por volta das 9 h e 30 minutos de Berat para fazer o trajeto que nos levava a um desígnio da natureza: o Desfiladeiro de Osum, considerada uma das atrações naturais mais espetaculares da Albânia.
A estrada era razoável mas estreita, apresentando também muitas curvas mas com uma paisagem divinal obrigando a algumas paragens a fazer ao longo do trajeto, sendo pelo menos uma delas obrigatória – a ponte Ura e Çepan (portanto conte com 2h a 2h e 30 de percurso até atingir o desfiladeiro, incluindo as paragens).
Antes de alcançar o desfiladeiro Osum, ao nível de Çorovode siga para Ura e Kasabashit e delicie-se com uma ponte otomana sobre o rio Çorovodë. Vale a pena o ligeiro desvio!
Depois prossiga caminho para alcançar algo fenomenal!
O desfiladeiro de Osum pode ser desfrutado de um plano superior, ao longo da estrada, oferecendo vistas deslumbrantes a cada momento, ou ao nível da água.
O trajeto ao longo do desfiladeiro proporciona paisagens impressionantes. Se aprecia a natureza e gosta do som de água não perca a hipótese de almoçar no restaurante da Guest House Bracaj.

TARDE – DESFILADEIRO, TRAJETO PARA BERAT
Depois dessa refeição memorável, pela fabulosa localização e pelas iguarias, prosseguimos, tendo parado num ponto de observação – Flag’s Panoramic Loop. Convém colocar no Google Maps pois não há nenhuma placa com informação, sendo que pode acontecer passar pelo local e não dar por ele, e é algo imperdível! Após essa paragem, continue e passados poucos quilómetros há mais um ponto que oferece uma panorâmica fenomenal – Ballkoni Natyror – Vrima e Nuses.
Depois tem ainda mais um local vibrante para curtir: A famosa ponte sobre o desfiladeiro – Osumi Canyon Bridge! Não perca a experiência!


Após umas quantas horas passadas no seio de uma natureza indescritível, esperava-nos um trajeto para Gjirokastër que sabíamos, de acordo com pesquisas feitas, que não seria fácil, não tendo, no entanto, imaginado que teríamos que abortar e regressar a Berat.
Saímos da zona do desfiladeiro de Osum no sentido de Permet, tendo feito ainda alguns quilómetros mas o piso era tão difícil, mesmo com um veículo 4×4, que não sabíamos se conseguiríamos alcançar Gjirokastër e/ou quantas horas demoraríamos.
Fomos forçados a regressar a Berat e jantámos na Bulevard Republika, no restaurante Fish Restaurant Si n’ Det, tendo conseguido pernoitar no mesmo hotel (da noite anterior). Apesar de termos tentado cancelar o hotel de Gjirokastër não conseguimos!
Considere a hipótese de pernoitar 2 noites em Berat – para dedicar 1 dia à cidade e 1 outro ao desfiladeiro de Osum (o trajeto é de ida e volta). Não é recomendável seguir para sul (nomeadamente para Gjirokastër) a partir da zona do desfiladeiro, devido ao péssimo estado da estrada (mesmo com um veículo 4×4)).
(para mais pormenores vá a:https://viagensdalita.com/2024/04/11/osum-canyon-uma-maravilha-da-natureza/)
5º DIA – (dormida – Sarandë)
| DISTÂNCIAS Berat – Gjirokastër – 178 km – 2h 34 min Gjirokastër – Blue Eye – 35 km – 45 min Blue Eye – Sarandë – 22 km – 35 min – cerca de 240 km, 4h e 30 min– |
MANHÃ – TRAJETO PARA GJIROKASTËR
Neste dia bem cedo, lá fizemos o trajeto Berat – Gjirokastër, de acordo com a foto abaixo, sendo a única alternativa viável para alcançar o destino em causa!

Fizemos uma breve paragem em Tepelene para gozar a paisagem. Chegámos por volta das 12h e 30 minutos. Estacionámos numa zona com altitude média, donde se avistava o castelo.
FIM DA MANHÃ, ALMOÇO E PARTE DA TARDE – GJIROKASTËR E BLUE EYE
De seguida dirigimo-nos para uma zona mais baixa da cidade de Gjirokastër, com o intuito de desbravar um pouco da Cidade de Pedra, onde se encontravam os principais pontos de interesse, passando isso pela mesquita, o antigo bazar e o obelisco. Fomos, assim, caminhando ao longo de ruas e ruelas, gozando aquele local colorido, pacífico e agradável. Era, nossa intenção, após o almoço num dos restaurantes numa das ruas do bazar, visitar um dos ícones de Gjirokastër, o castelo, mas estava fechado.


Tendo ainda assumido o compromisso de alcançar o Blue Eye e aí gozar momentos inesquecíveis, fizemo-nos ao caminho. Após nos termos deliciado com aquele desígnio da natureza ainda tínhamos que fazer mais alguns quilómetros para chegarmos a Sarandë.


FIM DE TARDE- SARANDË
Após nos termos deliciado no Blue Eye, ainda tínhamos que fazer mais alguns quilómetros para chegarmos a Sarandë onde iríamos jantar e pernoitar.
Eis-nos chegados a Sarandë, uma das mais belas cidades costeiras e uma pérola da Riviera Albanesa.


Como tínhamos escolhido o Demi Hotel, virado para a baía, nem apetecia sair dali pois com o dia a declinar, as luzes ainda abrilhantavam mais o cenário. Perguntámos na receção por um bom local para jantarmos e foi-nos sugerido o restaurante Limani, que ficava virado para a baía. Fomos caminhando junto à água até o atingirmos. Gostámos duplamente da experiência: pela localização – com uma vista deslumbrante e pelas maravilhosas iguarias.
Ainda gozámos o trajeto de regresso ao hotel mas nada mais podíamos pedir aos nossos corpos! No dia a seguir também tínhamos um dia que prometia!
6º DIA – (dormida – Vlorë)
| TRAJETOS Sarandë – Castelo de Lekuresi – 3.6 km – 12 min Castelo de Lekuresi – Ksamil- 19 km – 36 min Ksamil – Parque Butrint – 4.4 km – 20 min Parque Butrint – Natyra (em Sarandë) – 20.6 km – 44 min Natyra (em Sarandë) – Vlorë – 120 km – 2h 45 min – cerca de 170 km – 4h – |
MANHÃ – CASTELO LEKURESI (em Sarandë), KSAMIL E BUTRINT
Check-out feito, mas estando em Sarandë era obrigatório fazer o trajeto até ao seu castelo Lekuresi, localizado na colina, (com parque de estacionamento perto do castelo) pois oferecia uma vista panorâmica e incrível sobre a cidade, a baía, o lago Butrint e o Mar Jónico com Corfu no horizonte, tornando este o ponto mais popular e icónico de Sarandë.

Mais um visto feito! Aí íamos nós fazer um trajeto interessante mais para sul com o intuito de uma passagem rápida pela famosa praia de Ksamil (que de momento estava a passar por várias reconstruções – certamente a preparar-se para a época balnear) e depois prosseguir para o Parque de Butrint. Aí era deixarmo-nos perder imaginando como se teria vivido num local com uma envolvência tão maravilhosa e com monumentos, que podemos considerar bem conservados, uma vez que têm perdurado durante séculos. São de referir o anfiteatro romano, o batistério, a basílica, os 2 castelos bem como as muralhas. É um local único e imperdível numa viagem ao sul da Albânia!


Mas como os estômagos começavam a reclamar e tínhamos pensado almoçar no restaurante Natyra (em Sarandë) com um incrível terraço panorâmico, que se encontrava a cerca de 3 quartos de hora, (sugestão do hotel na noite anterior) estava na hora de zarpar dali.
TARDE – TRAJETO AO LONGO DA ESTRADA SH8 E VLÖRE
Após esses maravilhosos momentos esperavam-nos cerca de 120 km, os quais representariam quase 3 h ao longo da famosa e fabulosa Estrada SH8, com paisagens, para uma costa imensa e montanha, de cortar a respiração.
Teria sido um percurso ainda mais fantástico, se o tempo estivesse favorável pois era nossa intenção, fazer um ligeiro desvio, um pouco a norte de Dhërmi, para ir a um local panorâmico conhecido como Llogara Pass, para usufruir de uma vista panorâmica ainda mais deslumbrante: montanha e costa, mas como as condições climáticas (alguma chuva e pouca visibilidade) não estavam favoráveis e o dia estava a começar a declinar, abortámos a “missão”!


Prosseguimos, assim, viagem até ao local onde iríamos pernoitar: Vlöre. Como estava a chover, estávamos um pouco cansados e era hora de jantar, acabámos por fazer a refeição no restaurante do hotel, tendo ainda gozado um pouco da marginal e baía dessa cidade costeira.
7º DIA – (dormida – Shkodër)
| TRAJETOS Vlöre – Durrës – 184 km – 2h 20m Durrës – Shkodër – 106 km – 1h 30m – cerca de 300 km – 4h – |
MANHÃ- TRAJETO PARA DURRËS
Foi toca a sair de manhã cedo pois esperavam-nos cerca de 2 horas e meia para atingirmos a cidade de Durrës. Demos um giro pela cidade tendo caminhado ao longo da animada marginal até atingirmos a Torre Veneziana e o Castelo. Ainda passámos nas proximidades do Anfiteatro.


Como era nossa intenção ir almoçar em Shkodër ou nas suas imediações, fizemo-nos ao caminho, tendo ao longo do mesmo feito pesquisas para encontrar um restaurante à beira do lago Shkodër. E não é que encontrámos um – Taverna Shkordane – com uma esplanada fabulosa virada para o lago – Foram momentos altos no nosso dia!
Mas não se ficavam por aí!
TARDE – MESI BRIDGE E SHKÖDER
O nosso alojamento – Duomo Resort – não ficava muito longe dali, tendo uma localização ainda mais fantástica pois como se situava num plano mais alto, tinha uma vista mais abrangente do lago Shkodër. Deve ter sido o local do mundo mais maravilhoso onde teremos ficado alojados e com um staff do mais afável que se possa imaginar!
Bom… mas a ideia era fazer check-in e ainda conseguirmos ver e pisar a maior e a mais bem conservada ponte otomana da Albânia – Mesi Bridge. Para tal tínhamos pela frente cerca de 17 km, meia hora (do alojamento à ponte).

Depois destes “altos” momentos dirigimo-nos de carro para a cidade de Shkodër para a explorar um pouco. Fomos ao longo da Rruga Studenti observando vários edifícios, tendo visto a Mesquita Xhamia e Parrucës e alcançado a Praça Sheshi Parruce. Fizemos a mesma rua em sentido contrário tendo chegado à Praça Sheshi Demokracia, onde se encontrava o Teatro Migjeni de um lado e a Mesquita Xhamia e Madhe do outro. Depois fomos para a Rruga Kolë Idromeno, uma rua pedonal vibrante com restaurantes, cafés, lojas e um Museu de Fotografia.
Chegada a hora de jantar e tendo já assumido compromisso com o Duomo Resort (local onde iríamos pernoitar), retomámos o carro e para lá nos dirigimos. Foi um jantar que vai permanecer para todo o sempre nas nossas memórias por muitos motivos: o espaço de restauração era de um requinte absoluto bem como a localização: virado para o lago Shköder, o staff era algo do outro mundo e tivemos um chef ao nosso dispor que fez questão de confecionar iguarias fabulosas tendo a sobremesa sido surpresa e oferecida.


8º DIA – (dormida – Fierze)
| TRAJETOS Duomo Resort – Castelo Rozafa – 7 km – 17 min Castelo Rozafa – (Shkodër ) – Koman Lake view point – 34 km – 50 min Koman Lake view point – restaurante Perla – 9.5 km – 15 min restaurante Perla – Fierze (Bujtina Adora)- 130 km – 3h 10 min – cerca de 4 h e meia – |
MANHÃ – CASTELO ROZAFA E TRAJETO ATÉ KOMAN LAKE VIEW POINT
Estando em Shkodër não podíamos perder o seu monumento mais importante: o Castelo Rozafa. É um must em si mesmo e com uma localização espetacular: oferece vistas únicas e surpreendentes, estando cercado pela água de 3 rios: Drini, Buna e Kiri.


A partir daí iniciámos um trajeto digno de nota pois parte dele foi ao longo do lago Komani oferecendo paisagens deslumbrantes. Apesar da estrada ser ziguezagueante valeu a pena chegar ao lake viewpoint pois fomos gozando a tranquilidade e a magnificência da paisagem. Atingido esse ponto retomámos a estrada no sentido contrário para almoçar na esplanada, do restaurante Perla, à beira do lago Koman. Como devem calcular foram momentos indescritíveis que ficam para todo o sempre!


Após esses momentos fabulosos e relaxing, tínhamos pela frente um desafio de cerca de 3 horas em troços picados – curvas e contra-curvas, sobe e desce, piso irregular mas podendo desfrutar de uma paisagem sem igual: desde os Alpes Albaneses cobertos de neve ao rio Drin – a acompanhar parte do percurso.
se quiser ver mais pormenores em: https://viagensdalita.com/2025/08/14/albania-shkoder-e-lago-koman/
Tendo nós pedido ao Google Maps a localização do nosso alojamento Bujtina Adora em Fierze, e vendo os quilómetros a diminuir, estávamos convencidos que estaríamos a pouco tempo de gozar mais um local extraordinário. Mais uma vez o Google Maps nos enganou ou esse troço da estrada não estava mapeado! Nada que um telefonema não resolvesse! Alguém nos veio buscar ao ponto combinado! Se não tivéssemos um veículo 4×4 teríamos que ter ido na carrinha do alojamento! Depois de termos passado primeiro pelo “inferno” chegámos ao paraíso! O conjunto de casinhas do Bujtina Adora ficavam nem mais nem menos que num plano superior, tendo o rio Valbona como cenário. Simplesmente inebriante!


Após termos contactado com a nossa fabulosa casinha e com a vista obtida, jantámos no restaurante do hotel: staff afável e iguarias muito agradáveis.
9º DIA (dormida– Krüje)
| DISTÂNCIAS Fierze – Kukës – SH23 – 112 km – 2h 30m Kukës – Krüje – 130 km – 2h 242km – 4h 30 minutos |
MANHÃ – TRAJETO ATÉ KUKËS
Após o rico e variado pequeno-almoço na esplanada do Bujtina Adora, tendo como cenário o rio Valbona, fomos convidados pelo dono para o acompanhar a um conjunto de bunkers que se situavam numa colina acima do conjunto de casinhas que constituíam o alojamento. Apesar de já termos visitado 2 bunkers transformados em museus (em Tirana e arredores), estes representavam uma memória ainda mais fidedigna de momentos difíceis de há poucas décadas.
Check-out feito, estava na hora de iniciarmos o trajeto entre Fierze e Kukës. Apesar da paisagem pela Albânia, genericamente falando, ser fascinante, esta deixou-nos completamente inebriados, tendo suplantado todas as outras! – de Fierze a Kukës.


(A paisagem do norte da Albânia é uma das partes mais bonitas do país, com Valbona e as Montanhas Amaldiçoadas (Bjeshkët e Namuna) representando dois dos locais mais visitados do país. Abençoada pelo ar fresco do Rio Drin e do Lago Fierza, Kukës reabastece a mente e a alma. O Parque Nacional Valbona é um lugar lindo cheio de vistas alpinas, cascatas, florestas, com o rio Shalë atravessando o vale, além de muitas outras paisagens maravilhosas.)
Ao longo do trajeto tivemos a presença de montanha, rio Drin e lago Fierza, o que “obrigou” a breves paragens para desfrutar desta paisagem sem igual.
Com tudo isto eis-nos chegados a Kukës*, local bafejado pelo anteriormente descrito. Almoçámos na esplanada do restaurante Lugina e Drinit Bar virada para o Rio Drin Negro. Mais uma refeição fabulosa. (*a cidade de Kukës foi nomeada para o Prémio Nobel por acolher refugiados do Kosovo durante a guerra no Kosovo).
PARTE DA TARDE – KRUJË
Com momentos e paragens maravilhosas ao longo do trajeto, lá atingimos Krujë por volta das 17h. Apesar do alojamento – Kruja Albergo Diffuso – se situar no interior do castelo e ter sido uma aventura chegar lá com as malas, tendo o carro ficado numa zona abaixo do castelo, num parque de estacionamento pago, considerámos a experiência muito interessante.
Depois de instalados era começar a gozar o facto de estarmos já no local mais interessante de Krujë: o seu famoso castelo com uma área circundante bonita, na qual se incluía o bazar.
Deambulámos por ali, captando, em primeiro lugar, vistas deslumbrantes do topo: para a cidade e para a montanha.
Depois fomos explorando a zona do interior do castelo.
O interior do castelo oferece algumas instalações que podem ser visitadas ou apreciadas – algumas ruínas no terreno do castelo do século V, uma antiga torre do relógio, 1 igreja, a Mesquita do Sultão Mehmet Fatih, o Museu Etnográfico, minarete e muralhas e alguns restaurantes, sendo, desde logo, o edifício do próprio castelo um must – pela sua beleza e conservação e o Museu Skanderberg que lhe confere ainda mais importância e projeção.
Após esses momentos magníficos queríamos ainda dar uma volta pelo bazar e escolher um local para jantar. Fizemos uma ligeira descida para alcançar a rua do bazar, sendo que ao cair da tarde, tudo tinha ainda um aspeto mais encantador.



Acabámos por jantar por ali. Depois disso ainda demos mais um giro pelo bazar e pela área envolvente.
10º DIA – Regresso
MANHÃ – KRUJË
Antes de sairmos de Krujë não podíamos perder algo icónico: o Museu Skanderbeg. Vale a pena pois o espaço atribuído ao museu é muito interessante e aprendemos um pouco acerca da bravura do herói nacional da Albânia.



TRAJETO PARA O AEROPORTO
Bom … apesar de nunca agradar dizer adeus ao que se gosta, os minutos estavam a esgotar-se em terras albanesas!
(14.10 – Tirana – Frankfurt – 16.30; 17.45 – Frankfurt – Lisboa – 20h)
Aí íamos nós enfrentar o trajeto de cerca de uma hora para alcançarmos o aeroporto de Tirana, com a esperança de voltar um dia a este país maravilhoso!
One thought on “Albânia – um país a desabrochar!”