


TOMAR
De acordo com vestígios arqueológicos sugerem a presença humana em Tomar desde a pré-história, tendo conhecido a passagem de vários povos ao longo de alguns séculos, até que D. Afonso Henriques – 1º Rei de Portugal – conquistou definitivamente a região em meados do séc. XII (1147) e a doou à Ordem dos Templários.
Tomar, cidade ribatejana, pertencente ao distrito de Santarém, beneficia duma posição privilegiada bem no coração do Centro de Portugal, (situando-se pertíssimo de Leiria, Coimbra, Castelo Branco e Portalegre) cruzada pelas melhores vias rodoviárias e ferroviárias. A cidade e o município de Tomar são também atravessados pelo rio Nabão, afluente do rio Zêzere.
O concelho de Tomar está situado na margem direita do rio Zêzere (principal afluente do rio Tejo) e é atravessado pelo rio Nabão o qual divide a cidade de Tomar.
Situa-se numa das zonas mais férteis de Portugal continental para a produção de azeite, figo ou a vinha.
DORNES, A PENÍNSULA ENCANTADA
Dornes, com a sua Torre Templária pentagonal, edificada por Gualdim Pais (1º Mestre da Ordem dos Templários), situada numa península rodeada pelas águas do rio Zêzere, envolvida por uma paisagem deslumbrante, é um local a não perder numa visita a Tomar, pois é de uma beleza fora do comum! A península de Dornes, vive envolta num misticismo pois é considerada aldeia por um uns e vila por outros.
| 1. COMO ALCANÇAR TOMAR |
| 2. COMO ALCANÇAR AQUEDUTO DOS PEGÕES E DORNES |
| 3. PRINCIPAIS LOCAIS DE INTERESSE A. EM TOMAR B. NOS ARREDORES |
| 4. A NOSSA EXPERIÊNCIA |
1. COMO ALCANÇAR TOMAR
Uma vez que a cidade de Tomar se situa no centro de Portugal, saindo de Lisboa ou do Porto, está a cerca de 2h de distância. Chegados ao local para obter informações acerca da cidade pode sempre deslocar-se ao:
| POSTO DE TURISMO DE TOMAR Avenida Dr. Cândido Madureira, 2300-531 TOMAR turismo@cm-tomar.pt Telefone: ( +351) 249 329 823 Horário: 9h30 às 18h00 ( 1 de Abril / 30 de Setembro) 10h00 às 17h00 (1 de Outubro / 31 de Março) |
2. COMO ALCANÇAR
A. O AQUEDUTO DOS PEGÕES
Estando em Tomar siga a estrada N113 pedindo ao Google Maps – Aqueduto do Convento de Cristo (troço Pegões Altos) – 4.2 km – 8 min.
B. DORNES
Dornes situa-se 30 km (30 minutos) a norte de Tomar. Saindo dessa cidade pode seguir pela A13 (inclui portagens) ou ainda pela N238 e N110.
3. PRINCIPAIS LOCAIS DE INTERESSE
A. EM TOMAR
Apesar de o Castelo de Tomar e o Convento de Cristo serem os ex -líbris de Tomar, a cidade tem muito mais para oferecer! Deixe-se perder na Terra dos Templários!
| “O Castelo de Tomar e Convento de Cristo, sede das ordens religiosas e militares do Templo e de Cristo foi classificado como património da humanidade e inscrito na lista do património mundial da UNESCO, em 1983. Os critérios que presidiram à sua classificação tiveram em conta, particularmente a Charola dos templários e a invulgar janela ocidental da nave manuelina.” in: http://www.conventocristo.gov.pt/pt/index.phps=white&pid=29&identificador=ct11_pt |
| CASTELO DOS TEMPLÁRIOS E CONVENTO DA ORDEM DE CRISTO – Conjunto Arquitetónico- inclui alguns dos mais importantes testemunhos da história da arquitetura portuguesa como: a Charola Templária, o Claustro Principal e a famosa Janela Manuelina da Sala do Capítulo: este conjunto cruza elementos de vários estilos: Românico, Gótico, Manuelino, Renascentista, Maneirista e Barroco, sendo o resultado verdadeiramente espantoso – a sua área é de 54000 m2, representando a maior área monumental de Portugal e uma das maiores do mundo. – classificado pela UNESCO como Património Mundial, em 1983 – CASTELO (séc. XII – XIV) Foi D. Gualdim Pais – 1º Mestre da Ordem dos Templários em Portugal que fundou o castelo e a vila de Tomar em 1160 O Castelo de Tomar, construído numa das colinas, sobranceiras ao rio, também conhecido como o Castelo dos Templários, é um dos maiores exemplares da arquitetura dessa época. O castelo foi erigido de acordo com os conceitos das fortificações existentes na Terra Santa, tendo sido naquela época a fortificação mais moderna e avançada no reino. O castelo teve a sua fundação em 1160 compreendendo entre eles: a vila murada, o terreiro, a casa militar e o oratório dos cavaleiros, em rotunda: a Charola (concluída em 1190). CONVENTO (sécs. XIV – XVIII) O início da construção do Convento deve-se ao Infante D. Henrique: o Convento tem 8 claustros construídos entre os sécs. XIV e XVIII: é um dos maiores da Europa sendo o claustro principal uma obra-prima da arquitectura do Renascimento (Convento de Cristo é o nome pelo qual é geralmente conhecido o conjunto monumental constituído pelo Castelo Templário de Tomar, a Charola templária e igreja manuelina adjacente, o Convento renascentista da Ordem de Cristo da época do Renascimento, a cerca conventual, hoje conhecida por Mata dos Sete Montes, a Ermida da Imaculada Conceição e o aqueduto conventual, também conhecido por Aqueduto dos Pegões). CHAROLA A Charola remonta ao início da construção Castelo de Tomar (1160), tendo sido concluída em 1190. Foi posteriormente adaptada a Capela-mor, tendo sido uma das edificações templárias mais importantes no Ocidente. Para além de ser um dos melhores entre os raros exemplares existentes de igreja em rotunda, simboliza o mundo medieval europeu, das cruzadas e da defesa da fé. JANELA MANUELINA janela manuelina ou do Capítulo constitui a primeira síntese das artes europeia e oriental, é o mais conhecido exemplo de arquitectura manuelina, magnificamente decorada no exterior e ilustrativa do naturalismo exótico e do uso de pormenores marítimos: a madeira, o cordame, as bóias, etc., |



| MATA NACIONAL DOS SETE MONTES considerada como o “pulmão” da cidade de Tomar é detentora de um património paisagístico e histórico não perca entre outros locais: a Charolinha casa de fresco do Renascimento, contemporânea da construção do Convento: local outrora eleito para meditação e refúgio e o Miradouro do Baloiço vista panorâmica da cidade de Tomar |
| CORREDOURA (RUA SERPA PINTO) Segundo a tradição era aqui que os cavaleiros “corriam as lanças” ou seja era o caminho que outrora os cavaleiros percorriam para chegar ao castelo principal rua pedonal comercial, de calçada portuguesa, do Centro Histórico de Tomar com fachadas interessantes e com uma oferta muito rica: lojas, cafés, restaurantes, alojamentos… |
| RIO NABÃO Desde a Antiguidade que as águas do Nabão foram habilmente aproveitadas para a rega de campos agrícolas ou como força motriz de inúmeras unidades industriais e RODA DO MOUCHÃO reconstituição das rodas hidráulicas que, no passado, pontuavam a zona ribeirinha e se destinavam à irrigação dos campos de cultivo LEVADA DE TOMAR ao longo do rio Nabão, a Levada de Tomar é um espaço da antiga moagem, agora a funcionar como Complexo Cultural ou Museu da Levada da Tomar que, tanto pela sua localização como pelo facto de testemunhar e recordar temas como a indústria, a ciência, a tecnologia, a energia, o ambiente, entre outros, merece ser visitado; apresenta programação cultural contínua; destaca-se por ser um projeto integrado no processo de desenvolvimento científico, cultural, educativo e social do território, sendo, assim, um contributo para a dinamização da economia e do turismo local. |
| ANTIGA JUDIARIA Rua Dr. Joaquim Jacinto o Infante D. Henrique ( governador da Ordem do Cristo), foi o grande promotor da fixação dos Judeus em Tomar, tendo-lhes dado uma rua para constituirem o seu bairro os Judeus de Tomar foram vitais para o bom sucesso da abertura das novas rotas comerciais na África na época dos Descobrimentos embora o bairro judeu de Tomar já existisse por finais do século XIV, foi no século XV que a judiaria mais se desenvolveu com a construção da Sinagoga Sinagoga construída no século XV (entre 1430-60) por ordem do Infante Dom Henrique era o centro principal de toda a comunidade judaica: tem planta quadrangular, com 9,50 metros de fundo por 8,25 de largo e a sua altura corresponde à das habitações que a ladeiam, de rés-do-chão e primeiro andar; a Sinagoga de Tomar testemunha a importância que a comunidade judaica terá tido na cidade desde o século XIV e é extremamente importante por ser considerada o último exemplar de um templo hebraico-medieval em bom estado de conservação. O reconhecimento e importância histórica da Sinagoga de Tomar foi assinalada em 1921, aquando da sua classificação como Monumento Nacional O espaço sofreu várias alterações e usos ao longo do tempo: foi prisão, casa particular e ermida de culto católico; posteriormente foi mercearia e armazém até que o investigador judeu-polaco Samuel Schwarz, apaixonado pela cultura hebraica o adquiriu, em 1923, reabilitou, promovendo obras de limpeza e desaterro. Doou-o ao Estado Português em 1939 sob a condição de aí ser instalado o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto. |
| MUSEUS Museu dos Fósforos museu único do género em Portugal e dos mais originais da Europa e do mundo. Aqui se conserva uma coleção superior a 40 mil caixas, etiquetas e caixas de fósforos, doada pelo tomarense Aquiles da Mota Lima ao Município, em 1980. Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto / Núcleo Interpretativo da Sinagoga de Tomar Foi inaugurado em 2019, após obras de reabilitação da Sinagoga. O Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto e Núcleo Interpretativo da Sinagoga de Tomar integrados no mesmo espaço físico, funcionam de forma complementar proporcionando uma experiência abrangente sobre a história e cultura judaica em Tomar. É composto por dois pisos: o inferior apresenta antigas estruturas arqueológicas existentes no local no superior é possível a interação com conteúdos multimédia que dão a conhecer informações relacionadas com a presença dos judeus na cidade. Núcleo de Arte Contemporânea edifício do séc. XIX que acolhe uma interessante coleção de arte contemporânea portuguesa doada pelo ilustre tomarense Professor José Augusto França. |
| IGREJAS se gostar de igrejas tem muitas ao dispor na cidade de Tomar |
| Igreja de São João Baptista (na Praça da República) Igreja da Misericórdia Igreja de Santa Maria do Olival – onde se encontra o túmulo de Gualdim Pais– Capela de Stª Iria Capela de São Gregório – de planta octogonal e portal manuelino – Capela/Ermida de Nª Sra da Piedade –tem miradouro sobre a cidade – com acesso através de escadaria com muitos pisos – Capela de São Lourenço Capela/Ermida de Nª Sra da Conceição Igreja e Convento de São Francisco – desde o ano de 1989 acolhe a coleção do Museu dos Fósforos – |


B. ARREDORES
| AQUEDUTO DOS PEGÕES Construído na era de Filipe II de Espanha (início em 1593 e conclusão em 1614), o Aqueduto dos Pegões foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo em Tomar. Tem cerca de 6 km de extensão, sendo na zona do vale de Pegões constituído por 58 arcos de volta inteira, na sua parte mais elevada, sobre 16 arcos ogivais apoiados em pilares. tem uma altura máxima de 30 metros e dispõe de um total de 180 arcos |

| DORNES Torre Pentagonal de Dornes A Torre Templária de Dornes, de planta pentagonal em cantaria de pedra, surpreende pela invulgaridade da forma, tornando as suas cinco faces um exemplar raríssimo da arquitetura militar dos tempos da Reconquista. Edificada por Gualdim Pais, no séc. XII, foi construída sobre a base de uma antiga torre romana (atribuída a Sertório, general romano de c. 72 a.C.), como parte integrante de um sistema defensivo da linha do Tejo contra os Mouros. Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1943 Igreja de Nª Srª do Pranto construída no séc. XIII e reedificada em 1453, possui um órgão de tubos oitocentista, imagens de pedra de Nossa Senhora do Pranto e de Santa Catarina, um púlpito de 1544 e um quadro a óleo |



4. A NOSSA EXPERIÊNCIA
Tomar não representava uma primeira vez, mas tínhamos saudades de rever esta encantadora e tranquila cidade e enriquecer a nossa viagem com algo que adoramos: a presença da água. Pesquisas feitas considerámos então acrescentar o Aqueduto dos Pegões ou do Convento de Cristo e a encantadora Península de Dornes.
1º DIA – TOMAR
Tendo chegado a Tomar a meio da manhã, dirigimo-nos de carro até às proximidades do Castelo (tendo-o estacionado num parque pago)





e assim começámos a calcorrear o espaço dentro do castelo e caminhar ao longo das suas ameias para daí contemplar a cidade de Tomar de um plano superior,



bem como observar de um ângulo diferente tudo o que fazia parte do que se encontrava dentro das muralhas sendo de realçar a Praça de Armas rodeada de um jardim bem cuidado, a Torre de Menagem e o Convento de Cristo, entre outras áreas.



Apesar de já não ser novidade para nós, o Convento de Cristo representa sempre momentos dignos e bem empregues.


Lá iríamos rever a magnífica Charola bem como a famosa janela manuelina, entre outros espaços.
É impossível ficar indiferente perante a magnificência da Charola, captando diferentes perspetivas. A Charola (ou Rotunda) do Convento de Cristo é um dos raros e emblemáticos templos em rotunda da Europa medieval. Arquitetonicamente apresenta 2 estilos: o românico e o gótico, completados com decoração manuelina bem como pinturas e esculturas quinhentistas.



De seguida fomos gozar as zonas do exterior do Convento, não podendo esquecer o seu ex-líbris: a janela (ocidental da nave) manuelina ou do capítulo ornamentada com elementos do mundo da navegação (madeira, cordame, bóias…) entre outros. Com tudo isto dedicámos cerca de 1h e meia ao castelo e convento.


Mas o tempo estava a esgotar-se pois tínhamos já reservado mesa no restaurante Mouchão à beira do rio Nabão. Entrámos no Parque do Mouchão e estacionámos pois os clientes que aí estão alojados no hotel (Estalagem de Santa Iria) ou que vão ao restaurante, têm direito a estacionamento. Adorámos triplamente a experiência: pelo espaço, pelo staff e pelas iguarias.
A seguir a esses momentos maravilhosos, queríamos continuar a explorar mais um pouco a aprazível cidade de Tomar, tendo tirado logo uma fotografia da praxe, ainda no parque, ao pé da Roda do Mouchão (engenho mecânico movido pelas águas correntes do rio Nabão que outrora se dedicava à irrigação dos campos de cultivo), parecendo uns miúdos quando vêem algo que lhes agrada!


Saímos do Parque do Mouchão e atravessámos a rua para irmos à Praça do Pelourinho, para vermos o Pelourinho, o casario em redor bem como o Castelo e o Convento de Cristo (que se situavam lá no alto).


Depois (tendo o pelourinho nas nossas costas) tínhamos alguns metros adiante a pequena Capela de São Gregório, de planta octogonal e um portal manuelino.


Para queimar algumas calorias aproveitámos a escadaria (que tem início imediatamente a seguir à Capela de São Gregório) que nos conduzia à Capela de Nª Sra da Piedade, famosa pela panorâmica para a cidade. Fizemos sensivelmente metade dos degraus pois aí já se tinha uma visão muito interessante para a cidade e ainda tínhamos muito para desbravar. Descemos e fomos ao longo da marginal acompanhando o rio Nabão até atingirmos a Ponte Velha (Rua Marquês de Pombal).





Depois encaminhámo-nos para a famosa Rua Serpa Pinto ou Corredoura, assim designada pois em séculos idos era ali que os cavaleiros Templários “corriam as lanças”. É uma rua pedonal com edifícios com uma arquitetura muito interessante e com uma oferta de lojas muito variada. Deixámo-nos perder por aí, gozando a Rua Serpa Pinto bem como o Castelo que se adivinhava lá ao longe.



Alcançando o fim da rua chegámos a uma grande praça – a Praça da República, impondo-se no centro a Estátua de Gualdim Pais – Mestre Templário – Fundador de Tomar, tendo também a Igreja de São João Baptista e os Paços do Concelho (por detrás da estátua).


Daí dirigimo-nos para a Praça Infante D. Henrique (aproveitando para ir ao Posto de Turismo) com a intenção de dar um giro pela Mata dos Sete Montes. Aí fomos circulando até atingir o Miradouro do Baloiço, o qual tem uma vista interessante para a cidade, passámos pela Charolinha (casa de fresco, espaço de recolhimento e meditação, da época renascentista– contemporânea da construção do Convento) e pela Fonte da Charolinha (única fonte de água perene existente na Mata).



Começámos a descer e dirigimo-nos outra vez para a Praça Infante D. Henrique tendo ido ao longo da Rua dos Arcos (no extremo leste dessa rua há uns arcos ogivais – a ser reparados – onde supostamente terá funcionado o antigo bazar dos judeus) e alcançado a Praça Alves Redol. Depois fomos por uma ruela – Rua dos Moinhos – muito interessante a nível arquitetónico e com uma boa oferta de lojas.
Cruzámos as ruas Serpa Pinto e de São João para irmos à Rua Dr. Joaquim Jacinto- zona da Judiaria. Entrámos na Sinagoga – que é nem mais nem menos o mais antigo templo hebraico em Portugal (encerrado por ocasião da expulsão dos judeus do reino por D. Manuel I).



Ainda fomos visitar o Núcleo de Arte Contemporânea – edifício do séc. XIX que acolhe uma interessante coleção de arte contemporânea portuguesa doada pelo ilustre tomarense Professor José Augusto França. Tínhamos em mente ir também ao Museu dos Fósforos mas já estava fechado.
Apesar dos momentos em Tomar estarem a findar, o dia ainda tinha algo “alto” para oferecer! Significava isso o Aqueduto dos Pegões que ficava a poucos minutos e poucos quilómetros de distância.

Quando chegámos ao local sentimo-nos diminutos perante algo tão lá no cimo! Foi toca a trepar degraus para iniciarmos o percurso (no sentido contrário ao castelo e convento). Só apetecia ter asas e voar! Foi uma experiência espetacular mas é necessário ser corajosos pois o aqueduto em determinadas zonas não tem proteção, tendo sido necessário ir atentos ” às manobras”. Focando-nos nas perspetivas lindas alcançadas daquela altura, é algo a considerar e não descartar do “pacote”!






Depois destes momentos, mais esperavam por nós! Tendo reservado estadia no Reinado de D. Dinis – turismo histórico-cultural em Dornes para lá nos dirigimos, empolgados com a localização fabulosa do nosso alojamento, à beira do rio Zêzere!



Fomos afavelmente recebidos pelos donos do alojamento, mal sabendo nós que nos esperava um jantar em família! Este conceito foge completamente ao habitual! Foram momentos muito interessantes e sui generis! Antes do jantar ainda gozámos um pouco a vista da varanda do nosso quarto. Daí via-se o rio no seu esplendor bem como a aldeia/ vila de Dornes. Essa foi também a paisagem que tivemos durante o jantar.
Depois deste dia cheio, rico e maravilhoso estava na altura de descansarmos, não sem antes contemplarmos uma vez mais a magnífica vista!
2º DIA – DORNES
De manhã esperava-nos um pequeno-almoço em família também! Após esses momentos interessantes de convívio tínhamo-nos proposto dedicar a manhã a fazer parte do trilho PR1 FZZ – Dornes – Vigia do Zêzere.
Começámos ao pé do Posto de Turismo (cerca das 9h) seguindo a indicação do Lagar de S. Guilherme. Penetrámos no seio da natureza e fomos gozando o caminho mas sempre à espera de encontrarmos sinalização que nos mantivesse no trilho. A única informação que ia aparecendo era relativa ao caminho para o Santuário de Fátima.
Fomos prosseguindo um pouco sem saber para onde nos estávamos a dirigir. Acabámos por passar perto do Lagar de S. Guilherme. Andámos à deriva e quando vimos uma estrada num plano alto onde algumas pessoas estavam a caminhar dirigimo-nos para lá! Íamos sempre atentos para ver se surgia alguma placa ou indicação de trilho mas sem qualquer sucesso! Desistimos e fizemos o regresso a Dornes ao longo da estrada, o que não foi muito agradável.
Bom… mas a encantadora Dornes estava à nossa espera. À medida que nos íamos aproximando e porque estávamos num plano alto oferecia-nos uma paisagem deslumbrante de cortar o fôlego: o rio Zêzere, serra, zona de praia, a fenomenal Torre, casario… Completámos o círculo, pois passámos outra vez ao pé do Posto de Turismo e começámos a descer, tendo virado à esquerda e alcançado o cais. Depois refizemos o trajeto e fomos até ao Igreja de Nª Sra do Pranto, tendo visitado o seu grandioso interior. De seguida dirigimo-nos para a emblemática Torre Pentagonal, que surpreende pela invulgaridade da forma, e suas imediações, sempre presenteados pela presença do rio.
Fomo-nos deliciando segundo a segundo até chegar ao Reinado de D. Dinis pois tínhamos combinado de antemão um almoço com os donos, ao ar livre, num espaço agradável pertencente ao alojamento: nem mais nem menos: peixe apanhado no rio Zêzere. Mais uma vez foi uma experiência muito agradável pela amabilidade da família, das iguarias e da paisagem!
Mas o dia ainda tinha muito para oferecer! Fomos convidados a conhecer os vários espaços do alojamento Reinado de D. Dinis. Foi interessante. É um projeto e conceito de hotelaria diferente.
Nós tínhamos manifestado desejo de fazer um passeio de barco na Península de Dornes e imediações para explorar um pouco a paisagem ao longo do rio Zêzere. Foi-nos dito pelos donos do alojamento que costumavam fazer tours.
Aí íamos nós fazer um passeio fluvial a partir da emblemática Vila de Dornes, gozando-a numa perspetiva de baixo para cima e da água para a terra.

Fizemos o trajeto circundando a Península de Dornes, tendo passado por baixo da Ponte do Vale da Ursa, atingido as ilhas do Zêzere, ao pé das quais nos banhámos naquelas águas maravilhosas. Foi uma experiência única e fabulosa.




Após esta experiência maravilhosa, ainda queríamos continuar a desfrutar de Dornes, ao fim do dia com umas cores divinais, tendo para tal reservado mesa no restaurante O Rio, com vista para o Zêzere, para a serra…. Adorámos a experiência tendo feito parte da mesma, peixe do rio, marisco e dornitos (bolachas típicas da localidade em questão).
A Península de Dornes é, de facto, de um encanto e de uma tranquilidade indescritível.
3º DIA – MANHÃ – VALE SERRÃO, PERALFAIA, LAGO AZUL E SARDOAL
| 60 km – 1h 10 minutos |
No dia seguinte após o pequeno almoço e da despedida do casal e filha amorosa do alojamento Reinado Dom Dinis, fizemo-nos à estrada mas queríamos dar mais uma oportunidade ao trilho PRR1 FZZ – no sentido de Vale Serrão e Ilhas. Fomos circulando e parando para gozar a Península de Dornes de uma outra perspetiva, rodeada pelo rio Zêzere e da Albufeira do Castelo de Bode. Quando vimos setas com a indicação de vários troços dos trilhos, estacionámos o carro e ainda demos um giro no sentido de Peralfaia. De um plano alto tivemos acesso a uma panorâmica fabulosa, tendo reconhecido parte do trajeto de barco que tínhamos feito no dia anterior, por exemplo a Ponte do Vale da Ursa e as suas imediações.


Fizemo-nos à estrada, tendo passado na zona de Ferreira do Zêzere, mas prosseguindo viagem até começarmos a vislumbrar, de um plano alto, a praia fluvial do Lago Azul. É claro que fizemos uma bem merecida paragem pois oferece uma paisagem fabulosa e descontraída.


Depois de termos gozado esses momentos, rumámos ao Sardoal para almoçar no restaurante Quatro Talhas, local já nosso conhecido e que se recomenda vivamente. Tem uma oferta um pouco diferente do habitual mas muito boa!
E depois estava na hora de regressar a casa, mas de alma cheia!