Albânia: Shkodër e Lago Koman

Shkodër – dedique uma manhã ou uma tarde
Lago Koman – dedique o tempo que tiver ou quiser!

Shkodër (também conhecida como Scodra ou Scutari), é a quinta cidade mais populosa da República da Albânia. Situa-se no norte do país, na confluência dos rios Buna e Drin, sendo uma das cidades mais antigas (continuamente habitada desde o início da Idade do Bronze), e significativas do país com uma rica herança histórica e cultural.

A cidade espalha-se, assim, pela planície de Mbishkodra, entre a parte sul do Lago Shkodër e o sopé dos Alpes Albaneses nas margens dos rios  Buna, Drin e Kir.

O lago Shkodër situa-se no oeste da cidade e forma a fronteira da Albânia e Montenegro, sendo o maior da península balcânica. O lago tornou-se o símbolo da divisão económica e social estável e consistente da cidade. A cidade de Shkodër bem como o respetivo lago são, assim, um destino cativante.

Esta cidade multifacetada teve uma vida artística tradicionalmente rica e uma enorme contribuição para a cultura albanesa: Shkodër é o berço dos mais importantes poetas albaneses, como Migjeni, pintores como Kol Idromeno e Edi Hila, e fotógrafos, a Família Marubi.

Shkodër abriga o assombroso Museu Nacional de Fotografia de Marubi, com uma extensa coleção de fotografias que capturam a história da Albânia. Exibe a primeira foto tirada na Albânia, e a Venice Art Mask Factory, onde um mestre local produz as mesmas máscaras complexas usadas nos carnavais de Veneza e nos shows de Las Vegas.

É uma cidade vibrante que funde lindamente o antigo e o novo.

PRINCIPAIS PONTOS DE INTERESSE

Castelo Rozafa
é um castelo antigo e o monumento mais importante de Shkodër
é cercado pela água de 3 rios: Drin, Buna e Kiri
Esta fortaleza medieval, situada no topo de uma imponente colina rochosa, a 130 metros acima do nível do mar, oferece vistas panorâmicas de Shkodër e das paisagens em redor.
Diz a lenda que as fundações do castelo foram lançadas com o sacrifício de uma mulher chamada Rozafa, simbolizando a resistência da cidade e a unidade de seu povo.
Hoje, o castelo é um testamento da resiliência histórica de Shkodër e serve como um destino popular para turistas que buscam um vislumbre do passado da Albânia
Mesi Bridge ou Urë e Mesit (em albanês)
– é uma das maiores e a mais bem conservada ponte otomana da Albânia
foi construída em 1770 por Kara Mahmud Bushati, o paxá otomano local;
situa-se na vila de de Mes, cerca de 5 km (em linha recta) a nordeste de Shkodër

É uma ponte histórica construída por artesãos locais utilizando pedras (pedras talhadas – redondas e lisas, unidas com um tipo especial de argamassa feita de ovos, farinha e cinzas);
atravessa o rio Kir e mede cerca de 108 metros de comprimento e tem 3 metros de largura;
é composta por treze arcos, sendo o do meio o maior e mais alto, medindo cerca de 22 metros de altura;
desempenhou um papel importante no passado, pois fazia parte da rota comercial que ligava o Mar Adriático aos Balcãs,
servia como uma importante ligação entre as duas margens do rio, permitindo o transporte fácil de mercadorias, gado e outras mercadorias.

Hoje, a Ponte Mesi é considerada um importante monumento cultural e histórico na Albânia e é visitada por muitos turistas todos os anos;
o panorama envolvente confere à ponte uma vista ainda mais pitoresca;
foi reconhecida como monumento do Património Cultural em 1983 pelo governo albanês.

E AINDA…

Mesquitas:
Xhamia e Madhe, Xhamia e Parrucës, El Zamil e Ebu Beker
Igrejas:
Ortodoxa e Freten
Praças:
Sheshi Parruce e
Sheshi Demokracia: com Teatro Migjeni e Mesquita Xhamia e Madhe
Rruga Kolë Idromeno,
rua pedonal vibrante com restaurantes, cafés, lojas
e o Museu Nacional de Fotografia
Centro da cidade:
2 avenidas separadas com casas antigas de 1800 e casas novas

LAGO KOMAN/ KOMANI

Localizado no norte da Albânia
o lago Koman é considerado um dos lagos mais bonitos da Europa,
sendo comparado aos fiordes noruegueses;
oferece vistas espetaculares do lago e das montanhas circundantes;
é alimentado pelo rio Drin;
é um local popular para passeios de barco e e outros passeios.

uma das maneiras mais populares de conhecer o Lago Koman é fazendo uma viagem de ferry que opera entre Koman e Fierzë ou vice-versa, entre maio e agosto

O ingresso deve ser adquirido antecipadamente (online) para garantir o dia e a hora pretendidos.

ferry – de Koman a Fierzëtrajeto 2h 30m
(conte com 1 pouco mais de 3 horas -pois tem que se chegar com alguma antecedência)

Lake Koman Ferry – é um serviço de barco de passageiros e carros operado por várias empresas locais ao longo do reservatório de Koman (também conhecido como Lago Koman) no norte da Albânia.

Os ferries e barcos do Lago Koman operam de Koman a Fierzë e vice-versa. A viagem dura cerca de duas horas e meia sendo utilizada por locais e também frequentada por turistas.

(A linha opera entre Koman, perto da Central Hidroelétrica de Koman, e Fierzë, perto da Central Hidroelétrica de Fierze)

Koman Lake Ferry Berishahttps://komanilakeferry.com/
Trageti Alpin – (novo) ferry entre Koman e Fierzëhttps://www.alpin.al/rates.php?lang
funciona todos os sábados e domingos no mês de maio e todos os dias de segunda a domingo nos meses de junho, julho e agosto.
Dragobia – só transporta pessoas-
funciona o ano inteiro
https://komanilakeferry.com/gallery/boat-dragobia/

A NOSSA EXPERIÊNCIA

TRAJETOS
Vlöre – Durrës – 184 km – 2h 20m
Durrës – Shkodër – 106 km – 1h 30m
(cerca de 300 km – 4h)
MANHÃ – TRAJETO ATÉ DURRËS E BREVE VISITA; SHKODËR

Vlöre representava o ponto de partida, querendo nós, ao longo do trajeto, fazer uma breve paragem em Durrës, tendo, no entanto, intenção de ir já almoçar em Shkodër ou nas suas imediações. Atendendo ao número de quilómetros que tínhamos pela frente, partimos cedo. Tendo feito pesquisas considerámos que seria interessante usufruir da paisagem deslumbrante oferecida pelo lago Shkodër e então almoçámos no restaurante Taverna Shkordane – com uma esplanada fabulosa virada para o lago. Foram momentos altos no nosso dia!

Mas não se ficavam por aí!

TARDE – MESI BRIDGE E SHKODËR

O nosso alojamento-Duomo Resort – não ficava muito longe dali, tendo uma localização ainda mais fantástica pois como se situava num plano mais alto, tinha uma vista mais abrangente do lago Shkodër. Deve ter sido o local do mundo mais maravilhoso onde teremos ficado alojados e com um staff do mais afável que se possa imaginar!

Bom… mas a ideia era fazer check-in e ainda conseguirmos ver e pisar uma das maiores e a mais bem conservada ponte otomana da Albânia – Mesi Bridge. Para tal tínhamos pela frente cerca de 17 km, meia hora (do alojamento à ponte).

Depois destes “altos” momentos dirigimo-nos de carro para a cidade de Shkodër para a explorar um pouco. Fomos ao longo da Rruga Studenti observando vários edifícios, tendo visto a Mesquita Xhamia e Parrucës e alcançado a Praça Sheshi Parruce. Fizemos a mesma rua em sentido contrário tendo chegado à Praça Sheshi Demokracia, onde se encontrava o Teatro Migjeni de um lado e a Mesquita Xhamia e Madhe do outro. Depois fomos para a Rruga Kolë Idromeno, uma rua pedonal vibrante com restaurantes, cafés, lojas e o Museu Nacional de Fotografia de Marubi.

Chegada a hora de jantar e tendo já assumido compromisso com o Duomo Resort (local onde iríamos pernoitar), retomámos o carro e para lá nos dirigimos. Foi um jantar que vai permanecer para todo o sempre nas nossas memórias por muitos motivos: o espaço de restauração era de um requinte absoluto bem como a localização: virado para o lago Shkodër, o staff era algo do outro mundo e tivemos um chef ao nosso dispor que fez questão de confecionar iguarias fabulosas tendo a sobremesa sido surpresa e oferecida.

MANHÃ – CASTELO ROZAFA E TRAJETO ATÉ KOMAN LAKE VIEWPOINT
Trajeto Shkodër – alojamento Bujtina Adora (após Fierzë) – 170 km – 4h

Estando em Shkodër não podíamos perder o seu monumento mais importante: o Castelo Rozafa. É um must em si mesmo e com uma localização espetacular: oferece vistas únicas e surpreendentes, estando cercado pela água de 3 rios: Drin, Buna e Kiri.

Com muita pena nossa, os minutos estavam a esgotar-se em Shkodër, mas com a garantia de a partir daí iniciarmos um trajeto digno de nota pois parte dele foi ao longo do lago Koman oferecendo paisagens inebriantes. Apesar da estrada ser ziguezagueante valeu a pena chegar ao lake viewpoint pois fomos gozando a tranquilidade e a magnificência da paisagem. Atingido esse ponto retomámos a estrada no sentido contrário para almoçar na esplanada, do restaurante Perla, à beira do lago Koman (reservatório artificial no rio Drin).* Como devem calcular foram momentos indescritíveis que ficam para todo o sempre!

*A nossa intenção era fazer a travessia de ferry entre Koman e Fierzë, e prosseguir viagem até ao Vale Valbona (nos Alpes Albaneses) um pouco mais a norte, mas o trajeto de ferry só tinha início em abril ou maio, com muita pena nossa, pois esse troço é comparado aos fiordes noruegueses, sendo considerado um dos mais bonitos do mundo! Fica para uma próxima vez! **

**E não é que ela chegou? Ficou na nossa mente que queríamos muito passar por essa experiência! O ano transato tínhamos ido em março e este ano (2025) decidimos desde logo planear a viagem num mês compatível com a fabulosa travessia e muito mais! As nossas aventuras ocorreram durante o mês de junho! Ver mais no fim deste artigo!

Após esses momentos fabulosos e relaxing, tínhamos pela frente um desafio de cerca de 3 horas em troços picados – para atingir o nosso alojamento – Bujtina Adora em Fierzë, à beira do rio Valbonacurvas e contra-curvas, sobe e desce, piso irregular mas podendo desfrutar de uma paisagem sem igual: desde os Alpes Albaneses cobertos de neve ao rio Drin – a acompanhar parte do percurso.

Mas valeu bem a pena, por tudo: pela maravilhosa localização, pelo delírio das casinhas e pelo staff! Já jantámos no restaurante do alojamento e pela manhã fizemos o pequeno-almoço na esplanada com vista para o rio Valbona! Fomos convidados pelo dono, para irmos visitar, num plano superior uma zona de bunkers (“obra” deixada da era comunista por Enxer Hoxha).

A viagem iria prosseguir, tendo muitas mais paisagens que nos deixariam de queixo caído!

ORA AÍ VAMOS NÓS FAZER

o trajeto apelidado por muitos como semelhante “aos fiordes da Noruega” !

Adorámos a experiência ao longo das 2 h e meia de percurso!

Pena que ao desembarcar fomos surpreendidos por uma estrada com muitos troços em obras e outros em mau estado, mas com uma vista panorâmica sobre o lago Koman!

Mas … como se costuma dizer” Não há bela sem senão!”

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