





O título deve-se ao facto de o nome Japão na língua japonesa (Nihon ou Nippon) significar literalmente “origem do sol”, uma referência à sua localização geográfica no extremo leste da Ásia, o que faz com que seja o primeiro país a ser iluminado pelo sol após o seu longo percurso sobre o Oceano Pacífico!
“O Japão é, um país insular da Ásia Oriental, constituído por mais de 6800 ilhas, sendo as quatro maiores Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku (…). A maior parte das ilhas é montanhosa, com muitos vulcões, como, por exemplo, os Alpes japoneses e o Monte Fuji“. in: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jap%C3%A3o
| 1. | GENERALIDADES |
| 2. | ALGUMAS CURIOSIDADES |
| 3. | DICAS |
| 4. | INFORMAÇÕES UTÉIS |
| 5. | QUANDO VISITAR O JAPÃO |
| 6. | COMO ALCANÇAR O JAPÃO |
| 7. | COMO SE DESLOCAR NO JAPÃO |
| 8. | LOCAIS DE INTERESSE |
| 9. | A NOSSA EXPERIÊNCIA |
1. GENERALIDADES
| Capital: Tóquio |
| Língua oficial: Japonês |
| População: quase 125 milhões (estimativa de 2022) |
| Código telefónico internacional: +81 |
2. ALGUMAS CURIOSIDADES
Para nós europeus não basta afirmar que o Japão fica do outro lado do mundo:
os costumes do povo japonês são bem diferentes:
| as regras de educação e etiqueta; |
| o idioma constitui um enigma, acrescentando a isso o facto de muitos japoneses não falarem inglês (no entanto as placas de orientação costumam estar também em inglês) |
| a gastronomia não se assemelha à que estamos acostumados, tendo tudo, no entanto, um ar apetecível (apesar de já haver muitos restaurantes japoneses pelo mundo fora) |
| tampo da sanita aquecido e descarga automática de água |
| lojas com ofertas que fogem a tudo o que se possa imaginar |
mas … se calhar são todos esses fatores que suscitam curiosidade, que acabam por tornar o Japão um país mágico e especial que muitos querem desbravar!
3. DICAS
O Japão, bem como muitos outros países do mundo, não é barato, mas quem está habituado a viajar, sabe que antes de qualquer viagem se deve fazer pesquisa a vários níveis: hotelaria, restauração, transporte …
VIAGEM POR AGÊNCIA DE VIAGENS OU POR SI MESMO
Dependendo se preferir ir por agência de viagens ou se está na disposição de organizar uma viagem por si mesmo assim terá que orientar a pesquisa.
VIAGEM POR AGÊNCIA DE VIAGENS
Convém ver a oferta que existe a nível de agências de viagem, o tempo que se pretende dedicar à viagem, os locais a visitar, o preço versus qualidade do pacote (para tal, convém analisar mais do que uma agência e comparar preços, a riqueza e organização dos circuitos/locais e tempo de visita…). A nossa experiência foi com a Pinto Lopes: não foi barato mas correu muito bem!
VIAGEM POR SI MESMO
Se optar pela 2ª escolha devem-se fazer pesquisas com antecedência passando isso por fazer um estudo acerca do país para mais facilmente programar a viagem: quanto tempo de visita, locais a visitar, quanto tempo a dedicar a cada cidade/ local, locais onde pernoitar e quantas noites em cada um deles, como se deslocar de uns sítios para outros, a bagagem …
| Quantos Dias de Viagem Como o Japão é um país longínquo se puder dedicar pelo menos 2 semanas, poderá visitar várias cidades/locais, conseguindo assim rentabilizar mais a viagem |
| Locais a visitar e tempo a dedicar Depois de se ter decidido quais os locais a visitar, deve-se também ver quais os pontos de interesse e que tempo dedicar |
| Deslocação entre cidades – ver informações no ponto 7 Há que analisar os trajetos que se pretendem fazer e qual o tempo necessário |
| Bagagem Se conseguir levar mochila ou mala não muito grande ou pouco pesada será mais fácil de transportar nas várias viagens de comboio/autocarro ou há empresas que asseguram o transporte das malas de uns locais para outros mediante pagamento (poderá dar jeito se entre 2 grandes cidades, por exemplo, quiser visitar outros locais, para não andar com malas atrás) ou ainda as estações de comboios também têm armários/cacifos para deixar malas guardadas |
| Calçado Leve sapatos/ténis confortáveis, porque as caminhadas são muito frequentes |
| Alojamento: Procure fazer a reserva dos hotéis com antecedência, porque a procura por hospedagem é enorme! Os hotéis no país não são baratos e para encontrar melhores ofertas, deve-se tentar reservar o quanto antes, para que as opções mais económicas ainda estejam disponíveis |
| Em caso de ainda haver dúvidas acerca de como organizar uma viajem ao Japão, consulte: japanguide.com |
4. INFORMAÇÕES UTÉIS
| Visto é necessário ter um visto (de acordo com a finalidade da viagem) |
| Fuso horário: Japão: 8 horas mais tarde que em Portugal |
| Moeda oficial do Japão: iene (JYP), representado pelo símbolo ¥. –1 EUR = 172.78 JPY (iene japonês) – cotação em setembro de 2025 O iene tem moedas de 5, 10, 50, 100 e 500 e notas de ¥1,000, ¥2,000, ¥5,000 e ¥10,000. As moedas mais úteis são as de ¥100 |
| Câmbio: É uma boa ideia levar Euros ou Dólares americanos para trocar em solo japonês. Para fazer o câmbio de dinheiro no Japão, pode fazê-lo, desde logo, no aeroporto, utilizar casas de câmbio nas grandes estações de comboios e ainda em grandes agências dos Correios locais |
| Cartões de Crédito Apesar dos cartões de crédito serem aceites no Japão, tente ter sempre dinheiro para realizar pequenos pagamentos |
| Internet durante a viagem A forma mais prática de ter acesso à internet no Japão é comprar um eSIM da HolaFly ou da Airalo: um cartão virtual que deve ativar (imediatamente antes de ir para o aeroporto) para poder começar a usar, mal aterre no destino. |
5. QUANDO VISITAR O JAPÃO
As 2 melhores épocas são:
| 1. a primavera: de março a junho: temperatura agradável março – período (tipo 1 semana) das cerejeiras em flor – sakura– época com mais turistas ainda! |
| 2. o outono: de setembro a novembro – temperatura amena cores divinais de outono, especialmente as folhas das árvores |
| no verão o Japão atinge temperaturas muito altas! |
6. COMO ALCANÇAR O JAPÃO
Partindo de Lisboa e considerando que o itinerário se centra entre Osaka e Tóquio– incluindo Nara, Quioto, Hiroshima, Ilha Miyajima, Kanazawa, Shirakawa-go, Takayama, Matsumoto e Monte Fuji, pode fazer um voo até ao Dubai e daí mais um voo até Osaka ou Tóquio. Prepare-se para uma viagem de quase 24 h e para enfrentar um jet lag (pelo nº de horas da viagem e pelo desfasamento de horas – 8 horas mais tarde do que em Portugal). Mas nada que um viajante não consiga ultrapassar em prol de uma viagem para um local exótico, fascinante, diversificado e geograficamente muito vasto.
7. COMO SE DESLOCAR NO JAPÃO
| COMBOIO – o meio de transporte mais utilizado para viajar pelo país – – pontual, rápido – – espaço para guardar malas, serviço a bordo, WC, Wi-fi, ar condicionado, tomada para carregar o telemóvel (em especial os comboios de alta velocidade, mais conhecidos como shinkansen) Para realizar viagens de comboio pelo país, pode ser uma boa medida comprar o JR Pass Se pretender comprar o JR Pass consulte estes links para obter mais informações: Os links abaixo são bastante explícitos! https://www.japan-rail-pass.com/ pthttps://www.jrpass.com/buy-the-japan-rail-pass-online P.S. – O JR Pass é vendido apenas para estrangeiros, só pode ser adquirido fora do Japão e com algumas semanas de antecedência O Japan Rail Pass, também chamado de JR Pass, é um passe de comboios, que funciona nas linhas do grupo JR, composto por diferentes empresas de comboio. É válido durante um período de 7, 14 ou 21 dias consecutivos de uso – vendido para viagens na classe económica ou executiva (green card) – Já no Japão e em posse do voucher obtido online e do seu passaporte, dirija-se a um dos escritórios JR Exchange Office — há muitos, inclusive nos aeroportos — e troque o seu voucher pelo passe Todos os comboios Shinkansen, incluindo Nozomi, param na estação Shin-Osaka e fornecem acesso a outras grandes cidades do Japão, como: Kobe, Kyoto, Nagoya, Yokohama e Tóquio. |
| AUTOCARRO No caso de desejar realizar viagens de autocarro no Japão, procure por passagens no site da empresa Willer Express (que tem inclusive um passe para estrangeiros que planeiam viajar de autocarro várias vezes). Convém comprar online com antecedência: alguns são noturnos e pode-se assim poupar em estadia; são muito confortáveis e fazem paragens regularmente para tomar café e esticar as pernas. O Japan Rail Pass também pode ser usado nos autocarros urbanos das empresas JR (mas não nos autocarros expresso) Como alternativa ao JRPass, existem autocarros expresso que fazem a ligação entre as cidades. |
8. LOCAIS DE INTERESSE (entre Osaka e Tóquio)
| OSAKA Osaka, localizada na região de Kansai na parte oeste da ilha de Honshu, está entre as cidades mais antigas do país, sendo atualmente a terceira cidade mais populosa do Japão. PONTOS DE INTERESSE CASTELO OBSERVATÓRIO DO JARDIM SUSPENSO (no topo do edifício Umeda Sky) MERCADO KUROMON BAIRROS NAMBA E DOTONBORI (contíguos) ESTAÇÃO DE OSAKA E CENTRO COMERCIAL ver mais em: https://viagensdalita.com/2024/08/15/japao-osaka/ |



| NARA Nara, localizada na região de Kansai na parte oeste da ilha de Honshu, foi durante o século VIII, a capital do Japão, tendo representado a primeira capital fixa real do país Apesar de Nara ser uma cidade pequena, vale a pena visitá-la pois para além de santuários ou templos, tem algo único – um parque com veados em estado semi-selvagem PONTOS DE INTERESSE TEMPLO TŌDAI-JI SANTUÁRIO KASUGA TAISHA TEMPLO KOFUKUJI ver mais em: :https://viagensdalita.com/2024/10/03/nara-a-capital-mais-antiga-do-japao/ |



| QUIOTO /KYOTO Localizada no centro-sul do país, é uma das cidades mais bem preservadas do Japão. PONTOS DE INTERESSE SANTUÁRIO FUSHIMI-INARI-TAISHA TEMPLO KIYOMIZU-DERA CASTELO DE NIJO E SEUS JARDINS TEMPLO KINKAKU-JI- conhecido como Pavilhão Dourado TEMPLO RYOAN-JI BAIRRO GION OU DAS GUEIXAS TORRE DE QUIOTO ESTAÇÃO DE QUIOTO ver mais em: https://viagensdalita.com/2024/07/04/quioto-terra-de-gueixas/ |







| HIROSHIMA moderna cidade, localizada na parte oeste da ilha de Honshu, é um local, lembrado por todos, pois foi amplamente destruído por uma bomba atómica na Segunda Guerra Mundial. Hiroshima e o Parque da Paz são, assim, um testemunho angustiante dos horrores da guerra nuclear. Pontos de Interesse PARQUE MEMORIAL DA PAZ CÚPULA DA BOMBA ATÓMICA SINO DA PAZ MEMORIAL CENOTAPH/MAUSOLÉU MONUMENTO DE PAZ ÀS CRIANÇAS E (TIRAS DE) CISNES DE PAPEL CHAMA DA PAZ MUSEU MEMORIAL DA PAZ DE HIROSHIMA ver mais em: https://viagensdalita.com/2025/01/16/hiroshima-e-ilha-de-miyajima/ |


| ILHA MIYAJIMA Perto da cidade de Hiroshima (a uma curta viagem de autocarro e de ferry) situa-se um dos pontos turísticos xintoístas mais distintos do Japão : a ilha Miyajima A Ilha de Miyajima é considerada um dos locais mais cénicos do Japão. O Santuário Itsukushima-jinja, bem como o seu Torii/portal flutuante foram considerados pela UNESCO, Património Mundial desde 1996, pois são algo fora do comum. Todos os viajantes querem passar pela experiência de observar o torii/portal gigante, que (dependendo do nível da maré) parece estar flutuando na água ou poder caminhar até ele na maré baixa e de contactar com um dos poucos santuários no Japão com construções de madeira feitas no mar, entre outros locais interessantes. |

| KANAZAWA Kanazawa, situa-se em Honshu, ilha central do Japão o Jardim Kenrokuen (iniciado no século XVII) é o principal destaque de Kanazawa: é um dos três jardins mais famosos do Japão tem todas as características de um jardim japonês tradicional: lagos, faróis de pedra, cascatas, caminhos de pedra, pontes, riachos, casas de chá e colinas artificiais Castelo – construído na década de 1580 Nagamachi – o Bairro Samurai um passeio pelas ruas estreitas ladeadas por muralhas de terra antigas no bairro Nagamachi Samurai ajuda a conhecer o estilo de vida samurai Casa Samurai Nomura numa visita à antiga residência restaurada e com um belo jardim, fica-se a saber um pouco de como era a vida dos samurais Como chegar Kanazawa é acessível a partir das grandes cidades japonesas como: Tóquio, Quioto, Osaka e Nagoya. Pelo Hokuriku Shinkansen, Kanazawa fica a aproximadamente 2h 35 min da Estação Tóquio nos comboios Kagayaki e Hakutaka, que param nas estações Nagano e Toyama. Também há voos de Haneda até ao Aeroporto de Komatsu, a uma hora de carro de Kanazawa. Em Osaka e Quioto também pode apanhar o JR limited express Thunderbird: leva aproximadamente 2 horas e meia, e também pára em Fukui e Kaga Onsen. Em Nagoya, o JR Limited Express Shirasagi vai diretamente a Kanazawa em cerca de três horas. Como chegar ao jardim de Kenrokuen é facilmente acessível de autocarro a partir da Estação Kanazawa: o trajeto leva 20 minutos e a passagem custa 200 ienes. Para quem tem o passe de comboio JR, outra opção é usá-lo para apanhar um autocarro JR para Korinbo. |

| SHIRAKAWA-GO situa-se numa região montanhosa remota (monte Hakusan na província de Gifu) composta por pequenas aldeias históricas agrícolas que subsistiram através do cultivo de amoreiras e da criação de bichos-da-seda, sendo Ogimachi o maior vilarejo famoso pelas casas tradicionais, com telhados de palha, em estilo gassho-zuruki* exemplos únicos em todo o o Japão, considerado Património Mundial pela UNESCO desde 1955 *o nome gassho-zukuri significa “como mãos em oração”, uma referência ao formato das casas. Cada casa é uma autêntica obra-prima da carpintaria: são construídas sem pregos, encaixando cada viga perfeitamente na próxima; são altas sendo os seus telhados, feitos de palha e capim, formam um ângulo de 60 graus e estendem-se quase até ao chão: o objetivo é facilitar a limpeza da neve e manter aquecido o seu interior durante o inverno, que costuma ser severo na região. A estrutura é tão sólida que estas casas existem desde 1800, mesmo num local como o Japão, propenso a terramotos. Algumas casas gassho-zukuri foram transformadas em museus, (explicando e preservando a história da região) em alojamento, mas muitas ainda permanecem como residências e, algumas delas, estão abertas ao público, como a Casa Nagase, Wada e Kanda. Há um miradouro no vilarejo que permite uma visão panorâmica da aldeia, que vale a pena ser visitado. Como chegar lá O melhor acesso a Shirakawa-go é de autocarro saindo de Takayama. (os autocarros para Shirakawa-go saem do centro de autocarros de Takayama e levam cerca de 50 minutos). De Nagoya e Gifu, apanhe a linha JR Takayama para Takayama. Saindo de Tóquio pode utilizar o Hokuriku Shinkansen, (o famoso comboio de alta velocidade), até Toyama (cerca de 2 h e meia ) e na estação de Toyama pegar o autocarro para Shirakawa-go ( cerca de 1 hora e meia de trajeto). |

| TAKAYAMA é uma cidade histórica e charmosa localizada na região montanhosa de Hida, na província de Gifu, nos Alpes Japoneses, conhecida pelo seu antigo centro histórico com casas de madeira, bonito e bem preservado, festivais tradicionais, cultura artesanal única e pela produção de saqué; cidade agradável e relativamente pequena, de tal forma que, para visitar as principais atrações de Takayama, é possível fazê-lo a pé. PRINCIPAIS PONTOS DE INTERESSE: Bairro Sanmachi Suji é uma zona histórica repleta de casas de madeira, tradicionais, lojas de saqué, cafés e artesanato local: é o coração do centro histórico de Takayama; a alma da cidade; o seu ponto de interesse turístico mais emblemático. Takayama Jinya antiga sede administrativa do período Edo (hoje Tóquio). O complexo de edifícios foi usado oficialmente até 1969 e agora está aberto ao público como museu. Inclui várias salas de tatame bem conservadas (que já serviram como escritórios), salas de conferência, quartos de hóspedes e espaço residencial. Há também uma interessante sala de interrogatório Ao lado do edifício principal fica um grande armazém construído nos anos 1600. Conhecido como o maior armazém tradicional de arroz do Japão, agora funciona como um museu, exibindo pertences e documentos oficiais de antigos líderes locais, mapas antigos da região de Hida e plantas históricas da cidade. Museu Showa mostra a cultura pop após a II Guerra Mundial Museu Takayama Matsuri Yatai Kaikan com carros alegóricos tradicionais feitos à mão prova local de saqué /sake A região de Hida tem fama de produzir excelente saqué de arroz, uma vez que possui elementos fundamentais para o processo, como a água de elevada pureza, vinda dos Alpes Japoneses, e arroz de grande qualidade. |


| MATSUMOTO O Castelo de Matsumoto é uma das maiores, das mais belas e mais importantes relíquias arquitetónicas do Japão, com grande valor histórico, cultural e visual – é o mais antigo castelo do Japão, construído no final do séc.XVI – (um dos cinco classificados como Tesouro Nacional em todo o país) é um castelo construído em terreno plano (diferentes dos erguidos sobre montanhas), defendido, principalmente por um largo fosso, destaca-se pela sua torre de menagem original, arquitetura de planície e como as suas muralhas são negras é conhecido como “Castelo Corvo”, a torre principal tem 6 andares – mas externamente parecem 5 – sendo a mais antiga do Japão nesse formato, concluída em 1594 o interior é inteiramente em madeira (o chão, as colunas, as paredes, os tetos…). Como chegar pode ir direto de Tóquio até Matsumoto: de comboio expresso direto (Limited Express Azusa) a partir da estação Shinjuku, levando aproximadamente 2h 40 minutos até à estação de Matsumoto, que fica a 15 minutos (1.2km) a pé do castelo (se não quiser ir a pé também há autocarros (Town Sneaker) que vão do terminal da estação diretamente à área do castelo em menos de 5 minutos) comboio via Nagano também é possível ir de comboio de Tóquio para Nagano (Shinkansen) e seguir para Matsumoto (esta opção pode ser interessante para quem planeia visitar outros destinos no trajeto) de autocarro direto partindo do Shinjuku Expressway Bus Terminal para Matsumoto Bus Terminal a viagem dura em média 3h 18min, com partidas frequentes |

| MONTE FUJI é um dos símbolos mais conhecidos do Japão, sendo frequentemente retratado em obras de arte e fotografias, e um local muito visitado também é a mais alta montanha – com 3 776 m de altitude – da ilha de Honshu e de todo o arquipélago japonês O monte Fuji localiza-se a oeste de Tóquio (de onde pode ser visto num dia limpo), próximo da costa do oceano Pacífico da ilha de Honshu; é um vulcão ativo mas de baixo risco de erupção. |

| TÓQUIO Edo literalmente, entrada da baía ou estuário, é o antigo nome da capital japonesa, que foi depois renomeada como Tóquio que significa “Capital do Leste”. PRINCIPAIS LOCAIS DE INTERESSE: TEMPLO SENJŌ-JI também conhecido como Templo de Asakusa, – é o templo budista mais antigo de Tóquio, datado em 645 d.C – anteriormente associado à seita Tendai do Budismo, tornou-se independente após a Segunda Guerra Mundial. RUA NAKAMISE situa-se entre o portão Hozomon (junto ao templo Sensō-Ji ) e o portão Kaminarimon: esta rua é considerada uma das mais antigas do Japão, com 250 metros e mais de 300 anos de história: património histórico com edifícios cuidadosamente mantidos, bem como a aparência das bancas. Nessa rua, há barracas tradicionais que têm uma oferta muito rica: desde uma grande variedade de comida japonesa tradicional, bem como todo o tipo de artigos. Pela sua fama e localização é um local muito popular e concorrido, o que por vezes pode fazer com que nos sintamos desconfortáveis! Como chegar é fácil chegar ao local se sair na estação de metro Asakusa. HARAJUKU localiza-se no bairro de Shibuya, perto da estação Harajuku da linha Yamanote. A área é composta por ruas como a Takeshita Dori/Street, repletas de lojas de moda, boutiques e cafés voltados para o público jovem – epicentro da moda jovem e cultura pop japonesa, com muitas lojas e snack-bars temáticos – o bairro é famoso por ser berço de estilos excêntricos e subculturas visuais japonesas. CRUZAMENTO DE SHIBUYA (também designado cruzamento de Hachikō*) o cruzamento liga principalmente cinco esquinas no centro de Shibuya, em frente à estação, formando um dos cenários mais icónicos do Japão; possui 5 faixas de pedestres principais, incluindo uma faixa diagonal que permite atravessar em qualquer direção; é considerado o cruzamento de pedestres mais movimentado do mundo: durante um semáforo verde podem atravessar entre 1000 a 3000 pessoas; Os melhores pontos para observar o cruzamento de Shibuya são: Shibuya Sky (46º andar- entrada paga), Starbucks Tsutaya – (edifício principal do cruzamento) (2º andar – tempo para tomar 1 café), Mag´s Park (entrada paga, inclui bebida), a ponte do complexo Shibuya Mark City (local gratuito e discreto c/ boa vista lateral do cruzamento) e o Sky Lobby do Hikarie (miradouro gratuito no 11º andar) *A estátua de Hachikō é um famoso monumento japonês localizado em frente à estação de Shibuya e representa a fidelidade e lealdade exemplar do cachorro Hachikō (de raça akita), que, desde a morte de seu dono em 1925 e durante 10 anos, continuou indo à estação todas as tardes para esperar o retorno de seu dono da universidade como havia feito durante a sua vida; a estátua fica na saída chamada “Hachikō-guchi” (saída Hachikō) da estação de Shibuya; o corpo de Hachikō está exposto dissecado no Museu Nacional de Ciências. GINZA um dos bairros mais icónicos e sofisticados de Tóquio zona mais elitista e cara da cidade famosa pelas suas lojas de luxo (comparado com a Quinta Avenida de Nova York), arquitetura moderna, teatros históricos e uma atmosfera cosmopolita única. Suas amplas avenidas repletas de letreiros luminosos e as suas lojas de alto padrão definem uma Tóquio muito cosmopolita – é referência em moda, modernidade e tradições japonesas – sedes e lojas emblemáticas de marcas como Sony e Apple são destaques, com edifícios de arquitetura arrojada e showrooms tecnológicos. AKIHABARA é uma zona comercial movimentada conhecida pelos retalhistas de eletrónica, que variam entre bancas pequenas a grandes armazéns comerciais (por ex: Radio Kaikan com 10 pisos de brinquedos, cromos e colecionáveis). ODAIBA O distrito de Odaiba, localizado no sul de Tóquio, fica numa ilha artificial na Baía de Tóquio; originalmente criado para proteger a cidade dos ataques marítimos durante o Período Edo (1603-1867), este movimentado bairro recebe agora milhões de turistas todo o ano é um centro de entretenimento altamente tecnológico (acessível através da Rainbow Bridge ou do comboio futurista Yurikamome) oferece: a praia no Seaside Park; roda gigante Daikanransha; (a partir da qual se pode desfrutar de vistas do Monte Fuji) interação com robots no Museu da Ciência de Miraikan centros comerciais: Aqua City e o VenusFort, subordinado ao tema “Veneza”, bares de sushi com vista para o mar Marina de Odaiba ao longo das margens da Baía de Tóquio, é um destino excelente para a prática de windsurf e outras atividades aquáticas; também pode desfrutar das melhores vistas para a Rainbow Bridge, que liga a ilha à área continental de Tóquio. Estátua da Liberdade de Odaiba Esta réplica da famosa Estátua da Liberdade de Nova Iorque está estrategicamente posicionada em frente à Rainbow Bridge, criando a ilusão de que é do mesmo tamanho do monumento original (12 metros de altura, sete vezes menor do que a sua homóloga norte-americana). O monumento foi originalmente construído em 1998 como uma homenagem temporária ao relacionamento do Japão com a França, mas tornou-se permanente em 2000 devido à popularidade. (fica a 3 minutos a pé da Estação Daiba na linha Yurikamome). Observatório do Telecom Center: (localizado na área da baía de Odaiba, junto à Estação Central Telecom – linha Yurikamome) para conseguir as melhores vistas do horizonte de Tóquio, observatório do 21.º piso do Edifício Telecom Center: perfeito para ver alguns dos monumentos mais famosos de Tóquio : a Rainbow Bridge, a Tokyo Skytree, a Torre de Tóquio e o Edifício Fuji Television TORRE DE TÓQUIO Com 333 metros de altura, é a segunda maior estrutura artificial do Japão; (era a torre de autossustentação mais alta do mundo quando foi construída e a estrutura mais alta do país antes da Tokyo Skytree a superar em 2010) A emissora nacional do Japão – NHK – (com início em 1953) necessitava, na região de Tóquio, de uma grande torre de transmissão; inspirada na Torre Eiffel, a Torre de Tóquio foi concluída em 1958; é uma torre de comunicação e um miradouro que oferece vistas de 360 graus sobre a a cidade: contacto com a deslumbrante paisagem urbana abaixo ; pode alcançar o deck principal de elevador ou subir uma escadaria de 600 degraus PALÁCIO IMPERIAL DE TÓQUIO ocupa uma área de cerca de 3 km2 no centro da cidade, no bairro Kojimachi: é a residência oficial do imperador do Japão, que ocupa o antigo local do Castelo de Edo, tendo-se convertido em residência imperial a partir do século XIX: protegido por grandes fossos e muros grossos e cercado por jardins cuidados, o terreno oferece um contraste do verde com o aço e vidro dos modernos edifícios de escritórios, sendo alguns desses edifícios também ministérios, escolas, e estabelecimentos comerciais. é visitável: oferece ao visitante: grandes corredores separados por portas de ferro; as salas de receção decoradas com obras de artistas japoneses; duas grandes salas: a sala dos banquetes, com 452 m2 de superfície, com um teto decorado a ouro e as paredes ostentando telas valiosas; e a sala do trono, embora de menores dimensões, mas igualmente sumptuosa. MUSEU NACIONAL DE TÓQUIO localiza-se no Parque Ueno, em Taito-ku o maior e mais antigo museu do Japão, foi fundado em 1872: narra o passado e a cultura japoneses possui um acervo excepcional e abrangente de arte, artefatos do Japão e de outras partes da Ásia, além de informações sobre a história e a cultura japonesas. É a mais extensa coleção de tesouros artísticos japoneses: muitas exposições do museu estão relacionadas com os samurais UENO é um bairro conhecido principalmente pelo seu grande parque público chamado Parque Ueno: abriga várias atrações culturais importantes: Museu Nacional de Tóquio, Museu Nacional de Arte Ocidental, Museu nacional de Ciência do Japão e o 1º Jardim Zoológico do Japão. o Lago Shinobazu é também um lugar muito especial no Parque Ueno: porque a área em redor abriga alguns templos históricos: Kan’ei-ji; Santuário Ueno Toshogu, Kiyomizu Kannon-do e Benzaiten (do séc. XVII) e todos os anos no verão milhares de lótus em flor conferem aos arredores um ar sagrado e mágico. . Um outro destaque é: a estátua de Saigo Takamori na entrada sul do parque, personagem histórico associado à era Meiji e ao filme “O Último Samurai”. Takamori foi chamado de o “verdadeiro último samurai” pela sua lealdade, valor e papel de liderança em batalhas definidoras da história. Sua estátua de bronze no parque é uma das estátuas mais famosas do Japão. Perto do parque está também o centro comercial Ameya-yokochō ao ar livre, conhecido pelo seu ambiente vibrante e diversidade de lojas e produtos. Para além disso, no parque encontra-se a estação ferroviária de Ueno, um importante ponto de ligação que serve várias linhas, incluindo a JR Yamanote e o metro, além de ser um ponto de chegada e partida para o comboio de alta velocidade (shinkansen). |
Um pouco de Tóquio!






9. A NOSSA EXPERIÊNCIA
| 1º e 2º DIA | Voos – Lisboa -Dubai e Dubai – Osaka |
| 2º e 3º DIA | Dormida – Osaka – Hotel Elsereine Osaka |
| 4º DIA e 5º DIA | Dormida – Quioto– Hotel Rihga Royal |
| 6º DIA | Dormida – Miyajimigushi – Hotel Aki Grand |
| 7º DIA | Dormida – Kanazawa – Ana Crowne Plaza Hotel Kanazawa |
| 8º DIA | Dormida – Takayama – Hotel Associa Takayama |
| 9º DIA | Dormida – Lago Kawaguchi- Fuji Marriott Lake Yamanaka |
| 10º, 11º e 12º DIA | Dormida – Tóquio – Hotel New Otani – Garden Tower |
| 13º DIA | Tóquio e Transfer para Aeroporto Voo – Tóquio – Dubai |
| 14º DIA | Voo – Dubai- Lisboa |
1º E 2º DIA – VOOS: LISBOA -DUBAI e DUBAI – OSAKA
Partimos de Lisboa, tendo feito um voo até ao Dubai – das 14.15 até às 00.50 e um outro do Dubai – das 03.00 às 17.15 (hora local do Japão) até Osaka. (prepare-se para umas boas 20 horas de viagem).
Não é nosso hábito viajarmos sem ser por nós mesmos, mas de acordo com as pesquisas feitas considerámos que uma primeira vez ao Japão, seria uma viagem mais barata, mais despreocupada e conseguiríamos conhecer mais locais.
O nosso itinerário centrou-se entre Osaka e Tóquio – incluindo Nara, Quioto, Hiroshima, Ilha Miyajima, Kanazawa, Shirakawa-go, Takayama, Matsumoto e Monte Fuji.
2º DIA – MEIO DA TARDE – CHEGADA A OSAKA – (dormida – Osaka)
Como íamos numa viagem organizada, quando chegámos ao aeroporto internacional de Kansai, já tínhamos uma guia (de nacionalidade japonesa mas que se expressava em espanhol) à nossa espera. Deslocámo-nos de autocarro até ao Hotel Elsereine Osaka em Osaka.
Após tantas horas de percurso e desfasamento da hora (mais 8 h do que em Portugal) feito o check-in e um jantar light, estava na hora de recuperar energias.
3º DIA – OSAKA – (dormida – Osaka)
MANHÃ – CASTELO E OBSERVATÓRIO DO JARDIM SUSPENSO (Umeda Sky)
Após ligeiramente adaptados ao novo fuso horário, aí íamos nós iniciar a nossa aventura em terras de samurais, tendo Osaka representado o primeiro local.
Pelas 9h saímos do hotel de autocarro tendo visitado o seu divinal Castelo com uma localização e grandiosidade soberbas: a varanda e o 8º piso ofereciam vistas de 360 graus fantásticas para a cidade.


De seguida fizemos uma viagem no tempo: do passado para um presente modernista! Fizemos um trajeto de autocarro para as imediações do Edifício Umeda Sky, também conhecido como Observatório do Jardim Suspenso. Começámos por apreciar os jardins com paredes cobertas por vários tipos de plantas bem como observar o Edifício Umeda Sky de baixo para cima, autenticamente, pois colocámo-nos mesmo por baixo dele.
A seguir dirigimo-nos para o interior, tendo alcançado o topo através de uma escada rolante que corria num túnel de vidro, ao longo da qual íamos tendo perspetivas interessantes para os pisos inferiores, térreo – jardim e alargando os olhares para a imensidão de Osaka.
No Sky Deck tínhamos uma visão de 360 graus da cosmopolita cidade de Osaka.


TARDE – BAIRROS DOTONBORI E NAMBA; ESTAÇÃO DE OSAKA
Após o almoço dedicámos cerca de 2 horas aos Bairros Dotonbori e Namba.
O autocarro libertou-nos no início da rua Dotonbori. É algo indescritível: rua vibrante, colorida e com edifícios com decorações enormes fora do comum – por exemplo – 1 vaca dourada que se destaca do edifício, um bife do “tamanho do mundo”, uma santola … – um apelo impressionante a qualquer pessoa que passe!


A seguir deixe-se perder ao longo do mercado Kuromon, apreciando desde a sua decoração à imensidão de bancas com todo o tipo de produtos que possa imaginar e ainda a hipótese de observar a feitura de várias iguarias: desde tempura, a todo o tipo de marisco, peixe, carne, – a famosa Kobe (carne). É algo que ultrapassa os nossos mercados mesmo os mais conceituados!



Após estes momentos fizemos a rua Dotonbori outra vez, tendo tido ainda algum tempo para gozar as imediações.
De seguida fomos levados de autocarro até ao hotel, escolhendo cada um o que queria fazer até à hora do jantar. Como o hotel se encontrava a apenas 10 minutos a pé da emblemática Estação de Osaka, fizemo-nos ao caminho, tendo desfrutado do trajeto até lá.
Osaka é uma cidade de contrastes: O Castelo e o Mercado de Kuromon são locais que fogem ao mundo moderno de arranha-céus e de uma estação ferroviária e de metro desenvolvida num mundo futurista, ocultas do exterior, envoltas de espaços comerciais, hotéis…. Algo nunca visto! E foi assim que, sem nos apercebermos, nos deixámos envolver durante umas boas 2 horas rodeados de uma multidão considerável, umas pessoas, certamente como nós, e outras, (certamente locais) que se deslocavam de um sítio para outro!


4º DIA – NARA E QUIOTO – (dormida – Quioto)
MANHÃ – TRAJETO PARA NARA E CIDADE DE NARA
| TRAJETOS de AUTOCARRO Osaka – Nara- 32km – 32 min Nara – Santuário Fushimi-Inari-Taisha – 39km – 45 min Santuário Fushimi-Inari-Taisha – Quioto – 6 km – 10 min – Osaka – Nara- Quioto – 77km – 1h 30 min – |
Saímos de Osaka pela manhã, de autocarro, pois fomos numa viagem organizada, tendo começado a gozar o encanto de Nara pelas 9 horas e 30 minutos.
Assim que entrámos no Parque de Nara – com muito verde e veados fascinantes em total liberdade – e nos começámos a encaminhar para o Templo Todai-ji no meio da natureza, sentimo-nos, desde logo, acompanhados e intercetados por veados. Aí foi o início de uma experiência inesquecível e única!


Bom… caminhando e gozando a presença daquelas criaturas adoráveis, alcançámos o Templo Todaji: algo imperdível! O edifício do templo é considerado uma das maiores estruturas de madeira do mundo e tudo nesse lugar impressiona, desde o tamanho do templo ao tamanho do seu portal de entrada e ao visitar o seu interior ficamos boquiabertos perante o Buda gigante – cerca de 15 metros. Esta estátua de bronze constitui, assim, um dos símbolos de Nara. Para além disso, dentro do templo, existe uma coluna de madeira com um buraco, acreditando os japoneses que dá bastante sorte passar por esse buraco, mas como o espaço é pequeno, geralmente apenas as crianças ou pessoas muito elegantes, tentam passar por ali.
Depois de termos dedicado algum tempo ao templo, incluindo o enorme Buda, foi difícil abandonar um local como este!

Mas mais momentos dignos esperavam por nós. Fomos apreciando o lago e as suas imediações e gozando a presença dos veados, não conseguindo não os presentear com alguns biscoitos!
Por volta das 11.30, começámos a ir no sentido do Santuário Kasuga Taisha (zona leste do Parque de Nara), tendo passado por um enorme Torii, o qual significava o início de uma caminhada ao longo de uma ” avenida” larga e comprida ladeada de lanternas de pedra (mais de 2.000) e uma imensidão de veados, que circulavam livremente, parecendo que alguns deles estavam a posar para a fotografia!
Não há palavras que consigam descrever estes momentos: no seio da natureza e tranquilidade, tendo com isso alcançado mais um santuário, podendo utilizar a expressão: todos diferentes, todos iguais, pois apesar de já termos visitado outros, o Santuário de Kasuga Taisha, no edifício principal, brindou-nos com uma imensidão de lanternas de bronze, o que ultrapassa tudo o que um viajante imagine!


Gozámos este deslumbre até por volta das 12.30. Aí o autocarro levou-nos até perto do Templo Kofukuji, o qual é famoso pelo seu Pagode de 5 andares mas estava fechado por estar a ser restaurado. E assim terminaram as nossas aventuras na mais antiga capital do Japão!
ver mais em:https://viagensdalita.com/2024/10/03/nara-a-capital-mais-antiga-do-japao/
TARDE – TRAJETO PARA QUIOTO – com passagem pelo Santuário Fushimi Inari Taisha
Após o almoço retomámos o autocarro para prosseguirmos viagem, tendo antes de Quioto, visitado o Santuário Fushimi Inari Taisha. Apesar das multidões, é algo imperdível! É constituído por 5 magníficos templos e por um corredor com várias centenas de torii alaranjados.


Depois desses momentos maravilhosos, retomámos o autocarro e passados alguns minutos alcançámos a cidade de Quioto. Apesar de não sermos grandes amantes de centros comerciais, tínhamos curiosidade em contactar com uma realidade diferente. Para completar o dia só faltava reconfortar os estômagos e descansar para nos preparamos para ir conhecer a cidade de Quioto verdadeiramente.
5º DIA – QUIOTO – (dormida – Quioto)
MANHÃ – TEMPLO DE KIYOMIZU e CASTELO DE NIJO
Chegámos ao Templo de Kiyomizu – talvez o mais famoso dos templos budistas de Quioto – por volta das 9h, tendo gozado toda a sua magnitude durante cerca de 1h e meia. É um templo de madeira, suportado por pilares, na encosta da montanha Otowa com uma impressionante varanda sobre o vale, oferecendo uma vista deslumbrante para a cidade de Quioto. Nas suas imediações, depois de descida a escadaria, perdemo-nos na imensidão de lojas com uma oferta riquíssima, à qual foi impossível resistir!


Depois dirigimo-nos de autocarro para o Castelo de Nijo, onde chegámos por volta das 11h tendo dedicado cerca de 1 hora, incluindo os seus maravilhosos jardins e palácios.


TARDE – TEMPLO KINKAKUJI (ou Pavilhão Dourado) e TEMPLO RYIOANJI e BAIRRO GION
Após o almoço, por volta das 14.15, já estávamos a gozar mais um local inigualável: o célebre Pavilhão Dourado (e as suas imediações).


Daí encaminhámo-nos para algo único também, onde chegámos por volta das 15.30: o Templo Ryioanji – um dos templos zen mais conhecidos e famosos – sui generis pelo seu jardim de pedras e areia branca para expressar o mundo zen.


Depois destes momentos, mais esperavam por nós! Um regresso ao autocarro, por volta das 16.30, para continuarmos a desbravar mais um pouco da maravilhosa Quioto. Fomos para o famoso e típico bairro de Gueixas: Gion (onde chegámos por volta das 17h). É uma zona tranquila com ruas empedradas e com casas tradicionais de madeira (ou “machiya”) muito interessante.


Depois destes momentos passados num local único, fomos de autocarro até ao local onde estávamos hospedados – Hotel Rihga Royal, localizado a cerca de 10 minutos a pé da Estação de Quioto. Por volta das 19.15 caminhámos até à estação – um edifício futurista grande e ao longo do trajeto fomo-nos deliciando com a Torre de Quioto que ia mudando de cor com frequência.


Jantámos no Café Restaurant Le Temps no edifício da Estação tendo como painel de fundo a Torre de Quioto.
mais pormenores em: https://viagensdalita.com/2024/07/04/quioto-terra-de-gueixas/
6º DIA – HIROSHIMA E MIYAJIMA – (dormida – Miyajimiguchi)
| TRAJETOS Trajeto de comboio TGV Quioto – Hiroshima cerca de 350km – 1h 40m Autocarro Hiroshima – Miyajimiguchi (cais de ferry)- 23km – 32 min |
Partimos de Quioto (tendo chegado à estação de Quioto de autocarro pois estávamos numa viagem organizada) para Hiroshima em comboio de alta velocidade, trajeto realizado em menos de 2 horas.
Depois tínhamos um autocarro à nossa espera para nos conduzir até ao local onde iríamos começar a explorar a cidade de Hiroshima.
Saímos do autocarro por volta das 10.30, perto do Memorial da Paz de Hiroshima, do lançamento da bomba atómica em 1945, também designado Cúpula Genbaku. Foi deixado como estava, após o bombardeio, em memória das vítimas.


Hiroshima representa e pretende mostrar ao mundo tudo aquilo que não deve acontecer nunca mais! Visitámos também o Parque Memorial da Paz. É um local repleto de monumentos que obriga a refletir acerca do passado, preconizando um mundo mais digno para todos!
Após esses momentos e indo ao longo do parque fomos visitar o Museu do Memorial da Paz de Hiroshima, o qual nos faz recuar a momentos difíceis na vida dos japoneses: a bomba atómica e os seus imensos malefícios. O Museu exibe principalmente artefactos que sobreviveram ao bombardeio atómico para ilustrar a realidade severa daquele momento e os perigos das armas nucleares.


Com tudo isto estava chegada a hora de almoçar e para apagar esses momentos fomos contemplados com um bom repasto e a apenas um trajeto de autocarro de cerca de meia hora para alcançarmos o cais do ferry (14.45) que nos levaria a um local icónico: a ilha de Miyajima e o seu famoso Torii (saímos da ilha por volta das 17h).


Depois desses momentos que vão perdurar para todo o sempre nas nossas memórias, mais esperavam por nós!
Mas… mal sabíamos nós que iriam haver muitos mais pontos altos no resto do nosso dia!
Não queríamos acreditar: o nosso hotel era duplamente maravilhoso: pela sua localização – em frente à Ilha Miyajima e por representar uma estadia num autêntico ryokan: estilo verdadeiramente japonês. A seguir ainda nos esperava um jantar sumptuoso com vários pratos, vestidos com kimono. Experiência deslumbrante!
mais em:https://viagensdalita.com/2025/01/16/hiroshima-e-ilha-de-miyajima/
7º DIA – KANAZAWA – (dormida – Kanazawa)
Partimos de autocarro para a estação de Hiroshima onde chegámos por volta das 9.30. Esperava-nos uma considerável e agradável viagem de comboio para Kanazawa. Almoçámos a bordo tendo chegado ao destino pretendido por volta de 14 horas.
Tínhamos um autocarro à nossa espera que nos conduziu até perto de alguns pontos a visitar.
Deixámo-nos perder no Bairro Samurai – Nagamachi – um passeio muito interessante pelas ruas estreitas ladeadas por muralhas de terra antigas, que pretendia mostrar um pouco o estilo de vida samurai. Para completar e melhor se entender como viviam os samurais fomos visitar a Casa Samurai Nomura – uma antiga residência restaurada e com um belo jardim, até por volta das 15.30.


Daí retomámos o autocarro pois ainda faltava o principal destaque de Kanazawa – o Jardim Kenrokuen (iniciado no século XVII), considerado um dos três jardins mais famosos do Japão. Deliciámo-nos no seio da natureza, durante algum tempo (mais de uma hora) por entre lagos, cascatas, riachos, caminhos de pedra, pontes, casas de chá … Algo fora do comum!
Por volta das 17.00 dirigimo-nos para o autocarro para fazermos o trajeto até ao hotel em Kanawaza. Após o check-in e com algum tempo disponível ainda antes do jantar, fomos gozar a zona da estação de Kanawaza, que para além de representar acesso ao comboio era também um centro comercial com uma oferta rica, variada e diferente, apelando a todos os gostos. Difícil não nos encantarmos essencialmente em produtos japoneses!
Após esses momentos, dirigimo-nos para o hotel onde iríamos jantar.
8º DIA – SHIRAKAWA-GO E TAKAYAMA – (dormida – Takayama)
| TRAJETOS Kanazawa – Shirakawa-go (Alpes Japoneses) – 64km – 1h 10m – Kanazawa – Takayama – 114km – 2h 15min – |
Saída para Shirakawa-go pelas 8h e 30 minutos com passagem pela zona montanhosa conhecida como os Alpes Japoneses, bem como por campos de arrozais. Foi um trajeto, de cerca de 1 hora, simplesmente divinal!
Volvido esse tempo, eis-nos chegados a algo paradisíaco que nos fez recuar no tempo: a província de Shirakawa-go – mais concretamente, Ogimachi- uma aldeia que parecia um conto de fadas! Rodeada de montanhas e água, com casas rurais em madeira, com telhados de palha e com o formato como mãos em oração designadas “gassho-zukuri“, e únicas no mundo. Demos um giro pela aldeia tendo visitado uma dessas casas. Sentimo-nos, por alguns momentos, embrenhados na sua cultura tradicional, tendo conseguido apreciar o ritmo de uma aldeia agrícola típica japonesa.


Depois desses momentos num local único, tínhamos que prosseguir viagem para alcançar Takayama. Chegámos lá por volta do meio-dia. Deambulámos pela ponte Nakahashi, donde se adivinhava um pouco da simpática cidade de Takayama, tendo ido depois para o bairro Sanmachi Suji: velho centro histórico com casas tradicionais de madeira, bonito e bem preservado. Fomos deambulando ao longo da rua Kami-Sannomachi, considerada a mais famosa e pitoresca, repleta de lojas de todo o tipo.


Depois destes momentos fomos visitar Takayama Jinya – um complexo de edifícios que agora está aberto ao público como um museu.
Ao lado do edifício principal fica um grande armazém construído nos anos 1600, conhecido como o maior armazém tradicional de arroz do Japão.
Após esta visita fomos reconfortar os estômagos pois mais momentos esperavam por nós: o Museu Showa que mostrava a cultura pop após a II Guerra Mundial e de seguida entrámos num dos muitos locais de prova e venda de saqué/ sake – bebida tradicional japonesa, uma vez que a região de Hida tem fama de produzir excelente saqué de arroz.
Já com uma perceção razoável de Takayama, estava na hora de retomarmos o autocarro para nos dirigirmos para o hotel, onde chegámos por volta das 17h. Após o check-in, momentos japoneses esperavam por nós: toca a vestir kimono e passar pela experiência de banho japonês, seguido de um jantar com iguarias muito interessantes.
9º DIA – TAKAYAMA, MATSUMOTO E CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO MONTE FUJI- (dormida – Monte Fuji)
| TRAJETOS Takayama – Monte Fuji – 438km – 6h 34min |
Começámos a nossa manhã em Takayama pelas 9h com a visita ao Museu Takayama Matsuri Yatai Kaikan – carros alegóricos feitos à mão.

Por volta das 10 horas partimos de autocarro para Matsumoto onde chegámos por volta das 12.30. Deliciámo-nos no trajeto que nos conduziu ao majestoso Castelo, pois como ele é cercado por um fosso, carpas e jardins, isso tornou-o, desde logo, algo muito interessante. Também gostámos da visita ao seu interior (têm que se descalçar os sapatos).


Por volta das 14.15 dirigimo-nos para o restaurant Belle Rivière. Tinha um staff muito afável e uma oferta interessante, onde permanecemos até às 15.30.
Por volta dessa hora prosseguimos viagem de autocarro para a região do Monte Fuji, onde iríamos pernoitar. Como o tempo estava nublado, não permitiu ter grandes vistas para a montanha!
10 º DIA – CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO MONTE FUJI, HAKONE (cruzeiro)(dormida – Tóquio)
| DISTÂNCIAS do Hotel até Lago Ashi – 50km – 1h 10min do Lago Ashi a Tóquio – 100km – 1h 45min – 150 km – cerca de 3 horas – |
Saímos de autocarro para o sopé do Monte Fuji – considerada a “Montanha Sagrada” do Japão, por volta das 7 h tendo como “companhia” chuva e vento! Chegámos ao Fujisan World Heritage Center – Centro de Interpretação do Monte Fuji, para através da visita ficarmos com uma ideia, através de um filme e imagens, da história do vulcão e Monte Fuji. Pena não termos podido ver a montanha em todo o seu esplendor ao vivo e a cores, devido ao tempo nublado! Também era suposto termos feito um trajeto de teleférico (ao vale vulcânico de Owakudani) para gozarmos as vistas para a montanha mais de perto.

Bom… não tendo sido isto possível, a alternativa era irmos até Hakone, onde chegámos às 11h, para fazer um cruzeiro no lago Ashi durante cerca de 45 minutos.
Depois fizemos um trajeto de autocarro até Tóquio, onde chegámos por volta das 17 horas, ao fabuloso Hotel New Otani Tokio. Após check-in, gozámos um pouco a espetacularidade do hotel, tendo dado um giro, por nós mesmos, na zona do hotel.
11º DIA – CIDADE DE TÓQUIO (dormida – Tóquio)
Este dia foi inteiramente dedicado a Tóquio.
Deslocámo-nos de autocarro até à zona do Templo de Asakusa ou Senjo-ji, o templo budista mais antigo de Tóquio,


tendo daí uma vista para a rua Nakamise – uma rua histórica com mais de 250 metros de comprimento, com barracas tradicionais com uma oferta incomensurável! Tem que se ir preparado para enfrentar muitas pessoas!

Após estes momentos mais havia para explorar! Aí fomos nós de autocarro para o bairro de Akihabara – conhecido pelas imensas e famosas lojas de eletrónica. Deixámo-nos perder por ali, tendo tido dificuldade em absorver todo aquele mundo!


Tempo para carregar baterias pois o dia ainda tinha muito mais para oferecer!
Após o almoço fomos para a interessante zona de Odaiba, onde nos sentimos um pouco em Nova Iorque, pela Estátua da Liberdade e pela ponte – Rainbow Bridge. Daí obtinha-se uma vista incrível para a baía de Tóquio. Mas não nos íamos ficar só pela América!



Ainda iríamos dar um “salto” à Europa, mais concretamente a Paris. Subimos à Torre de Tóquio que foi feita à imagem da Torre Eiffel, sendo um dos miradouros mais altos da cidade. A vista de 360 graus, do cimo da Torre, é simplesmente deslumbrante!


Esperávamos ainda um jantar num restaurante interessante, mas após a refeição, no caminho para o hotel, fomos surpreendidos por uma trovoada com chuva e vento forte.
12º DIA – 29/05 – 4ª feira – (dormida – Tóquio)
12º DIA – CIDADE DE TÓQUIO (dormida – Tóquio)
Mais um dia inteiramente dedicado a Tóquio.
Continuação das visitas com destaque para Meiji Jingu, santuário construído em honra do Imperador Meiji frequentemente designado como o “pai do Japão Moderno”.



Após esses momentos mais esperavam por nós: Harajuku (localizado no bairro Shibuya), mais concretamente a Takeshita Street, considerada a zona mais cool da cidade. É o epicentro da moda jovem e cultura pop japonesa – é o berço de estilos excêntricos e subculturas visuais japonesas, com muitas lojas de moda, boutiques e snack-bars temáticos voltados para o público jovem. Sentimo-nos num mundo à parte, mas querendo fazer parte dele durante o tempo que lhe dedicámos.





Depois destes momentos únicos no dia-a-dia de um europeu, mais um se iria seguir: iríamos almoçar nas redondezas, para a seguir nos dirigirmos para o famoso e frenético cruzamento de Shibuya. Pode gozá-lo de 2 maneiras: atravessando-o quando o semáforo abrir para os peões ou por exemplo ir ao Starbucks no 2º piso e ficar numa mesa com vista para o cruzamento (mas terá de consumir algo para ter direito a isso!). É uma sensação indescritível!





Mas o dia não se ficava por aqui!
Ora aí íamos nós continuar a explorar a cosmopolita cidade de Tóquio, sendo agora a vez da zona do Palácio Imperial que está integrado no Kokyogaien National Garden: uma área de contrastes incrível: de um lado temos o Palácio protegido por grandes fossos e muros grossos e cercado por jardins e dos outros lados, o aço e vidro dos modernos edifícios de escritórios do centro de Tóquio.



Daí iríamos para o agitado e típico bairro Ginza: um dos mais icónicos e sofisticados de Tóquio, famoso pelas suas lojas de luxo, arquitetura moderna e arrojada e uma atmosfera cosmopolita única. É difícil saber para onde dirigir o olhar perante tanta oferta! Por ali deambulámos entrando no espírito!




Após todos estes momentos estava na altura de recuperar energias!
13º DIA – MANHÃ E TARDE – CIDADE DE TÓQUIO
Bem… só já iríamos pisar Tóquio durante mais algumas horas!
Começámos a manhã com a visita ao Museu Nacional de Tóquio: um extraordinário local que narra o passado e a cultura japoneses.





De seguida fomos para a área de Ueno, a qual tinha muito para oferecer! Desde um extraordinário mercado ao ar livre (com uma oferta incomensurável de artigos : desde marisco, peixe, peças de vestuário, lojas de souvenirs… tudo o que se possa imaginar!)






a um enorme parque que oferece templos históricos, museus, o Lago Shinobazu e a estátua de Saigo Takamori, “o último verdadeiro samurai”.








Deixámo-nos perder por ali gozando esses últimos momentos em terras de samurais!
FIM DO DIA – Transfer para o aeroporto e Voo
Estava na hora de irmos de autocarro até ao aeroporto para fazermos o primeiro voo: Tóquio pelas 22.30 h, com chegada prevista no Dubai pelas 04.50 h. Esperava-nos ainda o voo de Dubai pelas 07.25 h com chegada a Lisboa às 12.35 h.
14º DIA – chegada a Lisboa
Eis-nos chegados ao nosso lindo país também!
Um dia gostaríamos de voltar ao Japão, dessa vez, por nós mesmos, para explorar mais um pouco a cosmopolita cidade de Tóquio bem como outras ilhas!