Chile – País de Contrastes

O título atribuído ao artigo prende-se com o facto de o Chile oferecer desde zonas desérticas, a glaciares, a fiordes, ao maior deserto de sal, a géiseres, a vulcões, a desfiladeiros, a lagoas coloridas, a vales verdejantes e à famosa Cordilheira dos Andes!

O Chile é um país da América do Sul, situado ao longo da costa oeste, banhado a sul e a oeste pelo oceano Pacíficocom um litoral que se estende por 6435 km.Tem uma geografia incomum (comprido e estreito) com uma largura máxima de 175 quilómetros e 4,3 mil km de comprimento que se estende pelo extremo oeste da América do Sul.

Todos estes fatores contribuem para que seja um país com um clima muito variado, indo do deserto mais seco do mundo — o Atacama — no norte do país, a um clima mediterrânico/temperado no centro, até um clima alpino propenso à neve ao sul, com glaciares,  fiordes e lagos.

Faz fronteira ao norte com o Peru, a nordeste com a Bolívia, a leste com a Argentina. A Passagem de Drake representa a ponta mais meridional do país. As principais cidades são Santiago, a capital, Concepción, Viña del Mar, Valparaíso, Talcahuano e Temuco.

É um país que se estende por 3 continentes: América, Antártida e Oceania (ilha de Páscoa).

O Chile possui cerca de 90 vulcões ativos, calculando-se, no entanto, que existam mais de 2.000 vulcões no país, entre os potencialmente ativos e extintos. O Chile está localizado no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma região conhecida pela sua alta atividade vulcânica. O Ojos del Salado é um estratovulcão (ou vulcão composto –  vulcão cónico constituído por muitas camadas (estratos) de lava endurecida e fragmentos de rocha sólidacom 6893 metros de altitude (a montanha mais alta do Chile) e  considerado o mais alto vulcão do mundo.

O Chile apresenta 5 regiões ao longo da sua estreita largura: Norte Grande, Norte Chico, Zona Central, Zona Sul e Zona Austral

Norte Grande
faz fronteira com o Peru ao norte, o Oceano Pacífico a oeste, o Altiplano, a Bolívia e a Argentina a leste, e o Rio Copiapó ao sul, além do qual fica a região natural Norte Chico.
Nesta região fica o Deserto do Atacama, uma das áreas mais secas do mundo;
em certas partes, esse deserto não regista nenhuma precipitação.

Norte Chico
a terra onde o deserto floresce
Tradicionalmente refere -se à zona que compreende as regiões de Atacama e Coquimbo

Chile Central
a terra das quatro estações
a temperada zona central tem uma vasta e fértil planície central que se encontra entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico.
É o lar da maioria da população chilena e inclui as três maiores áreas metropolitanas: Santiago, Valparaíso e Concepción.

Zona Sul
a terra de lagos e florestas
a sua fronteira norte é formada pelo Rio Bío-Bío, que a separa da Zona Central do Chile.
A Zona Sul faz fronteira com o Oceano Pacífico a oeste, e a leste ficam as montanhas andinas e a Argentina.
Sua fronteira sul é o Canal de Chacao, que forma o limite com a Zona Austral. Enquanto o Arquipélago de Chiloé pertence geograficamente à Zona Austral em termos de cultura e história, ele fica mais próximo da Zona Sul.

Zona Austral ou Mais Meridional
– corresponde à porção chilena da Patagónia
É cercada pela Zona Sul e pelo Canal de Chacao ao norte, pelo Oceano Pacífico e pela Passagem de Drake ao sul e oeste, e pelas montanhas andinas e pela Argentina ao leste.
Se excluirmos o Arquipélago de Chiloé, a Zona Austral cobre toda a Patagónia chilena.

INFORMAÇÕES GERAIS

Fuso Horário:
3 horas menos que em Portugal Continental
Idioma oficial: 
Espanhol
Moeda:
Peso – 1000 pesos = 1 €
Capital:
Santiago do Chile




A NOSSA EXPERIÊNCIA – de 28 de fevereiro a 13 de março (14 dias)

Fomos numa viagem organizada mas isso não significou que não tenhamos trazido memórias fabulosas! É a viagem de uma vida! Indo assim ou por nós mesmos, é algo imperdível!

Título atribuído à viagem:
CONTRASTES DO CHILE
do Deserto de Atacama à Patagónia com Cruzeiro Skorpios
(Agência Pinto Lopes)

Não temos muito por hábito alinhar em viagens organizadas pois gostamos de ser nós a gerir o número de dias, os locais a visitar, o tempo a dedicar a cada um deles… mas não nos arrependemos, de todo, de termos realizado esta viagem assim!

Situando-se o Chile “um pouco” distante de Portugal, teríamos que enfrentar muitas horas de voo para alcançar o país em causa e fazer voos internos uma vez que o Chile se desenvolve ao longo de mais de 4.000 km de comprimento e menos de 200 km de largura, ou seja é um país muito comprido e estreito! Mas vale a pena se a alma não é pequena!

ZONAS: de 1 a 3 e PONTOS VISITADOS: de 1 a 10

A nossa viagem pautou-se essencialmente nestas 3 zonas do “elegante” país do Chile.

A nossa porta de entrada para explorar o Chile, teve início
no norte,
em San Pedro de AtacamaZONA 1
significando isso: San Pedro de Atacama, Salar de Atacama, Lagunas Miscanti e Miñiques, Salar y Laguna de Tara, Salar de Quisquiro e Vale de la Luna e 2 aldeias – Socaire e Toconao
teve continuidade no sul – Puerto NatalesZONA 2
Puerto Natales, Parque Nacional Torres del Paine e início e fim de cruzeiro na Patagónia Chilena
e fim – no centro do país – Santiago do ChileZONA 3
a capital – Santiago do Chile

1º e 2º DIA – VOOS e TRAJETO DE AUTOCARRO
2, 3º e 4º DIA -EXPLORAR A ZONA NORTE – dormida – São Pedro de Atacama
5º DIA – TRANSFERS DE AUTOCARRO E VOO
dormida – Puerto Natales
6º DIA – EXPLORAR A ZONA – PARQUE NACIONAL TORRES DEL PAINE
dormida – Puerto Natales
7º DIA – INÍCIO DO CRUZEIRO
8º DIA – CRUZEIRO
9º DIA – CRUZEIRO
10º DIA – CRUZEIRO
11º DIA – FIM DO CRUZEIRO e AVIÃO para SANTIAGO DO CHILE
SANTIAGO DO CHILE
dormida – Santiago do Chile
12º DIA – SANTIAGO DO CHILE
dormida – Santiago do Chile
13º DIA – TRANSFER para Aeroporto
VOOS – Santiago – Madrid
Madrid – Lisboa
14º DIA – CHEGADA A LISBOA

1º e 2º DIA – VOOS E CHEGADA A SÃO PEDRO DE ATACAMA- dormida São Pedro de Atacama

Assim sendo….

fizemos 2 voos: Lisboa – Madrid e Madrid (noite a bordo) – Santiago do Chile, o que representou cerca de 15h. Após isso mudámos de avião (1º voo interno) e lá embarcámos com destino a Calama. (Santiago do Chile – Calama – cerca de 2h). Mas mesmo assim ainda faltava um trajeto de autocarro de cerca de 1h e 15 minutos (100km) pois iríamos pernoitar em São Pedro de Atacama, que serve como base para se explorar o Deserto do Atacama* oferecendo o mesmo uma série de pontos turísticos.

*é bastante procurado pela sua paisagem única, pois é nem mais nem menos que o deserto não polar mais seco de todo o Planeta na medida em que raramente chove na região, em consequência das correntes marítimas do Oceano Pacífico  não conseguirem passar para o deserto, por causa de sua altitude. O Deserto de Atacama tem uma altitude média de aproximadamente 2000 metros, acima do nível do mar, variando entre 1900 e 2400 metros, tendo cerca de 1 000 km de extensão. Está localizado na região norte do Chile.  A maior parte do deserto é composta por terreno pedregoso, lagos de sal/ salinas e areia.

Como as temperaturas no deserto variam entre 0 °C à noite a 40 °C durante o dia, existem poucas cidades e vilas no deserto. Uma delas, muito conhecida, é São Pedro de Atacama e está a 2400 metros de altitude. Por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro.

3º DIA – SALAR DE ATACAMA E LAGOAS ALTIPLÂNICAS – dormida São Pedro de Atacama

DIA DA ESTRADA/RUTA 23

Feitos cerca de cem quilómetros (1h 15 min aproximadamente) de autocarro, ao longo de paisagens deslumbrantes, esperava-nos algo único no mundo: um deserto de sal com uma extensão a perder de vista, rodeado por montanhas, com uns habitantes fabulosos: uma comunidade considerável de flamingos. Não há palavras para descrever estes momentos passados no seio de uma natureza sui generis.

O Salar de Atacama é uma grande planície de sal localizada dentro do deserto de Atacama – é um deserto de sal com cerca de 3000 km² – 100 km de comprimento por 80 de largura, numa altitude de 2300 metros. Algumas áreas da salina fazem parte da reserva ecológica Los Flamencos. A região concentra espécies de flamingos e outras aves.

O dia mal tinha começado! Mais momentos esperavam por nós! Todos os troços feitos ao longo das viagens eram inebriantes, com cores contrastantes e oscilantes. Passámos pela aldeia, de indígenas Atacameños, Socaire, localizada a 3500 metros acima do nível do mar. A aldeia é pequena, com casas muito simples e ruas de terra batida. A igreja é a construção mais elaborada da aldeia e é um bonito edifício, ao estilo da arquitetura vista pelas povoações indígenas desta região. É famosa pela sua gastronomia e pelos tecidos em lã de alpaca, sendo também considerada o principal terraço do salar, uma vez que oferece vistas maravilhosas sobre o Salar de Atacama.

Daí prosseguimos viagem até às tranquilas Lagoas de Miscanti e Miñique (do Altiplano), de uma intensa cor azul turquesa, onde as águas calmas e reflexivas oferecem vistas deslumbrantes das montanhas em redor. Têm uma flora e fauna únicas e situam-se a mais de 4000 mil metros de altitude. Paisagens indescritíveis que obrigaram a cliques contínuos e uma imensidão de vídeos pela presença e deslocação de lamas, vicunhas, guanacos…

Estas lagoas são o paraíso de qualquer fotógrafo e uma introdução serena à beleza natural do Altiplano.

Após estes momentos deslumbrantes fizemos um percurso de autocarro, tendo passado em algo que não deixa ninguém indiferente: o Trópico de Capricórnio!

Daí dirigimo-nos também de autocarro para a aldeia de Toconao (fundada no séc. XVI), que significa “lugar de pedras”, pois os seus edifícios foram construídos com pedra liparita. Encontra-se a uma altitude de 2.485 metros acima do nível do mar, próximo da margem nordeste do Salar de Atacama. Os seus edifícios mais notáveis são a Igreja (datada do ano de 1744) bem como a Torre do Sino de San Lucas, reflexo da rocha ou pedra vulcânica*. Foram declaradas Monumentos Nacionais. Para além disso é possível apreciar o perfeito cone do vulcão Lascar**, que reina soberano no horizonte, praticamente de todos os ângulos do vilarejo.

*A liparita é também utilizada em peças de artesanato, como esculturas e objetos decorativos. 

** “Vulcão Lascar é um vulcão ativo localizado no Deserto do Atacama, no Chile, com 5.592 m de altitude.” in https://pt.wikipedia.org/wiki/Lascar_(vulc%C3%A3o)

Após a visita à tranquila aldeia de Toconao, esperava-nos apenas um percurso lindíssimo como os demais, de cerca de 40 quilómetros para alcançar San Pedro de Atacama, tendo certamente avistado pelo menos o vulcão Licancabur.

Dedicámos o resto do dia vagueando tranquilamente pelas ruas e ruelas, com chão de terra batida e pequenas casas de adobe, de San Pedro de Atacama, tendo gozado também a rua principal, Caracoles, repleta de restaurantes, bares, agências de turismo e lojas (numa das quais comprei uns brincos com pedra de lápis lazuli).

Tem também uma Praça, que é um local vibrante, repleta de bancas, bares… perto da qual há a Igreja de San Pedro, a Câmara, o Museu de Arqueologia R. P. Gustavo de Paige (que não conseguimos visitar pois estava fechado na altura em que passámos lá), bem como o Mercado de Artesanato, que vale a pena visitar quanto mais não seja pelo colorido das suas bancas.

4º DIA – SALAR E LAGUNA DE TARA, SALAR DE QUISQUIRO E VALE DA LUA – dormida São Pedro de Atacama

DIA DA ESTRADA/RUTA 27

Estende-se por 156,1 km, sendo conhecida como uma das estradas mais altas do mundo, chegando a atingir 4.831 metros acima do nível do mar. É conhecida pelas suas impressionantes paisagens montanhosas e vulcões, como o  vulcão Licancabur e por estar cercada por lagoas coloridas e salares.

Atravessa a região de Antofogasta, no norte do Chile. Passa por paisagens como o  Salar de Atacama, o Salar de Tara-Salar de Aguas Calientes, o Salar de Pujsa e a Reserva Nacional Los Flamencos. É, assim, uma estrada popular para turistas que visitam a zona de San Pedro de Atacama e desejam explorar o altiplano chileno. 

Seria dia de sair de madrugada para visitar os Geisers del Tatio, mas o clima não estava favorável. Abortado esse esquema um outro veio substituí-lo, tendo sido fabuloso!

Pelas 8 horas fizemos a 1ª paragem no Mirador Pacana Caldera. Daí desfrutava-se de uma paisagem a perder de vista, em tons térreos, composta por terreno pedregoso, com um céu azul e branco. Foi o local do pequeno almoço, situando-se não muito longe da Bolívia e da Argentina.

Após estes momentos esperavam-nos mais desígnios da natureza: o primeiro deles, logo a seguir, foi o Salar y Laguna de Tara.

Depois de termos desfrutado de algo do outro mundo, tínhamos também o Salar de Quisquiro à nossa espera! Não há palavras que consigam descrever tais maravilhas!

E quando se pensa que já se viu tudo “aterramos” no Vale de la Luna, ao qual dedicámos quase 3 horas! (das 16.15 às 19h). É algo sem igual: um paraíso natural de rara beleza, localizado em pleno Deserto do Atacama, num vale de origem vulcânica, o qual mais parece um vale lunar! Aqui encontra-se deserto e montanha.

É um lugar extremamente árido com zonas planas de lagos secos, com solo salino e rodeado por morros com formações exóticas e geológicas singulares – sendo de realçar as Três Marias, dunas de areia e grutas.

5º DIA – TRANSFERS DE AUTOCARRO E VOOS – dormida – Puerto Natales

Altura de dizer adeus a San Pedro de Atacama. Mas … iríamos fazer um trajeto de autocarro passando por um troço da rota do deserto – cordilheira do sal, de deixar qualquer um de queixo caído,

para alcançar Calama, pois seria o local onde apanharíamos um voo com destino a Punta Arenas, via Santiago do Chile e seguidamente esperava-nos ainda um trajeto de autocarro até Puerto Natales. Foi um dia picado (chegámos por volta das 3h da manhã).

Puerto Natales, local bem no sul do Chile representou a porta de entrada para o Parque Nacional Torres del Paine e o local de embarque no cruzeiro.

6º DIA – DIA DEDICADO AO PARQUE NATURAL TORRES DEL PAINE – dormida – Puerto Natales

Depois de termos desfrutado da vista fabulosa do nosso quarto para o Oceano Pacífico e do pequeno-almoço, chegou o momento de fazer um trajeto de autocarro que nos levou à Cueva del Milodón, uma imponente gruta com 30 metros de altura, 80 metros de largura e 200 metros de profundidade.

Após isso, o resto do dia iria ser dedicado ao Parque Nacional Torres del Paine*, tendo ele fama mundial pelas colossais torres e chifres de granito e rocha. Isso obriga a ir com uma atenção desmesurada que quase parece um jogo pois a pessoa está sempre à espera de vislumbrar esta, aquela … outra maravilha!

*declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1978. Tem uma área de aproximadamente 242.000 hectares, na qual se encontra a cadeia montanhosa del Paine, com as mundialmente famosas Torres del Paine e os não menos conhecidos Cuernos del Paine. Lagos, rios, cascatas e glaciares estão em perfeita harmonia no parque.

Mas isso era apenas um pormenor, pois ao longo do trajeto, até atingirmos o local onde iríamos almoçar, à beira de um dos lagos, fomos gozando de uma paisagem deslumbrante oscilando entre montanhas e lagos vislumbrando-se de quando em vez essencialmente guanacos, cavalos e condores. Fizemos várias paragens ao longo do percurso para contactar mais de perto com todas as maravilhas que a natureza oferecia.

Como o restaurante ficava à beira do lago, deliciámo-nos, antes, durante e depois do almoço, com a linda paisagem: as montanhas refletidas na água do lago.

Apesar de ser difícil arredar pé de locais como este, viemos a perceber que aquele tinha sido apenas um dos momentos altos do dia! Fizemos passagem e paragem na zona da Lagoa Amarga onde pudemos quase tocar num guanaco que deambulava e se alimentava por ali. São momentos divinais.

Ao longo do lindíssimo trajeto passámos também por mais 2 lagos – Lago Grey e Pehoe. É difícil saber para onde dirigir o olhar. Acrescentámos às maravilhas anteriores a Cascata Paine, cuja água se deslocava e caía de uma altitude considerável, tendo como painel de fundo as fenomenais torres e chifres.

Foi uma viagem de sonho. Restava-nos apenas fazer o percurso de regresso a Puerto Natales.


CRUZEIRO – 4 DIAS – do 7º (de manhã) ao 11º DIA (de manhã)

– CRUZEIRO SKORPIOS III- GLACIARES EM PATAGÓNIA – CHILE-

O Cruzeiro Skorpios III apesar de ser de 1995 foi remodelado em 2022, oferecendo muito conforto. Tem capacidade máxima para 92 passageiros (sendo 34 tripulantes). Possui 46 cabines duplas, com janelas, casa de banho privativa, TV plasma, música ambiental e cofre, distribuídas por 5 pisos. O navio tem também dois salões bar, confortáveis e maravilhosos com janelas para os 2 lados e um amplo salão refeitório panorâmico. Foi uma experiência excecional: desde o conforto, às refeições fabulosas, ao staff e aos vários desembarques e embarques em pequenos barcos de expedição ao longo dos dias. Tudo decorreu segundo uma logística impressionante!

P.S. Convém levar roupa e calçado adequado para as saídas do navio: parka ou jaqueta impermeável contra o frio, vento e alguma chuva, gorro simples ou polar, calças impermeáveis, ténis tipo trekking (impermeáveis) e uma mochila pequena (para as descidas fora do navio).

Puerto Natales representava o ponto de partida para uma experiência única e sem igual: o início do Cruzeiro Skorpios III que nos levaria à Patagónia Chilena (na zona do Campo de Gelo Sul) – mundo de glaciares e fiordes, durante 4 dias.

Fizemos um pequeno transfer do hotel ao cais de Puerto Natales para embarque e início do cruzeiro. O check-in de entrada decorreu por volta das 10h, tendo o navio zarpado cerca do meio-dia.

Aí íamos nós viver e passar por experiências inigualáveis nas nossas vidas!

Baía Guardramiro – 1ª paragem – Elefantes Marinhos

Nessa tarde navegando pelo Golfo Almirante Montt com o intuito de atingir Caleta Juárez no Fiorde Guardramiro, desembarcámos em pequenos barcos de expedição para admirar de perto, uma bela praia de areias brancas e vegetação verde, que abriga uma colónia de elefantes-marinhos que decidiram ali viver e reproduzir-se. Fizemos apenas avistamento e aproximação. Foram momentos indescritíveis.

Mas muitos mais esperavam por nós nos dias seguintes!

O navio continuou a navegar para o norte através do canal Pitt para alcançar os locais pretendidos. Nos 3 dias seguintes fizemos 2 saídas diárias: uma de manhã e outra à tarde.

Fiorde e Glaciar Guillard e Glaciar Amalia; Fiorde Calvo e Glaciar El Brujo e Glaciar Bernal

A viagem oscilava essencialmente entre fiordes e glaciares, sendo uns visitáveis nas pequenas embarcações, outros apenas admirados de dentro do navio, do deck superior. Paisagens e momentos de sonho!

Sempre que se saía do navio, era uma aventura! Aí íamos nós nos pequenos barcos de expedição: o chão poderia ser escorregadio pelos restos de gelo, por alguma chuva, teríamos por vezes que percorrer areia, vegetação e rochas, mas as experiências tidas justificavam o cuidado que tinha que se ter. Caminhar pelos canais dos glaciares no meio de uma natureza intocável, para chegarmos perto deles, era um autêntico delírio. Todos eles eram fabulosos, apesar de todos diferentes!

No Fiorde Calvo foi algo ainda mais surpreendente! Este lugar é o paraíso de maior beleza desta região dos fiordes chilenos, dada a sua grande quantidade de glaciares. Aí o Skorpios III aproximou-se o mais perto possível dos glaciares, onde embarcámos no “Capitán Constantino “, um verdadeiro 4 x 4 do gelo.

É uma embarcação pequena de apoio, na qual navegámos por mar de gelo para ingressar no final do Fiorde Calvo, avistando alguns glaciares (Fernando, Capitão Constantino e Alípio, entre outros) que semeavam icebergs de tons azulados e multiformes por essas águas tranquilas. Navegar entre os icebergs foi simplesmente uma sensação única, diferente e irrepetível! Havia tanto gelo que fazendo um varrimento de 360 graus só se via isso! Quase que nos sentimos na Antártida!

Para que esses momentos não ficassem esquecidos realizou-se, pelos vistos, o tradicional brinde de uísque (num copo que seria para nós) com gelos milenares (tendo-se recolhido um bloco de gelo considerável para se servir então bebidas a bordo). Se calhar é algo para turista, mas teve o seu encanto!

11º DIA – FIM DO CRUZEIRO e AVIÃO para SANTIAGO DO CHILE
SANTIAGO DO CHILE
dormida – Santiago do Chile

Costuma-se dizer: o que é bom depressa acaba! Assim foi! Aí estava o navio a aproximar-se do cais de Puerto Natales. Foi dizer adeus a uma experiência que todos deviam experimentar pelo menos uma vez na vida! Desembarque feito e algum tempo para gozar a pequenez do vilarejo de Puerto Natales, à beira do Oceano Pacífico.

Findos estes momentos, aí íamos nós até ao aeroporto para fazer o voo Puerto Natales – Santiago do Chile onde chegámos ao fim do dia. Após check-in no hotel, ainda cirandámos um pouco nas imediações.

12º DIA – SANTIAGO DO CHILE
dormida – Santiago do Chile

Dia dedicado à capital do Chile: Santiago. Depois de termos passado alguns dias em plena natureza foi um pouco difícil “aterrar” numa cidade cosmopolita.

Santiago fica localizada num vale do Centro do país, a cerca de 520 metros de altitude, cercado pelos Andes e pelas montanhas da Cordilheira da Costa do Pacífico Sul. Ficando num vale, completamente cercada por cordilheiras, é uma cidade com uma silhueta muito própria: os edifícios, ainda que alguns bastante altos, parecem pequenos e compactos em contraste com as enormes montanhas de picos brancos em pano de fundo. É uma cidade cosmopolita, com construções modernas e com o maior arranha-céu da América Latina (com 300 metros de altura). Oferece uma grande variedade de museus e monumentos.

Viria a ser capital do país a partir de 1818, quando se tornou independente de Espanha. É a maior cidade do Chile em termos populacionais e do ponto de vista económico.

AÍ ÍAMOS NÓS DESBRAVAR A CAPITAL DO CHILE!

Fizemos um trajeto de autocarro do hotel até ao centro da cidade, (tendo demorado um tempo considerável pois havia muito trânsito).

Começámos a explorar a cidade, num dos seus locais mais emblemáticos – a enorme Praça da Constituição, onde se encontra o imponente edifício do Palácio da Moeda, atual sede do Governo, entre outros edifícios, estátuas de figuras históricas, sendo de realçar a de Salvador Allende, colunas-obeliscos, 2 fontes de água, uma pedra comemorativa (indicando o local onde viveu a família Carrera), mastros com bandeiras das regiões do Chile em frente ao Palácio de La Moneda ou da Moeda.

Depois fomos para a praça central – Plaza de Armas – repleta de palmeiras – marco zero da cidade – onde fica a lindíssima Catedral Metropolitana de Santiago, o Palácio Arcebispal, a Câmara Municipal, o Correio Central e o Edifício da Real Audiência, (hoje Museu Histórico Nacional) entre outros edifícios e diversas estátuas incluindo a de Pedro Valdívia.

De seguida fomos visitar o Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana – um dos mais completos museus sobre a cultura pré-colombiana do mundo.

Depois passámos no Mercado Central e a seguir fomos de autocarro até ao local onde se apanhava o funicular para irmos ao Cerro San Cristóbal (situado no Parque Metropolitano) – uma zona alta da cidade para uma das mais espetaculares vistas panorâmicas de Santiagoaos pés da cordilheira dos Andes e do Cerro Santa Lucia, com uma panorâmica a 360º.

Hora de reconfortar os estômagos. Em seguida fomos visitar a Casa Museu Pablo Neruda – o famoso escritor chileno (que viveu em Santiago), “La Chascona” construída em 1952 para celebrar o amor de Pablo por Matilde, a descabelada (la chascona), que foi a sua última esposa. 

Depois destes momentos iríamos ao hotel e tínhamos posto a hipótese de irmos por nós mesmos ao Shopping Costanera Center* mas o tempo escasseou pois ainda necessitámos de “alguns longos minutos” para alcançar o hotel!

* é o maior centro comercial e empresarial da América Latina sendo a sua torre também considerada a mais alta deste subcontinente. Comporta mais de 300 lojas com várias marcas famosas e luxuosas. Tem também o Sky Costanera que é um miradouro e observatório de 360 graus, situado no topo do edifício, o qual oferece uma vista incrível da cidade

Saímos de autocarro para um jantar típico com exibição de folclore e músicas tradicionais das várias regiões do Chile.  Foi interessante na medida em que revelou um pouco das tradições do país.

P.S – Se gostar de museus tem ainda ao dispor o Museu Nacional de Belas Artes (com as mais importantes obras de artistas chilenos), o Museu Nacional de História Natural e o Museu Histórico Nacional (sobre a história do país).

13º DIA – TRANSFER para Aeroporto
VOOS – Santiago – Madrid
Madrid – Lisboa

Dia de dizer adeus a terras chilenas, mas de alma e coração cheios! Não há palavras que consigam descrever os momentos únicos passados num país fabuloso e inimaginável!

14º DIA – CHEGADA A LISBOA

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