
se puder dedique pelo menos 3 dias completos
Toronto é a capital da província de Ontário, uma das maiores cidades da América do Norte e a mais populosa do Canadá. Com vários bairros étnicos como Chinatown, Little India, Little Italy e Little Portugal, Toronto é uma das cidades do Canadá com maior diversidade cultural.
A cidade destaca-se essencialmente pela Yonge Street, considerada a mais longa rua do mundo, bem como pela CN Tower, com 553 metros de altura e pelas Ilhas, em frente à cidade – pelas suas praias e pela vista fantástica para Toronto, apesar de ter muito mais para oferecer!
PONTOS DE INTERESSE
| Dundas Square é a praça pública mais famosa de Toronto está localizada no cruzamento das ruas Yonge e Dundas, bem no centro da cidade; é frequentemente comparada: à Times Square de Nova Iorque e ao Shibuya Crossing de Tóquio; em redor da praça estão importantes pontos turísticos como: o shopping Eaton Centre, teatros, restaurantes e a entrada para o PATH (o sistema subterrâneo de Toronto) Yonge Street uma das principais ruas da cidade de Toronto é considerada uma das ruas mais emblemáticas e longas do mundo (devido à sua extensão histórica de aproximadamente de 1.896 km*) atualmente a parte reconhecida como urbana tem cerca de 56 km (*O Guinness adotou uma alegação (promovida pelo escritor Jay Myers na década de 1970) que contabilizava os 1.896 km da Highway 11 como se fosse a Yonge Street, e assim a declarou a rua mais longa em 1977). Eaton Centre centro comercial de renome: é o maior centro comercial de Toronto, com cerca de 300 lojas, bares e restaurantes e possui uma enorme praça de alimentação na cave. CN Tower é considerada a atração mais emblemática de Toronto: com 553 metros, foi durante muito tempo a torre mais alta do mundo (antes de ser destronada pelo Burj Khalifa no Dubai); tem 1 elevador panorâmico que nos leva a uma altura de 346 metros em apenas 58 segundos: – acesso a um panorama deslumbrante de toda a cidade – também se pode caminhar sobre o chão de vidro transparente; pode-se subir ainda mais alto: segunda plataforma chamada SkyPod está 33 andares acima da primeira e oferece uma vista ainda mais nítida; também se pode jantar na Torre CN: o restaurante está situado numa plataforma que gira durante toda a refeição para que se possa apreciar a vista de 360 graus de Toronto. P.S- no caso de fazer parte dos planos a visita à CN Tower, convém reservar com antecedência (mais interessante ainda: antes do pôr-do -sol) Ripley Aquarium localizado ao lado da CN Tower – experiência única de contacto com a vida marinha – o maior aquário do Canadá, com mais de 20.000 animais aquáticos: cerca de 450 espécies, túnel de vidro e esteira rolante para observar tubarões e peixes; pode-se ir de joelhos num túnel subaquático e sentirmo-nos mais perto ainda dos animais aquáticos. Casa Loma palacete com um estilo neo-romântico – concebido para ser uma espécie de castelo europeu tem 98 divisões, estufa, estábulos, biblioteca e um jardim com mais de 20 mil m2, com fontes, esculturas e arranjos florais (foi residência do magnata Sir Henry Mill Pellatt, construída entre 1911 e 1914) podem-se visitar as muitas salas do castelo, sendo a parte mais interessante, a vista do topo das torres: uma das mais bonitas de Toronto. No centro da cidade, entre o bairro de Chinatown e o Moss Park, encontram-se: o antigo edifício da Câmara Municipal (Old City Hall) e o atual edifício da Câmara Municipal (City Hall), dois magníficos exemplos da arquitetura da cidade, de épocas díspares, que coexistem lado a lado: Câmara Municipal (Old City Hall) com uma arquitetura de estilo romanesco revivalista, inaugurada em 1899, foi sede da câmara até 1965, quando foi substituída pela City Hall Câmara Municipal (City Hall) na Nathan Philips Square – c/ um famoso letreiro c/ o nome da cidade um arranha-céu com uma arquitetura arrojada concebido pelo arquitecto finlandês Viljo Revell BAIRROS: Chinatown situada na intersecção entre Dundas Street West e Spaldina Avenue bairro muito animado e cosmopolita: é 1 das maiores comunidades chinesas da América do norte – oferta de lojas, supermercados e restaurantes – com frutas exóticas e vegetais, e uma variedade de restaurantes dedicados à cozinha asiática, chinesa, tailandesa, japonesa e vietnamita (Chinatown e Kensington Market – perto Graffiti Alley – a 10 min) Little India localizado principalmente na Gerrard Street East, entre Coxwell Avenue e Greenwood Avenue, na zona leste da cidade conhecido pelo seu mercado chamado Gerrard India Bazaar, considerado o maior bazar sul-asiático da América do Norte: lojas de roupa, jóias, temperos, produtos típicos e uma grande variedade de restaurantes de culinária indiana, paquistanesa e de outras regiões do sul da Ásia. Little Portugal e Little Italy revelam a cultura e as vivências dos imigrantes destes países em Toronto: são um ótimo local para almoçar ou jantar e saborear as especialidades da gastronomia portuguesa e italiana no continente americano. Kensington Market o bairro hippy, boémio e dos mais antigos de Toronto é um dos bairros mais autênticos e multiculturais de Toronto localizado próximo do centro e da Chinatown é conhecido pelas suas ruas estreitas, casas coloridas de estilo vitoriano transformadas em lojas, bares, restaurantes e mercados de diversos países –importante destino de compras, gastronomia, ponto de encontro e turismo– (mesmo ao lado da Chinatown e da Graffity Alley – a dez minutos a pé) Graffity Alley oficialmente Rush Lane, é um beco de três quarteirões e 1 km de extensão no Fashion District de Toronto, conhecido por abrigar arte de rua; os fãs de arte de rua encontrarão muitos graffitis nas paredes e com um bocado de sorte poder-se-á ver alguns artistas a trabalhar. Distillery District bairro histórico de Toronto, situado no coração da old town: (a entrada principal é pela 55 Mill Street) zona pedonal com edifícios de tijolo vermelho, típicos da cidade, do séc. XIX, que outrora albergava uma grande destilaria de whisky (Gooderham and Worts): atrai multidões para as ruas calcetadas ladeadas de restaurantes, bares e boutiques indie. St Lawrence Market está localizado ao longo da Front Street East e da Jarvis Street, no bairro de St. Lawrence, na downtown de Toronto importante mercado público coberto, com mais de 200 anos o complexo do Mercado St. Lawrence hoje é composto por três edifícios principais: o Mercado Sul, o Mercado Norte e o St. Lawrence Hall: oferece a oportunidade de provar alguns dos melhores produtos locais (Distillery District e St Lawrence Market: perto um do outro) Cidade Subterrânea ou PATH projetado principalmente para facilitar a locomoção durante o inverno rigoroso, protegendo moradores e visitantes do frio extremo; vasto complexo subterrâneo: com cerca de 37 km de túneis (reconhecido pelo Guiness World Records como o maior complexo comercial subterrâneo do mundo) distribuídos por 4 pisos subterrâneos nalgumas zonas; liga mais de 70 edifícios e passa por 5 estações de metro, 1 terminal de comboio, 2 grandes shoppings, 6 hotéis… abriga aproximadamente 1.500 lojas, restaurantes, academias, bancos, serviços, farmácias, clínicas médicas e mais opções… têm acesso pelo sistema os seguintes pontos turísticos: a CN Tower, o Ripley’s Aquarium, o Rogers Centre e o Hockey Hall of Fame High Park – pulmão verde da cidade gigantesco parque com 160 hectares, há um pequeno comboio que percorre o parque Gooderham ou Flatiron Building localizado em: 49 Wellington Street East Gooderham Building: é o nome oficial e histórico do edifício, mas devido à sua semelhança com a forma de um ferro de passar, é mais conhecido como Flatiron Building Brookfield Place complexo de escritórios, comércio e património histórico (12 edifícios históricos restaurados) ocupa um quarteirão entre as ruas Yonge, Wellington West, Bay e Front e inclui 2 torres principais: TD Canada Trust Tower e Bay Wellington Tower, entre elas fica a impressionante Allen Lambert Galleria que se destaca pela sua arquitetura moderna: galeria de vidro projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, muito fotografada e ponto turístico arquitetónico da cidade (está localizada a menos de 2 minutos da Union Station) Berczy Park pequeno jardim triangular conhecido pela sua fonte de água icónica, chamada popularmente de “Fonte dos Cachorros” – Berczy Park Dog Fountain – composta por esculturas de diferentes raças de cães cuspindo água em várias direções, com 1 osso dourado no topo da fonte; tem também a estátua de 1 gato MUSEUS: Royal Ontario Museum – ROM (se puder dedique 2 a 3 horas) é o maior museu do Canadá: – apresenta um estilo bastante invulgar– fachada de pedra à moda antiga e uma nova estrutura de vidro e alumínio: há salas dedicadas às culturas mundiais (estando a história das Primeiras Nações do Canadá particularmente bem explicada e a coleção de obras chinesas e japonesas também vale a pena ver) e à história natural (impressionante exposição dedicada aos dinossauros, com a sua extraordinária coleção de esqueletos) Galeria de Arte de Toronto ou Art Gallery of Ontario (AGO) com 90.000 objectos, é um dos museus mais notáveis da América do Norte. Outros museus a visitar em Toronto: Little Canada reproduz em miniatura todos os locais e monumentos mais famosos do Canadá: as Cataratas do Niágara, a Torre CN, a cidade de Québec, etc Museu do Calçado Bata Museu de Arte Contemporânea de Toronto Centro de Ciência de Ontário Museu Aga Khan de Arte e Cultura Islâmica Museu Têxtil do Canadá MZTV: o museu da história da televisão e Museu Gardiner de Arte Cerâmica ILHAS DE TORONTO estão localizadas no Lago Ontário – também chamadas de Ilha – tem aproximadamente 5 km de extensão (grupo de 15 ilhas interligadas por caminhos e pontes, podendo-se caminhar de uma ponta à outra da Ilha) a 13 minutos de ferry da downtown de Toronto: terminal de ferries Jack Layton, aos pés da Bay St. e do Queen’s Quay a travessia de ferry oferece: vistas deslumbrantes da linha do horizonte de Toronto, da CN Tower e de outras atracções turísticas de Toronto; os barcos vão com mais frequência para a Centre Island, por ser a mais popular; – a Centre Island fica entre a Ilha Ward, a leste, e Hanlan’s Point, a oeste – (as três maiores são: a Centre Island, a Algonquin Island e a Ward Island) Perante tanto para explorar, é ver o que suscita mais interesse! |
A NOSSA EXPERIÊNCIA
Apesar de termos aterrado em Toronto (voo: Lisboa – Toronto), e tendo representado, o nosso ponto de partida para descobrir o Canadá (por exemplo as Cataratas do Niágara), foi a última cidade por nós explorada (do fim do 8º ao fim do 10º dia ).
| TRAJETO Ottawa – Toronto – 400 km – 4h 40min |
Saímos de Ottawa por volta do meio-dia e meia para iniciarmos o longo trajeto para atingirmos a cosmopolita cidade de Toronto. Fizemos paragem para meter combustível e reconfortarmos os estômagos e prosseguimos viagem, tendo alcançado Toronto por volta das 19h 30m.
1º DIA – FIM DE TARDE
Foi fazer check-in, deixar o carro no parque de estacionamento do hotel – Holiday Inn Toronto Downtown Centre, mediante pagamento, e jantar no restaurante do hotel (adorámos a refeição) para depois começar ainda a contactar com a cidade.
Como o hotel se situava (na Carlton Street) perto da Yonge Street (considerada a rua mais comprida do mundo) na zona onde também se localizava a Dundas Square – a “Times Square” de Toronto, iniciámos o nosso tour pedestre aí! Por essas bandas havia também o Toronto Eaton Centre – centro comercial de renome.


Deambulámos pelas Richmond Street West e Duncan Street tendo por vezes a CN Tower como pano de fundo. Depois encaminhámo-nos para a imperdível Nathan Philips Square, localizada no coração de Toronto – no cruzamento da Bay Street com a Queen Street – sendo considerado um dos espaços públicos mais icónicos da cidade. Um dos pontos mais fotografados é o grande letreiro colorido escrito “TORONTO” rodeado de uma Fonte e Espelho de Água, que à noite se encontra iluminado e muda de cor. Tem como pano de fundo uma série de edifícios, sendo um deles o novo Toronto City Hall, inaugurado em 1965, um arranha-céu com uma arquitetura arrojada – torres curvas e um design moderno. No lado direito da Praça está também o Old City Hall, com uma arquitetura de estilo romanesco revivalista, tendo sido inaugurado em 1899. Ao longo do ano a praça é palco de eventos culturais, artísticos e cívicos.


Cirandámos pela cidade até por volta das 23h 30 min!
2º DIA – MANHÃ
Como o pequeno-almoço não estava incluído e porque soubemos que não muito longe de uma zona que queríamos explorar – Graffity Alley, havia um local famoso onde se comiam cinnabun pancakes – Stacked Pancake & Breakfast House, aí fomos nós (para a fila) para experimentar essa iguaria. Gostámos. Depois deixámo-nos “perder” nas ruas e ruelas de Street Art, havendo alguns artistas a pintar.



De seguida fomos para a zona do Kensington Market e Chinatown – Dundas St West com a Spaldina Ave. São ruas com uma grande variedade de restaurantes (chineses, vietnamitas, tailandeses e japoneses) e lojas com uma oferta muito variada, desde fruta a legumes frescos, ervas medicinais e recordações. A Chinatown desenvolve-se essencialmente ao longo da Spaldina Avenue sendo de realçar os portões vermelhos (cor que simboliza boa sorte e felicidade) com dragões, fénix….


Indo ao longo da Spaldina Avenue no sentido do porto até à Front Street West e virando para a Blue Jays Way, começa-se a ver mais de perto a CN Tower e também o Rogers Centre (campo de futebol). Passámos por cima da linha férrea pois a nossa intenção era alcançar a zona do porto.


TARDE
Dirigimo-nos para a zona do porto de Toronto, mais concretamente para Jack Layton Ferry Terminal onde apanhámos um water-taxi (13 Canadian Dollars por px) para ir à Centre Island – 10 minutos de travessia. Chegámos lá por volta das 13h. Passeámos ao longo de várias ilhotas, tendo explorado mais a Centre Island. Fomos ao longo de uma zona arborizada, tendo nas nossas costas a CN Tower bem como a cidade de Toronto, para assim alcançar o Centre Island Pier e uma zona balnear. Deambulámos pelas ilhas até às 14.30.
Almoçámos no restaurante Upper Deck à beira da água com vista para a cidade de Toronto. Simplesmente divinal!




Regressámos num barco de carreira (sem pagar) por volta das 16h (já passava um pouco) e chegámos cerca das 16.35.


Dirigimo-nos para a zona do St. Lawrence Market (dedicámos cerca de meia-hora) , tendo entrado e apreciado a variedade de lojas, sendo algumas de souvenirs.


De seguida passámos na zona de Esplanade e fomos para o Distillery District, que outrora albergava uma grande destilaria de whisky. É uma zona pedonal com ruas calcetadas com edifícios pitorescos, funcionando parte deles como restaurantes, bares e boutiques indie. Dedicámos-lhe cerca de meia hora (entre as 18h e 18.30).


Ainda fomos dar um giro à zona da CN Tower e do Aquário.
Como tínhamos gostado da experiência da noite anterior no restaurante do hotel, fomos até à Toronto Union Station (e apercebemo-nos que aí perto era uma das entradas da Cidade Subterrânea – PATH – mas não tínhamos tempo para a explorar) para apanhar o metro e regressar ao hotel.
(P.S. – há que estar em boa forma física – fizemos 19 km a pé!)
3º DIA – MANHÃ
Após pequeno almoço num espaço em frente ao hotel apanhámos o metro em College Station para Toronto Union Station com a intenção de ver a CN Tower de dia, de visitar o Aquário (ao qual dedicámos cerca de 1 hora e meia) e de ver o Museu dos Comboios (ao ar livre).


Depois dirigimo-nos para a Front Street West para alcançarmos o Berczy Park – famoso pela sua Fonte com Cães.


Um pouco adiante esperava-nos o icónico edifício em pedra ou tijolo vermelho Gooderham também conhecido como Flatiron Building.


Acabámos por almoçar nas imediações no restaurante – The Old Spaghetti Factory – espaço muito interessante e pratos de massa muito bons. Gostámos da experiência.
TARDE
Aproveitámos o facto de estar naquela zona e então fomos ao Brookfield Place (a 300 metros do edifício Gooderham) um complexo de torres comerciais modernas (com destaque para a Galeria Allen Lambert, restaurantes e o Hall da Fama do Hóquei) interessantíssima com estrutura em aço e vidro.



Fomos de metro até ao hotel para ir buscar o carro e as malas e depois disso ainda queríamos passar no ROM (Museu Real de Ontário) para tentar visitá-lo. Como demorámos mais tempo do que o suposto, ainda entrámos no átrio mas considerámos que poderia ser arriscado pois tínhamos que devolver o carro e estávamos já com o tempo contado.
Concluída a visita à cidade de Toronto terminava a nossa aventura em terras canadianas, mas com vontade de um dia voltar!