Era uma vez … um barco de um czar que lançou âncora na costa sul do Golfo da Finlândia (um braço do mar Báltico) onde havia uma pequena mansão chamada Peterhof que viria a ser um Palácio.
“As primeiras menções de Pedro o Grande, a Peterhof encontram-se no seu diário, com data de 1705, (…), referindo-se a ele como um bom local de construção de um pouso para usar nas viagens de e para a fortaleza insular de Kronstadt. Em 1714, Pedro começou a construção, no que viria a ser o parque de Peterhof, do palácio de Monplaisir (…), baseado nos seus próprios esboços. Este foi o Palácio de Verão que Pedro usaria nas suas viagens entre a Europa e o porto marítimo de Kronstadt. ” https://pt.wikipedia.org/wiki/Peterhof
Em 1717 Pedro o Grande visitou a corte francesa e ficou encantado com os palácios reais e parques fora de Paris. Isso fê-lo pensar que a Rússia deveria ter maravilhas arquitetónicas ao nível de Versailles e então Peterhof adquiriu uma nova escala, com a inclusão de um vasto conjunto de palácios e jardins. Por vezes é intitulado como o “Versalhes da Rússia”.
Numa das esquinas, do palácio de Montplaisir, virada para o mar, Pedro instalou uma zona de vigia donde avistava a ilha de Kronstadt e São Petersburgo.
O complexo de Peterhof, com uma área total de 1.000 hectares, possui alguns palácios e centenas de fontes. Ele apresenta características desde o estilo barroco, neoclássico ao gótico. Faz parte do Património Mundial da UNESCO.
Os palácios e jardins de Peterhof refletindo as influências dos vários czars (Imperatriz Isabel, Catarina II e Nicolau I) que sucederam a Pedro, devem, no entanto, a maior parte das contribuições a Pedro o Grande até cerca de 1725. É de salientar : o Grande Palácio ou “Bolshoi Palaty”, Monplaisir e “Marly”, a zona dos jardins do “Lower Park” e várias Fontes sendo de realçar a Grande Cascata que compreende 3 cascatas bem como 75 fontes (inaugurada em 1723).
Foi concebida como uma grande escadaria de 16 metros que conduz à entrada do palácio principal e a água que flui pelos degraus da cascata acumula-se numa grande bacia ligada ao Golfo da Finlândia por um canal. No centro, Pedro o Grande colocou o mais poderoso jato que se eleva a 20 metros.
O conjunto Peterhof foi praticamente concluído tal como o vemos agora, em meados do século XVIII no reinado da Imperatriz Isabel, filha de Pedro o Grande, quando os trabalhos foram dirigidos por Bartolomeo Rastrelli. Ele ampliou o Grande Palácio, criou o “Upper Garden“ e acrescentou os gloriosos portões de entrada barrocos.
Fontes: Ao longo de todo o parque encontram-se mais de cento e vinte fontes, todas elas de grande beleza e imponência, sendo a maior e mais bonita a fonte da Grande Cascata, que se prolonga por um grande canal, até ao Golfo da Finlândia. Há a considerar também a Fonte Neptuno, a Fonte da Pirâmide, a Fonte do Sol e as Fontes de Truques ( por possuírem jatos de água esguichando inesperadamente tornando isso um entretenimento para quem visita aqueles espaços).
Parques: os parques compreendem dois conjuntos principais: o “Upper Garden” e o “Lower Park”.


Esculturas: Peterhof é uma das poucas residências no mundo onde quase todas as esculturas são douradas. Em 1801 foram substituídas por bronze mas tendo como modelo as anteriores.





Há 3 formas de alcançar o Palácio Peterhof partindo de São Petersburgo: de elétrico, de autocarro ou de barco (hydrofoil), esta última, sem dúvida, a mais interessante.
Há a promessa de lá voltar com mais tempo para visitar os interiores e rever as maravilhas do exterior!



















Se algum dia visitar São Petersburgo não perca esta maravilha!
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Fabuloso!!
Fiquei com vontade de visitar
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É um must!
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Magnífico! Quem me dera!…
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Sem dúvida! Um bom ano.
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