Zanzibar – Stone Town

Stone Town situada aproximadamente no meio da costa oeste, num pequeno promontório, da ilha de Zanzibar ou Unguja (em swahili), ao norte de Dar es Salaam, (capital da Tanzânia) na Tanzânia continental, separada pelo canal de Zanzibar, é a principal cidade de (da ilha de) Zanzibar.

A cidade de Stone Town (capital da ilha de Zanzibar) também conhecida como Zanzibar é composta por duas partes principais: Stone Town e Ng’ambo (literalmente: “Cidade de Pedra” e “O outro lado” respetivamente). Stone Town, Cidade de Pedra ou ainda Mji Mkongwe em swahili que significa “Cidade Antiga” é hoje o centro histórico da capital, tendo sido erguida com o intuito de abrigar a antiga capital do sultanato de Zanzibar entre 1856 e 1964. Foi declarada pela UNESCO como Património da Humanidade em 2000 pela sua singular arquitetura e cultura.

A arquitectura de Stone Town incorpora elementos de vários estilos: árabe, indiano, africano, persa e europeu, remontando a maior parte das casas ao século XIX, numa época em que as ilhas viviam o auge do seu desenvolvimento como um dos centros comerciais mais importantes na região do Oceano Índico. As casas de estilo árabe são dignas de nota sendo de realçar as exuberantes e adornadas portas e pórticos de madeira. Atualmente pensa-se que haja cerca de 280 portas que ainda restem das supostas 500.

PONTOS DE INTERESSE

A cidade de Stone Town torna-se, desde logo, um local que encanta qualquer um pela sua privilegiada localização à beira da água. Para além disso oferece alguns pontos de interesse: a Casa das Maravilhas com uma grande torre de relógio (edifício do final do séc. XIX1º a ter luz elétrica e elevador elétrico), o Forte Árabe (que permanece no local de um antigo assentamento português) – fortaleza de pedraconstruída entre 1698 e 1701 com uma forma aproximadamente quadrada (sendo o pátio interno hoje um centro cultural com lojas e uma pequena arena onde são realizados shows de dança e música ao vivo),

o Jardim Forodhani, pequeno parque no principal passeio marítimo, (bem em frente ao Forte Velho e à Casa das Maravilhas),

a casa Museu de Freddie Mercury (vocalista da banda Queen)

e a parte mais antiga do centro constituída por ruelas sinuosas, repletas de todo o tipo de lojas,

mercados de rua,

uma imensidão de casas árabes com os adereços em madeira

bem como mesquitas.

COMO CHEGAR A ZANZIBAR

Tendo começado por fazer alguns dias de safari na Tanzânia continental (nos Parques Ngorongoro e Serengeti), a forma mais fácil de alcançar a ilha de Zanzibar, é de avião, partindo de Arusha até Stone Town (voo de cerca de 1 hora).

Apesar de termos aterrado em Stone Town começámos por passar 3 dias na praia de Jambiani e depois, antes de abandonar a ilha de Zanzibar, passámos 1 dia e meio em Stone Town. Estávamos inseridos num grupo liderado pelo guia Artur Cabral.*

* Photographer, Tour Leader e World Traveler. Podem segui-lo e contactá-lo através das redes sociais – Facebook ou Instagram – facebook.com/ARTURCABRALPHOTO ou http://www.arturcabral.com-

Também existem voos diretos para a ilha de Zanzibar – Stone Town, de várias cidades europeias, incluindo Lisboa.

A NOSSA EXPERIÊNCIA

As horas na ilha de Zanzibar estavam contadas. Depois de termos gozado as águas maravilhosas do Oceano Índico na praia Jambiani, durante 3 dias, era toca a explorar a cidade de Stone Town gozando o que ela tinha para oferecer.

Estávamos a cerca de 1 hora para alcançar Stone Town e à medida que os quilómetros iam diminuindo e nos aproximávamos da “Cidade de Pedra”, começávamos a achar que se parecia com algo que já tinha feito parte de experiências pelas quais tínhamos passado: Marrocos.

1º DIA

Feito o check-in no Tembo Hotel, na zona virada para o Canal de Zanzibar e próximo do mar, não havia tempo a perder. Como tal começámos a desfrutar dessa paisagem tendo ido reconfortar os estômagos no restaurante Ocean Grill.

Após esse primeiro contacto com Stone Town fomos andando ao longo do passeio marítimo, observando o tráfego de barcos: uns de recreio, outros de mercadorias e ainda ferries entre Dar es Salaam (capital da Tanzânia continental) e Zanzibar.

Depois demos um giro pelo Jardim Forodhani tendo também passado pelo Forte, onde quase nos parecia estarmos perante um centro comercial pela imensa oferta de lojinhas.

Mas algo mais imponente e imperdível esperava por nós: um passeio pela parte mais antiga do centro, constituída por ruelas sinuosas nas quais só era possível conhecer a pé: cenário semelhante a um souk marroquino!

Ao longo das ruelas havia lojinhas com todo o tipo de artigos que se possam imaginar: quadros coloridos com motivos africanos, roupas típicas, artesanato, especiarias e os seus cheiros característicos…

Vivia-se um clima de descontração por parte de quem estava por ali: os vendedores, pintores a desenvolver a sua arte, crianças que brincavam ou que vendiam produtos,

motas com produtos ou com pessoas que circulavam aos ziguezagues para tentar alcançar os locais a que se destinavam sem atropelar ninguém (pois estamos a falar de ruelas em que circulam pessoas e pequenos veículos), raparigas vestidas com trajes que encantavam qualquer um…, mesquitas com pessoas sentadas à entrada, outras que se libertaram do sapatos e entraram…

Tendo ficado com um cheirinho de todo aquele ambiente, a tarde ainda tinha muito para oferecer. Fomos ao rooftop do The Swahili House (espaço de alojamento e restauração) para ao sabor de uma bebida apreciar e observar a cidade de Stone Town de um plano superior.

O dia começava a declinar e mais momentos esperavam por nós. Dirigimo-nos para uma zona animada da cidade e ponto de encontro de locais e de todos quantos estão em Stone Town- o Jardim Forodhani. Todos os fins de tarde, acontece o momento mais alto e animado do dia – um “concurso de saltos” ou lançamento, dos muretes e escadas para a água, havendo jovens de idades variadas a aventurarem-se, repetindo a proeza vezes sem fim!

Havia, ainda, um mercado popular, com muitos locais com indumentárias típicas de variadas cores , voltado para turistas que vendia iguarias muito variadas: água de côco, sumo de cana de açúcar (feito na altura), frutos do mar grelhados… que aguçavam o apetite e desafiavam a curiosidade de todos.

Bom… mas o programa do dia estava a chegar ao fim mas ainda com um jantar num restaurante indiano agradável: The Silk Route.

2º DIA

Nada como tomar o pequeno almoço à beira da água para começar, desde logo, a guardar boas memórias do último dia da experiência em terras africanas!

Como só já restavam algumas horas para sentir o pulsar de Stone Town e gozar aquele local, era difícil decidir a que dar prioridade! Ir à casa Museu de Freddie Mercury ou perdermo-nos outra vez nalgumas das ruelas, entrando nalgumas lojinhas com artigos típicos, contactando com crianças,

observando a imensidão de casas árabes com portas e adereços em madeira, as quais obrigavam a uma imensidão de disparos

e penetrar no mercado Darajani contemplando e sentindo o cheiro (alguns agradáveis, outros nem por isso!) das várias bancas: fruta, especiarias, carne, peixe

E agora?! Como “fechar a porta” a tudo isto? Só por uma causa muito justa e memorável: um almoço no restaurante Cape Town Fish Market à beira do canal de Zanzibar,

antes de dizer adeus àquelas paragens!

2 opiniões sobre “Zanzibar – Stone Town

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