RIO NERVIÓN


O Rio Nervión trouxe prosperidade à “Villa de Bilbao” durante séculos, associada ao seu porto fluvial (estaleiros, navios …). Atravessa Bilbau dividindo a cidade em duas: de um lado, o Casco Viejo e Deusto e do outro, Abando (ou Eixample) e Ensanche (nova Bilbau/bairro moderno) e prolonga-se 23 quilómetros até desembocar no mar entre os municípios de Portugalete (do lado esquerdo) e Getxo (do lado direito).
AS PONTES
O Rio de Bilbau é a espinha dorsal da cidade e trouxe prosperidade à cidade, sendo que o seu percurso obriga a divisão de Bilbau em duas margens. As mesmas estão ligadas por diversas pontes as quais têm um duplo papel: permitir transitar, a pé ou de carro, de uma margem para a outra e dar um maior realce à imensidão de edifícios interessantes sejam eles de estilo clássico ou moderno. É de realçar também que a maioria dos principais pontos de interesse se situam perto das pontes.
Muitas são as pontes, mais de uma dezena, que atravessam o Rio de Bilbau, todas elas com grande destaque e nomes próprios (algumas serviram de homenagem a personalidades e outras com os nomes dos seus arredores): na cidade: a Ponte Zubizuri, a Ponte del Arenal, a Ponte San Antón, a Ponte de la Ribera, a Ponte del Ayuntamiento, a Ponte La Salve, a Ponte Pedro Arrupe, a Ponte Deusto, a Ponte Euskalduna e a Ponte Merced e ainda as Pontes Frank Gery, de Miraflores e da Biscaia, fora da cidade.
PONTES NA CIDADE
PONTE ZUBIZURI



A ponte pedonal mais famosa da cidade, em arco e branca, parecendo a vela de 1 barco, sobre o rio de Bilbau. Foi inaugurada em 1997. Tem 75 m de comprimento e 4 m de largura. Popularmente chamada de “ponte de Calatrava” como referência ao arquiteto espanhol que a desenhou, liga o Campo de Volantín na margem direita com Uribitarte na margem esquerda. Como é em vidro e se tornava muito escorregadia, para evitar acidentes, foi colocado uma espécie de tapete. É a ponte mais próxima para o funicular até ao monte Artxanda.
PONTE DEL ARENAL

A construção da Ponte del Arenal tornou-se imprescindível quando o centro urbano da cidade se começou a expandir para além das antigas sete ruas originais (Casco Viejo) para a zona de Abando. Foi a terceira ponte a ser construída (depois da de San Antón e da ponte suspensa que existia onde hoje se situa a de La Ribera), em 1847.
O primeiro projeto da Ponte Arenal, com estrutura de ferro, foi inaugurado em 1848, o segundo, em pedra, em 1878 e o terceiro e atual, em cimento armado, em 1938. Muitos foram os motivos que levaram a que esta ponte tivesse que ser substituída.
A atual Ponte del Arenal, pedonal e rodoviária situa-se perto do Teatro Arriaga e da estação ferroviária Bilbao-Concordia, unindo, assim as zonas do Casco Viejo e a de Abando. É uma ponte muito utilizada na medida em que liga 2 zonas importantes da cidade.
PONTE DE SAN ANTÓN

A Ponte de San Antón fica junto à igreja com o mesmo nome e relativamente perto do antigo Ayuntamiento. Construída antes de 1318, supondo-se que seja anterior à fundação da villa em 1300, foi durante muitos anos a única forma de cruzar o rio a pé.
PONTE DE LA RIBERA

Ponte pedonal logo a seguir ao Mercado de La Ribera. Une o Casco Viejo ao bairro de San Francisco e situa-se bem perto do Mercado com o mesmo nome. Esta ponte foi construída em 1939 mas neste mesmo lugar existia anteriormente uma ponte suspensa desde 1827 (ainda mais antiga do que a famosíssima Ponte Biscaia, que vemos hoje em Portugalete). De cima dela têm-se perspetivas interessantíssimas para o Mercado da Ribeira, para a Igreja de San Antón e para a Ponte com o mesmo nome, especialmente ao anoitecer.
PONTE DEL AYUNTAMENTO


A Ponte del Ayuntamiento foi a primeira ponte levadiça da cidade, permitindo que os cargueiros entrassem e descarregassem as mercadorias. Ao centro se estivermos virados para a zona do Guggenheim temos uma perspetiva interessante para a Ponte Zubizuri. Do lado direito vê-se a escultura Variante Ovóide e a Câmara (Ayuntamiento). Do lado esquerdo encontram-se 2 esculturas e ponto de embarque para tours marítimos ao longo do rio.
PONTE LA SALVE


Une as duas margens do Rio Nervión pouco antes do Museu Guggenheim. Feita com pilares de betão e tabuleiro em aço suspenso por cabos, foi inaugurada em 1972 e tem elevadores (no fim da ponte) do lado direito (vindo do lado do museu). Depois de visitar o Museu Guggenheim faça a ponte (pedonal e rodoviária) até ao elevador e obtenha vistas fantásticas para a zona do Museu, para o rio Nervión e suas imediações.
Coincidindo com o décimo aniversário do Museu Guggenheim e com o objetivo de integrar a ponte com o museu e as suas imediações, em 2007 foram colocados arcos vermelhos na ponte em forma de porta.
Esta escultura icónica de Bilbau deve-se ao artista francês Daniel Buren e é designada de “ L’ arc rouge ” (O Arco Vermelho). A ponte La Salve é assim chamada coloquialmente, já que quando os marinheiros chegavam ao porto de Bilbau pelo rio, na zona da ponte era o primeiro lugar donde se via a Basílica de Nossa Senhora de Begoña e ali os marinheiros cantavam e rezavam a “ salve ” à virgem (salve – oração católica).
PONTE PEDRO ARRUPE

É uma ponte pedonal, dedicada ao padre de Bilbau Pedro Arrupe, um inovador da Companhia de Jesus. Esta moderna ponte, parecendo uma grande libélula, foi finalizada com uma cobertura de madeira para evitar que as pessoas escorregassem. Situa-se entre o Passeio Abandoibarra e a Avenida das Universidades, junto à Universidade de Deusto, ficando, logo, a seguir ao Museu Guggenheim. Foi inaugurada em 2004.
PONTE DE DEUSTO
Situa-se perto do edifício da Iberdrola e do Centro Comercial. Foi a segunda ponte levadiça da cidade, tendo, no entanto, deixado de abrir a partir de 1996.

PONTE EUSKALDUNA

Inaugurada em 1997, deve o seu nome aos estaleiros navais que estavam localizados nesse local (e que fecharam no final dos anos 80). Fica sobre o museu marítimo, junto ao Palácio de Congressos e da Música, vulgarmente conhecido como Palácio Euskalduna, e do parque Dona Cassilda. É um viaduto / ponte baixa em curva com uma torre de iluminação de 45 metros. Permite a passagem de veículos e peões tendo também ciclovias. É utilizada diariamente por milhares de veículos.
PONTE DE LA MERCED
Situa-se entre a Ponte de La Ribera e a Ponte del Ayuntamento. Foi construída em 1886 e reconstruída em 1938. Deve o seu nome a um Convento que havia ali bem perto. É uma ponte com 2 arcos cujos postes de iluminação decorados com dragões alados, estão associados às lendas locais de criaturas míticas que habitavam a área.
PONTES FORA DA CIDADE
PONTE FRANK GEHRY

É uma ponte com 75 metros de comprimento que liga Deusto à ilha de Zorrotzaurre, tendo-lhe sido atribuído esse nome em honra do arquiteto americano (nascido no Canadá) Frank Gehry (cuja 1ª pedra foi lançada pelo próprio em 2014), autor do Museu Guggenheim Bilbau. Fica situada a seguir à ponte Euskalduna (no sentido de Potugalete).
PONTE DE MIRAFLORES
É um dos principais acessos à cidade de Bilbau sendo também a maior ponte (se não considerarmos a ponte Biscaia) – com 45 metros de altura. Liga a autoestrada A8 ao bairro de Bolueta e está a funcionar desde 1995. Era o primeiro viaduto sobre o rio Nervión desde a inauguração da ponte La Salve (em 1972).
PONTE BISCAIA



A Ponte Biscaia (também conhecida como Puente de Vizcaya/ Bizkaia/ Colgante ou de Portugalete) é uma ponte em ferro vermelho com uma estrutura bem peculiar: uma telecabine suspensa por cabos de aço (algo inovador!) que se desloca alternadamente entre as 2 margens possuindo também um tabuleiro superior pedonal. Foi inaugurada em 1893 para ligar Portugalete e Getxo. É a 1ª do mundo. Foi declarada Património Mundial da Humanidade pela Unesco em 2006.
Faz lembrar um barco flutuante. Transporta pessoas e veículos. Está sempre em funcionamento, ligando, assim, com rapidez e facilidade as 2 margens do rio. Para além de que é também bastante económica (travessia por pessoa – 50 cêntimos – preço em dezembro de 2022).
Depois de ver um pouco de Bilbau nota-se que é uma cidade cujos autarcas têm tido a preocupação de fazer dela um local único! Bem hajam! Tem o Museu Guggenheim, pontes e muito mais!
Informação bastante explícita! Permite uma viagem “in loco”!
GostarGostar
É uma cidade e tanto!
Quanto “paga” pela viagem in loco?
GostarGostar
Vou pensar!…
GostarGostar