

Cabo Verde é um arquipélago de origem vulcânica situado perto da costa noroeste da África, que ocupa uma área total de cerca de 4 mil km².
É conhecido pela sua cultura crioula luso-africana, pela sua tradicional música morna e pela imensidão de praias.
É constituído por dez ilhas, das quais 9 habitadas, e vários ilhéus desabitados, divididas em dois grupos: ao norte, as ilhas de Barlavento: (de oeste para leste) Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia (desabitada), São Nicolau, Sal (uma das ilhas mais populares do arquipélago pelas suas praias de areia branca e águas cristalinas, destacando-se pelo turismo de sol e mar) e Boavista; ao sul, as ilhas do Sotavento: Maio, Santiago, Fogo e Brava.

| A. ILHA DE SÃO VICENTE | 1. Informações 2. Como alcançar São Vicente 3. A nossa experiência |
| B. ILHA DE SANTO ANTÃO | 1. Informações 2. Como alcançar São Vicente 3. A nossa experiência |
| C. INFORMAÇÕES ÚTEIS | 1 . Documentação 2. Saúde 3. Diferença horária 4. Conselhos Gerais 5. Moeda 6. Eletricidade 7. Comunicações |
Ora aí vamos nós a “caminho de São Vicente e Santo Antão”!
A – ILHA DE SÃO VICENTE
| 1. Informações sobre SÃO VICENTE tem 227 km² 2ª ilha mais populosa de Cabo Verde pertence ao grupo de Barlavento, a noroeste do arquipélago Ponto mais alto- Monte Verde– 774 metros Monte Cara: assim chamado por fazer lembrar um rosto humano olhando para o céu! – eleito em 2013 como a primeira das 7 maravilhas do arquipélago – A ilha de São Vicente é frequentemente descrita como a ilha mais urbana de Cabo Verde: é conhecida pela vida cultural, pela forte ligação à música, pela arquitetura colonial e marginal da cidade do Mindelo e pela Baía das Gatas (espaço balnear e Festival Internacional de Música) – principal cidade: Mindelo- considerada a capital cultural de Cabo verde: uma das mais dinâmicas de Cabo Verde, principalmente a nível de atividade económica e cultural. O seu desenvolvimento assentou principalmente no funcionamento do Porto Grande, o maior porto do arquipélago É a terra de Cesária Évora, casa de mornas, jazz e coladeira/koladera (género musical e de dança típico de Cabo Verde). … Praias: Praia da Laginha, Baía das Gatas, Praia de São Pedro, Praia Calheta Grande entre outras…. |

2. COMO ALCANÇAR SÃO VICENTE
Voo direto TAP: Lisboa – São Vicente – duração estimada- 4h 25 minutos
3. A NOSSA EXPERIÊNCIA
Tendo feito um voo direto de cerca de 4h e meia, de Lisboa a São Vicente com chegada por volta das 11h 30 minutos ao Aeroporto Internacional Cesária Évora, fomos desde logo recebidos por uma estátua de Cesária Évora, com o epíteto: “sodade dês nha terra Cabo Verde“. Percebe-se perfeitamente a mensagem pois Cabo Verde representou uma primeira vez para nós e já sentimos o mesmo! Vontade de voltar sem sequer daquela terra ter ainda saído! Terra de gente acolhedora e resiliente e com a sua expressão – no stress, fazendo-nos querer copiar um pouco essa forma de ser e estar!


Dirigimo-nos de autocarro para a cidade de Mindelo, tendo dado um giro por lá. Passámos no Mercado Municipal tendo sentido a vida local. Depois dirigimo-nos para a Avenida Marginal, tendo passado por uma réplica da Torre de Belém, gozando o Oceano Atlântico de um lado (a Baía do Porto Grande) – tendo como cenário o Monte Cara e o Ilhéu dos Pássaros,


e o casario do outro até que alcançámos a Praça Amílcar Cabral ou Praça Nova onde fomos confrontados com o Mural de Cesária Évora. Depois deambulámos por ali tendo passado na Rua de Lisboa, (considerado o centro nefrálgico da cidade – comércio mais tradicional, cafés, lojas …)


no Palácio do Presidente e na Câmara Municipal.


Almoçámos num local descontraído e com música cabo verdiana ao vivo.
Depois retomámos o autocarro, tendo feito uma paragem em Salamansa, uma típica vila de pescadores.


Seguidamente fomos para a Baía das Gatas onde se viviam momentos descontraídos: umas pessoas tomando banho, outras cantando…



Mas… mais momentos esperavam por nós! Nas dunas a norte da Baía das Gatas destacava-se o contraste entre o azul-turquesa do mar e as rochas vulcânicas, (sendo também um local onde as tartarugas realizam a desova, especialmente nos meses de agosto e setembro).


Voltámos à cidade de Mindelo, mais concretamente à Avenida Marginal, onde assistimos a uma demonstração dos ritmos contagiantes do Carnaval de Mindelo. Avistámos também a Mindelo Floating Music Hub: uma plataforma cultural flutuante concebida para promover a música, dança, moda…



Jantámos no Hotel Oásis Porto Grande e a seguir demos um giro para sentir a vibe da música cabo verdiana.
P.S: para além dos locais visitados, se tiver tempo e gostar de gozar alguns momentos em espaços balneares tem alguns ao dispor na ilha!
B – ILHA DE SANTO ANTÃO
| 1. Informações sobre SANTO ANTÃO ilha mais a oeste de Cabo Verde e de África, situada próxima de São Vicente 2ª maior ilha – 779 km² ponto mais alto – Topo da Coroa, com 1.979 metros Santo Antão encanta ao primeiro olhar … (conhecida pelas montanhas, vales profundos e trilhos espetaculares) descrita como a ilha mais montanhosa e verde de Cabo Verde, com ravinas, socalcos agrícolas e paisagens deslumbrantes; foi descoberta em 1462 por exploradores portugueses (juntamente com as ilhas de São Vicente e São Nicolau) Os principais aglomerados populacionais são: Porto Novo – a capital – porta de entrada de pessoas e mercadorias de e para São Vicente Ribeira Grande e a Ponta do Sol (vila situada numa fajã do extremo norte da ilha) com o porto de pesca na Boca da Pistola (representando a pesca um fator importante na economia da ilha). Santo Antão é também uma ilha muito rica a nível agrícola tendo como principais produções: a cana-de-açúcar, inhame, mandioca, banana, manga e milho, sendo também conhecida pela produção de grogue. |

2. COMO ALCANÇAR SANTO ANTÃO
Para chegar a Santo Antão, normalmente voa-se para São Vicente e depois apanha-se o barco/ferry para Porto Novo (na vertente sul, onde fica situado o principal porto da ilha de Santo Antão). A travessia dura cerca de uma hora, e é a forma mais prática de acesso à ilha. ( há 2 ligações diárias entre a ilha de São Vicente e Santo Antão)

3. A NOSSA EXPERIÊNCIA
Para aproveitar ao máximo a espetacular ilha de Santo Antão, considere a hipótese de apanhar o ferry das 7 da manhã, sendo que ao longo do trajeto vai-se, desde logo, gozando uma paisagem luxuriante: o porto do Mindelo, bem como uma montanha (Monte Cara) com o formato de um rosto de alguém virado para o céu, o Ilhéu dos Pássaros e depois a aproximação à ilha de Santo Antão com o casario de Porto Novo.





Alcançada a ilha de Santo Antão, aí íamos nós deliciarmo-nos com paisagens deslumbrantes. Dedicámos-lhe cerca de dia e meio.
Eis os pontos visitados no primeiro dia:


Partimos de Porto Novo pela exuberante estrada empedrada do interior da ilha, designada Estrada da Corda*, que nos conduziu precisamente até à zona de Corda (cerca de 13 quilómetros a norte da capital da ilha – Porto Novo). Foi uma pena quando atingimos a Cratera Vulcânica de Cova, situada a aproximadamente 1200 metros de altura, o tempo estar um pouco nublado, o que não permitiu ter uma perceção da verdadeira beleza do local! Essa zona é designada como o (Topo da montanha do) Delgadinho pois é um trecho de estrada extremamente estreito, sendo considerado o ponto mais espetacular de toda a estrada e de cortar a respiração para quem não tem vertigens!


*Estrada da Corda, também conhecida como Estrada Velha ou de Orgulho Nacional, construída pedra a pedra pelas mãos de cabo-verdianos determinados, é uma estrada de montanha, composta por milhões de pedras de calçada (paralelepípedos) – uma obra-prima de engenharia e a rota cénica mais espectacular de Santo Antão. Esta estrada liga o Porto Novo à Ribeira Grande (entre 36 a 40 km) atravessando as cumeadas centrais da ilha. É algo do outro mundo!
Daí encaminhámo-nos para o fabuloso Parque Natural do Paúl na zona da Ribeira da Torre, onde nos sentimos no meio de uma natureza donde não apetecia arredar pé!


A seguir fomos para a Ribeira Grande, tendo almoçado na Churrasqueira Kiki. Após isso fizemos um percurso ziguezagueante de tirar o fôlego: mar, montanhas, campos agrícolas, para alcançar a famosa Aldeia das Fontainhas, eleita pela National Geographic como uma das mais belas do mundo. Dedicámos algum tempo de caminhada para melhor apreciarmos aquela maravilha sem igual!




Bom… mas mais momentos esperavam por nós! Daí continuámos a visita rumo à vila Ponta do Sol, tendo sido mais um percurso deslumbrante. Fizemos paragem no miradouro da Ponta do Sol para apreciarmos a montanha para o lado direito; o mar e rochedos para o lado esquerdo, e a localidade Ponta do Sol que se situava lá bem em baixo, em todo o seu esplendor.

Chegados à vila de Ponta do Sol demos um giro por lá tendo passado no Largo da Câmara Municipal,


e a seguir encaminhámo-nos para o seu famoso porto e relógio de sol. Aí gozámos o movimento de barcos que tudo apontava, chegarem da pesca! Perto daí localizava-se também o cemitério judeu, o qual suscitou alguma curiosidade!



Daí seguimos em direção a uma destilaria tradicional onde aprendemos um pouco do processo de preparação e produção dos derivados da cana-do-açúcar, através do alambique tradicional, denominado trapiche. Aí tivemos oportunidade de provar e comprar vários produtos derivados da cana-de-açúcar como “grogue”, sumo, melaço e ainda puro xarope de cana-de-açúcar.



Após momentos únicos e interessantes, esperava-nos a chegada ao Hotel Santana Art Resort e gozar um pouco do espaço e da localização!
Pontos visitados na manhã do segundo dia:


Aí íamos nós desbravar mais um pouco da encantadora ilha de Santo Antão, tendo começado ainda na cidade de Porto Novo com a visita à Aldeia Cultural Nôs Reis que para além de neste momento servir como espaço para eventos, relembra a forma como se vivia outrora. Visitámos também o Posto do Turismo e Centro de Interpretação pois o mesmo apresenta uma exposição sobre a ilha em questão, que nos ajudou a obter mais informação acerca da mesma.


Depois seguimos pela estrada nova, para o sul da ilha, mais concretamente para Ponte Sul onde fizemos uma paragem para contemplar um desfiladeiro que se propagava durante uns quantos quilómetros, bem como uma sucessão única de paisagens menos verdejantes mas lindíssimas também.


Depois dirigimo-nos para a zona de Lajedos/Lagedos onde apanhámos uma estrada rudimentar para chegarmos ao local onde iria ser o almoço –Babilónia– no projeto agrícola e rural de Leão Lopes.
A seguir ainda avançámos um pouco mais até Chã de Morte. Foi mais um trajeto no seio de uma natureza sem igual!

Regresso a Porto Novo via Ponte Sul, terminando no cais de embarque em ferry boat de regresso a São Vicente.
C – INFORMAÇÕES ÚTEIS
| 1. Documentação obrigatório Passaporte com validade superior a 6 meses após a data do regresso |
| 2. Saúde não existem vacinas obrigatórias recomenda-se que leve a sua “farmácia pessoal”: analgésicos, antidiarreicos; pode, se considerar importante, ir a uma consulta do viajante |
| 3. Diferença Horária menos 2 horas que em Portugal Continental |
| 4. Conselhos Gerais –Recomenda-se– beber sempre água engarrafada, nunca da torneira; levar protetor solar, chapéu, óculos de sol, roupa leve e calçado confortável |
| 5. Moeda Escudo cabo-verdiano 1€ = aproximadamente 110,27 CVE Pode levar Euros para trocar pela moeda local (se quiser ter CVE para pequenas compras), no entanto o Euro é aceite. os cartões de crédito ou débito também são passíveis de utilizar nalguns locais. |
| 6. Eletricidade Voltagem e tomadas idênticas às de Portugal |
| 7. Comunicações se não necessitar de estar sempre contactável pode usar o wi-fi dos vários locais: hotéis, restaurantes… sendo que por vezes a rede é fraca! |
E assim concretizámos parte da viagem a Cabo Verde, com uma certeza! Queremos voltar outra vez, usando a expressão de Cesária Évora “sodade dês nha terra Cabo Verde”.