

Cabo Verde é um arquipélago de origem vulcânica situado perto da costa noroeste da África, que ocupa uma área total de cerca de 4 mil km².
É conhecido pela sua cultura crioula luso-africana, pela sua tradicional música morna e pela imensidão de praias.
É constituído por dez ilhas, das quais 9 habitadas, e vários ilhéus desabitados, divididas em dois grupos:
| ao norte, as ilhas de Barlavento: (de oeste para leste) | Santo Antão, São Vicente, Santa Luzia (desabitada), São Nicolau, Sal (uma das ilhas mais populares do arquipélago pelas suas praias de areia branca e águas cristalinas, destacando-se pelo turismo de sol e mar) e Boavista |
| ao sul, as ilhas do Sotavento | Maio, Santiago, Fogo e Brava |

| A. | ILHA DO FOGO: descrição e locais de interesse 1. Como alcançar 2. A nossa experiência |
| B. | ILHA DE SANTIAGO: descrição e locais de interesse 1. Como alcançar 2. A nossa experiência |
| C. | INFORMAÇÕES ÚTEIS 1 . Documentação 2. Saúde 3. Diferença horária 4. Conselhos Gerais 5. Moeda 6. Eletricidade 7. Comunicações |
A. IHA DO FOGO
| DESCRIÇÃO Há milhares de anos, a Ilha do Fogo surgiu do mar numa erupção vulcânica. Localizada no sudoeste do arquipélago encanta pelo seus vulcões: Pico do Fogo e Pico Pequeno o cone principal – Pico do Fogo é a montanha/vulcão central, mais alto (teve a sua última erupção em 1675 causando emigração em massa da ilha) com 2.829 metros domina a paisagem da ilha sendo o ponto mais alto do arquipélago o cone secundário – Pico Pequeno formação vulcânica mais recente e menor, ligada à atividade eruptiva do mesmo sistema vulcânico. (mais baixo, formado numa erupção posterior e situado nas encostas do vulcão principal). Expeliu lava pela última vez, na erupção iniciada em novembro de 2014, tendo a lava do vulcão do Fogo destruído totalmente a localidade de Portela. As erupções mais recentes em Chã das Caldeiras ocorreram em 1951, 1995 e 2014-2015 – grandes fluxos de lava (tendo a última sido descrita como a maior desde que existem registos do vulcão: destruição de casas, terrenos agrícolas e evacuação da população local) A única erupção mortal foi a de 1847 devido à atividade sísmica acompanhante. O Pico do Fogo destaca-se a leste de uma grande caldeira que tem a base a cerca de 1800 metros de altitude. Uma pequena aldeia – Chã das Caldeiras – fica no interior dessa caldeira. (a caldeira é impressionante, tem uma forma arredondada com cerca de 8 km de diâmetro) As encostas da montanha são utilizadas para o cultivo de café, enquanto a sua lava é usada como material de construção. LOCAIS DE INTERESSE A não perder: o Pico do Fogo, Chã das Caldeiras e o Parque Natural do Fogo, onde a paisagem vulcânica é a grande atração. Outros locais muito recomendados são: São Filipe, com o seu centro histórico e a Praia de Fonte Bila, e as zonas de Mosteiros e Salinas; também vale a pena provar o vinho da ilha do Fogo (é um produto artesanal de excelência, cultivado em solo vulcânico único em Chã das Caldeiras) |

1. COMO ALCANÇAR
Uma das formas de chegar à ilha é de avião, com a CVSKY a operar voos entre Santiago e Fogo. Também pode optar por ir de barco a partir da Ilha de Santiago – que cobre regularmente a rota Santiago – Fogo – Brava.
2. A NOSSA EXPERIÊNCIA
Estando na ilha de Santiago o mais rápido e lógico é fazer um voo de cerca de 30 minutos e assim se alcança a sui generis e indescritível ilha do Fogo.
Momentos vividos no 1º dia


Chegados ao aeroporto de São Filipe fomos de autocarro até à capital da ilha do Fogo: São Filipe. Deambulámos pela zona velha da cidade tendo apreciado os edifícios coloridos.


Fomos ainda ao Mercado Municipal, à Igreja da Nª Sra da Conceição, ao Largo da Câmara e alcançámos a orla marítima.





Após isso, lá nos preparámos para enfrentar a epopeia de alguns quilómetros por estradas ziguezagueantes e íngremes. Ao longo do trajeto aproveitámos para ir contemplando e apreciando esses momentos que nos conduziram já a um local com paisagem vulcânica, simplesmente deslumbrante, profundamente marcada pelo vulcão e sua cratera: o Parque Natural do Fogo: é um local de única e rara beleza!


Mas isto representava apenas uma pequena parte do resto do dia! Após isso almoçámos no Hotel Oásis Cova – um espaço interessante e com o mesmo cenário!
Apesar de já estarmos a poucos quilómetros do local onde iríamos pernoitar, foram de um deslumbre absoluto: ao longo de lava vulcânica, oscilando entre desfiladeiros/línguas mais altos/altas ou mais profundos/profundas tendo como pano de fundo do lado direito o Pico do Fogo.


Atingido o local onde iríamos pernoitar – Casa Marisa no Chã da Caldeiras considerámos que era só mais um espaço divinal, com uma localização do outro mundo! Valeu a pena o sacrifício da subida!



Sentíamo-nos num mundo à parte, donde não apetecia arredar pé! Subimos ao terraço do alojamento para usufruir de uma perspetiva superior tendo assistido ao pôr do sol bem como à “chegada” da lua”, não esquecendo que tudo isso se desenvolvia com a presença do Pico do Fogo!
Após o jantar ainda fomos caminhar para gozar um pouco aquela tranquilidade e silêncio e observar o céu. Depois entrámos num bar para ouvir cantar algumas músicas bem típicas de Cabo Verde.
Momentos do 2º dia – manhã


Ora bem… de manhã é que se começa o dia…
Aí íamos nós pisar lava vulcânica e aprender um pouco da história das erupções!
Após esses momentos “lávicos” era altura de desbravar mais um pouco da fantástica ilha do Fogo. Ultrapassados cerca de 30 km com paisagem diversificada incluindo línguas vulcânicas,


chegámos ao Miradouro da Tinteira (Scenic Viewpoint) donde se obtinham vistas deslumbrantes, sendo de realçar a cidade de Mosteiros, situada na costa nordeste da ilha.


Ainda passámos numa zona alta antes de Mosteiros onde existe plantação de café e cultivo de frutas mediterrâneas, como laranjas, tangerinas, limões e muito mais!
Daí seguimos para Mosteiros onde almoçámos, tendo depois acompanhado a costa norte até à Ponta da Salina – uma formação rochosa espetacular conhecida pelas suas piscinas naturais e arcos de rocha negra formados por antigas erupções vulcânicas. É um local de beleza selvagem onde a lava solidificada encontra o Oceano Atlântico, oferecendo um contraste impressionante entre o preto das rochas e o azul do mar.

Daí, com muita pena nossa, seguimos para o aeroporto. Fizemos um voo de meia hora para alcançarmos a ilha de Santiago, a qual ainda iríamos explorar!
B. ILHA DE SANTIAGO
| DESCRIÇÃO é a maior ilha, com 991 km² ponto mais alto – Pico da Antónia – 1394 metros a cidade da Praia é a capital nacional e a maior cidade do arquipélago LOCAIS DE INTERESSE Principais atrações na ilha de Santiago: a Cidade da Praia com os seus monumentos históricos: o Palácio da República ou Presidencial, a Câmara Municipal, o Palácio de Justiça e a Catedral; o Plateau da Praia (o bairro mais antigo e emblemático) construído num planalto elevado; o Mercado de Sucupira e o Farol Dona Maria Pia. a Cidade Velha/antiga Ribeira Grande (primeira capital de Cabo Verde): a antiga capital do país, foi a primeira cidade construída por europeus na África Ocidental, (principal ponto de comércio de escravos entre a África, a Europa e a América). Reconhecida pela UNESCO como Património da Humanidade. o Forte Real de São Filipe (que fica no topo de um penhasco); o Museu do Campo de Concentração do Tarrafal, e a Serra Malagueta. Praias: do Tarrafal, Prainha, Quebra Canela e ainda… as de Mangue, de Gamboa, de Portinho e de São Francisco |

1. COMO ALCANÇAR A ILHA DE SANTIAGO
A Ilha de Santiago funciona como o principal centro de transporte inter-ilhas de todo o país/arquipélago. O avião é a opção mais simples e fiável para chegar à Ilha. Também existe a possibilidade de alcançar Santiago de barco, mas como as travessias são irregulares, torna-se pouco prático.
2. A NOSSA EXPERIÊNCIA
A Ilha de Santiago representou, na nossa viagem, a última a ser explorada (tendo já visitado e apreciado as maravilhas das ilhas de São Vicente, Santo Antão e Fogo), no entanto, serviu também como ponto de chegada (voo de São Vicente para Santiago) e de partida e chegada (voo de Santiago para o Fogo e Fogo-Santiago). Como os voos são de curta duração a viagem foi tranquila!
Percurso completo– 1º e 2º dia

Momentos do 1º dia


Ora bem… então vamos lá mostrar um pouco do que vimos na ilha de Santiago!
Fizemos um trajeto de autocarro da cidade da Praia até à Fortaleza Real de São Filipe, tendo-a gozado na sua plenitude, passando isso por visitá-la e contemplar a linda paisagem, nela incluindo a Cidade Velha, outrora designada Ribeira Grande.



Aí íamos nós fazer um trajeto curto de autocarro para atingir o centro histórico da Cidade Velha.

Chegados aí, passámos pelos restos da Sé Catedral e de seguida encaminhámo-nos para as Ruas da Banana e da Carreira, resultantes da expansão urbana ocorrida durante o séc. XVI (formam o bairro de São Pedro, na altura zona de moradia da elite (da então Ribeira Grande de Santiago), destacando-se grandes armadores, comerciantes e funcionários régios). Trata-se das primeiras ruas urbanizadas pelos europeus em África.


Depois de termos feito a transição do século XVI para a época presente, reconhecemos que quando estamos dispostos a preservar, vivenciamos momentos de uma riqueza absoluta.
Mais altos momentos iam acompanhar-nos ao longo do nosso dia. O almoço no restaurante Kaza Antu, virado para a água, “obrigou ” a ir gozar momentos descontraídos com os pés entre pedras e pedrinhas, tendo a refeição sido interessante, nela incluindo a famosa cachupa e a sobremesa, mousse de camoca (feita com farinha de milho torrado, típica da gastronomia de Cabo Verde). A seguir ainda passámos no Pelourinho.
Daí dirigimo-nos de autocarro para a cidade da Praia, tendo começado a explorá-la na zona do Plateau – Rua 5 de Julho. Fomos a um recanto com alguma street art e espreitando lá para baixo via-se o Mercado de Sucupira.
Voltámos à Rua 5 de Julho tendo ido gozando a tranquilidade que ali se vivia. Passámos pelo Mercado Municipal da Praia/Plateau mas o mesmo estava fechado. Assim sendo continuámos na mesma rua até atingirmos a Praça Alexandre Albuquerque, sendo a mesma, a praça central do Plateau rodeada por edifícios oficiais onde se concentram os edifícios mais importantes, nomeadamente o Palácio da República ou Presidencial, a Câmara Municipal, o Palácio de Justiça e a Catedral. Como o Plateau foi construído num planalto elevado, tem-se uma vista privilegiada sobre a baía e o resto da cidade da Praia.


Junto ao Palácio Presidencial, encontra-se a estátua de Diogo Gomes, o navegador português que descobriu a ilha em 1460.
Depois desses momentos dedicados à cidade da Praia, ainda conseguimos ir dar um saltinho à Prainha (praia perto do nosso hotel – Hotel Oásis Atlântico Praiamar) e deliciarmo-nos nas águas agradáveis de Cabo Verde. Jantámos no hotel.
Momentos do 2º dia


Saímos de autocarro em direção a São Jorge dos Orgãos com a finalidade de visitar o Jardim Botânico. A seguir dirigimo-nos-nos para a Assomada.


Depois fizemos um trajeto de autocarro para alcançar o Museu do Campo de Concentração do Tarrafal que em tempos idos funcionou como local de martírio para alguns, motivado pelo desvario de pessoas indigentes.


Para esquecer um pouco esses momentos, aí íamos nós, de novo de autocarro, para gozar a linda praia do Tarrafal e a tranquilidade que aí se vivia. Almoçámos no Hotel Oásis, virado para a praia do Tarrafal.
De seguida assistimos a uma atuação de Batucadeiras, constituído essencialmente por raparigas jovens, representando isso, momentos de dança, de canto e batuque. Muito interessante e único.


Depois desses momentos maravilhosos nas nossas vidas, iniciámos o regresso à cidade da Praia, apetecendo parar em quase tudo que era local pois a costa apresentava paisagens divinais. Fizemos uma paragem na Ribeira dos Picos, zona da maior produção de banana e coco.


Lá íamos nós para a cidade da Praia, gozar ainda um pouco a piscina do hotel. Jantámos no restaurante Quintal da Música com música ao vivo. Foram momentos muito interessantes. Pena representarem o fim das aventuras em Cabo Verde.
C. INFORMAÇÕES ÚTEIS
| 1. Documentação obrigatório Passaporte com validade superior a 6 meses após a data do regresso |
| 2. Saúde não existem vacinas obrigatórias recomenda-se que leve a sua “farmácia pessoal”: analgésicos, antidiarreicos; pode, se considerar importante, ir a uma consulta do viajante |
| 3. Diferença Horária menos 2 horas que em Portugal Continental |
| 4. Conselhos Gerais –Recomenda-se– beber sempre água engarrafada, nunca da torneira; levar protetor solar, chapéu, óculos de sol, roupa leve e calçado confortável |
| 5. Moeda Escudo cabo-verdiano 1€ = aproximadamente 110,27 CVE Pode levar Euros para trocar pela moeda local (se quiser ter CVE para pequenas compras), no entanto o Euro é aceite. os cartões de crédito ou débito também são passíveis de utilizar nalguns locais. |
| 6. Eletricidade Voltagem e tomadas idênticas às de Portugal |
| 7. Comunicações se não necessitar de estar sempre contactável pode usar o wi-fi dos vários locais: hotéis, restaurantes… sendo que por vezes a rede é fraca! |
Mas como se costuma dizer, pró ano há mais! Quem sabe?! Não hesitem em ir conhecer terras lindas com gente extremamente afável com o lema: Cabo Verde, no stress!