Estrasburgo capital da Alsácia, é considerada também uma das capitais europeias devido às inúmeras instituições europeias: Conselho da Europa, Parlamento Europeu (dividido com Bruxelas) e Corte Europeia dos Direitos Humanos.
Historicamente, a região passou da França para a Alemanha diversas vezes, resultando daí uma rica mistura cultural e arquitetónica de influências alemãs e francesas.
Situa-se no nordeste de França e perto da fronteira alemã. É atravessada pelo rio Ill (ill) que desagua no rio Reno junto a Estrasburgo dividindo-se em vários braços, no centro da cidade, contribuindo assim para a reputação turística do bairro da Petite France.
Situada a uma altitude média de 140 metros acima do nível do mar, Estrasburgo caracteriza-se por um relevo relativamente plano sendo que no centro da cidade, se distinguem somente leves ondulações do terreno, culminando isso próximo da catedral

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e no cruzamento da Grand-Rue (rua Grande) e da rua do Fossé-des-Tanneurs, correspondendo às zonas de habitações mais antigas.
Estrasburgo é, assim, uma cidade emblemática sendo uma mistura interessante entre o antigo e o moderno. Para além da imensidão de ruas repletas de casas típicas, de palácios, das várias pontes, das torres, da famosa catedral, de edifícios modernos, há uma presença constante de uma variedade de flores ao longo da cidade que a torna imemorável e de uma beleza incomensurável. É uma cidade alegre, onde apetece estar. Tendo nós começado pelos pequenos pitorescos vilarejos alsacianos, chegámos a pensar que a cidade de Estrasburgo seria uma desilusão pois sendo uma cidade maior é mais difícil ela ter o mesmo encanto de uma Colmar, Riquewihr, Eguisheim….. Surpreendeu-nos verdadeiramente. Tem um legado rico do passado que tem sido enriquecido e conservado no presente. Já visitámos Estrasburgo 2 vezes e recomendamos vivamente.
| 1. COMO CHEGAR A ESTRASBURGO |
| 2. LOCAIS A NÃO PERDER |
| 3. ROTEIRO |
1. COMO CHEGAR A ESTRASBURGO
Não há voos diretos para Estrasburgo. Se quiser dedicar a viagem à Alsácia e/ou à Floresta Negra o mais lógico é fazer o voo até Mulhouse.


Uma das vezes voámos para Frankfurt (tendo aproveitado e conhecido um pouco mais da Alemanha) e da outra para Mulhouse (aeroporto que serve 3 países – França, Alemanha e Suiça). Voando para Mulhouse está a 1h15m (114km) de Estrasburgo de carro indo pela parte francesa (Alsácia) podendo aproveitar para conhecer logo, ao longo do trajeto, a região de vinhos da Alsácia (vilarejos de uma beleza ímpar): Eguisheim, Colmar, Turckheim, Kayserberg, Riquewihr entre outros. (se for essa a opção pernoite em Colmar ou Riquewihr ), ou se preferir fazer o percurso pela Floresta Negra (parte alemã) está a cerca de 1h30m (134km) de Estrasburgo.
2. LOCAIS A NÃO PERDER
| 1. Grande Île | |
| 2. Petite France | |
| 3. Catedral de Notre Dame | |
| 4. Maison Kammerzell | |
| 5. Praças: Gutenberg e Kléber | |
| 6. As Pontes Cobertas | |
| 7. A Barragem Vauban | |
| 8. Passeio de Barco | |
| 9. Fazer uma refeição à beira de um dos canais | |
| 10. Palácio Rohan | |
| 11. Museus | |
| 12. Instituições Europeias |
1. A Grande Île ou Ilha Grande é o coração histórico de Estrasburgo e está rodeada pelo rio Ill (ill) e ligada à restante cidade por uma série de pontes. Nessa zona encontram-se as principais atrações da cidade: as 4 igrejas mais antigas: Igreja de São Tomás, Saint Pierre-le-Vieux, Saint Pierre-le-Jeune e Saint Étienne, as Praças Gutenberg e Kléber, a Catedral gótica com o seu relógio astronómico do século XVI que funciona até hoje, a Maison Kammerzell e o famoso bairro Petite France, entre outras.



2. A área com canais conhecida como Petite France é um bairro pitoresco do centro histórico da cidade, (que no passado era ocupado por pescadores, moleiros e curtidores), no extremo oeste da Grande Ilha, com ruas calcetadas, casas de estilo enxaimel bem conservadas, muitas delas à beira de pequenos canais, como a Maison des Tanneurs – Casa dos Curtidores – construída em 1572. Essa Casa bem como a Place Benjamin-Zix situam-se no coração do bairro (margem norte do rio). Desta praça saem várias ruas, incluindo a Rue du Bain-aux-Plantes e a Rue des Dentelles. No limite oeste deste bairro goze as pitorescas Pontes Cobertas. A leste situa-se a igreja de Saint Thomas, principal igreja luterana da cidade. Este bairro foi classificado como Património Mundial da UNESCO após 1988.





3. A famosa Catedral de Notre-Dame, símbolo da cidade, é a mais antiga catedral gótica do mundo (construída entre 1277 e 1439) representando um verdadeiro trabalho de pedra semelhante a renda e uma impressionante decoração esculpida, excepcionalmente elaborada, sendo de realçar a majestosa janela rosa na fachada principal por cima da entrada.




Até ao séc. XIX possuiu a maior torre do cristianismo (142 metros) remontando esta ao séc. XV.
Oferece também uma coleção excecional de vitrais dos séculos XIII e XIV


bem como o relógio astronómico que todos os dias às 00.30, precisamente, começa a animação dos autómatos com o desfile dos 12 apóstolos antes de Cristo. (para observar essa animação deve dirigir-se à porta sul por volta da meia-noite)
Poderá ainda subir (332 degraus) até ao telhado da catedral e observar a cidade daí.
4. A Maison (Casa) Kammerzell, adjacente ao Posto de Turismo, é uma das construções mais famosas da cidade e um dos edifícios civis medievais mais ornamentados e bem preservados da arquitetura gótica tardia (séc. XV).
5. A Praça Gutenberg, situada perto da Catedral, possui uma estátua para honrar o inventor da imprensa, o qual viveu em Estrasburgo durante alguns anos. Aí encontra-se o edifício da Câmara do Comércio (tendo sido a 1ª Câmara Municipal) em estilo renascentista. A Praça terá funcionado como centro administrativo e político durante alguns séculos (desde a Idade Média até ao séc. XVIII).
A Praça Kléber é a principal praça pedestre pública de Estrasburgo, repleta de canteiros de flores e fontes de água. Ela constitui um ponto de encontro de quaisquer tipo de eventos (culturais ou desportivos) ou ainda para admirar a enorme árvore de Natal. Refira-se ainda o edifício histórico Aubette, de arenito rosa do séc. XVIII, o qual é um marco artístico e histórico com entrada gratuita e apreciado por muitos turistas. Tem três salas principais abertas ao público. A instalação inclui teatro, galeria e café.
Tanto a Praça Gutenberg como a Praça Kleber situam-se na Grande Ilha.
6. As Pontes Cobertas, fortificações medievais (séc. XIII), que mantiveram esse nome apesar de neste momento já não terem telhado, são um conjunto de três pontes e quatro torres que constituem uma obra defensiva erguida no século XIII no rio Ill.
As três pontes cruzam os quatro canais do rio Ill, que passam pelo bairro histórico Petite France. Foram classificadas como Monumento Histórico desde 1928.



7 – A Barragem Vauban, erguida no séc. XVII no Rio III (ill) de acordo com os planos traçados por Vauban, com teor defensivo a fim de reforçar as fortificações medievais, em arenito rosa, é constituída por 13 arcos (podendo as comportas ser fechadas permitindo a elevação do rio e, assim, o alagamento de todas as terras ao sul da cidade, mantendo-a protegida de ataques) e 120 metros de comprimento. Três dos seus arcos são elevados para permitir a navegação e o corredor é atravessado por pontes levadiças. O terraço no seu topo (da década de 60) oferece vistas panorâmicas para as Pontes Cobertas e para o bairro da Petite France. Há uma série de restaurantes nessa zona bem como lojas (em redor da Grand’Rue) que vendem roupas e lembranças como louças, vinho e chás de especialidade. Foi classificada como Monumento Histórico desde 1971.
8. Depois de já ter uma noção da cidade não perca a hipótese de fazer um passeio de barco pelos canais para observar a cidade vista sob outra perspetiva, tendo oportunidade de ver o contraste entre o clássico e o moderno.



O local de embarque situa-se perto do Palácio Rohan e a viagem é operada pela empresa Batorama

a qual possui 2 tipos de barcos: coberto ou descoberto, permitindo, assim, efetuar viagens independentemente das condições meteorológicas, e 2 tours:
Estrasburgo, plus de 20 siècles d’histoire (1h10m) – Petite France, Barragem de Vauban e Instituições Europeias
e Estrasburgo, Grande Île ( 45min.). Nós optámos pelo 1º pois é mais rico!
9. Almoçar ou jantar junto das margens do canal é uma experiência duplamente interessante: pelas iguarias alsacianas (choucroute, tarte flambée, baeckeoffe, entre outras coisas e um bom vinho da Alsácia) e pela beleza e tranquilidade da paisagem. A nossa experiência pautou-se pelo restaurante Marco Polo perto das Pontes Cobertas.
10. O Palácio Rohan, edifício situado na Grande Ilha remonta ao séc. XVIII. Foi residência de episcopado e de Napoleão. Pode sempre admirar o seu estilo arquitetónico e ainda visitar alguns dos seus museus pois neste momento alberga o Museu das Artes Decorativas, o Museu das Belas Artes (coleção muito rica de pinturas, de Botticelli a Goyat e Rubens) e o Museu Arqueológico (história completa da Alsácia desde a pré-história).
11. Museus
Como qualquer cidade, Estrasburgo também tem alguns museus ao dispor. Para além dos acima citados e dependendo do tempo e preferência assim fará a sua escolha:
Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Estrasburgo, próximo da barragem Vauban, pinturas de Monet, Picasso e Brauner, o Museu Histórico de Estrasburgo e ainda o Museu da Alsácia.
12. As Instituições Europeias – Conselho da Europa, Parlamento Europeu e Corte Europeia dos Direitos Humanos



situam-se fora do centro de Estrasburgo. Pode alcançá-las de carro, se quiser gozar essa zona a pé, ou de barco.
3. ROTEIRO

De acordo com o tempo que dispuser ou quiser dedicar a Estrasburgo assim decidirá. Da primeira vez só lhe dedicámos 1 dia por não termos mais tempo, mas aquando da segunda vez pernoitámos 3 noites. Ficámos alojados no Ibis Styles (na Petite France) com uma localização duplamente interessante: pela vista em si e o fácil acesso aos locais de maior interesse.
1 DIA

Se tiver um dia completo tente cumprir do ponto 1 ao 9, significando isso dar uma volta pela Grande Ilha dando importância essencialmente à Catedral, às Praças Kléber e Gutenberg, à casa Kammerzelle e ao famoso bairro Petite France onde não pode perder um passeio passando pela Maison des Tanneurs, pelas Pontes Cobertas e Barragem Vauban. Tente incluir a todo o custo uma refeição à beira de um dos canais e o passeio de barco (que nós não conseguimos fazer da 1ª vez, mas é altamente recomendável e imperdível!) Alcançado tudo isto ficará com uma ideia razoável de Estrasburgo.
2 a 3 DIAS
É claro que se conseguir dedicar 2 a 3 dias a Estrasburgo não se arrependerá pois é uma delícia poder gozar esta cidade maravilhosa durante mais tempo.
Vale a pena ou na chegada à cidade ou quando estiver de saída (porque não se situam no centro de Estrasburgo), dedicar um pouco de tempo à zona das Instituições Europeias (perto do Parque Orangerie) pois apesar de não se poder entrar, é interessante andar por ali e observar com os nossos olhos aquilo que só até aí nos tinha sido dado ver na televisão, sabendo nós que é um dos locais onde se tomam decisões importantes.
Nós fomos forçados a dedicar mais um dia pois era fim de semana e estava a decorrer uma Braderie – podendo isso significar concertos de música, festivais, eventos desportivos, acampamentos, eventos em espaços exteriores, feiras, grandes aglomerações, festividades, mercados – sendo que nos sentimos impedidos de retirar o carro do parque de estacionamento pois não se podia circular em determinadas zonas da cidade até às 10 da noite e não fomos avisados na receção do hotel! Por acaso não tínhamos avião para apanhar senão lá teríamos que deixar o carro no parque e contactar com a empresa de rent-a-car e explicar a situação!
Mas há males que vêm por bem! Foi assim que conseguimos fazer o passeio de barco, almoçar descansadamente perto do cais de embarque e gozar o espírito e tranquilidade de Estrasburgo.


Não perca a hipótese de um dia conhecer esta linda e descontraída cidade da Alsácia!












