

se puder dedique 1 a 2 dias
Apesar de serem consideradas 2 possessões portuguesas, tiveram sob o seu domínio durante decursos muito diferentes: El Jadida – mais de 250 anos e Essaouira apenas cerca de 4 anos.
El Jadida e Essaouira são duas cidades costeiras atlânticas bastante diferentes em ambiente: El Jadida é mais discreta, equilibrando a preservação do seu passado histórico com o crescimento de uma cidade moderna e vibrante, com uma população diversa: árabes, judeus, berberes, com forte herança portuguesa, onde as muralhas contam histórias de séculos. Essaouira é mais turística, boémia e ventosa de tal forma que é designada como “Wind City, Afrika”. É conhecida e apreciada pelos amantes de windsurf.
El Jadida era conhecida como Mazagão durante o domínio português (de 1506 a 1769), tendo sido renomeada como El Jadida – “A Nova” no século XIX. Situa-se a 100 km a sudoeste de Casablanca, 135 km a nordeste de Safim e 200 km a norte de Marraquexe.
El Jadida é, assim, uma cidade costeira no litoral atlântico de Marrocos, conhecida pelo seu legado português como Mazagão. Destaca-se pela Cité Portugaise e pela sua medina classificada como Património Mundial da UNESCO desde 2004, tendo sido eleita como uma das sete maravilhas de origem portuguesa no mundo em 2009.
Essaouira, antigamente chamada Mogador, é uma cidade da costa sudoeste de Marrocos. Situa-se 124 km a sudoeste de Safim, 350 km a sudoeste de Casablanca, 175 km a norte de Agadir e 180 km a oeste de Marraquexe.
“O conjunto histórico da cidade encontra-se classificado como Património Mundial pela UNESCO. Nele destacam-se as muralhas e baluartes, onde ainda podem ser apreciadas as antigas peças de artilharia portuguesas, assim como a primitiva igreja e as fortificações na pequena ilha de Mogador, fronteira ao porto.” in https://pt.wikipedia.org/wiki/Essaouira
A cidade esteve sob domínio português no início do séc. XVI, (de 1506 a 1510) então conhecida por Mogador. Em 1506 D. Manuel I mandou construir uma fortaleza chamada Castelo Real de Mogador mas nenhum elemento visível do castelo subsiste hoje, ficando a sua localização na zona da atual Skala du Port. Tratou-se de uma ocupação muito limitada: basicamente a fortaleza e uma pequena guarnição. A fortificação foi atacada por grupos berberes e acabou por ser abandonada ainda em 1510. A memória da presença portuguesa sobrevive, essencialmente, no antigo nome Mogador.
| A- LOCAIS DE INTERESSE 1. El Jadida 2. Essaouira |
| B – A NOSSA EXPERIÊNCIA |
A – LOCAIS DE INTERESSE
1. EL JADIDA
| Cité Portugaise: medina fortificada: – zona histórica costeira tranquila, murada e fortificada, com um labirinto de ruas estreitas– as muralhas com bastiões como L’ Ange e St. Sébastien, oferecem vistas panorâmicas; – uma das sete maravilhas de origem portuguesa – |
| Cisterna Portuguesa: antigo depósito de água manuelino com abóbadas impressionantes, redescoberto em 1916 e cenário do filme Otelo de Orson Welles; a luz natural cria efeitos hipnóticos no chão molhado |
| Palais Andalous um hotel que exibe os melhores exemplos da arquitetura tradicional marroquina |
| Praias e Porto as Praias de Haouzia e Sidi Bouzid oferecem areias amplas para banhos e desportos aquáticos; o porto histórico pode servir de ponto de partida para passeios marítimos. |
2. ESSAOUIRA
| Medina de Essaouira possui vários portões (bab) históricos de acesso, sendo os mais conhecidos: Bab Doukkala (a nordeste), Bab Marrakech (a sudeste) e Bab Sbaa (Dentro da medina, cada rua leva a um portão da cidade ou bab, exceto o terminal norte da Rue Mohamed El Qory, que termina na muralha da cidade). é uma das medinas mais bem preservadas de Marrocos tendo sido listada pela UNESCO como Património Mundial em 2001 – representa a alma e coração da cidade velha onde tudo se passa – encanta com suas ruas labirínticas caiadas de branco, portões azuis, pelo seu efervescente caráter e fusão única da arquitetura europeia e marroquina; as ruas são usadas principalmente por pedestres |
| Porto de Pesca algo absolutamente imperdível apesar de ser um local caótico, fedorento e barulhento, é um centro ativo de pesca onde estão ancorados centenas de icónicos barcos de pesca azuis, tendo como pano de fundo o Skala du Port com o simbólico portão Bab El Marsa. Historicamente, é o lugar do original forte português mandado erguer por Diogo de Azambuja em 1506 e demolido no século XVIII aquando da reconstrução da cidade. Ainda assim, o pequeno bastião quadrado apresenta elementos do estilo manuelino quinhentista. O porto de Essaouira foi construído, em 1760, por Sidi Mohamed Ben Abdallah. A sua presente configuração data de 1969. |
| Castelo Real de Mogador na extremidade da atual Skala du Port foi o local escolhido para construir o Forte Português/Castelo Real – “em terra firme, na zona do porto de pesca que ali existe” “fontes cartográficas e estudos históricos localizam o Castelo Real no local do atual Borj El Barmil, o baluarte circular que se vê na extremidade poente da Skala du Port, junto ao mar. ao atravessar (a porta) Bab El Marsa está‑se a entrar pelo principal acesso portuário da cidade do século XVIII, passando muito perto da área onde se ergueu o forte português, mas sem que este se conserve como estrutura autónoma identificável“. in: historiasdeportugalemarrocos+1 |
| Skala du Port – guardião do património marítimo – atração imperdível: uma escadaria leva ao topo do bastião, de onde se tem uma vista panorâmica espetacular consiste em duas alas fortificadas, cada uma com 200 metros de comprimento, formando um ângulo reto; plataforma de artilharia emblemática de Essaouira: os canhões relembram o papel defensivo crucial que essa estrutura desempenhou na proteção da cidade contra invasões; os construtores reutilizaram pedras do antigo castelo para erguer esta estrutura, que ainda hoje se mantém de pé. |
| Bab El Marsa é a porta monumental que dá acesso direto entre o porto e a medina amuralhada, construída já em época marroquina no século XVIII. A associação popular entre Bab El Marsa/Skala du Port e “forte português” resulta sobretudo da memória do Castelo Real e da reutilização de materiais, bem como da presença de canhões de fundição europeia ao longo das muralhas voltadas ao mar. |
| Borj El Barmil o baluarte circular Borj el-Barmil domina Skala du Port – 2 alas fortificadas, que estão diretamente ligadas pelo Bab el-Marsa, o Portão Marinho: a sua principal função era proteger o porto. |
| Bab Tres Portes localizada na Medina de Essaouira, é uma praça bonita e movimentada com um grande portão com 3 arcos, que dá para uma longa viela repleta de vendedores ambulantes. |
| Torre do Relógio A torre construída em 1912 tinha cinco sinos e quatro mostradores de relógio, um de cada lado da torre quadrada; os relógios foram renovados em 2012. |
| Muralhas Skala de la Kasbah ou de la Ville subindo o imponente e maciço forte obtêm-se vistas magníficas para o mar |
| Bastião/ Rempart Mogador um pitoresco forte circular de pedra, serviu como defesa contra forças invasoras vindas do Oceano Atlântico. Há também réplicas de antigos canhões, sendo alguns deles portugueses. De lá obtêm-se vistas impressionantes do oceano e da cidade |
| Mellah o bairro judeu da cidade, foi oficialmente construído por ordem do Sultão Moulay Slimane em 1807 em resposta ao crescimento da comunidade judaica que tinha sido estabelecido desde a fundação da cidade em 1764; chegaram a viver e trabalhar cerca de dezassete mil judeus. Apesar de atualmente Mellah ser uma sombra desses tempos, preservam-se pelo menos as antigas Sinagogas Slat Lkahal Mogador e Haim Pinto. |
B – A NOSSA EXPERIÊNCIA
TARDE
| trajeto – Casablanca – El Jadida 100 km – 1hora e 30 minutos |
| visita a El Jadida se puder dedique pelo menos 1 manhã ou 1 tarde |
Tendo visitado a Mesquita de Casablanca (pela 2ª vez) de manhã e almoçado no Mood’s (espaço e comida fabulosa) com vista para o Atlântico, sentimos que nos estávamos a preparar para dar continuidade a uma paisagem deslumbrante. Estávamos a pouco mais de 100 km, 1hora e 30 minutos de El Jadida. Chegámos por volta das 17h 30 minutos. Tínhamos uma certa curiosidade, sendo portugueses, de observar o que restava da “nossa presença” em terras marroquinas!
Estacionámos perto do Château Rouge (mas se não tiver muito tempo deixe o carro perto do porto ou da fortaleza) e fomos andando ao longo da marginal, observando parte da zona balnear de El jadida. Aí íamos nós à procura da famosa Cité Portugaise! Deixámo-nos perder entre ruas e ruelas observando o casario, a oferta e diversidade de artigos à venda. Demos também atenção ao minarete da Grande Mesquita, sendo o único minarete pentagonal do mundo. Queríamos muito ver o ex-líbris da fortaleza ou Cité Portugaise: a Cisterna Portuguesa, mas com muita pena nossa, encontrava-se fechada (temporariamente). Saindo da Cité tem-se a seguir os bastiões St. Sébastien e o L’ Ange bem como o porto com barcos de pesca e a presença de alguns gatos. Essa zona é muito interessante pois oferece vistas panorâmicas.





Ao fim do dia dirigimo-nos de carro para o Hotel Mia Mazagan Bay, com uma localização excelente: Oceano Atlântico à vista! Acabámos por jantar no restaurante do hotel – um espaço muito interessante e iguarias muito agradáveis.
MANHÃ
| trajeto El Jadida – Essaouira 280km – 3h 30 min |
| visita a Essaouira |
Saímos cedo de El Jadida, tendo alcançado Essaouira por volta do meio-dia e meia.
Estacionámos não muito longe da Place Bab Marrakech, tendo passado pela Av. Moulay Youssef, para começar a explorar a maravilhosa Medina (Av. Mohamed Zerktouni, Place du Marché aux Grains…) à qual teremos dedicado cerca de 1 hora. Deixámo-nos deslumbrar pelas cores, pelo cheiro e pelo ambiente. Era impossível não nos deixarmos encantar em algo que fosse pois a oferta era indescritível!





Fizemos a Rue Mohamed El Qorry para atingirmos a Place Bab Marrakech tendo passado na zona da Bab Marrakech Tower e das muralhas passando por Bab Sbaa




para nos encaminharmos para o restaurante Ksou Rooftop: espaço aprazível e comida deliciosa, com vista para o Oceano Atlântico, para a Torre do Relógio, para a Rue Abdellah Chefchaouni e para a Bab 3 Portes.
Não apetecia sair daquele local maravilhoso mas muito mais havia para explorar na aprazível cidade branca e azul de Essaouira.
Aí íamos nós explorar mais um pouco da Medina, tendo entrado pela Bab 3 Portes e indo ao longo da Avenue de L’ Istiqlal – era a continuação de um colorido e de bancas de fruta, de legumes…


Mas … muitas mais maravilhas esperavam por nós! Fomos buscar o carro e estacionámo-lo na Place Moulay Hassan para começar a desbravar a zona do porto. Deliciámo-nos com uma imensidão de gaivotas e gatos. Dirigimo-nos para a Rue Skala para ver o Oceano, rochedos, parte do Rampart de Essaouira (para o lado direito), e começava-se a vislumbrar uma torre quadrangular designada como Skala du Port (do lado oposto), tendo sido para lá que nos dirigimos.

Aí começavam momentos deslumbrantes: fomos, desde logo, “recebidos” por alguns barcos azuis e pela (porta/portão) Bab El Marsa. Após isso sentíamo-nos autênticos marroquinos: ser um vendedor (piso térreo) no mercado de peixe, numa banca de venda de marisco, ou escolher um entre várias centenas de barcos azuis, que encantam qualquer um, e ir pescar algo mais! Todo este ambiente tinha centenas de “senhoras” gaivotas que eram clientes nativas!


Depois desses momentos subimos uns degraus para termos uma vista superior da imensidão do porto que continha um aglomerado de barcos de pesca azuis que encantam qualquer um e tem-se uma perspetiva deslumbrante para o Oceano, para a pequena Ilha de Essaouira e muito mais!
Depois de termos gozado aquela zona da cidade, dirigimo-nos, já com as malas (pois como o nosso alojamento – Dar Adul se situava na Medina não conseguíamos alcançar o local sem ser a pé!), para a Place Moulay Hassan, indo apreciando o ambiente, misturando isso pessoas, gatos e gaivotas.
Deliciámo-nos ao longo do trajeto – entre ruas e ruelas – Rue Skala, Rue Laalouj e Rue Touahen – repletas de lojas com uma oferta interessante e colorida – vestuário, peças de cerâmica, quadros…, até alcançar o local onde íamos pernoitar.




Era nossa intenção ir ainda à Skala de la Kasbah/City Walls e ao Rempart Mogador mas já estavam fechados, com muita pena nossa, uma vez que ofereceriam vistas fabulosas. Não tendo isso sido possível, ainda deambulámos um pouco nas imediações, tendo acabado por jantar num restaurante bem perto do alojamento.
Bom … mais havia para desbravar em terras marroquinas, apesar de considerarmos que as antigas possessões portuguesas mereciam mais tempo!
O mar por perto vem realçar toda a beleza natural e arquitetónica! Deve ter sido mais uma experiência mgnificamente enriquecedora!’😍
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Nós gostamos muito de Marrocos mas a essa zona ainda não tínhamos ido! Essaouira é um verdadeiro must! Tivemos pena de não lhe ter podido dedicar mais tempo!
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